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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A PATA DA GAZELA ( 01 ).



Quando recebi o telefonema da editora (e isto faz tempo) com a boa nova de que teríamos mais 10 títulos de livros clássicos para ilustrar, a minha primeira pergunta foi:
-Vamos começar com qual?
-A Pata da Gazela, responderam.
-Como é !?!
-A Pata da Gazela, do José de Alencar. 
Claro, pensei eu, com um título desses só poderia mesmo ser o Zé de Alencar, com suas histórias românticas, prolixas e linguajar rebuscado, algo que sempre me soou pedante. Mas querem saber? Quem sou eu pra falar assim? Minhas histórias também tem disso, no meu caso, a verdade é que a intenção por trás delas é bem mais ambiciosa do que elas própriamente ditas. Não sei se é este o caso do Alencar, não sou estudioso do tema, mas é o que me parece cada vez que tenho que ler algumas de suas obras (sempre por alguma obrigação, no passado para obter boas notas na matéria, hoje para interpretar e desenhar algumas cenas de seus livros).
Um baita escritor, sem sombra de dúvidas, mas que nunca fez minha cabeça, bem diferente de Machado, Aloísio de Azevedo ou Lima Barreto.
Um artista é sempre o reflexo do seu tempo, penso eu, então ele se manifesta de acordo com a atmosfera que o circunvizinha exige. Seria este o caso de José de Alencar? Duvido muito. Político, advogado, crítico, orador, dramaturgo, polemista.... não sei, confesso que tenho um pé atrás com essas pessoas que pretendem ser super em tudo o que fazem, estes que, de carpinteiro a físico nuclear, aspiram ser o máximo. Porém, apesar de tudo, o Alencar é, e será sempre lembrado como um dos maiores (senão o maior) escritor romântico brasileiro, não importa o que ele tenha feito em paralelo, assim como o Jô Soares será sempre citado como comediante, mesmo que hoje seja apresentador de talk show, toque trompete, pinte telas, escreva best sellers e corte cabelo.
Bom, a intenção mesmo era falar sobre como este livro do Alencar em particular foi tão pouco inspirador para desenhar - e como de costume acabei viajando na maionese - apesar do tema ser um tanto pesado, pelo menos a princípio, quando paira no ar a suspeita de que uma das protagonistas tenha um um aleijão no pé. Opa, pensei eu, temos algo interessante aqui! E aí é que está o problema pra mim, o Zé de Alencar não surpreende. Entretanto, embora eu goste muito de trabalhar para esta editora, pela liberdade que me dão, estou amarrado ao convencional, tenho que, em prol do bom senso, ser o ilustrador mais bem comportado do mundo, afinal, eu sou antes de tudo um profissional, amarro o burro como o dono do burro manda.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

IRACEMA E OS MELHORES DA PADA 2012.


O evento "Os Melhores da PADA 2012" foi um sucesso. Muito melhor que o do ano anterior, e não foi porque ganhei dois troféus, MELHOR DESENHISTA (Yeah!) e MELHOR PERSONAGEM - ZÉ GATÃO (Yeah, baby, yeah!), bem, pra falar a verdade esse foi o motivo principal porque eu curti mais o deste ano, mas teve um monte de outras coisas mais.
Pretendo fazer um comentário detalhado na próxima postagem, por hora quem quiser saber em minúcias como foi a premiação é só acessar:

http://www.prismarte.com.br/pada/?page_id=2908

Bueno, atualmente estou ilustrando o clássico de José de Alencar, IRACEMA.
Na boa, eu tinha lido na adolescência, e embora seja muito bem escrito, continuo achando um puta livro chato!
Aqui dois estudos.
Até.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

OS MELHORES DA P.A.D.A.



Era pra eu ter postado sobre o evento da PADA a bastante tempo, mas tanta coisa na minha cabeça não me deixaram lembrar. O evento se dará hoje as 5 horas da tarde. O objetivo é heroicamente promover as HQs nacionais e premiar aqueles que publicaram quadrinhos no Estado de Pernambuco.
Como ano passado a PADA lançou uma edição especial do meu personagem ( GRAPHIC PADA 1 ESPECIAL ZÉ GATÃO ) estarei concorrendo em algumas categorias como mostra a lista abaixo:

MELHOR PERSONAGEM
Amaro Camarajipe, de Marcelo Schmitz
Animália, de Arnaldo Luiz
Cajun , de Diorge Thomas
Crânio, de Francinildo Sena
Lagarto Negro de Gabriel Rocha
Lôbo, de Luga
Magno, de Alcivan Gameleira
Zé Gatão, de Eduardo Schloesser


MELHOR ILUSTRAÇÃO
Wendell Cavalcanti pela capa da Prismarte 55 - Faroeste
Luciano Félix pela capa da Prismarte 56 - Aventura
Eduardo Schloesser pela capa da Graphic Pada 1 - Zé Gatão

MELHOR DESENHISTA
Alberto Pessoa (Purgatory)
Eduardo Schloesser (Zé Gatão - diversos)
Leandro Silva (Acróstico 1 e 2)
Luciano Oliveira (Revelações)
Luga (Crânio, Magnum e Lôbo)
Mário César (Papy the Duky fugiu da prisão)
Roseno Caetano (Royal Straight Flush and Blood)
Wendell Cavalcanti ( Cajun em Lembranças Amargas)
Arnaldo Luiz (Animália)
Sandro Marcelo (Pela honra de Bob Cole e A Incógnita dos Sicários)
Marcelo Schmitz (Tiras do Amaro Camarajipe)

MELHOR ROTEIRISTA
Alexandre Lobão (Acróstico 1 e  2)
Alcivan Gameleira (Crânio, Magnum e Lôbo)
Arnaldo Luiz (Animália)
Arthur Filho (Pela Honra de Bob Cole)
Diorge Thomas (Amargas lembranças)
Eduardo Schloesser (Zé Gatão - diversos)
Francinildo Sena (A Incógnita dos Sicários)
Luciano Oliveira (Revelações)
Luga (David)
Marcelo Saravá (Papy the Duke fugiu da prisão)
Marcelo Schmitz (Tiras do Amaro Camarajipe)
Mário Mancuso (Purgatory)

MELHOR HISTÓRIA EM QUADRINHOS
A Incógnita dos Sicários, de Francinildo Sena e Sandro Marcelo
A place where we used to live (Eduardo Schloesser)
Acróstico 1, de Alexandre Lobão e Leandro Silva
Acróstico 2, de Alexandre Lobão e Leandro Silva
Cajun em Lembranças Amargas, de Diógenes Thomas, Wendell Cavalcanti e Milena Azevedo
Cemitérios (Eduardo Schloesser)
Crânio, Magno e Lobo,  juntos, de Alcivan Gameleira e Luga
David, de Luga
Jô Suíno e Sylvia Porkovic entrevistam Zé Gatão (Eduardo Schloesser)
Noturno (Eduardo Schloesser)
Papy the Duke fugiu da Prisão, de Marcelo Saravá e Mário César
Pela Honra de de Bob Cole, de Arthur Filho e Sandro Marcelo
Purgatory, de Mário Mancuso e Alberto Pessoa
Quebra de Equilíbrio, de Arnaldo Luiz
Revelações, de Luciano Oliveira e Simião
Right here, right now (Eduardo Schloesser)


Será que levo algum troféu pra casa? Vai saber.
Se você estiver lendo isto agora, é de Recife e adjacências, apareça por lá.
A festa será as 5 da tarde no MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães), Rua da União, Boa Vista, centrão de Recife.

Bom fim de semana a todos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

APRENDA A DESENHAR - PRIMEIROS PASSOS VOLUME 2.


A Editora Criativo colocou na praça (faz um tempinho já) mais um volume dos meus métodos de desenho. Na verdade este livrinho reune alguns tópicos já lançados em edições da Escala. Este, além de um acabamento legal tem prefácio, posfácio e textos novos meus nas aberturas dos capítulos. Se alguém tiver interesse é só procurar numa boa banca de jornal.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

UM RECUSADO ANTIGO.


Fazia tempo eu não entrava numa padaria que tem perto de casa, lá o pão, as tortas doces e os lanches em geral são de excelente qualidade, mas os preços são absurdos e o atendimento é péssimo. Os proprietários, claro, fazem média com os clientes, é bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, volte sempre e etc, e tem que ser assim mesmo, mas em contrapartida os funcionários são de uma arrogância que poucas vezes vi na vida, e exclareço aqui que não é uma posição de quem não tem muito estudo, até porque educação e civilidade não dependem disto, mas é um comportamento que mais parece revanchismo, tipo, os donos não estão, então quem manda nesta merda sou eu, tenho de servi-los, mas nada me obriga ser agradável,  estou zelando por um patrimônio que garante meu salário, e ainda aproveito para cagar na cabeça de vocês. É a leitura que faço. Não sei se alguém já reclamou do tipo de ação que aquelas mulheres tem (a maior parte dos funcionários são do sexo feminino - porque mulher para mim é outra coisa - os homens são uns molengas) mas se o fizeram ninguém deu bola, pois entra ano e sai ano lá estão as tais, pensando que o estabelecimento é delas (talvez seja) e agindo como se não precisassem do seu dinheiro. Vejam bem, não é que elas te xinguem ou que te batam na cara, não, é uma postura de menosprezo, de falta de paciência e de que só te servem porque é o dever delas faze-lo e deixam isso claro em suas atitudes. Não gosto de ir lá, mas confesso que hoje bateu preguiça de ir mais longe pra comprar pão. É o preço que se paga por certas comodidades, mas tinha que ser assim?

Mas vamos ao que interessa, o desenho de hoje é um destes recusados pelo editor, estava perdido no meio da minha bagunça, era pra ser uma aquarela com motivos marinhos. Assim que viu o cão atacando a mulher o publicador quase arrancou os cabelos e pediu pra eu parar. Tirei a mulher e o animal e aí ele se acalmou. Ficou uma arte sem graça a que saiu na revista mas não ficou agressiva.
Até pensei, vou pintar este esboço só pra curtir, mas confesso que não tive ânimo. Quem sabe um dia? Acho difícil.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MAIS HUMBERTO DE CAMPOS.



Hoje foi o dia das filas. A primeira nas Lojas Americanas, a segunda no caixa eletrônico do Shopping, depois na C&A (só ali foi mais ou menos 40 minutos)  a quarta numa lotérica pra pagar um boleto, em seguida mais uns 30 minutos no supermercado e por fim na padaria, isto depois de haver realizado uma ilustração bem detalhada para IRACEMA, o novo livro em que trabalho.
O dia pra mim só está normal quando consigo fazer pelo menos um desenho, se for finalizado e que renda dinheiro, tanto melhor.
Bem, o caso é que com tantas filas, o estresse mental não me permite fazer uma postagem como eu gostaria, portanto fiquem com uma arte criada para um conto escabroso de Humberto de Campos.
Bom fim de semana a todos.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ESBOÇOS DE TRABALHOS EM ANDAMENTO.


Hello, folks, só pra manter o blog atualizado, posto aqui alguns esboços - desses que fazemos rapidinho - de alguns trampos que estou realizando atualmente.
Well, tem rabiscos que já foram aprovados e finalizados também. Uma hora qualquer eles dão as caras por aqui (se eu me lembrar de coloca-los, é claro).








ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...