img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */ }

sábado, 18 de abril de 2026

PHOBOS E DEIMOS MAIS UMA VEZ À DISPOSIÇÃO.

 


 Quebraram minhas pernas logo na tenra infância e me obrigaram a correr, como era impossível, comecei a me arrastar e tem sido assim desde então. Dependendo do que se entende por sucesso, não dá para eu dizer com certeza se obtive êxito ou não. Se triunfo é ter uma meta e for lá e fazer independente se vão gostar ou não, então acho que sou um artista vitorioso. Para mim realização é obter recompensa pelo serviço bem feito e isso, ah, meus amigos, com toda certeza, não tive.

PHOBOS e DEIMOS, meu livro de contos em quadrinhos realizado entre 2003 e 2005 trata basicamente disso em todas as histórias e com resultados funestos para os protagonistas. É um livro pesado, com temas indigestos onde eu procuro, também, homenagear artistas que direta ou indiretamente contribuíram para minha formação como contador de histórias e como na época eu queria provocar um choque no leitor (sem a certeza de que teria algum) eu introduzi cenas de sexo explicito (algo que sabia, poderia limitar muito o público e mesmo assim mergulhei de cabeça).

Ficou guardado por 15 anos até que um editor teve colhões para publicar e saiu pela Editora Atomic. Graficamente ficou um material excelente, embora até hoje eu ache que na impressão algo se perdeu em relação às artes originais feitas a lápis. Pena que na campanha só tivemos 40 apoios, ou seja, só existem 40 livros por aí. Recebi feedbacks muito positivos por parte dos leitores, creio que agradou ao seleto público que abraçou o projeto.

Visando trazer este material para novos leitores, o Renato Tavares, meu novo parceiro na arte de perder dinheiro, queremos que este tomo esteja de novo a disposição de possíveis interessados, agora que é factível publicar por demanda.

Agora temos na versão original, formato 23x15, capa cartonada e também capa dura formato A4. Neste não tem uma editora por trás, apenas a coragem de dois caras em insistir no improvável, botar na praça um álbum de HQ amargoso como bile. O primeiro vídeo que eu fiz, postei num grupo de quadrinhos criado pelo saudoso Barata, no Facebook e no Instagram. Ninguém se interessou. Talvez eu precise divulgar mais, mas confesso que não estou com a menor paciência para participar de lives.

Vamos lembrando as pessoas aqui e ali de vez em quando para ver o que rola.  

PHOBOS e DEIMOS sempre será atual, é só ver o mundo como está para constatar isso.

Interessados podem me passar um email (eduardoschloesser@gmail.com) ou deixar uma comentário aqui, eu explico como fazer para ter esse ótimo livro na sua estante de graphic novels.

BOA NOITE A TODOS e até a próxima postagem, se DEUS quiser! 


 

  

4 comentários:

  1. Dizem que há três verdadeiros mistérios no Universo: "de onde vim?" "para que e por que estou aqui?" e "para onde vou?". O primeiro não me interessa, o segundo é realmente confuso para mim e o terceiro infelizmente eu tenho a resposta, e é a pior possível. (Bem que eu tentei ir embora aos 20, mas quando estendi a mão a Morte recolheu Seus dedos ossudos e tive que voltar.)
    Acrescento outro mistério insolúvel: "POR QUE INSISTIMOS TENTANDO, SABENDO QUE NÃO VAI DAR CERTO??" Mesmo sabendo dos resultados, que são sempre a mesma coisa, ou seja, nada, eu tento. Completa inutilidade que mostra que não sou um cara esperto. Sempre crendo que da próxima vez vai. Não vai. Nunca vai. Mas tento.
    Vivo desistindo, depois desisto de desistir. Certa vez eu disse que pararia de escrever e de desenhar, mas a necessidade de me expressar falou mais alto e fiz uma ilustração e um conto sobre desistir... Não tem jeito.
    Por que insistimos?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei porque insistimos, acho que não temos alternativas, se Deus nos deu a arte como uma porta para fugirmos da realidade (mesmo que essa arte muitas vezes represente a pior realidade possível) devemos passar por ela para não sermos esmagados pela vida.
      Eu creio na imensa misericórdia divina, um amor tão grande por sua criação que Ele mesmo se fez carne e foi levado à cruz para nos livrar das mãos do adversário, rasgar a carta de dívida e nos dar a chance de reconciliação com Ele (isto para quem crê, obviamente). Esse mesmo Deus conhece seu coração melhor do que você mesmo. Eu sei que suas lágrimas derramadas no silêncio do seu quarto tem chegado até Ele e embora possa não parecer aos seus olhos, Ele tem cuidado de você.
      Arrisco dizer que se você insiste é porque Ele quer que você nunca desista.

      Excluir
  2. Sempre torço por você a cada nova empreitada, e sei que a recíproca é verdadeira. E seguimos ambos perdendo tempo (se bem que nosso tempo vale nada mesmo...).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não acho que estamos perdendo tempo. Eu sei que não obtive um sucesso e status de um Will Eisner, por exemplo, mas para um país lascado, com um povo macunaímico como o nosso, eu até que fui longe, apostando num trabalho fora da curva, com um personagem complicado, com nome desdenhado pela maioria. Seis álbuns publicados (e outros livros) sem beijar a mão (e outras partes do corpo) de ninguém. Não tive público em quantidade, mas em compensação angariei o de melhor qualidade, por exemplo, atraí o seu gosto.
      Minha queixa é que eu poderia ganhar um pouco mais de dinheiro, mas sei que não sou o único a reclamar disso.
      Obrigado por seus comentários e vamos em frente, nos apoiando, é para isso que o Senhor nos quer aqui.

      Excluir

PHOBOS E DEIMOS MAIS UMA VEZ À DISPOSIÇÃO.

   Quebraram minhas pernas logo na tenra infância e me obrigaram a correr, como era impossível, comecei a me arrastar e tem sido assim desde...