img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */ }

terça-feira, 28 de maio de 2013

A LUNETA MÁGICA ( 01 )



Terça escura, chuva caudalosa , isso é bom quando não se tem que sair de casa.
Passei o dia na rua ontem e o tempo estava esquisito, chovia muito e ainda assim o sol guerreava contra o temporal; eu diria que o embate ficou empatado, deixando a nós, pobres mortais, uma sensação de abafamento insuportável. Pensem em como eu devia estar engraçado chegando aos locais onde precisava resolver minhas coisas, todo ensopado e com o sol a pino.
Foi um dia cheio de fatos pitorescos, mas pouparei vocês dos meu comentários pois creio que eu soaria repetitivo. Só vou dizer que ao descer do ônibus, em meio ao burburinho, eu pisei no pé de uma velha, ela fez Aaaaaahhhhh! Fiquei mortificado e pedi desculpas, mas aí já era tarde, não dava pra rebobinar a fita. Ela balançou a cabeça afirmativamente com cara de dor, eu desci do veículo pensando em como a vida é uma merda (as vezes).

Bem, as ilustras de hoje fazem parte do livro a Luneta Mágica, do Joaquim Manoel de Macedo. O protagonista é um sujeito míope, daí tentei dar a ele aquela característica típica dos caras que forçam a vista para enxergar melhor.

Um cheiro nas gatinhas e saudações aos gatões. A gente segue se falando.


domingo, 26 de maio de 2013

CEFALÉIA.



Se alguém me perguntar o que mais odeio além dos insetos, eu responderia que é dormir mal e comer pessimamente. Acho horrível uma noite mal dormida, sinto dores de cabeça, olhos irritados, uma moleza que tira a vontade de produzir.
Me lembro muito bem o melhor bolo que já comi, foi no casamento do Gil, meu irmão, em contrapartida não dá pra esquecer o pior, foi numa festa de aniversário de uma amiga de minha mãe.
Comer bem e dormir bem é um prazer do qual nunca abro mão quando me é possível. Esta é uma das razões pela qual não gosto de dormir fora de casa.
Felizmente, Deus me abençoou com uma companheira extremamente  asseada e excelente cozinheira. Ela esta sempre pesquisando temperos diferentes e novas receitas, nunca faço sugestão de cardápio, mas jamais me desaponto. Não há sal nem gordura em demasia, bebemos pouco refrigerante e sobremesas geralmente aos domingos, e olhe lá. Pelo qua já descrevi de minha rotina, vocês podem deduzir que não somos glutões e nos alimentamos nos horários devidos. Odiamos álcool e cigarro. No entanto, ambos, fomos ao cardiologista para exames de rotina e estamos com a pressão alta. Ela talvez justifique, porque apesar de estar com o peso proporcional à sua altura, há anos toma medicação para o problema de hipotiroidismo, então se o remédio não está controlando a pressão é só tomar outro que dê conta do recado. Mas no meu caso, a recomendação é trocar a medicação e voltar urgente aos exercícios, fazer dieta e tals. Aí é que a coisa pega. Não sei se isto vai funcionar comigo. Na boa, isto tudo é bonito, mas só chega lá quando a pessoa é muito disciplinada e dedicada. Minha meta é o melhor traço, cor que transmita sensações, a transmissão de ideias através de imagens em sequência.
Sempre fui um entusiasta do fisiculturismo, coisa que abandonei a muitos anos, mas mesmo no meu auge, nunca foi meu objetivo ser Mister Universo. Entendem o que quero dizer? Meu ideal de vida era estar entre os melhores no mágico mundo das artes gráficas.
Ok, nada contra os exercícios e caminhadas, mas acho que a coisa só tem eficácia com a dedicação, ou seja, tem que haver muito suor, e isso demanda uma energia mental que me faltará na hora de me sentar à prancheta. Tá certo, deve haver aquele cara que chupe cana, assobie e toque trombone ao mesmo tempo, mas não é meu caso.
Terei agora que comer legumes com o mínimo de sal, todas essas coisas, um preço bem pequeno para evitar um AVC, uma falência dos rins e todas as coisas a que está sujeita uma pessoa hipertensa. Vou avisando que não estou obeso.
Os produtos dito "lights" custam o olho da cara, meu irmão disse certa vez: é mais barato ser gordo. A verdade é que depois dos 40 a máquina começa a dar problemas. Então em nome do bom senso, vou parar um tempo todos os dias com as ilustrações e caminhar como um bom velhinho e comer saladas e legumes.
Espero que funcione, afinal o Bukowski morreu depois que parou de beber. Parece que o Poe também.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

VELOCIDADE.


As vezes procurando algumas artes no meio da minha bagunça encontro algum desenho esquecido, perdido, como certas lembranças. O curioso é que o que geralmente procuro de fato não consigo achar. Caras, isso é muito foda! Outro dia precisava de um livro para uma referência e nada de encontra-lo. Na minha memória a ultima vez que o tinha visto ele estava num ponto bem ao meu lado. Frustrado, deixei pra lá, me virei como pude, até que o achei por acaso, sem querer, quando já não precisava mais dele. Acontece comigo com muita frequência. Prometo a mim mesmo me organizar mais, mas qual o quê. Coisas da vida de todos nós.

Na verdade era pra eu ter postado ontem mais uma arte da minha série Famous Monster, mas não consegui finaliza-lo. Vai ter que ficar para a semana que vem, se nada der errado. Fiquem aqui com este desenho bobo, perdido entre tantos outros. Se não me engano ele deveria ter feito parte de um álbum de anatomia, algo relacionado a movimento, mas acabou ficando de fora.


Estou tentando deixar este blog atualizado com pelo menos duas artes por semana, no mínimo, já que não disponho de concentração para textos mais longos.

Nos vemos semana que vem? Eu espero vocês, se Deus assim o permitir.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

SEM TEMPO PARA ASSUNTAR.

Bom dia, caríssimos e caríssimas.
Muito a dizer, mas sem inspiração para tanto. Muitas coisas com o que me ocupar no momento.


Mas ficam aqui duas artes para começar a semana.
Eu as criei faz um bom tempo e se a memória não me trai, fazem parte de uns contos de Humberto de Campos. Trata-se dos azares pelos quais passam os protagonistas, cada um na sua respectiva história.


Beijos a todos e a gente vai se falando oportunamente.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

FAMOUS MONSTER ( 02 )


O Massacre Da Serra Elétrica para mim ainda permanece como um dos mais terríveis filmes de terror de todos os tempos. Muito já se falou sobre esta película, saiu até um livro sobre o mesmo recentemente, por isto não vou comenta-lo de forma aprofundada, mas não dá pra não citar que o diretor Tobe Hooper conseguiu o máximo usando o mínimo e criando um..... bem, poderíamos chamar de factóide? Que seja. Divulgando que o filme foi baseado em fatos reais acontecidos no Texas, deu a ele uma maior aura de bizarrice. Na verdade tudo ali é fictício, o filme praticamente não tem história ou motivação pra tanta insanidade, mas tudo é tão competentemente realizado que nada disso importa. Os planos fechados e os jogos de luz e sombra minimizam as possíveis deficiências que ele possa ter no quesito "efeitos de maquiagem". Possuo ele em casa e quando o assisto a sensação de desespero ainda é igual mesmo após tantos anos. Coisa de gênio.
Assisti a primeira vez numa cópia pirata em VHS nos anos 80, mas antes disso eu já tinho ido no cinema pra ver uma continuação muito fraca com o Dennis Hoper.
Os repetidos remakes são pastiches grotescos. O melhorzinho ainda é um que serve de prelúdio para o clássico de Hooper que tem o título de " O Massacre Da Serra Elétrica - O Início", mas não se compara nem de longe ao original.


Por isto, hoje vai aí minha modesta homenagem a um dos mais emblemáticos monstros do cinema, minha versão pessoal de LEATHERFACE, mas tinha que ser inspirado pelo Gunnar Hansen, o ator do filme original. Tem um aspecto simióide, né? Mas é como eu o vejo.

Nosferatu será o próximo.
Até lá.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

UM POUCO MAIS DE MACHADO.



Na sexta feira que passou fui novamente fazer um daqueles meus exames chatos num lugar longe pra cacete. No ônibus haviam lugares pra sentar, mas todos eles do lado onde bate o sol, e o astro rei daqui é de rachar! Como haviam nuvens prometendo chuva resolvi me sentar. Na altura de Piedade, um bairro bem próximo da onde moro, subiu uma negra com uma maquiagem berrante, tinha uma perna de pau, fedia a cigarro e se sentou ao meu lado, havia um guri com ela, devia ser seu filho.
Choveu. Em seguida o sol varreu as lágrimas do céu com fúria homicida.
Como sempre, o ônibus empacou na praia de Boa Viagem. Na boa, deve haver alguma espécie de maldição naquele lugar, porque não importa a hora do dia ou da noite os veículos ficam atravancados naquele trecho. Consultei meu relógio e pensei, "não importa que horas eu saia de casa", sempre chegarei atrasado aos meus compromissos", logo eu que procuro ser pontual.
Como por milagre, ao sair daquela avenida, o ônibus avançou livre como um cavalo louco numa planície. De repente ele parou. Achei que havia quebrado ou sei lá o quê, mas não, era apenas o motorista que foi atender ao celular e ali ficou por intermináveis minutos. Os passageiros começaram a se manifestar em uníssono: "vamos lá motorista, todos temos horários a cumprir!" "Vamos lá motorista, vamos embora!" Tá sacanagem, seu puto?" e coisas tais. Mas ele parecia surdo aos apelos. Acho que ficamos parados ali uns dez minutos, senão mais. Eu via a hora de alguém agredir o cara. Por fim, ele deu a partida e saímos.
Cheguei à clinica no horário certo.


Tomar a condução de volta naquele horário é caixão, mas fazer o quê? Nos semáforos eu via esses coitados, só pele e osso, limpando para-brisas com aquela água barrenta e me perguntando o que era mais difícil, sentar a bunda na cadeira de um grupo escolar e estudar ou aprender a fazer malabarismo com fogo? Certa vez, vi um coitado de um garoto plantando bananeira e caiu de boca no chão, sinceramente eu queria ter dado um trocado a ele por ter me provocado tantas gargalhadas. Sadismo da minha parte? Admito. Atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado. Sinceramente, sei que cada caso é um caso, todos temos nossas histórias tristes, mas posso afirmar que boa parte dos que ali estão não querem saber de estudo. O ser humano é difícil, ele quer ter liberdade e controle sobre seu destino mas não quer pagar o preço por suas escolhas. Prefere culpar o governo ou a sociedade burguesa por seus fracassos, essa é que é a verdade.
Tive um amigo de infância a quem estimava muito e tentei faze-lo tomar gosto pelos livros, mas o cara reclamava que eu era um tirano, os livros o faziam ter dor de cabeça. Ele só ouvia merda, procurei apresentar-lhe coisas como Belchior, Chico Buarque, Zé Ramalho e coisas do tipo, mas foi inútil.
Ao fazer meu estágio durante a faculdade, monitorei professores de arte e vi como a coisa é complicada. E olhem que naquela época os alunos não batiam nos professores, mas não havia respeito algum, a maior parte da petizada só queria saber de bagunça. Falo sério, a coisa era preocupante, a tragédia que se vê hoje começou a quarenta, trinta anos atrás. Um banana como eu não tinha a menor chance. Certo dia um professor faltou e tive que assumir sozinho, foi um dos piores dias de minha vida! Sabem, não nasci para ser policia de ninguém. Não tenho autoridade sobre quem quer que seja, há quem ache isso legal, eu sempre quis ficar na minha, fazendo meu trabalho em paz. Lidar com as pessoas, principalmente na faze de pré-adolescência é meu pior pesadelo.


O que estou lendo?
Uns contos de Conan Doyle e um livrão lançado pela Mithos sobre o Alan Moore.

Gibis?
Depois de tanto tempo sem ler super-heróis tô curtindo X-men x Vingadores e Juiz Dredd Magazine.

O que estou ouvindo?
David Bowie da década de 70, e obras imortais de Albert Ketelbey.

O que estou assistindo?
Séries de TV. Acabamos a sétima temporada de "Dexter" e Continuamos com "Guerra dos Tronos". Verônica gosta de "Revenge" e estou acompanhando-a.


Os desenhos e esboços de hoje são do romance "Casa Velha" de Machado de Assis.




Au revoir.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

JOHNNY RAMONE.


 A sexta feira amanheceu assim: nublada, mas com uma claridade estranha. Havia luz demais, embora grossas gotas de chuva tamborilassem na janela. Logo ficou escuro e o fragor aumentou de intensidade. Afastei as cortinas para observar a chuva. Adoro este tempo quando estou em casa. No horizonte, em direção a Lagoa do Náutico, o céu estava claro, de um azul límpido. No extremo oposto os ventos fortes traziam da praia uma profusão de nuvens apocalípticas cor de chumbo. Tão logo a tempestade passou a luminosidade do sol se fez presente com todo a sua intensidade. Não demorou e tudo escureceu de novo. Um forte aguaceiro castigou a região. Isto tudo no espaço entre meu banho frio e o café da manhã.
Agora, sentado em meu estúdio, nem sei como está o tempo lá fora. Nublado e sem chuva, espero, pois daqui mais um tempo terei que sair para as coisas que nunca me agradam, mas que se fazem necessárias.

Mais uma semana que passou assustadoramente rápida. Um Johnny Ramone feito furiosamente com caneta esferográfica azul de uma tacada só para fecha-la.

Nice weekend a todos e até a próxima, quem sabe. 

"INTRUSOS", QUADRINHO QUE (RE)LI RECENTEMENTE 01

 Bom dia, amados e amadas. Tudo bem com vocês? Aqui do meu lado, no que tange o lado financeiro, a barra está pesadíssima! Sempre esteve, ma...