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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

REEDIÇÃO DE DESENHANDO ANATOMIA FIGURA FEMININA


O álbum de Anatomia Feminina, editado pela Opera Graphica foi meu único trabalho que esgotou em pouco tempo. Digo isto com uma pontinha de orgulho. E, claro, o natural seria uma segunda edição, só que a referida editora fecharia suas portas um tempo depois. Neste período, uma reedição era estudada por uma nova editora. Demorou um pouco mas, os planos finalmente se concretizaram. Já está em circulação ( faz um mês ) uma nova edição deste título pela Editora Criativo, revisado e ampliado. Me pediram para acrescentar mais alguns desenhos e informações e também agregaram matérias de outros cursos que fiz.


Eu havia elaborado uma capa diferente para este livro mas acharam sensual demais. Tentei uma outra versão mas também não gostaram ( as duas já foram postadas aqui no blog ), então acabaram usando a original da primeira edição.


Não julgo nem comento meu próprio trabalho, deixo isto para os outros, o que posso dizer é que está uma belíssima edição. Os interessados em adquirir é só entrar em contato com a Comix no link abaixo:

  http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=14400

Um bom final de semana a todos vocês e muito obrigado pelas visitas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RINOCERONTES


Sabem, já vai fazer um mês que ZÉ GATÃO-MEMENTO MORI foi oficialmente lançado e ainda não vi o livro. Tampouco li qualquer tipo de comentário nos ditos sites especializados. Fiz minha divulgação da melhor maneira que pude com os meios que dispunha (blog, orkut, facebook e um monte de e-mails pra conhecidos e desconhecidos), mas aqui onde me encontro minha ação é limitada. Curioso notar que os jornalistas direcionados às HQs com quem me comunico de forma cordial vez por outra não me responderam a uma única mensagem. Se eu fosse o Fox Mulder apostaria que há um conspiração contra mim. Pelo que estou sabendo a Devir fez a parte dela.
Dizem que o boca-a-boca ainda é o melhor meio de divulgação. Veremos. Mas penso que para que uma pessoa comunique a outra, ela deve estar ciente de que o produto existe em algum lugar.
Bem, agora é aguardar.
Só posso dizer que se as vendas destes dois livros (ha, sim, tem mais um para o ano que vem se Deus quiser) não forem boas, infelizmente não terei condições de criar novas aventuras para Zé Gatão.
Conversando com o mestre Júlio Shimamoto estes dias sobre esta lei que resolveram ressuscitar, onde se estabelece que as editoras devam publicar uma porcentagem de títulos nacionais para um tanto de títulos gringos, ele me disse que se tal coisa se concretizar, para ele chega tarde demais. Estou quase afirmando a mesma coisa no que me diz respeito. Os murros na ponta dos pregos começam a doer de verdade meus queridos.
Pensei numa história envolvendo rinocerontes, por isto fiz estes estudos num caderninho de esboços, só para o caso da coisa dar certo. Se não der, serão como outros tantos estudos já feitos e que nunca desenvolvidos, páginas perdidas que nunca viraram histórias.

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O HOMEM MACACO E SEUS GENÉRICOS


A molecada de hoje é bastante esperta, até demais eu diria. Eu lembro que com 11 anos eu ainda não sabia que um filho era gerado por uma relação sexual. Sério. Claro que eu sabia que homens e mulheres se relacionavam sexualmente, ainda que não fizesse uma ideia clara de como isto se dava, mas que um filho era resultado disto só fui aprender um pouco mais tarde. Tem um fato pitoresco que gosto de lembrar, minha mãe tinha uma amiga (ela faleceu faz tempo) da qual eu gostava muito, era muito carinhosa comigo, o caso é que no seu segundo parto  ela teve um AVC que comprometeu os movimentos das mãos e cegou-a de um olho. Certa noite ouvi minha mãe comentar com meu pai que um médico havia dito a tal amiga que se ela tivesse um outro filho poderia ser fatal. Temi por ela, achava que um outro filho seria certeiro simplesmente por ela estar casada. Coisa doida, né? Ou eu era muito bocó ou éramos todos muito puros a 40 anos atrás.
Claro que os meios de comunicação de massa ajudaram muito a tornar nossas crianças precoces, então parte da pureza tão necessária ao infante acaba ficando perdida.
Quando garoto, descíamos as ladeiras com carrinhos de rolimã e não raro nos esfolávamos nas inevitáveis quedas. Quantos hoje na faixa dos 40, 50 anos não tem suas cicatrizes nos joelhos por conta de tombos de bicicleta? A petizada hoje só falta andar de bike trajando um escafandro. Nada contra proteger as crianças do que poderia ser um acidente feio, até fatal, mas, sei lá, me parece que toda esta proteção não tem valido muita coisa.



Em Pirituba, eu e uns amigos gostávamos de brincar de Tarzan. Subíamos em árvores, pulávamos dos galhos para o chão, nos digladiávamos numa boa nos barrancos de terra fofa ou campinhos de areia. Um detalhe curioso é que ninguém queria ser bandido, como só havia um homem macaco, o restante tinha que se contentar em ser um personagem menos famoso. Então ficávamos assim, o Tarzan geralmente era o menino que era dono do quintal, um tipinho esperto, o mais baixinho dentre nós, com trava de língua, soberbo toda vida. O seguinte acabava sendo o Korak, que era filho do Tarzan, por sugestão minha, eu era o único que lia gibis, os demais conheciam o rei das selvas pelo seriado protagonizado pelo Ron Ely. O engraçado é que o Korak era bem maior que o Tarzan, seu pai. Eu acabava sendo o Targo, personagem cujo primeiro roteiro foi criado por Francisco de Assís e desenhado por Moacir Rodrigues para a Editora Taika na década de 60. Ainda sobrava um garoto, o mais molenga e chorão, como não sobrou um herói para ele viver, inventei o Targot, jurando de pés juntos que era o mais forte e mais famoso de todos só pro cara não chorar, ele, pouco convencido acabou aceitando, afinal não tinha muita escolha. A gente brincava a tarde toda, criando nossos roteiros, tínhamos que salvar a Jane, geralmente uma mulher invisível, como invisíveis eram os nativos perigosos da Africa, os socos e pontapés eram desferidos no vento com sonoplastia criadas por nossas bocas. Os leões e jacarés imaginários também não eram poupados.  Foram tardes gostosas, só acabando quando nossas mães nos chamavam pra tomar banho e jantar.
Jogávamos bolinhas de gude e todas essas coisas, eu só não curtia muito soltar papagaio (empinar pipa, como é mais popular no Rio) por não ter o menor domínio da coisa. Aquele foi o único momento da minha vida onde estive confortável em um grupo com mais de quatro. Foi breve, mas lembrando hoje parece que foram anos de diversão.
Não brincávamos apenas disso não, tinha a novela "Cavalo de Aço", as corridas de Fórmula 1 onde o Emerson Fittipaldi era a grande sensação com suas costeletas enormes. Eu era fã de Rivellino, Gerson e Tostão, embora nunca fosse amante de futebol.
Hoje os meninos crescem em frente à televisão ou computador, com jogos cada vez mais realistas sobre um marginal bombado de camiseta branca que espanca velhos e crianças pra cumprir sei lá que raio de missão. Não, não culpo os games, as HQs ou os filmes pela atual onda de violência, mas acho triste que esta situação seja banalizada desta maneira.
Nem sei se o homem hoje está mais inteligente de fato. Eu o vejo mais arrogante, só isto.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

PRA NÃO PASSAR BATIDO

Boa noite, queridas e queridos.
Passo apressadamente por aqui pra gente se dar um OI; realmente não tenho conseguido parar para escrever sobre os assuntos que me vão na cachola, meu tempo está tomado e não é exatamente pelo trabalho, é a soma de muitas pequenas coisas. Acho que todos nós passamos por isto de vez em quando, não é? Aí fica difícil a concentração. Mas logo o trem entra nos trilhos, se Deus quiser, então volto às postagens normais.
Fiquem com mais uma imagem de Memórias De Um Sargento De Milicias.
Beijos a todos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RINHA



Sempre fui fã de esportes de combate.
Na adolescência, fanático que era por Bruce Lee,  Jackie Chan e a série de TV, Kung Fu, procurei desesperadamente uma academia para treinar, mas tinha que ser de Kung Fu, de preferência no estilo norte, onde a ênfase era nos golpes com as pernas (pelo menos era esta a informação que eu tinha).
Quebrei minha cara, em Brasília, em 1975, não havia luta chinesa, só japonesa, KARATÊ, pra ser bem específico. Com muita dificuldade consegui me matricular na Academia Uruma Kan (acho que é assim que se escreve, na verdade não me lembro mais), com o mestre Takeo Hiane (nono dan e tal), ficava na 506 Norte. Pra ser sincero tivemos poucas lições com o sensei Hiane, quase todas as aulas eram dadas por um aluno faixa preta dele chamado Jackson, um cara com uma postura agressiva, ao contrário de seu mestre, que lembrava o sr. Myagi.
Pessoal, eu tenho histórias pitorescas deste período mas fica pra outra postagem, o tema hoje não é esse.
Não fiquei muito tempo por lá, fui somente até a faixa amarela, as mensalidades não eram baratas, e minha família naquele período estava sempre no "vermelho".

Tempos depois ingressei numa academia de Taekwondo, na 503 Sul, mas lá eu aprendi o manuseio do Nunchaku mais do que chutar alto. Tive que sair logo pelo mesmo motivo.
Boa parte deste tempo eu treinava sozinho ou com uns conhecidos da Ceilândia que praticavam Kung Fu.

Depois conheci um chines autêntico vindo de Hong Kong chamado Cheng, aprendi muitas coisas com ele, mas eram regras demais; nossa amizade acabou de forma desastrosa. Foi aí que me dei conta do abismo que pode haver entre pessoas de culturas e costumes diferentes.

Pratiquei um pouco de boxe no Rio de Janeiro, mas querem saber? A verdade é que eu sempre fui um tremendo bunda-mole, apanha-se muito nestes treinos até atingir um nível razoável de destreza, e levar porrada não era exatamente minha meta; já tinha sido surrado demais pela minha avó materna e pelo meu pai pelos motivos mais fúteis; pagar para ficar com as costelas roxas (karatê) ou a cabeça zonza (boxe) era insano.
No período dos treinos de pugilismo onde eu nunca cheguei a pesar mais que 63 quilos, vi a necessidade de aumentar a massa muscular, aí comecei com o fisiculturismo e foi onde me encontrei. Mas como eu nunca estava satisfeito com meu "shape", quase nunca saía sem camisa na rua, mas aí já é outra história. Como podem intuir, sou um cara com sérios problemas de auto-aceitação.

Na verdade o tema era pra ter sido outro e me enveredei de novo por uma auto biografia.

Eu ia dizer que sou fã de lutas e de filmes de lutas. Acompanho os campeões de boxe desde os anos 70, vi o declínio deste esporte depois da era Tyson e o crescimento do chamado Vale Tudo (hoje, MMA) que o substituiu. Nesta modalidade meu lutador preferido é Anderson Silva. E isto nos trás finalmente ao desenho de hoje.
Quando meu brother Nestablo Ramos Neto me mandou umas cenas do seu novo álbum (Zoo 2) e me pediu uma Pinup para o mesmo, não tive dúvidas, tinha que ser algo que tivesse a ver com os confrontos nos octógonos, usando os personagens criados por ele. Não usei modelos e saiu isto que vocês veem acima. Abaixo, as etapas do processo.

Bom sábado e domingo a todos vocês, a gente se vê de novo na segunda se o Salvador permitir.
AU REVOIR.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

VERTIGO.

Pois é, hoje finalmente fui fazer uma endoscopia requisitada por uma médica de tripas faz uma cara.
O consultório tava vazio, mas o médico chegou com meia hora de atraso.
- O que te trás aqui sr. Eduardo?
- Bem, aconteceu de acordar algumas noites com refluxo, aquele gosto que mais parece ácido na garganta, daí a "gastro" requisitou este exame, mas faz muito tempo que não acontece, digo, o refluxo.
- Sei, rotina, então.
- É.
- Tá de jejum desde que horas?
- Desde ontem a noite.
- Ótimo. O senhor trouxe alguém para acompanha-lo? O senhor será sedado.
- Sim, minha esposa.
-  Bem, pode se deitar ali, por favor.
Deitei, a enfermeira me deu um luftal, injetou algo na minha veia e uma substância para anestesiar a garganta. Colocou uma espécie de prendedor no meu indicador esquerdo. Já estava sentindo vertigem e um sono estranho. Pediram pra deitar de lado e algo que parecia uma mangueira começou a deslizar pela minha garganta abaixo. Acho que apaguei, não sei direito. E isto foi que achei divertido, para mim, naquela hora eu parecia acordado, mas lembrando agora, não tenho uma recordação muito clara.
A enfermeira me ergueu da cama e me apoiou até um quarto contíguo e me fez deitar numa espécie de maca. Eu estava completamente zonzo. Quando dei por mim a Verônica estava sentada ao meu lado. Ela falou que eu não dizia coisa com coisa. Eu lembro de estar falando claramente.
A tontura e sonolência passou agora a pouco.

O desenho é mais uma cena das " Memórias De Um Sargento De Milicias" e não tem nada a ver com este texto, assim como este texto não tem nada a ver com nada.

Se não der pra passar por aqui amanhã, desde já desejo a todos um bom final de semana.
Inté.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

BLUE

Mais um rabisco feito as pressas com caneta BIC azul.
Passava uma vista nos jornais e li uma matéria bacana com o lendário Miles Davis. A foto em PB era legal e saí rabiscando no papel com fúria pra ver no que dava. Comparei. Não ficou nada parecido. Mas valeu a tentativa.

UMA VIDA NORMAL

   Eu queria muito vir aqui com notícias boas. Na verdade tenho sim, boas notícias, uma delas é que fiz agora há pouco a minha terceira refe...