img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */ }

sexta-feira, 12 de abril de 2013

FAN ART DE ZÉ GATÃO POR CHAIRIM ARRAIS.


Uma bela homenagem da desenhista e designer Chairim Arrais esta, não concordam? Fiquei particularmente empolgado com a ilustração, pois é a primeira arte do felino feita por uma mulher jovem e muito talentosa, trazendo cores mais sensuais e menos tristes para o universo de Zé Gatão.


Obrigado, Chairim!







terça-feira, 9 de abril de 2013

ZÉ GATÃO E OS ESCÂNDALOS.



A arte de hoje é uma fanart de Zé Gatão criada pelo Gil Santos, um jovem artista pra lá de talentoso. É muito legal ver sua criação nos traços e cromatismos de outros desenhistas. Obrigado Gil, de coração!
É curioso notar que a visão do Lancelott para o felino é a postagem mais popular deste blog há muito tempo.
                                                                        
                                                                          ****
Sábado último, estreou na Rádio Federal de Brasília, o programa ENERDIZANDO, capitaneado pelo grande artista Nestablo Ramos Neto, criador das hqs Zoo, PETS, Carcereiros entre outros. O programa discute e divulga a cultura nerd com informações sobre séries, cinema, quadrinhos, games, mirabilias e tutti quanti, tudo entremeado de boa música e muito bom humor. Prestigiem, é todo sábado de 10 hs da manhã ao meio dia,   http://www.radiofederal.com.br/ .

Aconteceu um negócio interessante no programa, o Nestablo convidou umas pessoas a participarem, um rapaz, dono de uma loja de toys (se entendi bem), e uma garota que faz cosplay - aliás ela foi à radio vestida de Capitã América - bem, à certa altura entre os muitos comentários dos participantes, mandei um recado via e-mail ao programa sugerindo ao Neto que fosse pautado, quando possível, uma matéria falando dos veteranos dos quadrinhos brasileiros, pessoas como Colin, Zalla, Shima e outros. Minha mensagem foi lida e tiveram a fineza de me apresentar como o criador do felino antropomorfo Zé Gatão. Neste ponto a Capitã América interrompeu para dizer que há muitos anos quando ela era ainda uma criança, na casa da avó, havia um exemplar do Zé Gatão no armário (acho que foi isso) e ela folheou o álbum. O que ela viu ali traumatizou-a profundamente. Ela colocou emoção na voz: "Cara, o pior é que ele é um bicho!" Evidentemente um puta feedback negativo. Notei que o Netão fora pego de surpresa e a única coisa que ele pode dizer em minha defesa (muito acertadamente) é que aquilo se tratava de quadrinho underground destinado ao público adulto. 
Me vi mais uma vez na mesma lista onde figuram Crumb, Bukowski e Liberatore sem ter a mesma projeção deles.
Não sei o que foi dito no intervalo mas a mina depois se desculpou no ar comigo pelo seu testemunho desastrado.

Sabem, nesta horas eu tento rir da situação e pensar como o tremendão Erasmo Carlos: "Falem mal, mas falem de mim." Mas fico me perguntando se há motivo para tanto barulho. Sei que ninguém tem a obrigação de saber mas os quadrinhos de Zé Gatão embora contenham muitas cenas de ação e filosofia barata, ele serve para mim como válvula de escape. Um meio pelo qual eu possa dar vazão aos meus arroubos de fúria.
Só isso.

Certa vez no Park Shoping em Brasília, durante uma tarde de autógrafos fui acusado por uma mulher de ser "INDECENTE". Fui barrado de ter uma matéria publicada numa revista especializada em cultura pop pelo editor e acusado de ser IMORAL e VIOLENTO.
Tenho muitas histórias mais para contar, mas não me resta paciência para fazê-lo. Estou enfastiado de me justificar. Não concebo hqs para agradar, mas para sacudir e mostrar como vejo este mundão "bonito" que aí está.
Apesar disso tudo Zé Gatão continua na estrada. Não lhe resta alternativa, ele tem que fazê-lo. E eu também.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

BIG ARNOLD.



Foi Bruce Lee quem abriu as portas para que eu me interessasse por atividade física, logo a seguir foi Jackie Chan com suas proezas típicas de lutador de Kung Fu mesclado a atleta olímpico; mas minha inclusão no mundo das artes marciais foi desastrosa, entrei com o pé esquerdo, ao invés de encontrar pessoas que pudessem me ajudar a vencer meus problemas de auto-aceitação me deparei com indivíduos omissos ou arrogantes, fora que eu não tinha grana pra frequentar academia. Mas fui tomado pela febre dos exercícios corporais mesmo quando pela primeira vez vi umas fotos do Arnold Schwarzenegger. Foi ainda nos anos 70 numa revista de musculação. O fisiculturismo naquela época ainda sofria uma série de preconceitos, tais como: quem pratica é homossexual, é broxa, tem pau pequeno, é narcisista e por aí vai. Mas eu tava pouco me lixando, aqueles caras me pareciam aquelas esculturas gregas que eu tanto admirava.
No cinema eu via caras fodões como Charles Bronson e Clint Eastwood e sonhava em ser como um deles: durão, tipo, ninguém mexe comigo; mas eu era bunda mole demais. Na minha vida não faltou quem me fizesse acreditar que eu era a pior criatura na face da terra, a mais medíocre. Sem problemas, eu não tinha como provar o contrário, uma vez que eu mesmo acreditava ser um imprestável, alguém com serventia apenas como saco de pancada, mas seria um zero a esquerda com um bom porte, pelo menos. Acho que foi aos 14 anos que comecei com flexões e abdominais e nunca mais parei.
Brasília é uma cidade que propicia o condicionamento físico. Logo comecei a correr, fazer barras e paralelas. Tentei incutir o gosto por atividades esportivas em meus irmãos, bem como ensina-los a abominar coisas que eu considerava perniciosas ao corpo, como tabaco e bebida alcoólica.

No Rio de Janeiro ao praticar um pouco de boxe, vi a necessidade de aumentar a massa muscular e assim que pude comprei uns pesinhos para me exercitar. Virei um fanático pela coisa, como não podia frequentar uma academia, eu improvisava paralelas em cadeiras, levantava botijões de gás, cheios ou vazios, o que estivesse à mão, subia vários lances de escadas na maior velocidade possível tanto quantos os músculos de minhas pernas aguentassem. Quando tinha que ir a algum lugar e a distância não fosse impossível, eu ia correndo. Vivia suado.

Isto inspirado em boa parte por Arnold.


Na verdade, acabei me desviando um pouco do objetivo deste post, que era comentar sobre a biografia deste que se tornou o maior fisiculturista de todos os tempos. Como fã, um relato de sua vida, em suas próprias palavras, era algo que eu não podia deixar passar. Meu irmão me deu o livro no final do ano passado e eu o devorei em pouco tempo.
As melhores partes, claro, foram seus relatos sobre seus primeiros anos de pobreza na Áustria, sua aversão ao comunismo, sua dedicação ao fisiculturismo e sonho de tornar o esporte popular bem como ser o maior de todos na modalidade, suas aventuras como recruta no exército até sua chegada nos EUA, se tornar republicano a partir dos discursos de campanha do então candidato à presidência Richard Nixon, suas vitórias no Mister Universo e Mister Olympia. Na verdade o livro se divide em três partes, os anos como campeão de musculação, sua entrada no mundo do cinema onde ele se tornou o mais bem pago ator de filmes de ação e seu período na política como governador da Califórnia.
Tudo conquistado com muita luta. Pra se ter uma ideia o projeto de se levar Conan ao cinema levou uns cinco anos até virar realidade. Muitas vezes o livro, na maneira como é escrito, assemelha-se a um manual de auto-ajuda. Tenha objetivos, planeje, empenhe-se, conquiste. Ficou rico muito antes de se tornar ator em Hollywood, investindo no ramo imobiliário.
Arnold teve a cara de pau, eu diria, de insistir em se cercar dos melhores e aprender com eles e não se deixar abater quando as coisas pareciam não avançar. Diziam que para ser protagonista em um filme ele não serviria, tinha um físico muito grande, o nome era impronunciável, o sotaque alemão muito forte e o pior, um ator limitadíssimo. Ele se esforçou muito para suplantar essas barreiras e muitas delas usou a seu favor. Na maior parte dos relatos notei que não temos nada em comum. Ele gosta de aparecer, falar com todos quanto possa, estar ao máximo em evidência, eu não, eu prefiro a invisibilidade, a minha pessoa não importa, apenas o que sai do meu lápis.
O livro tem seus trechos maçantes como sua vida matrimonial e os meandros da política, mas tudo bem, é a vida dele e ele tinha que esmiuçar. Não se isenta de culpa, fez muita besteira por ser um boquirroto, mas faz parte da existência de todos.

Minhas sincera homenagem e agradecimento ao Arnoldão por ser um bom companheiro de jornada. Espero termos ainda muito que caminhar.





quarta-feira, 27 de março de 2013

IRACEMA ( 02 )



Já está se tornando hábito minhas segundas-feiras serem tormentosas, uma boa forma de começar a semana, cheio de adrenalina. Contudo, não vou relatar, sob risco de parecer repetitivo; pra piorar ontem a tarde não estava conseguindo acessar o blogger, só ontem a noite é que saquei que o problema era com o navegador que estava usando, porém ainda desconheço a causa do bloqueio pelo Chrome.

Mas hoje, cá estamos, Graças a Deus, para deixar com vocês mais algumas imagens para o clássico Iracema.
Bom dia a todos.


quinta-feira, 21 de março de 2013

DESCENDO LADEIRA ABAIXO.



Intervalo de trabalho exaustivo mas altamente compensador. Rola Eric Clapton no som. Eu aqui diante do monitor sem saber exatamente o que escrever, tantas coisas para recordar, dividir, mas sem a energia e inspiração para tanto.

Segunda feira última eu e Verônica levantamos muito cedo, na verdade era para termos levantado mais cedo ainda, mas cansados como estávamos (por termos ido dormir muito tarde - não por gosto, mas por hábito) não ouvimos o despertador tocar. Na verdade eu ouvi, como se ele estivesse a quilômetros de distância, lembro vagamente de vela desligando-o e ela não tem recordação disso. Ao acordar as 4:30 ela levantou assustada: "Meu Deus, vamos perder a consulta!"
Ela tinha um exame marcado, eu iria, como sempre, acompanha-la. Tomamos banho as pressas, o café da manhã frugal por causa do tempo e ganhamos a rua. No ponto, os coletivos lotados, o que nos interessava não aparecia. Os ponteiros do relógio correndo como se um cão louco estivesse em sua cola. "Se não chegarmos até o mais tardar 7:30 perco a consulta e daí só no mês que vem!" Disse-me ela. "Tô ligado, acho melhor pegarmos uma van até o Santa Genoveva e lá pegarmos o Jardim Catamarã, deve vir vazio e nos deixará quase no mesmo lugar." Falei. "Certo, então vamos logo." Respondeu ela.
Assim fizemos. O dia prometia chuva pesada. No ponto em frente ao tal do Santa Genoveva o ônibus não estava nem aí pra nossa agonia. Quando finalmente apareceu, veio lotado até a tampa. Estranho, não estávamos distante do terminal dele.
Os auto-carros cheios são assim, pessoas que passam se esfregando em sua bunda, não porque queiram, muitas vezes, mas é que não há outro jeito. Hoje todo mundo fala ao celular ao mesmo tempo, tornando a viagem mais insuportável, gordos dormindo nos bancos, bafos matinais, bolsas como se carregassem o mundo dentro lhe pressionando em cima de outras pessoas.
Na altura da praia de Boa Viagem, o trânsito empacou como se quisesse provar a São Paulo que não ficava muito atrás. Ao menos a vista era bonita, a praia com suas ondas procelosas infestadas de tubarões cabeça-chata estava magnífica aquela manhã. No horizonte, um céu lovecraftiano de nuvens negras e cinza-chumbo prometia tormenta. Era possível ver uma cortina de água como se fosse uma muralha prestes a se romper. Um espetáculo que só o Deus Todo Poderoso pode oferecer.
Como se o ônibus não estivesse lotado o suficiente, um batalhão de gente se apinhou na porta traseira, eram egressos de um outro que quebrara no caminho. O olhar de Verônica para mim dizia que iríamos perder a viagem. Pisquei um olho como quem diz, relaxa, não há nada que possamos fazer a respeito, vamos aguardar. Eu tinha esperança que o coletivo fosse esvaziar a medida que fosse avançando. Não esvaziou. Esperava que saindo do trecho beira mar ele fosse acelerar. Isto pelo menos se concretizou.
A chuva prometida pelos céus escuros, caiu em pontos isolados, como verificamos depois, felizmente não onde estávamos, senão atrasaríamos mais ainda.

Descemos no ponto certo, mas a rua que procurávamos ficava mais longe do que eu imaginava. Com certo custo atravessávamos as ruas e avenidas de Recife correndo contra os segundos, Verônica em passo acelerado e tomando cuidado para não torcer os tornozelos nas calçadas mal pavimentadas e esburacadas. Nunca vou entender as mulheres com seus batons e saltos altos.

Chegamos com meia hora de atraso. Ela não fez o exame, mas não por causa do horário, mas sim porque o aparelho necessário para o procedimento estava com defeito. "Não ligaram para a senhora desmarcando?" Perguntou a atendente, sem graça. Minha vontade foi a de responder: "Ah, ligaram sim, é que a gente passeava pelas redondezas e resolvemos vir aqui para lhe dar bom dia!" Teríamos que ligar remarcando, mas só no mês seguinte. Então já sei que daqui a um mês teremos que repetir esta emocionante aventura.

A volta para casa não foi menos custosa. Os ônibus só passavam lotados, o primeiro que apareceu, vinha do outro lado da pista junto a um comboio e fingiu que não me viu dar sinal, passou batido. Como o seguinte demorava demais, pegamos um até o bairro próximo ao nosso, de lá uma van nos deixaria em casa. Aquele pelo menos não estava apinhado de gente.
Me sentei sem vontade de conversar, fechei meus olhos e comecei a matutar sobre o atual mundo em que vivemos. Desde que nasci e me entendo por gente sei que este é um vale de lágrimas, um labirinto onde não há saída, temos que passar por ele, queiramos ou não, o que aprendi é que temos que ser íntegros tanto quanto possamos e trabalhar duro. Os homens criaram mais labirintos ainda, nos viciaram em refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e coisas tais, agora surgem os especialistas (agora tem especialista pra tudo) e nos bombardeiam a cabeça dizendo que tudo faz mal, que causa câncer. Todos querem o conforto de andar de carro e comprar alimentos enlatados para não ter mais trabalho de colher feijões ou debulhar as espigas de milho, mas não querem o ar poluído pela fumaça das fábricas e dos veículos. O mundo está cansado. A natureza está exaurida, há pessoas demais. Até num bairro pacato onde moro, não se consegue um pouco de solidão, aquele momento a sós tão necessário à reflexão. Cheguei a pensar que se o planeta tivesse metade de sua população talvez fosse melhor. Mas será? Nos condicionamos a viver de uma forma que nos tornamos prisioneiros do monstro que criamos. Quem iria operar as usinas? As montadoras de carros? As fábricas de alimentos e de eletrodomésticos? A industria de entretenimento? A besta criada por nós cresceu a tal ponto que a humanidade atual não é suficiente para alimenta-la. Agora não vivemos mais sem internet, celulares e etc.
Mesmo que erradicássemos os desocupados, falo daqueles parasitas que sentem orgulho de serem assim, e os bandidos (leia-se assassinos, estupradores e tais) o planeta seria esta bagunça.
Niilista eu? Não, não mais. O evangelho de Jesus Cristo, assevera que este é um mundo de aflições, mas que tivéssemos bom ânimo, Ele tinha vencido o mundo.

Não liguem, meus queridos e queridas, minhas filosofias são risíveis, eu sei, então vamos às artes de hoje que a coisa é séria (bem, nem tanto), elas são detalhes de uma capa para o livro chamado "Uma Véspera De Reis" do Artur Azevedo.


 




segunda-feira, 18 de março de 2013

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...