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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

APRENDA A DESENHAR - PRIMEIROS PASSOS VOLUME 2.


A Editora Criativo colocou na praça (faz um tempinho já) mais um volume dos meus métodos de desenho. Na verdade este livrinho reune alguns tópicos já lançados em edições da Escala. Este, além de um acabamento legal tem prefácio, posfácio e textos novos meus nas aberturas dos capítulos. Se alguém tiver interesse é só procurar numa boa banca de jornal.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

UM RECUSADO ANTIGO.


Fazia tempo eu não entrava numa padaria que tem perto de casa, lá o pão, as tortas doces e os lanches em geral são de excelente qualidade, mas os preços são absurdos e o atendimento é péssimo. Os proprietários, claro, fazem média com os clientes, é bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, volte sempre e etc, e tem que ser assim mesmo, mas em contrapartida os funcionários são de uma arrogância que poucas vezes vi na vida, e exclareço aqui que não é uma posição de quem não tem muito estudo, até porque educação e civilidade não dependem disto, mas é um comportamento que mais parece revanchismo, tipo, os donos não estão, então quem manda nesta merda sou eu, tenho de servi-los, mas nada me obriga ser agradável,  estou zelando por um patrimônio que garante meu salário, e ainda aproveito para cagar na cabeça de vocês. É a leitura que faço. Não sei se alguém já reclamou do tipo de ação que aquelas mulheres tem (a maior parte dos funcionários são do sexo feminino - porque mulher para mim é outra coisa - os homens são uns molengas) mas se o fizeram ninguém deu bola, pois entra ano e sai ano lá estão as tais, pensando que o estabelecimento é delas (talvez seja) e agindo como se não precisassem do seu dinheiro. Vejam bem, não é que elas te xinguem ou que te batam na cara, não, é uma postura de menosprezo, de falta de paciência e de que só te servem porque é o dever delas faze-lo e deixam isso claro em suas atitudes. Não gosto de ir lá, mas confesso que hoje bateu preguiça de ir mais longe pra comprar pão. É o preço que se paga por certas comodidades, mas tinha que ser assim?

Mas vamos ao que interessa, o desenho de hoje é um destes recusados pelo editor, estava perdido no meio da minha bagunça, era pra ser uma aquarela com motivos marinhos. Assim que viu o cão atacando a mulher o publicador quase arrancou os cabelos e pediu pra eu parar. Tirei a mulher e o animal e aí ele se acalmou. Ficou uma arte sem graça a que saiu na revista mas não ficou agressiva.
Até pensei, vou pintar este esboço só pra curtir, mas confesso que não tive ânimo. Quem sabe um dia? Acho difícil.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MAIS HUMBERTO DE CAMPOS.



Hoje foi o dia das filas. A primeira nas Lojas Americanas, a segunda no caixa eletrônico do Shopping, depois na C&A (só ali foi mais ou menos 40 minutos)  a quarta numa lotérica pra pagar um boleto, em seguida mais uns 30 minutos no supermercado e por fim na padaria, isto depois de haver realizado uma ilustração bem detalhada para IRACEMA, o novo livro em que trabalho.
O dia pra mim só está normal quando consigo fazer pelo menos um desenho, se for finalizado e que renda dinheiro, tanto melhor.
Bem, o caso é que com tantas filas, o estresse mental não me permite fazer uma postagem como eu gostaria, portanto fiquem com uma arte criada para um conto escabroso de Humberto de Campos.
Bom fim de semana a todos.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ESBOÇOS DE TRABALHOS EM ANDAMENTO.


Hello, folks, só pra manter o blog atualizado, posto aqui alguns esboços - desses que fazemos rapidinho - de alguns trampos que estou realizando atualmente.
Well, tem rabiscos que já foram aprovados e finalizados também. Uma hora qualquer eles dão as caras por aqui (se eu me lembrar de coloca-los, é claro).








segunda-feira, 6 de agosto de 2012

BATMAN E O VELHO QUE FALAVA DEMAIS.

Segunda feira da semana passada fui ver o novo filme do Batman, e como sempre foi uma correria só, tanto que era pra eu ter postado sobre a película logo no dia seguinte, mas como tem acontecido com frequência este ano, não tive tempo, e faltou inspiração pra falar a verdade. Tanto que pensei em fazer um esboço a toque de caixa pra ilustrar o comentário, mas deixei pra lá, repito aqui duas páginas que fiz a um século só pra não passar batido.

Mas voltando à segunda passada, o dia já começou fumegando, fui a um banco HSBC pra fazer um depósito. Ainda não estava aberto. Eu queria sair de casa cedo para comprar meu ingresso na boa, sem filas quilométricas (hoje em dia com vendas antecipadas para ver um filme, se chegar em cima da hora periga não achar um lugar decente) e é incrínel como 10 minutos esperando o estabelecimento abrir parecem 2 horas. Um coroa de 66 anos (sei porque ele me disse) me fez uma pergunta e não parou mais de falar. Era um cara alto, bigode e cabelos brancos, bem vestido e com mau hálito. Reclamou dos juros do banco e dos guardas de segurança. O banco abriu. Lá dentro o cara começou com perguntas, que idade eu tinha? Falei. Aí ele falou a dele. Disse que estava em forma pra idade, caminhava e tal. Narrou sua juventude, falou dos filhos que estudavam em Londres, que um deles era dominado pela esposa e todas essas coisas que eu não estava interessado em saber. Minha senha era a de número 3 e mesmo assim fiquei lá mais de 40 minutos. O ancião perguntou com o que eu trabalhava. Respondi. Mas é desenhista de projetos? Não, disse eu. Aí ele abriu uma pasta e me mostrou um panfleto de uma bela casa com piscina. Argumentou que era uma de suas casas, esta ele alugava para eventos. Queria alguém que fizesse sei lá o que num programa de computador para mostrar os cômodos da casa. Encontrou alguém que lhe cobrou 1.600 reais pelo trampo. Um roubo, disse ele, não ia pagar este valor por um desenho nem a pau. Perguntou se eu concordava com ele. Não disse nada. Finalmente chegou a vez dele ser atendido no caixa preferencial. Ufa!

Sai de lá faltando pouco para as 11. Foi o tempo de almoçar e pegar o busão até o Shopping. Poupo vocês dos detalhes cansativos da fila nauseante até me sentar na cadeira e ver o fim da trilogia do Chris Nolan.
Ele fechou bem a sua visão, digamos, mais realista, do morcegão. Como sempre nestes casos, diretores como este quando pegam um personagem deste tipo tende dar ares shakespearianos à sua saga. Soam pretenciosos. Este mais que os dois anteriores. Mas é um bom filme. Entretem. Só queria que alguém me explicasse como o Bane come (pra manter aquele físico) e bebe água.
Não gostei das cenas de porrada, me soaram mau elaboradas, sei lá. Mas como eu disse, é um filme bem acima da média pra um filme de herói. Porém, ainda estão pra fazer um filme do morcego que lhe faça justiça.
Quem sabe o próximo diretor? Acho difícil. Agora é esperar pela nova fita do Homem de Aço.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OA CARCEREIROS.



 Já está na praça "Os Carcereiros" do brother Nestablo Ramos, ou melhor dizendo, um upgrade da versão original lançada a 10 anos atrás. Já naquela época o material surpreendia e a prova cabal de que uma obra é superior aos concorrentes é quando ela mantém a sua vitalidade através dos anos e continua atual a cada relida. A primeira vez que ela deu as caras nas bancas foi na extinta Graphic Talents da, se não me engano, Editora Escala. Foi de longe a melhor publicação daquela série, que tinha como objetivo, como o nome deixava transparecer, revelar novos talentos.
Lembro bem quando o Neto (como eu o chamo), iniciou esta saga, o personagem central pra mim ficou parecendo o Fox Mulder (aliás, se fizessem um filme desta saga, o David Duchovny seria o cara certo para interpreta-lo - depressa, antes que ele fique velho demais!) mas o Netão falou que era pra parecer outro ator, bem, deixa isto pra lá.

Sobre o a série, creio que o prefácio do Gian Danton já sintetiza tudo, deixa eu falar um pouquinho sobre a minha participação neste álbum, foi com o pinup que vocês conferem acima, dei a minha visão pessoal da obra, como eu a sinto, algo extremamente bizarro, um carcereiro do século XVII. Lembra um pouco de Lovecraft, Residente Evil e os filmes do Sam Raimi, né não? Era pra ser isto mesmo. Aqui em casa não gostaram muito não. Acharam que a bunda do carcereiro na direção do público não pegou bem. Susto extremo no momento de se levantar? Problemas de coluna? Sei lá, pessoal, certos "defeitos" nas minhas ilustrações, só noto depois que é tarde demais pra corrigir (se é que há algo pra ser corrigido) coisas assim muitas vezes sugerem expontaneidade. Seja como, for me senti honrado por fazer parte disso e estar acompanhado de outros feras convidados, James Figueiredo e Humberto Yashima, yeah!

Pelo visto o Nestablo decolou (Zoo, Pet, Natureza Humana, Carcereiros e Zona Zen chegando) e não vai aterrisar tão cedo. Pra ele, que é um dos melhores autores da atualidade, até que demorou!




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O CABELEIRA ( CENA 10 )


Ok, girls and boys, esta é a última ilustra do livro O Cabeleira. Na verdade existem outras, mas enquanto o livro não é publicado, a editora não acha de bom alvitre postar todos os desenhos.
Faz sentido, não acham?
Cuidem-se. A gente vai se falando.


ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...