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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

UNS ESBOÇOS.



Pois sim, amados e amadas, tá complicado de manter a atualidade deste blog, gostaria de escrever mais mas o tempo não deixa, os dias tem sido muito corridos, mas acho que semana que vem as coisas vão se acalmar se Deus quiser.
Pra não desapontar quem passa por aqui na expectativa por novidades, fiquem com alguns esboços da capa para livro citada na postagem de segunda-feira. Bem, nem sei se estes desenhos já deram as caras por aqui, mas vamos assim mesmo.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CAPA PARA UM CLÁSSICO.



Detalhes de uma arte para capa de um clássico da literatura brasileira só para a segundona não passar batida.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

FECHANDO OS CONTOS DO MACHADÃO.



Com estas três artes fecho esta série de ilustrações para o livro de contos do Machado de Assis. É claro que tem bem mais que isso, mas estas bastam, afinal temos que deixar alguma coisa para os livros.
Bom final de semana a todos.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

DA SÉRIE HISTÓRIAS JAMAIS CONTADAS, "ZÉ GATÃO E O GUARDIÃO DA MURALHA DOURADA".



Eu tive uma ideia certa vez para uma hq onde o Zé Gatão e mais dois felinos de porte, um leopardo e um puma, vão caçar um tesouro num monte situado num território cheio de animais hostis, lá eles se deparam com um gigante que é o guardião do templo. Uma história cheia de percalços e tragédias como é natural do meu perfil insano. Só que nunca botei sequer um texto no papel. O tempo passou e a ideia cristalizou. Mais uma das tantas nunca escritas nem desenhadas. 
Eu poderia colocar a culpa na falta de tempo, mas para falar a verdade não foi este o fator principal. Os que trabalham com histórias em quadrinhos no Brasil sabem como é difícil a coisa. Além de tarefa desgastante e pouco valorizada, esbarra-se sempre no paredão que é não ter onde ou como editar.
Hoje em dia muitos optam por  se auto- publicar ou disponibilizar suas obras pela internet. Nos dois casos o público se limita à sua tribo. Daí são os amigos que compram suas publicações autorais ou que acessam seu blog ou sei lá que ferramente a net tenha que abrigue o seu material. Isto não estimula a produção. Claro, menos mal que a web torne viável seu produto, mas o que faz a roda girar para o artista é o retorno financeiro. Lancei uma penca de quadrinhos e eles pouco ou nada me deram em troca. Por isto muita coisa eu aborto antes de sentar na prancheta, coisas que tomariam meses do meu tempo, ou até anos, como foi o caso de ZÉ  GATÃO-MEMENTO MORI, para depois ser ignorado pelo "público". 

Daquela ideia, que comentei a princípio só o que restou foi a imagem que vocês conferem hoje.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O MISTERIOSO CASO DOS LOBISOMENS GIGANTES (CENA FINAL)



Pois é, finalmente chegamos ao final de uma saga registrada apenas em seis imagens que aparentemente nada tem a ver entre si. Faz parte da minha longa lista de projetos que nunca sairam do campo das ideias. Histórias jamais contadas.
Quando era mais novo (beeeem mais novo) eu imaginava mundos e mais mundos povoados por seres fantásticos (somente Zé Gatão acabou ganhando corpo). Algumas coisas eu registrei em desenhos, outros, anotei um arcabouço de argumento. Anos depois, ou  tudo aquilo me parecia muito fraco ou não me despertava mais interesse, ou ainda, apesar de me sentir seduzido pelo tema, não ter mais o tempo necessário para executa-lo, seja na forma de hq ou conto ilustrado. É o caso dos meus lobisomens gigantes, o projeto me fascina, mas não há como desenvolve-lo da forma que merece. Então criei as imagens, a história pode ser imaginada pelo observador da maneira como lhe convier.
Estou começando a descobrir no meio dos meus velhos envelopes algumas ilustações antigas. Umas já foram até publicadas, como sei que nem todo mundo conhece, pretendo posta-las aqui de pouco a pouco.

Dito isto, desejo a todos um bom feriado (eu, pessoalmente, detesto carnaval, então vou ficar em casa trabalhando, aos que gostam, estejam atentos).
Nos vemos de novo na próxima quarta, se Deus quiser.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ZÉ GATÃO POR ALEX GENARO.



Esta fanArt do felino taciturno foi feita pelo Alex Genaro, um amigo virtual, co-criador da heroína Valkíria.
Já mencionei aqui que para mim é uma grata satisfação ver meu personagem pela ótica de outros artistas, pois cada um tem a sua técnica, visão e modus operandi. Gosto disso.
Esta versão ficou diferente, selvagem, agressiva, né? Minha esposa achou bacana as formas e as cores, mas não curtiu muito o rosto, achou estranho, ela está acostumada ao meu desenho, onde o rosto do mestiço de gato e lince são mais suaves. "Meu amor, disse eu, esta é forma que este artista em particular vê o nosso gato." Fico pensando em como o Genaro desenharia uma hq com Zé Gatão. Seria algo sinistro, não?

Mais sobre o Alex Genaro, acesse: http://artedogenaro.blogspot.com.br/

Grato, Genaro, pelo prestígio. Adorei o desenho.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

MAIS UM POUQUINHO DE MACHADO ASSIS.



Alguém ainda lê blogs?
Hoje me peguei com este pensamento, pois cheguei muito tarde a esta ferramenta; quando inaugurei este espaço, o twitter já chegava chutando a porta com seu imediatismo deixando tudo para trás, agora o Facebook se consolida com a exibição de imagens, comentários e respostas quase imediatas. Sinal de um mundo girando numa velocidade que não consigo acompanhar, não, corrigindo, não me sinto estimulado a acompanhar. Com isso, imagino, ficamos alheios cada dia mais, seja a uma bela arte ou a um acontecimento trágico. Tudo passa numa velocidade meteórica, não dando espaço para reflexão. Bem, o mundo volteia na velocidade que exigem os tempos, se não o acompanha você fica ultrapassado.
Pra falar a verdade já me sinto ultrapassado desde o fins dos anos 80 quando uns colegas da faculdade me taxaram de retrógrado porque eu não era baladeiro (esse termo é moderninho, né?) e não fumava maconha, algumas pessoas lá se cumprimentavam com selinho, homem com homem, mulher com mulher, homem com mulher, e assim por diante. Por não aderir, uma garota disse que eu era o último dos neandertais. Acho que ela estava certa.

Quanto a pergunta que abre este texto... bem, noto nas estatísticas deste blog que as visitas vem diminuindo consideravelmente, mas sei de umas pessoas que curtem ler minhas pobres linhas, eu continuarei escrevendo para elas. Se mais alguém, anônimo, também se agrada, eu agradeço.

Ontem (domingo) no auditório da Livraria Saraiva participei das comemorações pelo dia do Quadrinho Nacional capitaneada pelo Sandro Marcelo (PADA) e Rafael Oliveira (PERNAMBUCONERD).
Teve uma palestra muito agradável com o professor Amaro Braga dissecando os mangás, principalmente os que são produzidos no Brasil, questionando com muita propriedade o que é hq nacional e o que é hq brasileira. Notadamente há uma diferença.
Houve também uma bela homenagem à Michelle Ramos por sua contribuição em divulgar os quadrinhos nacionais através do seu Zine Brasil, aulas de desenho com o amigão  Braga (criador do personagem Capitão Alfa) entre outras atividades.
Normalmente me sinto inadaptado em ocasiões como esta, mas ontem me senti muito bem, fiquei lá na minha, papeando de quando em vez com o Luciano Félix. Não era um povo arrogante, todos rapazes batalhadores que tem um amor genuíno pelos quadrinhos e sonham ver seus trabalhos publicados, chegando ao grande público. Oxalá consigam.
Não havia muita gente conforme era esperado, mas valeu. Pra mim foi um dia longe da rotina de trabalho.

Os rabiscos de hoje fazem parte do livro de contos de Machado de Assis.


ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...