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segunda-feira, 14 de março de 2011

ACHADO ARQUEOLÓGICO.


Postei aqui faz tempo, alguns textos a respeito de várias HQs eróticas que fiz no passado.
A Opera Graphica pretendeu lançar um álbum coletando todas estas "pérolas". Lógico, a coisa não passou da boa vontade dos editores. Não posso culpa-los. A verdade é que o mercado nunca foi lá muito promissor para o quadrinho nacional. Some-se a isto o tema no formato livro, e você terá um número bem restrito de leitores. Criei para o dito álbum, capa e uma série de pin ups, além de texto introdutório (e uma entrevista que o Franco de Rosa fez comigo), e como já foi dito, não rolou.
Na época fiquei meio desapontado pela coisa não ter saído do papel, mas hoje pensando bem, pode ter sido melhor assim. Salvo algumas partes das narrativas, não é um material do qual me orgulhe, e não digo isto pelo gênero em si, mas eu poderia ter caprichado mais nos roteiros e principalmente nas artes. Costumo dizer que cada trabalho reflete um período da vida do artista. Dependendo do tempo e disposição a obra pode ficar comprometida. Ou isto pode ser apenas uma bela desculpa para minha incapacidade naqueles dias, sei lá.
Bem, o fato é que meio sem querer, eu encontrei um CD onde eu havia gravado alguns desenhos para o álbum, e até um protótipo de capa. Claro, algumas cenas mais picantes terão que ficar de fora.  Considero isto um verdadeiro achado, pois na verdade não sei onde estão os originais, talvez nem existam mais.
O desejo por parte de editores em lançar este material no futuro ainda existe. Se vai acontecer, só o tempo dirá.
Não sou cretino para negar ou impedir, só que da minha parte eu não farei força para que aconteça.





sexta-feira, 11 de março de 2011

PIRACICABA, MON AMOUR.

Se minha memória não falha (e ela tem falhado demais ultimamente), a coisa foi mais ou menos assim:
Em 2003, a Daniela Baptista, esposa do Gual, me ligou convidando para participar de uma exposição que ela estava organizando no SESC de Piracicaba. O tema era Piracicaba Mon Amour (nem sei se estou escrevendo isto certo). Parece-me que Claude Moliterni, um autor de HQs da França, esteve em Piracicaba uma pá de ano atrás e se encantou com a cidade a ponto de colocá-la como pano de fundo para uma aventura de seu personagem, o detetive Harry Chase. Comemorando o aniversário da passagem de tal autor pelo Brasil, vários criadores de quadrinhos de diversas partes do Brasil, teriam que fazer uma página de HQ relacionada ao tema. O desenvolvimento era nosso. Para mim, a única ressalva era não fazer cenas violentas ou eróticas (claro).
Eu morava em Brasília nesta época e me via na eminência de me mudar de lá, o que me provocava depressão e desconforto. Minha esposa já estava em PE providenciando apartamento para nós. A ideia para a página veio-me de forma natural. Trabalhei num tom de lápis (uma das minhas características) que combinasse com a aura melancólica da história sem parecer soturna demais. Confiram abaixo.
O livro negro do Zé Gatão, havia sido lançado pela Via Lettera aquele ano, e eu me preparava para ir a São Paulo para o lançamento. Então a Dani e o Gual aproveitaram a ocasião e me convidaram para a abertura da exposição.
Chegamos a Piracicaba numa agradável tarde de sexta feira, em nossa companhia haviam dois outros cartunistas que seguiam para outro evento relacionado às artes gráficas.
Me maravilhei com a cidade e a beleza de suas mulheres, agora eu entendia o facínio que o local exerceu sobre o francês. Me pareceu que tudo ali respirava a charges e cartuns. Conheci o espaço onde se dava o famoso salão de humor e as obras do lugar.
A noite chegou rápido e fomos para a inauguração da exposição. Lá estávamos eu, O Gualberto, Dani e o diretor do SESC.
E só.
Mais ninguém.
Alguém justificou a ausência de público porque no mesmo horário estava se dando outras duas exposições, uma delas com obras do Paulo Caruso.
Malgrado este fato, fiquei boquiaberto com com o que vi. As páginas de quadrinhos tinham sido ampliadas para mais de um metro e meio de altura.  Minha página estava lá, enorme, bonitona ao lado de feras como Júlio Shimamoto, Tako X, Mutarelli, Emir Ribeiro, Ofeliano, e vários outros. O único porém ficou pela economia que o SESC fez não publicando um catálogo das obras, o que fatalmente relegaria a exposição ao ostracismo em um curto espaço de tempo. Pena.
Depois fomos todos jantar. Comemos bem. Voltamos ao Hotel. Meu quarto era agradável e aconchegante. Pra variar eu estava com um pouquíssimo dinheiro na carteira, mesmo assim eu tomei um refrigerante do frigobar. Deitei-me desejando que minha esposa estivesse ali comigo. Tentei ligar a TV, mas não consegui faze-la funcionar. Sem saco pra chamar alguém que pudesse resolver o problema, resolvi dormir. Foi um sono profundo.
Na manhã seguinte, logo no café da manhã, eu Gual e Dani ficamos um longo tempo batendo papo.
O lançamento do "Crônica do Tempo Perdido" seria naquela tarde, o carro que me deixaria em São Paulo chegou. Me despedi e ganhei a estrada. Um frio arrasador abraçou a cidade quando cheguei ao apartamento do meu irmão.
Deste tempo, a única prova que ficou foi esta página de quadrinho, que já começa a amarelar.


quinta-feira, 10 de março de 2011

O ÚLTIMO ÍNDIO.

Não tem jeito, o carnaval sempre encontra uma maneira de atrapalhar minha vida. Mal acabou e fico sabendo que a editora a quem presto serviços atualmente, não agendou os pagamentos esta semana por causa da folia.
Agora só semana que vem.
Por mim esta porcaria acabava.
A única coisa boa destes dias é que o cachorro vizinho que late ininterruptamente deve ter saido com a família para alguma praia, pois não o ouvi esta semana.
Menos mal, mas como o que é bom dura pouco, ele já está lá de novo, firme, forte e insuportável.
Enquanto não contrato um novo provedor, eu continuo a acessar a internet na casa de um brother ou lan house, sendo assim minhas postagens ficam limitadas. Mas a boa notícia é que Quincas Borba já está concluído. Breve, querendo Deus, teremos imagens aqui.
Hoje temos o derradeiro índio que pintei para um malogrado portfólio sobre o tema. Acho que foi a tela mais rápida que fiz. Putz, já faz tempo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CLARINHA VAI A ESCOLA.


O último livro infantil que ilustrei tratava da Síndrome de Down. Achei um pouco delicado, pois dar à personagem título uma carinha típica sem parecer caricata não me parecia tarefa das mais simples, mas creio ter conseguido um resultado legal (acho). Vocês conferem aí nestas artes aquareladas.
A bagunça do Carnaval já começou forte aqui. Como não sou chegado nestes festejos, fico em casa com fones de ouvido escutando rock ´n roll e trabalhando à toda máquina, afinal, Quincas Borba do Machadão tem que ficar pronto até semana que vem.
Aos que gostam de Carnaval, brinquem com cuidado. Aos que não gostam, bom retiro.
Se Deus quiser nos encontramos de novo por aqui na próxima quinta feira.
Até lá.


quinta-feira, 3 de março de 2011

ZÉ GATÃO NEWS.

Boas novas para aqueles que curtem as HQs do Zé Gatão - personagem que criei para esmurrar as paredes sem ferir minhas mãos. A PADA ( Produtora Artística de Desenhistas Associados ) anunciou ontem oficialmente no seu blog ( http://www.prismarte.com.br/pada/?p=514 ) que irá lançar uma Graphic Novel totalmente dedicada ao felino, quebrando assim um jejum de muitos anos. Ainda não há uma data certa para lançamento mas pelo que fui informado, será muito em breve. Aguardem mais notícias por aqui.
O desenho de hoje foi feito a tanto tempo que nem me lembrava mais. Era pra ser a pin up da HQ " As Noites do Texugo", uma das histórias do álbum "Zé Gatão - Crônica do Tempo Perdido" da Via Lettera, mas acabei descartando. Não curti. Mas sempre tem alguém que gosta, por isto fica aí o registro. E vamos esperar juntos o lançamento do novo álbum.

 

quarta-feira, 2 de março de 2011

UM ESBOÇO

Prezados, prezadas, boa tarde.
Dou aqui uma passada breve para deixar um esboço.
Sem tempo, com problemas no computador e sem internet, não dá pra fazer uma postagem decente, concordam?
Mas aos que gostam de ler os absurdos que escrevo, peço que tenham um pouco de paciência.
Penso que após o carnaval, minha vida deva estar mais serena.
De qualquer forma, amanhã nos encontramos de novo, se DEUS quiser.
Até lá.

terça-feira, 1 de março de 2011

RETORNO E NATUREZA MORTA.


Queridos e queridas, estava com saudades. É bom estar de volta, mas depois de uma ótima semana em São Paulo já chego em PE encarando pedreira. Problemas com a net e com o meu computador. Vou ter que providenciar a resolução disto tudo quando o próximo pagamento sair, o que vai demorar talvez uma semana ou duas. Como sempre estou na casa de um amigo lendo e enviando e-mails e, claro, fazendo esta postagem. Sou bem aventurado por ter tantos fiéis companheiros de jornada. Glórias a Deus por isto. Falando nisto, quero aqui deixar meus agradecimentos sinceros a velhos e novos amigos que encontrei na velha e boa Sampa: Arthur Garcia, Leandro Luigi Del Manto, Franco de Rosa, Gualberto Costa, André Simas, Gustavo Duarte e Gilberto Queiroz.
Sabem, é chato citar nomes pois sempre acabamos esquecendo alguém (algo imperdoável) mas eu tinha que nominar neste caso. Recebi inclusive presentes. Grato a todos.
Revi meu irmão, sobrinha e filha e retorno para os braços da minha esposa com boas noticias. Sim amados, teremos novidades sobre Zé Gatão este ano. Aguardem notícias para breve se Deus quiser.
Aos poucos vou relatando minhas impressões sobre minha terra natal neste nosso espaço, por hora fiquemos por aqui com um esboço e aquarela de uma natureza morta para um dos tantos cursos de desenho que fiz.
Bom dia a todos.

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...