Bom dia, amados e amadas. Tudo bem com vocês?
Aqui do meu lado, no que tange o lado financeiro, a barra está pesadíssima! Sempre esteve, mas agora noto que conhecidos que nunca se queixaram tanto da vida, com bom salário e emprego estável, se veem roendo as unhas e contendo gastos. Isso explica, em parte, o Zé Gatão - Siroco, edição de colecionador ter despertado interesse mas nenhum consumo até o momento. Pudera, o mundo está um caos, mas principalmente o Brasil cujo o leme se encontra nas mãos da mais pérfida quadrilha que se tem notícia. Mas deixa isso pra lá, falar não adianta.
Sabem, tenho saudades do tempo em que eu comprava quadrinhos. Ler e ir ao cinema sempre foram as maiores (talvez únicas) diversões para mim. O cinema como eu gostava, morreu, as produções hoje, muitas delas boas, sim, bem produzidas, são esquecíveis, depois de um tempo não são mais lembradas como "O Tesouro de Sierra Madre", por exemplo.
As HQs já é outro departamento, são legais hoje como sempre foram, o problema é que o dinheiro e meu espaço físico não permitem mais o colecionismo.
Por isso me volto para o que já foi lido. Me desafio a reler uma boa obra por dia.- dependendo do número de páginas, uma por semana - para não sentir a vida tão árida, uma vez que só tenho Verônica e Rodrigo por família e amigos de verdade vão se tornando dia a dia mais raros, boa parte dos que sempre me mandavam mensagens de apoio me abandonaram, não por descaso, quero crer, mas por que optaram por viver seus problemas fora do meu radar. Desejo sorte a eles, de verdade.
O item que reli semana passada foi Intrusos do Adrian Tomine (falei sobre "A Tristeza De Um Quadrinho Sem Fim", do mesmo autor, há umas postagens atrás) que comprei, se não me engano, em 2019.
O que me agrada no Tomine é a forma como ele capta situações e dramas do cotidiano de modo que induz à reflexão e trás uma certa melancolia em traços simples e econômicos, mas muito bem feitos (por bem feitos, leia-se "não toscos", como é muito comum hoje em dia em HQs com a mesma temática).
Não vou fazer análise da obra, não é a proposta aqui, apenas registrar que alguns gibis ainda me encantam da mesma forma que eu sentia quando era criança. Agradeço a Deus por isso.
No momento releio Charles Burns com seu "El Borbah". Breve comento aqui.
FIQUEM TODOS NA GRAÇA E AMOR DE CRISTO JESUS!
MEU AMIGO CELSO MORAES, ARTISTA, DESENHISTA E ÓTIMO ESCRITOR, NÃO CONSEGUIU COMENTAR (coisas do fantasma da máquina, as vezes esses navegadores cismam em sacanear com a gente, já passei por isso) MAS TOMEI A LIBERDADE DE COPIAR A MENSAGEM QUE ELE ME DEIXOU E COLO AQUI.
ResponderExcluir"Não li nenhuma das duas agaquês citadas e ando sem ânimo pra leitura, por melhor que seja a obra. A gente vai morrendo aos poucos. No meu caso, o leitor agoniza, o escritor e o desenhista tentam ressuscitar, mas até o momento, nada. Não sei se voltarei à tona novamente. Fico contente vendo que o amigo ainda encontra prazer nos quadrinhos".
Caro Celso, suas palavras em certa medida encontram eco na minha atual situação de vida, tudo é enfadonho e desanimador; será isso devido ao atual estado em que o mundo se encontra ou a idade nos torna apáticos à coisas que antes nos davam prazer? Acho que tudo isso junto e mais um pouco, o que lamento.
ExcluirMas, sim, as HQs (as boas, claro) ainda me dão prazer - quando tenho espaço e paz para me concentrar - felizmente.
Ler é sempre bom não importando em qual hora do dia
ResponderExcluirAssino totalmente embaixo.
ExcluirObrigado!
Olá, Eduardo!
ResponderExcluirEstou usando uma ferramenta de tradução para escrever esta mensagem, pois não falo português. Admiro sua arte há muito tempo e sempre quis ler suas histórias do Zé Gatão em ordem cronológica, mas não sei por onde começar nem onde encontrar tudo. Você poderia me dizer onde e como posso encontrá-las?
Além disso, seu trabalho já foi publicado em inglês alguma vez? Se não, não tem problema — eu estaria disposto(a) a tentar traduzi-lo por conta própria. É muito difícil encontrar informações sobre o Zé Gatão por causa da barreira linguística.
Um abraço, do Canadá!
Olá, Sarah, tudo bem? Fiquei feliz com sua mensagem. Espero que a ferramenta de tradução exponha bem a minha resposta.
ExcluirO Zé Gatão já conta com seis álbuns publicados desde 1997. O primeiro, conhecido como Cidade do Medo, eu tenho no meu estoque para venda. Os demais encontram-se esgotados nas editoras. Mas recentemente me associei com um fã e colaborador chamado Renato Moraes para voltar a imprimir alguns deles num formato maior e com capa dura. Esse processo é feito sob demanda, ou seja, você envia o pagamento, solicitamos à gráfica e ela produz o seu livro num prazo de até 12 dias úteis e é enviado para você. Remessas para fora do Brasil ainda tenho que verificar. Caso a gráfica não faça esse serviço, eu mesmo posso encomendar o livro e fazer o envia pelo post daqui.
Veja se há interesse da sua parte e me avise, por favor.
Desejo saúde e sucesso para você.
Muito obrigado!
Eduardo,
ResponderExcluirEstou viajando de carro há uma semana e, durante a viagem, tenho lido todas as histórias escritas que estão aqui no seu blog. Meu navegador faz a tradução automática para mim.
Você poderia me enviar um e-mail para que possamos nos comunicar com mais facilidade? Meu e-mail é : sarah.s3613@gmail.com
Eu adoraria conversar sobre o seu trabalho. Eu também sou artista de quadrinhos; comecei a trabalhar nisso em dezembro de 2024, mas ainda não publiquei meu trabalho oficialmente.
Muito obrigado!
Boa noite, Sarah!
ExcluirOh, quer dizer que você é artista de quadrinhos? Fantástico!!!
Vou entrar em contato com você por e-mail. Aguarde.