img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */ }

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O COROA SEM MORAL.



 O calor está chegando, sem cerimônias, quando damos por nós ele já se instalou em casa tal qual um tirano, e como tal é implacável e impiedoso. Valha-nos Deus.
A sexta vai chegando ao fim e com ela a semana, eu queria hoje postar umas caricas, destas feitas a toque de caixa na caneta bic, mas não tive tempo de faze-las, aliás, artes criadas especialmente para este blog nunca mais tive a chance. Let it be, fiquemos com mais uma ilustra do livro de contos do Humberto de Campos, o texto trata destes velhos que querem parecer que mandam em casa mas quem dá as cartas mesmo é sua mulher. Esta foi a minha interpretação dos fatos, acho que já publiquei este desenho no mural do blog; será? Bem , não importa, quero agradecer a todos pelas visitas e desejar-lhes um bom fim de semana.
Até.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

EU E MINHAS DORES.


Tem certas coisas que apesar de necessárias são muito chatas, concordam? Imagino que para as mulheres a depilação deva ser algo no mínimo desagradável. Eu acho um saco fazer a barba, talvez por isto a minha esteja quase sempre por fazer, me dando aquele aspecto de desleixado e um tanto mais velho do que na verdade sou. Outra coisa que me enfada é cortar as unhas. Não suporto te-las compridas, então, menos custoso é pegar o cortador e me valer dele. Não dura nada, mas acho maçante.
Alguns dias atrás olhei para meus pés e pensei: "Pô, já cresceram?!?" Fui cortar. Não sei se apressado, ou o quê, mas a verdade é que não devo ter feito a coisa direito, e acabei com a unha do dedão encravada (pelo menos é isto o que penso que tenha acontecido); foi no dia (ou o dia anterior) do evento da PADA, calcei um tênis, que de tão bom dá a impressão de estar descalço, e mesmo assim foi um martírio. A coisa é no dedão mas a perna toda reclama. O evento foi muito bom mas aquela unha me flagelando tornou a coisa realmente inesquecível.
Um tempo depois tive que sair com a Verônica e o resultado foi igual. De lá pra cá tenho evitado andar calçado; sinceramente, saio de casa o mínimo pra ver se o organismo reage e a coisa se cure por si mesma como já aconteceu num outro episódio (só que desta vez foi um dedo da mão quando puxei uma cutícula, na hora não senti nada, mas depois...). Como podem ver, estou evitando ir a uma manicure e dar cabo do assunto. Claro, sei que vai doer pacas, mas se tivesse certeza que a coisa funcionaria, tudo bem, mas não há. Com a Verônica aconteceu certa vez de desencravar uma unha com uma "especialista"e o resultado foi bem pior, houve uma inflamação séria. Hoje foi outro tormento quando tive que sair para cuidar de um assunto, voltei mancando, e isto me inspirou a dividir este fardo com vocês. Se até a semana que vem isto não melhorar vou procurar um clínico geral. Ô saco!

De qualquer forma eu passo a vida sentindo pelo menos um dorzinha. Se desenho demais ( e eu sempre desenho) doem as mãos, as vezes as costas reclamam.
Quando fazia musculação a sério um incômodo sempre me perseguia, uma lesão leve ao levantar um peso acima da média sem o devido aquecimento ou mesmo uma dor muscular após um breve período inativo. Ossos do ofício.
E os calos nos pés? E sapatos apertados? Só quem teve sabe como é ruim. Certa vez comprei umas botas bacanas. Na loja, na hora de experimentar estava tudo bem, até que usei-as pela primeira vez para ir ao cinema com o André, meu irmão. No trajeto até a sala de projeção que ficava no Largo Paissandu ela se revelou um instrumento de tortura chinesa.
O filme era o Street Fighter com o Van Damme fazendo o papel de Guile, uma bosta.
Meu irmão ao perceber minha expressão de agonia, falou:  "O filme tá tão ruim assim?"  Respondi: "São essas botas, cara. Esta porra está me matando! Troca comigo?" Ele trocou. Quando as tirei nunca senti um alívio tão grande, era como se tivesse renascido! Voltei pra casa com o tênis velho dele, ele com minhas botas novas. Julguei que saí no lucro.

Mas chega de falar de dor. A imagem de hoje é de um conto de Humberto de Campos, um texto que é quase uma anedota.

Abraços pros meninos e beijos pras meninas.




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A PATA DA GAZELA ( 02 )


Pra segunda não passar em branco, fiquem com mais uma arte do romance do José de Alencar.
Abraços a todos.
Fui.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

OS MELHORES DA PADA 2012.




Conforme já comentei aqui, sexta feira passada (caramba, já faz uma semana?!?) foi a entrega dos prêmios da PADA para aqueles que publicaram hqs no Estado de Pernambuco no ano de 2011. Como a maioria de vocês devem saber, fui um deles, com o álbum GRAPHIC PADA 1 - ZÉ GATÃO, pelo qual fui contemplado com dois troféus, o de MELHOR DESENHISTA e MELHOR PERSONAGEM - ZÉ GATÃO.
Devo admitir que fiquei orgulhoso (provavelmente estes serão os únicos prêmios ligados aos quadrinhos que receberei, até porque estou me desligando dos comics aos poucos). Os que me conhecem bem, sabem que não gosto de ir a eventos, salvo como anônimo. Prêmios? Até pensei que pudesse receber um HQ Mix em 2004 por "Zé Gatão - Crônica do Tempo Perdido", onde concorri em duas categorias, mas nunca dei muita importância a isto, minha ambição de fato sempre foi viver desta arte, ter o reconhecimento através de vendas, coisa que nunca aconteceu, por isto, entrando na velhice, joga-se fora certos conceitos e aprecia-se o carinho e prestígio que lhe dão, curte-se o momento, aquele doce morango que se encontra no deserto, que me veio na forma destes dois prêmios.

Desenho desde sempre, labutei muito para aperfeiçoar meu traço e minha técnica, não me permitindo ter apenas uma faceta, então, ser reconhecido como um bom desenhista seria algo até natural e é claro que isto me regozija, mas gostei muito de ter recebido o troféu por melhor personagem, é uma vitória de Zé Gatão. Me esforcei muito para tornar o felino popular num país tão pobre de personagens carismáticos. Claro, temos toda a turma do Maurício de Souza, do Ziraldo e dos cartunistas como "Los Três Amigos", mas aonde estão aqueles ditos heróicos? O Raio Negro, Judoca, Mirza e tantos outros, estão em algum lugar, sobrevivendo na memória de saudosistas apenas. Meu universo antropomorfo nem teve tempo de se estabelecer como os citados, e talvez fique na lembrança de uns poucos fãs, mas os troféus recebidos no dia 17 último me provou que meu esforço todos aqueles anos não foi em vão. Graças a Deus por isto.


O evento em si foi bem legal, organizado, e ao contrário do ano passado, lotou, não havendo espaço para os muitos que chegaram depois da hora. Estava uma noite chuvosa e eu com uma enfermidade no pé esquerdo (que fechado no tênis, estava me martirizando) lutava para não mancar. Tive a honra e o prazer de conhecer novas pessoas do meio, como o Lorde Lobo, pai do personagem "O Penitente", Rafael Oliveira, criador do Pernambuco Nerd, André Balaio e Roberto Beltrão do site Recife Assombrado e vários outros.
Reencontrei após tantos anos o mestre Watson Portela, o grande homenageado da noite.
Normalmente, pelo menos pra mim, estes encontros de criadores de pop art, são espaços onde as "panelinhas"excluem aqueles que não fazem parte delas. Não foi o caso deste da PADA, ali, todos conversaram, tiraram fotos e se integraram com todos. Me senti em casa.
Meus sinceros agradecimentos a todos os membros da PADA.
Abaixo algumas fotos de alguns momentos da premiação. Abraços, beijos e apertos de mãos procêis.





Guerreiros da HQB - Milson Marins (PADA), Ary Santa Cruz (Mistiras), Rafael Oliveira (Pernambuco Nerd), Eduardo Schloesser (Zé Gatão), Sandro Marcelo (Saniverso/PADA), Teo Pinheiro (PADA), Leonardo Santana (PADA), Michelle Ramos (Zine Brasil), João Paulo (Capitão Brasil), Lorde Lobo (Penitente), André Balaio e Roberto Beltrão (Recife Assombrado).

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A PATA DA GAZELA ( 01 ).



Quando recebi o telefonema da editora (e isto faz tempo) com a boa nova de que teríamos mais 10 títulos de livros clássicos para ilustrar, a minha primeira pergunta foi:
-Vamos começar com qual?
-A Pata da Gazela, responderam.
-Como é !?!
-A Pata da Gazela, do José de Alencar. 
Claro, pensei eu, com um título desses só poderia mesmo ser o Zé de Alencar, com suas histórias românticas, prolixas e linguajar rebuscado, algo que sempre me soou pedante. Mas querem saber? Quem sou eu pra falar assim? Minhas histórias também tem disso, no meu caso, a verdade é que a intenção por trás delas é bem mais ambiciosa do que elas própriamente ditas. Não sei se é este o caso do Alencar, não sou estudioso do tema, mas é o que me parece cada vez que tenho que ler algumas de suas obras (sempre por alguma obrigação, no passado para obter boas notas na matéria, hoje para interpretar e desenhar algumas cenas de seus livros).
Um baita escritor, sem sombra de dúvidas, mas que nunca fez minha cabeça, bem diferente de Machado, Aloísio de Azevedo ou Lima Barreto.
Um artista é sempre o reflexo do seu tempo, penso eu, então ele se manifesta de acordo com a atmosfera que o circunvizinha exige. Seria este o caso de José de Alencar? Duvido muito. Político, advogado, crítico, orador, dramaturgo, polemista.... não sei, confesso que tenho um pé atrás com essas pessoas que pretendem ser super em tudo o que fazem, estes que, de carpinteiro a físico nuclear, aspiram ser o máximo. Porém, apesar de tudo, o Alencar é, e será sempre lembrado como um dos maiores (senão o maior) escritor romântico brasileiro, não importa o que ele tenha feito em paralelo, assim como o Jô Soares será sempre citado como comediante, mesmo que hoje seja apresentador de talk show, toque trompete, pinte telas, escreva best sellers e corte cabelo.
Bom, a intenção mesmo era falar sobre como este livro do Alencar em particular foi tão pouco inspirador para desenhar - e como de costume acabei viajando na maionese - apesar do tema ser um tanto pesado, pelo menos a princípio, quando paira no ar a suspeita de que uma das protagonistas tenha um um aleijão no pé. Opa, pensei eu, temos algo interessante aqui! E aí é que está o problema pra mim, o Zé de Alencar não surpreende. Entretanto, embora eu goste muito de trabalhar para esta editora, pela liberdade que me dão, estou amarrado ao convencional, tenho que, em prol do bom senso, ser o ilustrador mais bem comportado do mundo, afinal, eu sou antes de tudo um profissional, amarro o burro como o dono do burro manda.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

IRACEMA E OS MELHORES DA PADA 2012.


O evento "Os Melhores da PADA 2012" foi um sucesso. Muito melhor que o do ano anterior, e não foi porque ganhei dois troféus, MELHOR DESENHISTA (Yeah!) e MELHOR PERSONAGEM - ZÉ GATÃO (Yeah, baby, yeah!), bem, pra falar a verdade esse foi o motivo principal porque eu curti mais o deste ano, mas teve um monte de outras coisas mais.
Pretendo fazer um comentário detalhado na próxima postagem, por hora quem quiser saber em minúcias como foi a premiação é só acessar:

http://www.prismarte.com.br/pada/?page_id=2908

Bueno, atualmente estou ilustrando o clássico de José de Alencar, IRACEMA.
Na boa, eu tinha lido na adolescência, e embora seja muito bem escrito, continuo achando um puta livro chato!
Aqui dois estudos.
Até.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

OS MELHORES DA P.A.D.A.



Era pra eu ter postado sobre o evento da PADA a bastante tempo, mas tanta coisa na minha cabeça não me deixaram lembrar. O evento se dará hoje as 5 horas da tarde. O objetivo é heroicamente promover as HQs nacionais e premiar aqueles que publicaram quadrinhos no Estado de Pernambuco.
Como ano passado a PADA lançou uma edição especial do meu personagem ( GRAPHIC PADA 1 ESPECIAL ZÉ GATÃO ) estarei concorrendo em algumas categorias como mostra a lista abaixo:

MELHOR PERSONAGEM
Amaro Camarajipe, de Marcelo Schmitz
Animália, de Arnaldo Luiz
Cajun , de Diorge Thomas
Crânio, de Francinildo Sena
Lagarto Negro de Gabriel Rocha
Lôbo, de Luga
Magno, de Alcivan Gameleira
Zé Gatão, de Eduardo Schloesser


MELHOR ILUSTRAÇÃO
Wendell Cavalcanti pela capa da Prismarte 55 - Faroeste
Luciano Félix pela capa da Prismarte 56 - Aventura
Eduardo Schloesser pela capa da Graphic Pada 1 - Zé Gatão

MELHOR DESENHISTA
Alberto Pessoa (Purgatory)
Eduardo Schloesser (Zé Gatão - diversos)
Leandro Silva (Acróstico 1 e 2)
Luciano Oliveira (Revelações)
Luga (Crânio, Magnum e Lôbo)
Mário César (Papy the Duky fugiu da prisão)
Roseno Caetano (Royal Straight Flush and Blood)
Wendell Cavalcanti ( Cajun em Lembranças Amargas)
Arnaldo Luiz (Animália)
Sandro Marcelo (Pela honra de Bob Cole e A Incógnita dos Sicários)
Marcelo Schmitz (Tiras do Amaro Camarajipe)

MELHOR ROTEIRISTA
Alexandre Lobão (Acróstico 1 e  2)
Alcivan Gameleira (Crânio, Magnum e Lôbo)
Arnaldo Luiz (Animália)
Arthur Filho (Pela Honra de Bob Cole)
Diorge Thomas (Amargas lembranças)
Eduardo Schloesser (Zé Gatão - diversos)
Francinildo Sena (A Incógnita dos Sicários)
Luciano Oliveira (Revelações)
Luga (David)
Marcelo Saravá (Papy the Duke fugiu da prisão)
Marcelo Schmitz (Tiras do Amaro Camarajipe)
Mário Mancuso (Purgatory)

MELHOR HISTÓRIA EM QUADRINHOS
A Incógnita dos Sicários, de Francinildo Sena e Sandro Marcelo
A place where we used to live (Eduardo Schloesser)
Acróstico 1, de Alexandre Lobão e Leandro Silva
Acróstico 2, de Alexandre Lobão e Leandro Silva
Cajun em Lembranças Amargas, de Diógenes Thomas, Wendell Cavalcanti e Milena Azevedo
Cemitérios (Eduardo Schloesser)
Crânio, Magno e Lobo,  juntos, de Alcivan Gameleira e Luga
David, de Luga
Jô Suíno e Sylvia Porkovic entrevistam Zé Gatão (Eduardo Schloesser)
Noturno (Eduardo Schloesser)
Papy the Duke fugiu da Prisão, de Marcelo Saravá e Mário César
Pela Honra de de Bob Cole, de Arthur Filho e Sandro Marcelo
Purgatory, de Mário Mancuso e Alberto Pessoa
Quebra de Equilíbrio, de Arnaldo Luiz
Revelações, de Luciano Oliveira e Simião
Right here, right now (Eduardo Schloesser)


Será que levo algum troféu pra casa? Vai saber.
Se você estiver lendo isto agora, é de Recife e adjacências, apareça por lá.
A festa será as 5 da tarde no MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães), Rua da União, Boa Vista, centrão de Recife.

Bom fim de semana a todos.

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...