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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MAIS UM POUCO DE MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILICIAS.


Se você estiver afim de acabar com uma festinha, é só contatar este barbudo grandalhão que vemos na arte acima.
Num trecho do livro, Leonardo (o pai, não filho) afim de acabar com a alegria de uma certa mulher que não estava muito afim dele, resolve pedir ajuda a este encrenqueiro cuja diversão na vida é brigar e provocar balbúrdia. Ele penetra na festa e aí... Na verdade só estou comentando isto pra encher linguiça, tô na pressa e deixo esta arte com vocês para a sexta feira não passar em branco.

Se Deus quiser, a gente se encontra aqui na segunda. Combinado? Então tá.
Fui.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE O PINK FLOYD


Ok, se você é daqueles que só curtem MPB, ou samba, ou Punk, ou sei lá o quê, qualquer coisa que nada tenha a ver com a boa música, então não perca tempo lendo esta postagem, mas se você curte música erudita então é capaz de ter algo a ver com o Pink Floyd.
Meu objetivo aqui não é analisar a banda, classifica-la, rotula-la, comentar letras ou coisas do tipo. Deixo isto para os especialistas de plantão (meu, o mundo está cheio de doutores nos mais variados assuntos, as dissecações que eles fazem disso ou daquilo me enauseiam), quero é refletir sobre uma época da minha vida (sim, mais uma vez) e usar parte da história do Floyd como exemplo. Hoje, mais velho (mas nem por isto mais sábio), fazendo um estudo mais aprofundado sobre as letras da banda, escrita pelo megalomaníaco do baixista Roger Waters, eu teria motivos sobejos pra detestar a banda, mas não consigo, ela, assim como os Beatles, faz parte da minha vida, ou melhor, de uma fase dela que não dá pra varrer para debaixo do tapete.
A primeira vez que ouvi o som viajante do Floyd foi em meados dos anos 70, o irmão mais velho de um amigo ouvia na sua vitrola o lendário DARK SIDE OF THE MOON. Escutar aqueles sons de relógio, moedas, pessoas falando, rindo, no meio das músicas, como se fossem parte integrante delas (na verdade eram), sem atrapalhar a beleza das melodias, não era algo para se ficar indiferente. Inclusive, agora me recordo que bem no início dos anos 70, eu já tinha visto o LP que tinha uma vaca na capa, como ele não trazia nada escrito, só fui saber que era um dos discos mais incríveis deste conjunto, muitos anos mais a frente.
Na verdade, a minha fissura começou ao ouvir Another Brick In The Wall nas rádios. Eu nem sabia que se tratava do mesmo conjunto musical que chamara minha atenção anos antes. Somente ao ouvir o THE WALL na sua totalidade é que virei fã e com muito suor, comprei todos os discos. Nos meus solitários anos no Rio de Janeiro, o som viajante e misantropo do Pink Floyd me serviram de companhia. E aqui chego ao cerne da questão, me desculpem os mais jovens, mas me atrevo afirmar que só pode curtir de fato os sons peculiares de um disco como ANIMALS, quando o futuro se mostra nebuloso e o passado lhe morde o rabo como um cão raivoso. Só dá pra sentir a música Ask me Why, dos Beatles, quando se ficou debaixo da chuva esperando pela namorada que não apareceu. Certas passagens na existência parecem ganhar cores mais vívidas dependendo da interpretação que você faz daquilo que ouve, vê ou lê. Não sei se estou dizendo algo obvio, pouco importa, o que sinto é que há coisas que marcam mais por suas singularidades, e o Floyd tem força comparável a uma bomba termonuclear para isto.

        
Após o fabuloso disco WISH YOU ARE HERE, Roger Waters, como convém a ditadores, intitulou-se senhor absoluto da banda, recusando músicas do tecladista Richard Wright, impondo suas idéias (que, convenhamos, sempre foram ousadas e brilhantes), chegou mesmo a afirmar que o Pink Floyd era ele, ao contrário do guitarrista David Gilmour (a outra metade genial da banda), que disse certa vez que passou todos aqueles anos trabalhando o nome do Pink Floyd, não o seu próprio. Assim, após o bom, porém fosco, THE FINAL CUT, Waters decretou o fim do grupo. Como o restante da banda não concordou com a decisão, voltaram alguns anos mais tarde (sem Waters, claro) com um trabalho intitulado A MOMENTARY LAPSE OF REASON, disco que trás o som característico da banda mas não o seu espírito. Evidentemente, Roger não gostou e a coisa foi parar nos tribunais. Ele continuou lançando trabalhos solos com idéias singulares  mas totalmente sem brilho, ao contrário do restante da turma que lançou em 1994 o incrível THE DIVISION BELL.
Os fãs, assim como eu, sempre aguardou que os caras fizessem as pazes e retornassem com um novo trabalho como os clássicos MEDDLE, ou OBSCURED BY CLOUS, mas nada. Parece que agora é o Gilmour que não quer saber do assunto. E não dá pra censura-lo.
Sabem, durante boa parte da minha adolescência, eu tentei fazer parte de uma sociedade, um meio no qual me inserir, sem muito sucesso. Tive uns colegas que ainda que não queira admitir, marcaram muito a minha vida. Vejamos isto como uma banda de sucesso que mais tarde cada um segue seu rumo. Se me fizessem uma proposta para retornar, com certeza eu recusaria. Não dá mais pra me submeter a certas situações. Não é mágoa ou ressentimento, nada disso. Apenas o rompimento com as sensações negativas de uma época. Podemos até nos encontrar para uma cerveja, uma pizza, como o Pink Floyd fez, eles voltaram a tocar juntos no Live Aid 8 em 2005, mas jamais será como antes.


Agora ficou difícil mesmo da banda voltar com a formação original, pois Richard Wright morreu de câncer em 2008.
No vídeo abaixo temos David Gilmour e Richard Wright numa jam onde tocam um dos sucessos do The Wall, pra quem não conhece, são os que cantam e também os mais velhos, provando que certas coisas só melhoram com o tempo, afinal, o vovô Gilmour ainda manda muito com sua guitarra, os outros músicos eu não conheço.
Nem sei o que o baterista Nick Mason está fazendo da vida, mas Waters atualmente faz a tour de The Wall (inclusive com passagem pelo Brasil), vivendo dos dividendos e das glórias do passado.
Para alguns é só o que resta.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

VORAGEM

Fico pensando quando vou poder me mudar daqui, ir para um lugar mais ameno, não falo apenas do clima.
Fico pensando também em procurar um emprego regular, atendente numa loja de shopping ou algo assim, alguma coisa em que não exigisse muito da minha cabeça. Mas não, eu não suportaria um lugar desses, lidar com pessoas dessa maneira só apressaria meu fim.
Esta é uma das razões pela qual não exerço a função na qual me formei, que é a de arte-educador. Quando eu era moleque apanhava da professora (é sério), hoje é bem capaz que eu apanhasse dos alunos. Até me vejo como o corcunda de Notre Dame, manietado e sendo chicoteado com os fios dos i-fones da molecada. Até porque o salário de professor não compensa o que boa parte dos educadores enfrentam nos estabelecimentos de ensino.
O que me pagam pelas ilustrações que faço também é uma vergonha, e quando acaba a tarefa, lá estou eu batendo nas portas de novo, e muitas não abrem.
Bem, melhor para de reclamar, na verdade eu tenho muito mais do que mereço.

Na verdade, o tema da postagem de hoje era pra ser outro. Apesar que o título tem tudo a ver com o que eu acabei de escrever.

Toda vez que saio de casa agora vejo um acidente envolvendo motociclistas. Não é novidade nenhuma, numa cidade como São Paulo os dados estatísticos são assustadores, os pilotos de motos são abusados e imprudentes, mas a verdade é que os condutores de veículos fechados não respeitam os que viajam em duas rodas. Meu irmão, quando foi residente no Hospital Santa Marcelina, se espantou com o número de acidentados que davam entrada na traumatologia.
Não sou jornalista e não me cabe aqui discutir um assunto que já foi tema até de documentário, tampouco fazer uma crônica sobre violência no trânsito, o caso é que numa dessas minhas incursões à cidade, ao ver um pobre coitado cheio de sangue estirado no asfalto ao lado de uma moto toda retorcida, me veio à mente esta imagem que esbocei rapidamente. Os primeiros traços foram feitos ainda dentro do ônibus.

Estou planejando mais um conto neste espaço. Vamos ver como fica meu tempo para os próximos dias.
É muito bom este momento com vocês.
Boa noite.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

BATMAN REVISITADO




Como já comentei em postagem passada, acho este morcegão um dos meus melhores trabalhos, e olha que lá se vão uns dezoito anos. Tenho uma história interessante para contar a respeito desta arte, mas para fazer isto eu teria que citar pessoas que é melhor esquecer que passaram pela minha vida. Não vale a pena.

Bem, um editor de São Paulo quer publica-lo numa revista, para isto pediu-me uma sequencia de etapas do processo de criação, como não poderia pinta-lo a óleo de novo (e também não disponho de tempo), resolvi fazer algo ultra-rápido com lápis de cor aquarelado.




Acho que curto este trabalho por ser um Batman à moda antiga, com um tecido cinza que delineia todos os músculos e ainda tem a comentada cueca em cima das calças, nada destas reinvenções como uniformes de combate militar e tantos outro aparatos que tentam situar um personagem iconizado (de papel) tentando traze-lo para um mundo real, onde seu uniforme fosse mais funcional. Nada contra estas releituras (começou com Frank Miller, né?) mas eu ainda curto o velho estilão de caras como Neal Adams, Irv Novick, Jim Aparo, Simon Bisley e tantos outros. Uniforme paramentado pode ficar legal no cinema, nos gibis tem que ser o antigão.





Bem, é isso. Tenham todos uma boa noite.









segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EVENTOS DE QUADRINHOS NO BRASIL.

Até hoje só compareci  a uma entrega de prêmios HQ Mix durante os quase dez anos que morei em São Paulo na minha vida adulta. Nunca soube muito bem o porque, um evento de HQ (o mais importante até o momento) e eu encanado de ir lá assistir. Fazendo uma reflexão mais cuidada hoje, chego a conclusão de que não era dor de cotovelo por não receber indicações e consequentemente prêmios como seria natural presumir, até porque boa parte do tempo que morei em Sampa, eu não tinha nada de quadrinhos publicado ainda. Na verdade só fui ao evento depois que fiquei amigo do Gualberto Costa. Aliás, foi ele que me falou que se eu tivesse enviado um exemplar do primeiro Zé Gatão para eles, haveria forte possibilidade do álbum faturar um prêmio, pois foi por aquele período que a categoria independentes foi criada. O "Zé Gatão - Crônica Do Tempo Perdido" recebeu duas indicações em 2004.

Fui a alguns "Ângelo Agostini", mas só porque eu era amigo do Arthur Garcia e o acompanhava. Vale dizer então que o motivo verdadeiro é pelo fato de não gostar de aglomerações, ou pior, estar sempre deslocado em ambientes do tipo, isto sempre aconteceu nos lançamentos ou palestras  de determinados artistas, mesmo que eles estejam abarrotados de conhecidos, não consigo me inserir nas "panelinhas" (sim, elas existem de fato).

Fui a um um único FestComix (quando este acontecimento ainda se dava na própria Alameda Jaú, local onde se situa a loja Comix) para comprar um card para meu irmão caçula completar sua coleção de X-Men; fiquei um pouco por lá, cumprimentei alguns chegados, bati um papo rápido com o Jotapê Martins e depois com o Eloyr Pacheco, diga-se de passagem só ele falou praticamente. Enfim, me senti como era de se esperar, um peixe fora d´agua.
Este fim de semana teve mais uma festa de quadrinhos promovido pela Comix. Tomara que tenha bombado. Os quadrinhos precisam de muitas ocorrências deste tipo para se promoverem, aquecer as vendas, público renovado se encontrando e tal, mas definitivamente - e paradoxalmente - não é lugar pra mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

RAPIDINHA.


Só pra não deixar a sexta-feira passar em branco, fica aí um esboço rápido do meu caderninho.
Obrigado a todos pelas visitas e um bom final de semana.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ZOO 2


Meu amigo Nestablo Ramos Neto já está de malas prontas para viajar pra São Paulo (eita, inveja!) para o lançamento de seu segundo álbum ( Zoo 2 - Jogos de Predadores ) no Festcomix. Colaborei com ele neste novo trabalho desenhando uma pinup. Zé Gatão também faz uma participação nesta história, ainda não sei direito qual é.

Bem, aos que estiverem em São Paulo, cheguem até o evento, o Netão além de grande artista é um cara muito boa praça, vocês irão gostar de conhece-lo. Aqui as duas capas do livro.

Boa tarde a todos.

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...