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segunda-feira, 30 de junho de 2014

COMENTÁRIOS FINAIS SOBRE CAIM E ABEL.




Amadas e amados do meu coração, bom dia!
A postagem de hoje era pra ter sido feita a tempos mas com todo o corre corre e pressão cotidiana confesso que me esqueci completamente. Ontem procurando por uma arte nas minhas diversas pastas de desenhos no PC, me deparei com essas ilustrações e esboços que tinha separado exatamente para falar a respeito da obra. É claro que não lembro mais exatamente o que ia escrever, vou arquivando minhas ideias na mente mas se demoro muito elas se perdem irremediavelmente. Tenho planejado na cabeça um conto curto do universo Zé Gatão e me arrisco cristalizar a coisa se postergar demais, vou ver boto a mão na massa esta semana.


Bem, Caim e Abel foi uma coisa legal de fazer, começou com a pressão (de leve) de ter que seguir pela mesma linha do que tinha feito o Nestalblo Ramos, o talentoso desenhista de Adão e Eva. O problema é que não gosto de imitar o traço de outro artista, a menos que minhas necessidades financeiras me obriguem a faze-lo. Felizmente o Carlos Costa é um editor bacana com um puta discernimento e ficou decidido que eu faria do meu jeito mesmo, apenas teria que obedecer certos critérios adotados na primeira parte (Adão e Eva). O roteiro do Alexandre D´Assumpção não foi difícil de interpretar, ele teve que tirar leite de pedra para estender um drama que no Gênesis não dura mais do que vinte versículos. Procurei dar à narrativa um tom mais leve do que as que imprimo no meu traço natural, sem muitos hachuriados, afinal ela será colorizada por outro profissional.


Não foi difícil de fazer, na maior parte da história só temos quatro personagens, Adão, Eva, Caim e Abel e como cenário, um deserto. Outras pessoas  e habitações só dão as caras nas últimas páginas, entretanto costumo dizer para a Verônica que não existe desenho fácil e tive certa dificuldade para transpor alguns obstáculos que surgiram no processo. Mas uma vez vencidos posso dizer que a coisa fluiu bem e não torço o nariz com o resultado final.


Entreguei a história e as capas. Recebi pelo trabalho, já gastei o dinheiro. Não entraram mais em contato comigo. Não sei dizer quando será publicada. O editor que ver se esse ano ainda a coisa sai. Quem sabe depois da Copa o Brasil não começa a andar de novo? Ah, mais aí teremos eleições, o resultado pode ser positivo ou negativo, depois já é festejos de fim de ano, depois carnaval.....talvez aí tenhamos notícias de um novo Zé Gatão. Mas acho que Abel e Caim chegam antes.


É aguardar pra ver.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

OS BRUZUNDANGAS ( 08 )


Amadas e amados, bom dia!
Hoje amanheceu um tempo maravilhoso! Passam das 11 horas e o dia parece não ter amanhecido. Ainda está escuro lá fora, como se alvorada titubeasse. Chove e, pasmem, está frio! Lembrou minha saudosa São Paulo. Demorei a vir para o estúdio trabalhar e confesso que enrolei até agora. Mas já prometi a mim mesmo pegar no lápis assim que terminar esta breve postagem.

Sem novidades aqui, acabei o "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e começo hoje a trabalhar em "Helena" (ambos do Machadão). A bio do Poe segue devagar e sempre (pego nela quando tenho uma disposição a mais). Também já dei início a uma hq de terror, projeto ambicioso capitaneado pelo mestre Allan Alex lá do Rio de Janeiro (esta, assim como o Poe, será feita aos poucos, já que não há pressa e ando bastante atarefado).

Estou lendo um livro que um brother me emprestou, "Na Estrada Com Os Ramones" de Monte A. Melnick e Frank Meyer. Esta já é a terceira biografia dos Ramones que leio, a primeira foi a do Dee Dee, baixista da banda, a segunda foi a do Johnny, o guitarrista. Desta vez é a visão do Monte, o cara que foi o "faz tudo para a banda", empresariou, dirigiu a van que transportava a banda e serviu de babá para os quatro músicos problemáticos (lembrando que baixista e baterista foram substituídos posteriormente). Muitas histórias divertidas para contar.

Continuo devorando a coleção oficial de graphic novels da Marvel pela Salvat. Para quem não lia super-heróis a tanto tempo, estou me surpreendendo com a qualidade das histórias. Boas mesmo! Até agora a melhor foi a saga do Capitão América - O Soldado Invernal. Posteriormente pretendo comentar as edições aqui.

Voltei a ouvir Eagles - sim, são muito mais do que apenas o Hotel Califórnia.

Terminei ontem de assistir a terceira temporada de "Sherlock" (ótimo! Recomendo) Eu e Vera estamos assistindo a segunda temporada de Vikings, só esperando acabar para ver a quarta de Guerra dos Tronos.

Bem, fiquem com mais uma imagem dos Bruzundangas e bom weekend a todos.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O REI DO JILÓ E A RAINHA DA COUVE.



O título desta postagem foi uma frase dita pela Verônica, minha esposa, dia desses. Ela realmente gosta de couve e eu curto jiló. É lógico que existem coisas que aprecio mais, como lasanha por exemplo, mas de vez em quando um jilózinho, dependendo do que acompanha, cai muito bem, assim como a couve, da qual não sou tão fã, consumo para agradar a Vera e porque ajuda o intestino a trabalhar bem. Aliás, a Vera faz um suflê de espinafre que é uma delícia, por isto acho que a ilustra de hoje, apesar do teor violento, tem a ver com o texto.

Existem poucos alimentos que me desagradam, e para não lista-los aqui, vou direto àquele que já rendeu histórias: O PIMENTÃO. Não é apenas porque o gosto e o cheiro me desagradam, mas porque me provoca uma azia que dura muito tempo.

Certa vez em São Paulo fui convidado pelo gentil Arthur Garcia e sua esposa para almoçar em sua casa e para minha surpresa o prato servido foi pimentão recheado. Caralho, pensei, e agora? Só tinha duas alternativas, comer e me preparar para as consequências e não constranger o meu amigo, ou ser franco com ele e dizer que aquilo não me faria bem. Como somos amigos de longa data, optei pela segunda. A solução encontrada (não sei se foi minha ou dele) foi comer apenas o recheio e dispensar o pimentão. Por incrível que pareça a carne sequer tinha o gosto do legume. Foi, como sempre, uma tarde muito agradável.
Não dei tanta sorte num outro episódio, a sogra do meu irmão veio a Recife com meus sobrinhos e fomos almoçar num restaurante típico. Dentre as iguarias à disposição havia uma salada de polvo que me encheu os os olhos. Me servi de uma quantidade generosa e só depois que comecei a comer foi que notei os pedacinhos do pimentão vermelho que eu pensei que fossem tomate. Procurei separar os pedacinhos e embora o prato estivesse muito saboroso, não teve jeito: tive uma azia que durou uns dois dias e não houve anti-ácido que desse solução.

Sim, lembrei, não gosto de boa parte das comidas típicas do norte do país. Tacacá, Tucupi e essas coisas. Também não sou chegado em pratos muito picantes, acho que não me daria bem com a comida mexicana, embora tenha curiosidade quando ouço falar em burritos e tacos, mas no geral tenho bom paladar. Gosto muito de peixe.

Bem, pra falar a verdade minha intenção não era comentar sobre culinária, mas a frase da Vera me ficou na cabeça e achei que seria um título interessante para um texto, e como disse, o desenho do Velho Marinheiro viria bem a calhar no meio de tudo.

Uma ótima semana a todos.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

EU DESENHAVA MUITO MAL.


Não sei, o título desta postagem pode soar para muitos um exagero, uma vez que os desenhos exibidos hoje foram feitos quando eu tinha 14 anos. Eu era, nesta época, um fanático por artes marciais chinesas e tudo que se referia a elas. Meu gibi predileto do período era o Mestre Do Kung-Fu, da Marvel, fosse desenhado pelo Jim Starlin ou Paul Gulacy, pra ser franco eu preferia este último porque ele deixava o Shang-Chi com a cara do Bruce Lee.
Eu desenhava muito em cadernos de escola. Em 1976, querendo imitar o Spirit do Will Eisner, criei Os Cobras, na verdade era para ser só O Cobra, mas eu tinha mais três amigos na sexta série nos quais era muito ligado, então criava histórias em quadrinhos onde nós quatro éramos detetives e investigávamos uns casos lá. Também havia romance, afinal cada um de nós tinha uma garota de quem gostava. É lógico que elas não sabiam que eram nossas garotas, tampouco que eram personagens de hqs. Aquilo não durou muito, logo passei a agir sozinho... bem, eu não, O Cobra.


Muito disso aconteceu por causa do Luca, meu amigo de infância (já postei sobre ele aqui, ele também foi o autor de alguns contos do Zé Gatão). Ele foi minha primeira grande influência nos quadrinhos, mesmo antes de Eisner. Ele tinha um amigo que desenhava muito, o César (até hoje um dos maiores talentos que vi em ação), e isto meio que me obrigou a dar um salto qualitativo nos meus traços, digo isto porque antes de Luca e César meus rabiscos ainda eram piores do que o que vemos aqui. Nossos desenhos e hqs eram vistos apenas por nós, trocávamos estas informações. Como eu era muito fraco no que fazia, o César vivia me espinafrando, já o Luca curtia e incentivava. Não é de admirar que essas "relíquias" estivessem até hoje guardadas com o meu velho amigo, afinal eu fiz para ele, tinha até dedicatória, vejam só!


Esses velhos desenhos me enchem de constrangimento, pra ser sincero, não só por causa do traço em si mas pelo teor de violência que eu demonstrava já naquela época e eu nem me lembrava disso. Acho que precisava de tratamento. Para mim fica claro que eu usava isto como válvula de escape. Queria esmurrar as pessoas mas não tinha coragem, então esmurrava no papel.

Eu digo que desenhava mal e o faço de forma muito fria. Sei que tem artistas que desde muito cedo já dão um banho em muito marmanjo, só pra se ter uma ideia o Todd MacFarlene, o criador do Spawn, entrou para a industria dos quadrinhos com 18 anos e acha que começou tarde. Tá, tem muita gente que não curte o cara como quadrinista, mas Pablo Picasso pintava retratos a óleo de fazer inveja a veteranos com 15 anos de idade.  

Mas tudo bem, eu sei que certos talentos, como Mozart e Picasso não servem como exemplos por serem exceções, não regra, mas é sabido que artistas aos 14 anos desenham e pintam muito melhor do que eu fazia nesta idade, César e Luca eram a prova.
Mas isso não me desmerece, é claro, eu batalhei muito para ser um desenhista de qualidade.

Sempre fui um cara extremamente problemático, não me sentia a vontade perto das pessoas, não queria fazer parte de time nem grupo de qualquer espécie. Acho que eu era como o Joey Ramone, uma espécie de alienígena, um cara que não se adequava e não faltou quem dissesse que não me queria por perto. Eu não era bonito, não era alto, nem inteligente, um sujeito insignificante e sem atrativo nenhum, em suma; mas senti que tinha um gosto e talento natural para a arte e foi esta a minha via de acesso para ser "alguém". Batalhei com o que tinha e na maioria das vezes remando contra a maré e caminhando contrário ao vendaval.

Venci? Julguem vocês. Tenho um estilo que é minha marca (o testemunho não é meu, mas do público). Criei um personagem carismático (outros afirmaram antes que eu me desse conta do fato). Publiquei livros e conquistei um bocado de admiradores, então....

Vai soar clichê, mas se eu consegui, você também consegue.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

MAIS UM POUCO DO MEU CRAZY SKETCHBOOK.



Dia destes um admirador do meu trabalho ao ver umas imagens dos meus cadernos de exercícios postados aqui, me sugeriu investir pesado na coisa, que facilmente viraria um livro, teria um público interessado e todas essas gentilezas. Seria mesmo? Já fiz até o planejamento na cabeça, seria um livrinho em capa dura, exatamente nas medidas das ilustrações (19 x 15 cm), talvez um pouquinho maior, quem sabe, para conter alguma nota explicativa e teria o título de AZUL, PRETO E VERMELHO - OS RABISCOS DE EDUARDO SCHLOESSER. O título se justifica por que são as cores das esferográficas que uso nestes caderninhos. Poxa, que bom que sonhar ainda não paga imposto! É só o que posso fazer.
Agradeço muito ao fã que gostaria de ver um pouco mais de meus desenhos malucos, mas não acho que alguém além dele (e talvez mais uns poucos) vá querer pagar por um produto assim. Sei disso por causa da dificuldade que encontro em publicar os meus álbuns de quadrinhos. Sim, tenho dois álbuns completinhos com umas hqs bem amargas, mas muito legais - como a própria vida - e ninguém interessado, os editores tem medo de investir. Me aconselharam tentar o crowdfunding. Não, obrigado, já expliquei o porquê da minha recusa.
De toda a forma estes esboços são um modo de tirar uma ideia instantânea da cabeça direto para o papel sem o uso de borracha, uma forma de passar o tempo em ambientes onde normalmente eu não goste de estar, como filas ou consultórios médicos, mais nada.

Sabem, aqui só entre nós, eu gostaria de ter um pouco mais de dinheiro. Não precisa ser muito não, apenas pra não ter que todo mês ficar pedindo emprestado, poder ter meu próprio lugar, sem ter que ficar me mudando, a proprietária deste apê onde moro já a mais de dez anos pediu que eu o desocupasse (até que demorou). Com uma grana a mais eu poderia ajudar algumas pessoas, como um cunhado com problemas em São Paulo. Poderia também bancar meus projetos. Talvez até um livrinho com estes rabiscos.
Fiquem com algumas imagens e boa semana a todos.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

FANART DE ZÉ GATÃO POR ANDERSON MARQUES FERREIRA.


Prezados e prezadas, bom dia.
Como já falei centenas de vezes é um prazer incomparável ver sua cria pelo traço de outros desenhistas. Desta vez a obra é da autoria do Anderson - ANDF, como ele se intitula em seus blogs (o Rota Sonora é bem legal) - lá do Rio Grande do Sul e que ocasionalmente me visita neste blog.
Aqui vemos nosso felino cinzento em boa companhia num traço mais que sincero.

Gostei muito do desenho, mon ami. Agradeço de montão.

Bom fim de semana a todos.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

BRUZUNDANGAS ( 07 )



Mais uma arte para os Bruzundangas. O corre-corre por aqui não para, felizmente. Nos dias de hoje, se você estanca um pouquinho, fica para trás, como naquele clássico da tartaruga e a lebre. Falando nisto, minha mente, que não para de trabalhar, começa a fomentar novas ideias e elas pedem urgência. Tô com muita vontade de fazer uma ilustras para as fábulas que me causaram grande impacto na infância. Um das mais trágicas foi Chapeuzinho Vermelho. Umas três ou quatro aquarelas tá de bom tamanho, só para minha própria diversão. Também preciso concluir minha homenagem aos Monstros Famosos do cinema. Faltou a Múmia, Freddy Krueger, Hide e etc. Este projeto pessoal tive que interromper por falta de tempo e depois perdi o pique, mas ele não pode ficar inacabado.

A bio do Poe segue beeeem devagar, a prioridade são as ilustrações para os clássicos, no momento executo Memórias Póstumas De Brás Cubas, do Machadão, um dos meus livros preferidos.

Por hoje é só.

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...