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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PASSA !!!!

Há períodos na minha vida que são muito improdutivos, acho que é o acúmulo de coisas pra resolver fora do meu estúdio. Não há um dia em que eu não faça pelo menos um esboço, mas a verdade é que enquanto aguardo um novo trabalho da editora, nestes tempos travei em relação aos meu projetos pessoais. Preciso de férias urgentes, esta é que é a verdade. Mas é impossível por hora.
Hoje mal tive tempo de verificar meus e-mails, mas um deles é um pedido da TV Cultura para utilizar algumas artes minhas num programa educativo. O chato é pedir permissão pra editora que detém os direitos. Puta burocracia meu! Os direitos nunca deveriam sair das mãos do artísta. Mas fazer o quê?
Bem, só passei aqui pra deixar mais um desenho com vocês. Este cão foi criado as pressas com lápis de cor. Foi publicado numa revista mas não lembro mais qual.
Àqueles que não passarem por aqui nem sábado, nem domingo, bom final de semana, aos que me acompanham religiosamente, minha gratidão e até amanhã se Deus assim o permitir.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SEM TÍTULO.

Queridos, boa noite.
Está tarde. Ontem foi um dia cheio de reveses. Melhor nem comentar.
Em compensação hoje recebi de Deus um presentão. Vocês que me acompanham diariamente devem lembrar que a poucos dias revelei num post a saudade que sinto dos meus irmãos, não foi? Pois bem, o André, meu irmão que é médico, chegou hoje junto com a esposa e filha em Recife. Ainda estou em estado de graça.
Bom, infelizmente, hoje também não posso me delongar, tanto assim que não pude fazer uma seleção de qual desenho colocar aqui pra vocês, na pressa vai aí uma cena de a Moreninha, o clássico do Joaquim Manoel de Macedo que deixei de fora na época que postava as artes sobre este livro.
Bom descanso a todos. 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CINCO MINUTOS ( 03 )

Hello friends, ando numa daquelas fases onde meu trabalho não rende, Edgar Allan Poe tá devagar quase parando, me pergunto se um dia esta hq vai ficar pronta, escolhi uma forma complicada e demorada pra dar o acabamento nos desenhos. Também são tantos problemas cotidianos que tenho que resolver...
Hoje sai pela manhã e só voltei na hora do almoço, e já estou pronto pra sair de novo, ao menos vai ser pra encontrar um artista que vai ainda dar muito o que falar. Temos que planejar alguns projetos futuros. Se tudo der certo vocês ficarão sabendo em primeira mão. Bem, só passei aqui pra fazer este post e deixar uma arte com vocês. Fica aí mais uma cena do romance Cinco Minutos.
Abraços e até amanhã se Yaveh El Elion permitir.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

UMA HISTÓRIA DE CANGACEIROS.


"As coisas que se faz pra sustentar a família", poderiam dizer alguns. Realmente. Lembro de ter lido uma entrevista com o Sylvester Stallone faz muito tempo, à época ele tentava vetar a distribuição de um filme erótico que ele fez em seu início de carreira. "Estava na pior, precisava de dinheiro, tinha um filho pequeno e doente, ou fazia o filme ou teria que pegar uma arma e assaltar alguém". Foram mais ou menos assim as palavras do cara. Para quem já dormiu em parada de ônibus, limpou merda de leão no zoo do Central Park, deve ter sido como ele falou. O caso é que muitas vezes nos vemos nesta situação. Não foi bem assim comigo quando comecei a fazer hqs pornôs, mas quase. Não conseguia nenhum trabalho como ilustrador e pagava-se bem por estas publicações. Nem pensei, agarrei o touro pelos chifres.
Quadrinhos eróticos e pornográficos na Europa não são vistos com o mesmo preconceito que aqui. No velho continente nomes como o de Milo Manara, Magnus, Serpieri, só para citar alguns mais conhecidos, são reverenciados como grandes mestres. Vide o sucesso estrondoso do polêmico Lost Girls do Alan Moore. A diferença é que lá este tipo de quadrinho possui mais conteúdo, ou seja não é sacanagem pela sacanagem. Pensando nisto foi que procurei colocar nos meus enredos algo mais do que o cara que pega aquela tia, a vizinha, uma prima gostosa do interior ou algo do tipo. ESCOLHA MALDITA foi a segunda hq que criei neste período. Sempre quis fazer uma história de cangaço, acho o tema fascinante mas nunca tinha tido oportunidade. Como eu cuidava também do argumento "viajei" na ideia. O Capitão Setembrino invadia o sítio de um cara que o dedurara para a polícia intentando uma vendetta. Roteiro simples e básico, no meio eu daria um jeito de encaixar as cenas de sexo. Algo que, devo admitir, empobrecia a trama, mas fazer o quê? 
Nesta época eu morava numa quitinete na 202 Norte em Brasília, o irmão caçula de minha esposa morava conosco, na época ele tinha 8 anos; resultado, eu tinha que trabalhar quando ele estava no colégio ou quando dormia. Noutros momentos eu me trancava no banheirinho e desenhava apoiado na máquina de lavar.
O Guaberto Costa acha que é uma história genial, exagero dele, ela tem muitos problemas, não me preocupei com a anatomia ou cenários, levo em conta também o tempo para entrega, caprichei mais nas cenas de sexo, porque afinal, o público alvo tinha que ser atingido.
Ela foi publicada num "Jumbo", ao lado de feras como Rodval Matias, Mozart Couto, Watson Portela entre outros. Parece que vendeu bem e ouvi que aquele que possui um exemplar tem um item raro nas mãos.
Cheguei a criar outras histórias mas este gênero de BD chegava ao seu ocaso. Minha teoria é que a internet contribuiu pra isto, mas é tema talvez pra uma futura postagem.






segunda-feira, 13 de setembro de 2010

OBRAS QUE RECOMENDO: LOGICOMIX

Rapaz, já estamos praticamente no meio do mês de setembro e eu nem digeri direito o peru do último natal. O comentário é clichê mas o tempo está passando rápido demais. Como não se pode fazer nada a respeito, vamos relaxar e aproveitar os bons momentos enquanto podemos. Vamos saborear este morango tão apetitoso, afinal um tigre nos espera lá embaixo e outro nos espreita lá em cima.
Vou inaugurar hoje mais uma série neste blog ( esta promete ser mais duradoura ). OBRAS QUE RECOMENDO. Nela vou comentar a respeito de gibis ou livros que na minha humilde opinião vale a pena ter na sua coleção. Aproveito também pra anunciar outras séries : ARTISTAS QUE ME INFLUÊNCIARAM e OS MELHORES QUADRINHOS DE TODOS OS TEMPOS. Mas estas duas ficam mais pra frente se Deus quiser.
Antes de mais nada, advirto que não sou crítico de coisa alguma. Não tenho formação pra tanto, no máximo faço uma recomendação como leitor e fã da nona arte. Crítica eu deixo para os "críticos".
Logicomix foi a última hq que li. Na verdade ela nem é minha, pertence ao meu irmão que é Estatístico.

Seria uma obra aos iniciados em matemática, matéria na qual sou totalmente analfabeto ( a única coisa que sei é que 2+2 é igual a 22 ). Mas voltando ao assunto, os que apreciam a matemática encontrarão neste ivro um prato cheio, mas aqueles assim como eu, também poderão apreciar e se divertir.  É uma obra por demais interessante por fazer acima de tudo, uso das diversas ferramentas narrativas para contar a história, no caso a biografia de Bertrand Russel, um dos pilares da matemática moderna, aliás a história de Russel é o fio condutor da saga que apresenta outros nomes célebres, contemporâneos do personagem.  Os argumentistas criaram uma hq envolvente do começo ao fim, o desenhista usa o recurso da linha clara com o máximo de expressividade que o recurso permite; as cores, trabalho da esposa do artista, está muito sóbria. Pelo visto, quadrinhos pintados a mão como faz o Liberatore está mesmo sendo relegado ao passado (pobre de mim). São todos autores gregos. Eu não sabia que na Grécia se faz quadrinhos com tanta competência (ou será um caso isolado?). Sei lá, preciso pesquisar depois com calma. 
Bem, se você é daqueles que  tem azia só de ouvir falar em super-heróis e suspira fundo ao ver aquele álbum de tirinhas de cartunistas superestimados, vale a pena ler Logicomix. Você vai constatar que este livro é um antídoto e que nem tudo está perdido no mundo dos quadrinhos.



Uma observação, as imagens e o vídeo que capturei na net, estão em inglês, mas caso você não saiba, o livro foi publicado no Brasil pela Martins Fontes.

domingo, 12 de setembro de 2010

O LOBO E AS OVELHAS.

Caramba, já faz um bom tempo que não vejo meus irmãos!
Dois anos?
Mais?
Mais com certeza. A saudade é tanta que dói. Somos quatro. Temos uma ligação muito forte. Meus irmãos são meus melhores amigos e os melhores amigos que alguém pode sonhar em ter. Sou suspeito pra falar?  Não.  É fato. As pessoas ligadas a eles podem testemunhar. São íntegros, dedicados e sinceros. Venceram na vida sob as condições mais adversas.
Teve o toque DIVINO em nossas vidas? Com certeza. E Glória a Deus por isto!
A arte que ilustra este post foi feita com sanguinea sobre um sulfite, papel que não ajuda este tipo de técnica, mas eu tinha que ser rápido na conclusão para inseri-lo numa revista que mostrava o passo a passo de técnicas de desenho.
Achei adequada para ilustrar este texto pois ao lado de meus irmãos me vejo como este lobo. Não, não sou um predador, nem eles são seres angelicais indefesos, nada disso. É que na condição de mais velho, paternalista que sou, me vejo como um guardião. Ademais o que me torna diferente é que ainda não atingi o grau de maturidade deles. Parece até que sou o caçula, pois as vezes sinto que ainda não encontrei meu lugar no mundo. E os três sempre foram faróis que me ajudam a encontrar o caminho. Nunca me faltou palavra de apoio ou ajuda financeira. Declarações de amor públicas são desnecessárias? Talvez, mas porque não deixar registrado?
Aos três, obrigado por tudo, que Deus os abençõe.
AMO vocês.

sábado, 11 de setembro de 2010

ARTHUR GARCIA, UM ARTISTA GENIAL.

Conheci o Arthur Garcia em 1992, o mesmo ano em que eu e minha familia voltamos a residir em São Paulo depois de quase 20 anos vivendo em Brasilia. Comigo, duas metas a serem atingidas: Viver de arte e deixar para trás as desventuras de um passado recente. Passado este cuja tristeza e amargura culminaram com a criação de Zé Gatão como forma de catarse. Digo isto porque o Arthur teve muito a ver com meu inicio em Sampa.
Não lembro mais como foi que fiquei sabendo de uma palestra que ia ter na gibiteca Henfil, deve ter sido na Livraria Muito Prazer. A tal palestra dissertaria sobre como trabalhar para o mercado gringo e teria tais e tais artistas dando dicas de como comer uma fatia da torta. Pelo menos foi isso que me passaram.
Fomos lá, eu e o André, meu irmão. Auditório cheio. Os artistas em questão eram Octávio Cariello, Marcelo Campos e Arthur Garcia, a mediação era feita pelo Worney Almeida de Souza. 
Marcelo Campos e Cariello trabalhavam para algumas editoras americanas ( foram pioneiros na empreitada ), já o Arthur fazia hqs para o mercado franco-belga. O debate foi legal, começou com o Arthur e me simpatizei com ele de cara, ele fala pra burro, mas fala bem e tem muita coerência nas suas colocações. É assim até hoje. A certa altura, o Mauro dos Prazeres (editor da Devir) subiu ao palco pra dizer não lembro mais o quê, mas recordo que perdi a conta de quantos cigarros ele fumou num curto espaço de tempo.

Ao final do colóquio me aproximei do Athur meio trêmulo (eu tenho esta característica embora não pareça, me apresentar pra alguém que não conheço é como caminhar pelo corredor da morte), mas ele foi gentil em me esclarecer algumas dúvidas e em seguida se mandou dali mais rápido que o Flash.
Tornei a encontra-lo certa tarde na Muito Prazer, batemos um papo rápido e logo convidou-me para ir visita-lo no estúdio que ele dividia com seu amigo e sócio, o saudoso artista João Pacheco. Fui na primeira oportunidade levando uma pastinha com desenhos que tinha feito. Ele e o João foram extremamente gentis comigo. Posso afirmar isto com convicção pois em dias vindouros, reparei que este tipo de recepção era algo incomum; por exemplo, não fui bem recebido na Editora Vidente pelo Álvaro Omine. 

Me tornei frequentador assíduo do estúdio; várias tardes, lá estava eu, um mala sem alça, atrapalhando os caras em seus trabalhos. Foi através deles que aprendi a finalizar meus quadrinhos de forma decente. Vendo aqueles dois artistas trabalhando assimilei muita coisa útil que utilizei posteriormente em
minhas páginas e rende dividendos até hoje.

Arthur fazia uma página de quadrinhos para um jornal belga intitulado "Os Cruzadinhos". Digo que minha vida nunca mais foi a mesma depois do meu contato com eles. Por intermédio deles conheci o Franco de Rosa e a partir dali comecei a fazer ilustrações pra várias editoras, a maioria indicada pelo Arthur. 
Ele morou uns anos na Europa, foi considerado um dos melhores desenhistas de Portugal naqueles anos. É considerado um artista que consegue se sair bem em qualquer estilo, realista, cartum, infantil, mangá e o que mais aparecer.

Suas inúmeras publicações o comprovam. Há diversos personagens antológicos que as novas gerações deveriam conhecer, eu destacaria Renato Cairo dentre eles. Ele tinha uma série, até hoje inconclusa, chamada Piratininga que é uma verdadeira aula de como se fazer uma história em quadrinhos, afinal o cara domina como poucos a linguagem da mesma. Reparem nas páginas apresentadas aqui.
Há muito o que dizer sobre este grande amigo, mas meu espaço e tempo é curto. Mas ele será sempre citado em minhas postagens, pois quase tudo que fiz e faço tem reflexos no que ele me ensinou, e se cheguei a aparecer neste cenário de tantos caras que produzem sonhos (ou pesadelos), isto só aconteceu por causa do Arthur Garcia. 
Obrigado por tudo e que Deus te abençõe meu amigo. Ah, e da próxima vez que eu for te encher o saco na sua casa, não se esqueça de comprar aqueles biscoitos casadinhos, ok?




ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...