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quinta-feira, 18 de junho de 2026

"INTRUSOS", QUADRINHO QUE (RE)LI RECENTEMENTE 01

 Bom dia, amados e amadas. Tudo bem com vocês?

Aqui do meu lado, no que tange o lado financeiro, a barra está pesadíssima! Sempre esteve, mas agora noto que conhecidos que nunca se queixaram tanto da vida, com bom salário e emprego estável, se veem roendo as unhas e contendo gastos. Isso explica, em parte, o Zé Gatão - Siroco, edição de colecionador ter despertado interesse mas nenhum consumo até o momento. Pudera, o mundo está um caos, mas principalmente o Brasil cujo o leme se encontra nas mãos da mais pérfida quadrilha que se tem notícia. Mas deixa isso pra lá, falar não adianta.

Sabem, tenho saudades do tempo em que eu comprava quadrinhos. Ler e ir ao cinema sempre foram as maiores (talvez únicas) diversões para mim. O cinema como eu gostava, morreu, as produções hoje, muitas delas boas, sim, bem produzidas, são esquecíveis, depois de um tempo não são mais lembradas como "O Tesouro de Sierra Madre", por exemplo. 

As HQs já é outro departamento, são legais hoje como sempre foram, o problema é que o dinheiro e meu espaço físico não permitem mais o colecionismo.

Por isso me volto para o que já foi lido. Me desafio a reler uma boa obra por dia.- dependendo do número de páginas, uma por semana - para não sentir a vida tão árida, uma vez que só tenho Verônica e Rodrigo por família e amigos de verdade vão se tornando dia a dia mais raros, boa parte dos que sempre me mandavam mensagens de apoio me abandonaram, não por descaso, quero crer, mas por que optaram por viver seus problemas fora do meu radar. Desejo sorte a eles, de verdade.

O item que reli semana passada foi Intrusos do Adrian Tomine (falei sobre "A Tristeza De Um Quadrinho Sem Fim", do mesmo autor, há umas postagens atrás) que comprei, se não me engano, em 2019. 

O que me agrada no Tomine é a forma como ele capta situações e dramas do cotidiano de modo que induz à reflexão e trás uma certa melancolia em traços simples e econômicos, mas muito bem feitos (por bem feitos, leia-se "não toscos", como é muito comum hoje em dia em HQs com a mesma temática).

Não vou fazer análise da obra, não é a proposta aqui, apenas registrar que alguns gibis ainda me encantam da mesma forma que eu sentia quando era criança. Agradeço a Deus por isso.

No momento releio Charles Burns com seu "El Borbah". Breve comento  aqui.


 

FIQUEM TODOS NA GRAÇA E AMOR DE CRISTO JESUS! 

 

 

 

 

 

  

segunda-feira, 8 de junho de 2026

ZÉ GATÃO - SIROCO EDIÇÃO DE COLECIONADOR

 A arte é para todos mas poucos apreciam, desses poucos, uma fração ínfima tem dinheiro para usufruir disso que é o que torna a vida terrena mais suportável.

Estou assistindo no streaming um spin off da cultuada série La Casa De Papel com o personagem Berlin (na verdade esse é o segundo spin off, o primeiro eu comecei a ver mas achei chato e não quis perder tempo). O que me chamou a atenção nesta série foi o sub-título: "A Dama Com Arminho", alusão ao quadro do Leonardo Da Vinci. Um dos episódios faz uns comentários muito pertinentes sobre a arte da pintura.

Pintar telas a óleo e expor em galerias mundo afora sempre foi o meu grande sonho, mas é uma aspiração que precisa ser alimentada dia a dia, que necessita de dinheiro, não só para materiais - que são caros - mas para poder mesmo se dedicar aos estudos. Tive que abortar essa quimera em prol da sobrevivência e como gosto de contar histórias, os quadrinhos (outra grande paixão, mas aqui falo como consumidor, não autor) serviram de substituto. Porém, as dificuldades enfrentadas por quadrinistas num país regido por ladrões e canalhas da pior espécie, onde não existe mercado e nem tradição, o que se tem é uma muralha quase intransponível. Sem contar que boa parte dos materiais que vem a público é ruim. Ganhei de presente um álbum de antologias do que se produz atualmente e a coisa é triste. Narrativas toscas e com desenhos fracos!

Eu e o Renato Tavares (um herói anônimo que quer deixar toda a minha obra em catálogo) cometemos uma nova edição do ZÉ GATÃO-SIROCO e o interesse por parte do público foi zero. Só consegui vender o meu exemplar (o que é mostrado no vídeo) para um amigo médico e colecionador de quadrinhos lá em Brasília, embora ele já tivesse a edição da Atomic. Umas duas pessoas me passaram mensagens pelo Facebook mas  devem ter se assustado com o preço.

Essa nova edição do SIROCO tem capa dura, papel offset de gramatura 120 (papel grosso), 288 páginas, contendo esboços, sketches e uma galeria de arte, o preço é 175 reais.

Num país cada dia mais miserável, dar 175 reais num álbum de quadrinhos que não é do Batman e nem do Homem-Aranha não é para fracos, então nem posso me queixar.

Repetindo o que eu disse no início do texto, a arte é para todos, mas nem todos tem a sorte de entender, apreciar ou dinheiro para tal. 

Como dito por alguém, quem gosta de arte é milionário, o artista gosta é de dinheiro.

Mas a sorte está lançada. Vamos ver se tudo isso vai render frutos um dia


 

        

QUADRINHOS QUE (RE)LI RECENTEMENTE - TODOS OS QUE POSSUO DO DANIEL CLOWES

 Olá, como estão vocês? Por aqui tudo continua difícil, são tantas dívidas que nem sei, ainda não pude colocar o meu MEI em dia, diariamente...