img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */ }

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

1978

 


 Músicas e livros foram grandes escapes ao longo da vida, já relatei isso aqui.

No ambiente familiar as coisas estão ok, graças a Deus, mas de mim para mim a coisa não vai tão bem. Existem vários motivos para isso, uma delas é a maldita ansiedade. Sabem o que Jesus disse sobre não nos ocuparmos com o dia de amanhã? Pois é, eu tento, juro que tento ser otimista, ter fé, crer que Deus tem o controle de tudo (eu sei que Ele tem), mas quase sempre sou acossado pelo pensamento de que a qualquer momento a bonança possa ser quebrada pela conhecida tempestade e sinceramente não sei se meus nervos irão aguentar, há fortes indícios que não, a última tormenta deixou sequelas. Associado a isso está o fantasma da ruína financeira sempre chutando a porta. Não tenho encomendas, nada, nada, até o momento. Como pagar o aluguel? Os serviços? Fazer as compras da semana? Envelhecendo dia a dia, sem garantia de nada num país comandado por uma quadrilha, pessoas que assaltam a aposentadoria de idosos! Fica difícil não ser engolido pela depressão.

Mas houve um tempo em que as preocupações eram outras, eram dias menos pesados talvez por eu ser um menino sem as responsabilidades dos adultos, meu único medo era o de tirar nota baixa na escola ou não escutar o chamado do meu pai e levar uma surra dele.

No ano de 1978, atendendo a um convite de um amigo da família, fui passar umas férias no Rio de Janeiro. Lembrando hoje, não foram dias tão alegres, mas sim, deu pra sentir o que é estar afastado do espectro paterno e conhecer pessoas que a princípio me trataram muito bem.

Esses dias tenho ouvido certas canções que colaram em meus ouvidos naqueles tempos onde eu escutava rádio diuturnamente. É só ouvir e me transportar para o quase fim daquela década.

Vamos a algumas delas: I´m In You do Peter Frampton, Year Of The Cat do Al Stewart, You And Me do Alice Cooper, Kiss You All Over do Exile, Get Up And Go, do Pilote.

Claro que haviam artistas brasileiros, os que mais fortes me vem à memória são Raul Seixas com Maluco Beleza e Fafá de Belém com Foi Assim (possivelmente a única canção que gosto na voz dessa cantora).

Pensei em deixar os links das músicas na postagem mas confesso que estou com muita preguiça para isso, vocês, caso não conheçam alguma, podem pesquisar no YouTube, vale a pena.

Esse foi o meu desabafo de hoje, amados e amadas.

Até a próxima. 


 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O QUE ESTOU (RE)LENDO: GAVIÃO ARQUEIRO

 Parei de ler quadrinhos de super-heróis regularmente na primeira metade dos anos 80. Eu quase não tinha grana para comprar gibis e também, avançando na idade, os meus interesses começaram a mudar, muito disso eu  devo ao Gibi Semanal depois que descobri o Spirit do Will Eisner. Os europeus já tinham feito minha cabeça com Tintin  e Asterix, mas bem no final da década de 70 estava entusiasmado com as histórias de terror da Kripta e foi aí que a Heavy Metal entrou na minha vida. Nesses tempos, quando morei no Rio de Janeiro, me encantei com Ken Parker, Tex e Zagor (nesta ordem).

 


Na infância e juventude os supers dominaram minha vida ao lado dos personagens Disney, as publicações da Ebal, principalmente o titulo A MAIOR, que continham histórias do Capitão América, Thor e Homem de Ferro serializadas e a série INVICTUS, focadas no Batman e Super-Homem. 

 


Sem falar no Fantasma, que sempre foi o meu predileto. 

Mas a maioria eu li emprestado de colegas, não tinha grana para colecionar, com muito custo eu comprei as edições da Bloch (todos os títulos) por um tempo, mas como eu disse, meus interesses começaram a mudar a medida que eu ia ficando mais velho. 

Claro que eu lia algumas coisas bastante recomendáveis, principalmente os do Batman, nascia a era das tais graphic novels, V de Vingança, Whatchmen e os (entre aspas) títulos adultos da Abril e Globo até hoje estão na minha coleção. Mas no geral, as clássicas dos formatinhos da Abril  eu li de forma muito irregular, personagens de sucesso como Adam Warlock, Rom e Nova me passaram batidos, foi o período em que fazia faculdade e trabalhava em dois empregos.

Só de uns anos pra cá é que de certa forma voltei ao tema. Meus saudoso irmão Agildo me presenteou com a série Salvat (a coleção da Marvel em capa dura), ali, além de alguns clássicos que eu já conhecia, como Marvels, Queda de Murdock e Guerras Secretas, haviam pérolas de praticamente todos os heróis da Casa das Ideias, só o filé. No entanto os uniformizados estão bem longe de ser o meu gênero preferido de gibis, hoje em dia estou de novo totalmente por fora do que é produzido. 

 


No entanto a série do Gavião Arqueiro criada pelo roteirista Matt Fraction e desenhada pelo David Aja (tem outros colaboradores, claro) foi uma grata surpresa quando saiu em 2015. Com certo custo eu comprei as 4 edições encadernadas e já li umas 3 vezes. Releio agora uma quarta vez, ainda estou no primeiro volume intitulado "Minha Vida Como Uma Arma" e digo, é diversão garantida. Uma aula de narrativa com desenhos econômicos mas riquíssimos em expressividade. Posso dizer que esta série é uma das joias da minha coleção.

 


Por hoje é só. Volto assim que puder com mais um post (espero mesmo poder voltar, não tenho me sentido bem nos últimos tempos).

 

 

 

 

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

UMA VIDA NORMAL

 




 Eu queria muito vir aqui com notícias boas. Na verdade tenho sim, boas notícias, uma delas é que fiz agora há pouco a minha terceira refeição do dia, estou vivo (o que me permite sempre um novo recomeço, né?) e um dia, lá atrás, no fim dos anos 70 fui apresentado a JESUS. Melhores notícias do que estas impossível e isso já seria motivo suficiente para terminar a postagem agora. Mas materialmente falando, faltam algumas coisas: paz de espírito e dinheiro. Nunca tive as duas por longo tempo em 63 anos de vida. Eu nunca consegui ter uma vida normal. E aqui cabe uma pergunta: O QUE É TER UMA VIDA NORMAL?

Bem, segundo a minha ótica, um casal tem um filho, ensinam a ele bons valores, tipo aqueles descritos no Livro de Provérbios da Bíblia, falam da importância de ser justo, íntegro, que faça a sua cama ao levantar e nunca pedir a alguém uma coisa que não possa fazer primeiro; esse filho estuda, arruma um emprego, se casa, e passa para seu herdeiro os valores recebidos de seus pais. Isso tudo independe de etnia ou sucesso no trabalho, grana é uma coisa que vem e vai, sabemos que os problemas, as enfermidades e injustiças sempre vão estar presentes mas com paciência e perseverança (palavras que usei na minha existência como um mantra) consegue-se suplanta-los. Isso acho normal.

Certa vez eu vi uma senhora dentro de uma farmácia segurando um filho (presumo que fosse filho) que devia ter uns 14 anos, era claro que o jovem tinha sérios problemas neurológicos. Ele não andava, as pernas magras do menino indicavam atrofia. Ela o abraçava por trás, tentando conter seus braços que se movimentavam de forma involuntária derrubando o que estivesse ao seu alcance, a boca semi-aberta cheia de baba. Ao ver aquela cena, me enchi de piedade, aquela pequena mulher talvez não tivesse com quem  deixar o filho e precisava levá-lo onde quer que fosse e passava por aquele sofrimento. Eu diria que aquela não era uma vida normal. 

Eu assisti o documentário sobre a vida do Robert Crumb dirigido pelo Terry Zwigoff e posso dizer que a família do cartunista não é normal. Câncer na parentela não é normal, um marido alcoólatra que bate na esposa não é normal e eu poderia citar inúmeros exemplos. 

Eu nunca fui muito ambicioso, só queria ter uma família, filhos, netos. Jamais almejei ter meu nome em alguma premiação, placa de rua ou criar um personagem famoso como o Mickey Mouse ou o Batman, só queria viver decentemente do meu ofício, produzir meus quadrinhos, angariar um público fiel e ilustrar capas de livros. Nunca consegui. 

Eu fiz muita besteira na vida, muitos caminhos errados e sei que tudo o que plantamos, colhemos. Mas será que a colheita um dia chega ao fim? Ao menos um pouco de respeito e paz seriam suficientes agora que passei dos 60, mas não, as tensões (desnecessárias) se multiplicam. Falar mais me exporia além do necessário. Fica mais esse desabafo e a esperança de um dia vir aqui dizer, "amadas e amados, as coisas melhoraram, está tudo bem, a truculência, as ameaças e os insultos cessaram e as contas estão pagas".

Enquanto este momento não chega, clamo ao Pai da luzes (Tiago 1:17) por misericórdia e proteção.

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 6 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 6:

O Gatão e Bella voando à frente, seguiram por uma trilha
ascendente! Seu objetivo era alcançar a base de um vulcão extinto,
conhecido pelo nome de Vômito Ardente! Era distante! Gastariam
três horas para chegar até o sopé do velho cuspidor de lava,
adormecido! Na hora do almoço, pararam para se alimentar. Foi a
deixa para a morceguinha perguntar, ao amigo:
– Gatão...! Você acha que os três leões vão mudar?
– Não!
– Por que?
– Eles não sabem fazer outra coisa!
– Eles, então, vão continuar matando?
– Não tenha dúvida!
– Mesmo depois de tudo o que você disse a eles?
– Sim!
– E você acha que as hordas do deserto poderão vir aqui nestas
alturas?
– Não!
– E por que? - O felino olhou firmemente para a pequena
quiróptera, acrescentando:

– As hordas não conhecem este lugar! São restritas ao deserto!
Tanto elas, quanto os animais sobreviventes espalhados por lá!
– Eu também nunca soube desta Guerra, da qual você tanto fala!
– Esta Guerra destruiu a civilização dos mamíferos e todos os
seres de água doce e salgada, mas não o mundo inteiro e a
Natureza! Mas virá uma hecatombe que vai eliminar toda a Vida e
nem a Natureza resistirá!
– Que horror!
– Agora termine de comer, sua faladeira! Quero chegar na base do
vulcão antes do cair da noite! - Bella fez uma careta e botou a
língua para o felino! No fundo, ele achou até graça daquela
rebeldia pueril, mas não demonstrou! Arrumou tudo, seguindo
resolutamente, em frente!
– Hey, cara feia! Espere por mim! - e ela saiu voando depressa,
atrás do Grande Gato!
Bem no finzinho da tarde, o Gatão, com Bella empoleirada no
ombro direito do felino gris chegaram aos pés do imponente vulcão!
Acamparam portanto, sob sua enorme sombra, admirando com
bastante espanto, a morceguinha, as paredes de basalto
enegrecidas pelo magma, escorrido por elas, a milênios, ao ser
expelido pela cratera gigantesca, lá no alto! - Uaau! Deve ter sido
uma erupção terrível! Ainda bem que eu não existia! – pensou a
pequenina, se tremendo toda!

Fogueira acesa, refeição tomada, a insólita dupla resolveu
dormir logo, pois o dia seguinte prometia ser dureza!
Logo que o sol surgiu, um frugal desjejum foi consumido
rapidamente! - sopa leve de legumes enlatada – Meia hora, após
levantar acampamento, começou a dura subida até o topo do
vulcão morto! Reafirmo, dura para o felino! Não para a
morceguinha! Esta, ou ia voando, ou se encarapitava nos ombros
do felino! Como o Gatão era excepcionalmente forte e
absurdamente resistente, subiu até o cimo, sem esmorecer! No
entanto, ele levou mais de uma hora para atingir seu objetivo!
Era o meio da manhã, quando a cratera, tal qual uma bocarra
escancarada e faminta, se mostrou diante do acinzentado e sua
diminuta amiga! Em determinado ponto, nas bordas daquela
esquisita circunferência, foi achado um local seguro de parada! Ali,
se alimentaram de uma ração bem nutritiva para deixá-los
revigorados, mas não enfastiados, no sentido de atrapalhar a
próxima etapa: descer cratera adentro! Os leões haviam fornecido
um rolo de corda tão ou mais resistente que o cânhamo! A ponta da
corda foi amarrado firmemente em uma grande e protuberante
rocha! Logo, o Gatão foi descendo pelo gigantesco buraco,
apoiando-se de quando em vez, nas grossas paredes de basalto
negro que o compunham! O felino usava um capacete metalizado,
parte de seu equipamento militar, firme em sua cabeça! A lanterna
embutida lançava um forte facho luminoso que devassava as
trevas reinantes que se adensavam, à medida que se deslocavam
para baixo! A morceguinha Bella, não se atrevia a voar! Preferia

ficar colada ao felino cinzento, olhando assustada, aquelas
profundas e tentando inutilmente divisar o fundo, ainda invisível aos
olhos dos dois!
Quarenta minutos, após o início da descida, o solo pedregoso
foi alcançado! Era um espaço amplo que se medido, englobaria
diversos campos de futebol! Comparação engraçada, pois, do nada
e de maneira fugaz, o felino lembrou-se que fora um tipo de perna
de pau, no futebol, quando criança! Se atrapalhava nas pernas!
Perdia os gols e como recompensa era vítima das chacotas e
cascudos de seus “amiguinhos” de pelada! O Gatão pode perceber
melhor a enormidade do espaço, onde estavam, porquê acendeu
uma tocha de luz fria radiante e graças a ela encontrou uma
concavidade, para onde seguiu, sem tardança, penetrando nela! A
morceguinha perguntou, curiosa, como ele sabia que caminho
seguir! Enfático, o felino respondeu que simplesmente o sabia!

Os dois percorreram por uma longa passagem que ia aos
poucos, se afunilando! De repente, o felino gris, perdeu o pé e foi
deslizando cada vez mais rápido, sem ter como e onde se apoiar!

– Gatão! - gritou Bella, aterrorizada!
– Voe, pequena! Eu...! - não conseguiu falar mais nada! A
velocidade da queda aumentou drasticamente! Era como se o
felídeo estivesse em um escorrega monstruoso! Acima dele, havia
felizmente espaço para Bella o acompanhar voando! Ela
concentrou todas as suas forças no bater das asas, pois não queria
perder seu amigo naquela espécie de funil gigantesco! Felizmente,
as paredes eram lisas, parecendo por analogia, a garganta de uma
fera de proporções titânicas!! Por um tempo impossível de precisar,
ambos continuaram caindo vertiginosamente, em linha reta! De
repente, a morceguinha, gritou: - Gatão! E se no fim desta descida
encontrarmos uma parede?! - O felino, respondeu no mesmo tom,
de modo que a pequenina o ouvisse: - Vamos nos arrebentar
contra rocha sólida! Você, talvez não! - a calma na voz do amigo, a
impressionou! Ela se desesperou! - M-mas você...! Você pode
morrer! - não houve resposta! Se fosse assim, nada poderia ser
feito! Lágrimas começaram a escapar dos olhos da diminuta
quiróptera! Se o Gatão morresse ali, o que seria dela? Por certo,
não teria forças para voar de volta para a entrada do funil rochoso!
E mesmo que a tivesse, não poderia abandonar o felino! Vivo, ou

morto! Morreria lentamente, de fome e sede, naquele estranho
túmulo, vendo o amigo apodrecer naquela espécie de túmulo,
antes do seu próprio fim! Melhor seria, morrer junto com ele!
Tendo decidido, silenciosamente o seu destino, a minúscula
Bella tentou agarrar-se ao corpo do Gatão, o conseguindo a custo!
Daí, percebeu, assustada que o espaço abaixo ia aumentando
gradativamente, à medida que avançavam! Em um átimo, passaram
velozes por uma abertura, caindo no vazio! A morceguinha guinchou,
ainda agarrada num dos musculosos ombros do Gatão! Seu guincho
fino foi abafado, quando mergulharam estrepitosamente, em água
gélida! A reação do felino foi imediata, agarrou a bichinha, enquanto
afundavam nas águas! Emergiu violentamente e nadou até a
margem de um pequeno lago subterrâneo, onde haviam se
precipitado! Saiu da água e depositou a estonteada e tiritante
morceguinha no chão! Cuidadosamente, o felino massageou o
corpinho dela, com as pontas dos dedos enormes, mas
incrivelmente delicados! A criaturinha recuperou-se aos poucos!
Olhou para o grande Gato, agradecida e perguntou em uma vozinha
fraca: - C-como você...sabia que não tinha parede...? Ahhh! Deixa
quieto! Você simplesmente sabia! E ainda me disse aquilo! Seu
danado...! E pare com esse seu sorrisinho sem mostrar os dentes!
Não achei graça, nenhuma! - O felino gris apenas disse para a
morceguinha descansar! Ele faria o mesmo! Felizmente todo o seu
equipamento estava com ele e a salvo, já que o material que
compunha a mochila e a sacola, onde se achavam acondicionados
mantimentos e armas eram impermeáveis! Também a lanterna do

capacete não foi danificada! A tocha de luz fria se perdera! Bem,
havia outras, na sacola! No entanto, o felino notou que o ambiente
não era trevoso! Uma luminosidade esverdeada fosforescente
enchia o lugar! Durante o descanso gato e quiróptera ingeriram mais
uma lata de alimento energético e nutriente! A morceguinha acabou
dormindo, mas o Gatão apenas deitou-se naquele arremedo de
praia, apenas para relaxar! Não tinha sono! Enquanto a pequenina
ressonava, o felino casmurro, olhou em torno. Das águas calmas e
paradas do lago saía um brilho verde, com certeza devido à
fosforescência que devia emanar do fundo e também notadamente,
das paredes daquela enorme caverna, onde se encontravam! O
local era naturalmente, profundamente silencioso, mas tal fato não
incomodava o cinzento! Não sabia se havia alguma forma de vida
ali! Ao menos até agora não tinha visto nenhum animal, planta, ou
fungo! Ainda assim, como era de seu hábito, ele não ficaria
desatento! Nunca fora descuidado, a não ser quando criança e no
início da juventude! Crianças e jovens podem ser descuidados!
Machos adultos, jamais!

Horas mais tarde, o Gatão chamou a morceguinha! Sonolenta,
ela custou a despertar! O felino tristonho recomendou que Bella
ficasse pousada em seu ombro, por precaução! Seguiram em
direção ao paredão na extremidade da caverna, em relação ao lago
de águas tranquilas e quietas, aparentemente, sem vida! Ao
chegarem aquele ponto determinado, entraram por uma larga
passagem, pela qual se deslocaram com cuidado! Não
encontraram nenhum obstáculo, ou qualquer ente, em seu
caminho! Foram avançando. As paredes em torno e no teto eram
fosforescentes, mas a tonalidade variava de um vermelho vivo a
um azul safira! A luminosidade, embora suave era suficiente para
que tanto o felino, quanto a morceguinha prescindissem do uso da
lanterna do capacete do Gatão. Gatos e morcegos, por serem mais
noturnos possuíam uma visão apurada, sem a necessidade de
muita luz ambiente. O tempo parecia elástico e aquele caminho
dava a impressão de não ter fim! A morceguinha, impaciente queria
que eles saíssem logo dali, mas o Gatão, em sua natural paciência
felídea, disse para a naniquinha se acalmar, pois o nervosismo
dela, não encurtaria a jornada! Emburradinha, ele se calou, mas
logo seu bom humor estava de volta, bem como a sua loquacidade,
usual! No que parecia uma eternidade, a improvável dupla seguiu
adiante! Até que uma lufada de ar fresco, deu ao Gatão e a sua
companheira de viagem a percepção de que estavam chegando ao
fim daquele caminho insólito!

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...