sexta-feira, 20 de maio de 2011
NOVAS CENAS DE ANATOMIA.
Estas artes foram feitas para o tal álbum de "Como Desenhar Super-Heróis" que nunca saiu do papel. Estavam lá esquecidas dentro de um envelope. Tenho várias outras que com o tempo pretendo ir postando aqui.
Comentei dia destes que o próximo livro que eu ia ilustrar seria os contos de Lima Barreto. Nah, esse fica na fila, no lugar me mandaram "O Noviço" do Martins Pena, em seguida "A Pata Da Gazela" do José de Alencar.
Sigo a toda máquina nestes trabalhos, por isto minha passagem por aqui pode ser breve por algum tempo.
Tenham todos um bom fim de semana e até segunda se Deus permitir.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
ZÉ GATÃO SEM ESBOÇO.
Olá pessoal, as chuvas voltaram a castigar o litoral de Pernambuco, ainda não tive tempo de conferir os noticiários mas pela queda d´agua que caiu ao longo de todo o dia, já dá pra intuir que muita gente teve problemas.
Mais uma vez passo rápido por aqui apenas para dar um alô, hoje nem é falta de tempo ou assunto, mas problemas com meu computador.
Segundo informações da P.A.D.A. o álbum independente do Zé Gatão segue sua produção de vento em popa, acho que no meio de Junho já estará a venda.
E já que toquei neste assunto, o desenho de hoje é daqueles feitos sem lápis nem borracha, direto no pincél, só pra não desperdiçar o nanquim.
Tenho esta mania, quando sobra tinta de um trabalho, faço uma arte qualquer pra não jogar material fora.
A gente segue se falando.
Até.
Mais uma vez passo rápido por aqui apenas para dar um alô, hoje nem é falta de tempo ou assunto, mas problemas com meu computador.
Segundo informações da P.A.D.A. o álbum independente do Zé Gatão segue sua produção de vento em popa, acho que no meio de Junho já estará a venda.
E já que toquei neste assunto, o desenho de hoje é daqueles feitos sem lápis nem borracha, direto no pincél, só pra não desperdiçar o nanquim.
Tenho esta mania, quando sobra tinta de um trabalho, faço uma arte qualquer pra não jogar material fora.
A gente segue se falando.
Até.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Fiz poucos trabalhos com técnica mixta, não por preconceito claro, foi mais pelo método pouco ortodoxo (ou ortodoxo demais, talvez) em que trabalho. Certas experimentações comigo nem sempre deram bons resultados. O máximo que já fiz foi "banhar" minhas telas com acrílico antes de aplicar a tinta a óleo. Mas mixta mesmo como o mestre Bernie Wrightson faz, colocando aquarelas, óleos e nanquim, nunca me arrisquei.
A arte de hoje é uma "misturinha" de lápis de cor, guache e grafite que fiz a muitos anos. Uma das poucas vezes em que misturei técnicas distintas em uma única peça.
Voilá.
A arte de hoje é uma "misturinha" de lápis de cor, guache e grafite que fiz a muitos anos. Uma das poucas vezes em que misturei técnicas distintas em uma única peça.
Voilá.
terça-feira, 17 de maio de 2011
MAIS UMA CENA DE EDGAR ALLAN POE.
Boa noite amadas e amados, como hoje fiquei fora de casa quase todo o dia e devo retornar tarde, pra não furar com vocês, recorro aos enviados do gmail, onde remeti ao editor esta página do inacabado (e encantado) Poe.
Encontro-me num estúdio de animação de uns amigos muito legais de onde faço esta breve postagem.
A todos uma boa noite.
Encontro-me num estúdio de animação de uns amigos muito legais de onde faço esta breve postagem.
A todos uma boa noite.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A EXPOSIÇÃO DE 1987
Seguindo a onda de nostalgia que me acomete nestes últimos tempos, relembro hoje minha primeira exposição de desenhos..
Como artista sou autoditata, isto porque nunca tive grana pra pagar cursos ou comprar aqueles magníficos livros de como desenhar, de feras como o Renato Silva, ou os importados do Walter Loomis, mas cheguei a ter em mãos aquele do Jayme Cortez que era excelente, e que me deu grandes dicas. Este livro do grande Jayme foi de um rapaz que era pintor abstracionista, filho de um amigo do meu pai, ele me emprestou e nunca mais voltou para busca-lo, e pra ser sincero nunca fiz força para devolver; como castigo ele foi "surrupiado" em São Paulo.
Quando morei no Rio de Janeiro cheguei a tomar alguma aulas com um grande acadêmico brasileiro, mas eu já desenhava naquele período, ou pelo menos rabiscava, tanto que me mantive naquela cidade pintando pequenas paisagens que eram vendidas em estabelecimentos que comercializavam materiais de desenho e pintura no Largo Da Carioca, as vezes na Praça VX, ou às quartas-feiras na Faculdade Simonsen. Mas isto já é outra história, voltemos a Brasília.
Sabem, alguns me conhecem neste ramo através de cursos que desenvolvi para editoras paulistas, outros pelos quadrinhos que criei. Eles (os quadrinhos) me dão grande satisfação, pois é por eles que consigo expurgar alguns males que me incomodam e transmitir uma visão de mundo, mas até 1991 quando retornei a Sampa, ser quadrinista não era uma ambição, embora fosse leitor e colecionador de gibis.
Meu sonho era pintar e expor em galerias. Um sonho que teve que ser interrompido por uma série de fatores que não tenho espaço nem tempo para discorrer aqui, mas este desejo permaneceu muito forte por quase toda a década de 80.
Quantos aí já não tiveram aquela sensação, quando, sei lá, uma porta se abriu , um novo amor apareceu, de que a vida dali pra frente seria melhor? De que nada iria abalar aquela confiança? De que aquele estado de coisas seria perene apesar de toda onda contraria?
A tal porta se abriu em 86 quando entrei para a faculdade e através de alguma socialização, percebi que os fantasmas do Rio de Janeiro já não me assustavam tanto, apesar de em algumas noites virem puxar o meu pé. Meus traços no desenho começaram a ser notados e elogiados e não muito tempo depois fui contratado como desenhista no setor de audiovisual do SENAC. Então, viver da única coisa que sabia fazer na vida me proporcionou a tal sensação de progresso e mudança, e comecei a ambicionar mais.
Fortemente influênciado pelo Frank Frazetta, Tanino Liberatore e Boris Vallejo, comecei a fazer uns desenhos a lápis, carvão e sanguinea (eu tinha medo de cores) em papéis que variavam do tamanho A-4 ao A-2, assim, sem nenhum compromisso, só para dar vazão aos meus idílios. Os temas, é claro, eram a arte fantástica. Isto porque sempre fui um sonhador inveterado, fã de mitologia grega, das histórias do marujo Sinbad e de todas as coisas maravilhosas criadas pelo genial Ray Harryhausen no cinema. Sem contar o meu gosto pelo gótico, tanto na literatura quanto no celulóide. Sem dúvida eram desenhos bem toscos se comparados aos de hoje, mas acho que tinham a sua força, pois ao mostrar alguns para uma amigo de sala de aula, ele ficou impressionado e pediu para mostar à curadora do Espaço Cultural do Banco Central que era sua conhecida. Não levei fé que fossem levar aquilo a sério, como eu disse, era apenas para me divertir, mas eu fazia o melhor que podia com o material e conhecimento que dispunha.
Não muito tempo depois recebi um comunicado da própria curadora, dizendo que eu era artista e tanto, uma grande revelação e essas coisas. Havia uma fila de dois anos para expor naquele espaço do Banco Central, mas eu iria furar. Ela me queria para a primeira quinzena de setembro, eu disse, impossível, eu só tinha uns oitos trabalhos prontos e pra preencher o espaço (eu precisaria de pelo menos uns sessenta). Então ficou agendado para a primeira quinzena de novembro.
Comecei então a produzir para o tal evento, mas apesar dos meus esforços não consegui criar tantas obras. A solução foi dividir o espaço com um outro colega de faculdade que também era desenhista. Foi uma coisa complicada para que os trabalhos dele fossem aceitos, mas vou pular esta parte.
As gentís palavras no folder de apresentação foram feitas pelo professor Bruno Matarazzo, um amigo e intelectual de Brasília com bastante penetração na área política e cultural da cidade.
(Inclusive o nome Schloesser está grafado como no passaporte do meu avô).
Perto já de novembro, a luta seguinte foi emoldurar as peças. Eu não tinha grana pra tanto e o melhor preço ficou com uma molduraria do Guará, e vocês sabem, menor preço, serviço duvidoso. O dono do lugar era um picareta, ele economizou na borrachinha que deveria ficar entre a moldura e o vidro, e aquilo a longo prazo foi fatal para as obras.
Transposta esta barreira, o calvário seguinte foi a própria montagem dos quadros no espaço a serem exibidos. Acho que no Brasil, quase tudo é mal planejado, faltaram funcionários para a tarefa, e a coisa acabou ficando a meu cargo e dos meus irmãos. Minha mãe preparou os salgadinhos para a vernissagem e o colega da faculdade entrou com os vinhos.
Como sempre há uma nuvem negra pra obscurecer o horizonte, eclodiu no dia da abertura uma greve de motoristas de ônibus, mas mesmo assim o local esteve cheio. Sucesso. Pelo menos, recebi muitos tapinhas nas costas. Daquele evento não sobreviveu um único ítem, mas não por que tivesse vendido todos os quadros, aliás, não vendi nenhum, mas nos meses subsequentes eles tiveram outros destinos à minha revelia. Na verdade nem fotos teve, pois o fotógrafo encarregado do serviço foi um amigo do meu pai que conseguiu desfocar tudo o que clicou. Como lembrança só ficou o folder que vocês visualizam aqui.
Dei entrevista na televisão, sairam notas em revistas culturais e etc. Fica então a pergunta, se foi tão badalada porque não vendeu ? Eu apontaria dois motivos, um seria os sucessivos planos econômicos da época, tempos de inflação galopante, lembro de pessoas bem abonadas reclamando de falta de recursos. Mas penso que a verdadeira causa mesmo é que naquela época ninguém estava preparado para este estilo de arte. Mulheres aladas, centauros, grifos, bárbaros e antropomorfos não combinavam com sofás. Na verdade acho que até hoje é assim.
Em meio a isto tudo, embora eu não soubesse, a serpente já tinha invadido o meu paraíso.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
UM DIA DISTANTE.
Como muitos de vocês devem ter notado, ontem não ouve postagem. Bem que tentei, mas o blogger estava fora de serviço. Vai saber por que. É frustrante isto. Consequentemente, o que tinha para dizer ontem (e eu tinha), acabou ficando retido no ontem, hoje é hoje, não funciona mais; algumas idéias são como certas iguarias, tem que ser consumidas na hora, do contrário rapidamente deterioram e perdem a função.
Não há muito o que falar agora, senão que estou levemente fatigado pela conclusão de mais um livro, e pronto pra dar início a outro, desta vez contos do fabuloso Lima Barreto. Mas antes tenho que trabalhar na nova capa do álbum de Anatomia Feminina que será relançado em breve.
Esses dias ando um pouco nostálgico, talvez porque eu tenha encontrado desenhos velhos, a muito esquecidos (já estão até amarelados) e cada um deles tenha uma pequena história por trás, nada interessante na verdade, são coisas que só tem maior significado para mim. Este por exemplo eu lembro bem quando o fiz. Eu trabalhava no SENAC de Brasília na época e distraido como sou, havia me esquecido que o professor de desenho livre na faculdade, havia pedido uma arte para avaliação naquela noite, já eram umas quatro da tarde e estava lotado de serviço. Expliquei a situação para meu chefe e ele me deu meia hora de folga para que eu pudesse criar uma ilustração qualquer, só para não ficar sem nota. O que saiu foi isso aí.
A todos um bom fim de semana.
Não há muito o que falar agora, senão que estou levemente fatigado pela conclusão de mais um livro, e pronto pra dar início a outro, desta vez contos do fabuloso Lima Barreto. Mas antes tenho que trabalhar na nova capa do álbum de Anatomia Feminina que será relançado em breve.
Esses dias ando um pouco nostálgico, talvez porque eu tenha encontrado desenhos velhos, a muito esquecidos (já estão até amarelados) e cada um deles tenha uma pequena história por trás, nada interessante na verdade, são coisas que só tem maior significado para mim. Este por exemplo eu lembro bem quando o fiz. Eu trabalhava no SENAC de Brasília na época e distraido como sou, havia me esquecido que o professor de desenho livre na faculdade, havia pedido uma arte para avaliação naquela noite, já eram umas quatro da tarde e estava lotado de serviço. Expliquei a situação para meu chefe e ele me deu meia hora de folga para que eu pudesse criar uma ilustração qualquer, só para não ficar sem nota. O que saiu foi isso aí.
A todos um bom fim de semana.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
QUINCAS BORBA ( 06 ).
E as ilustrações para os clássicos continuam, concluí "O Juiz De Paz Na Roça", e já dei início ao "As Casadas Solteiras", ambos do Martins Pena. São peças de teatro bem divertidas. Podem imaginar como minhas mãos andam cansadas. Não tenho mais 30 anos, então este pique tem me derrotado quase sempre.
Há ainda alguns e-mails pra responder, então me despeço aqui.
Ah, o desenho de hoje é mais um do clássico Quincas Borba.
So long.
Há ainda alguns e-mails pra responder, então me despeço aqui.
Ah, o desenho de hoje é mais um do clássico Quincas Borba.
So long.
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