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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

GIORGIO CAPPELLI (artistas ainda desconhecidos - ou ignorados - pelo grande público)

 


 Meu estúdio está uma bagunça mas não tenho pique para organizar. Fiquei assustado quando o Facebook veio com aquelas paradas de "lembranças" com uma arte que postei lá há um ano atrás. Era uma cena de O NASCIMENTO DOS DEUSES! Meu DEUS! Então já estou trabalhando nesse tomo há um ano?!?! Não dá para acreditar que estou tão lento! Não admira que estou sempre na pindura. Mas me deem um desconto, não levo uma existência normal, podem acreditar. Mas me propus finalizar esse ano e o farei!  

Semana passada passei por um revés de saúde bem feio. Febre e sangue. Mas não se assustem, já estou melhor. É esse velho motor às véspera de completar 62 anos que já dá sinais de pifar a qualquer momento.

Noto que as visualizações deste blog caem dia a dia, hoje foram em torno de 50. Mas enquanto tiver uma presença, eu continuo a me expressar aqui, ainda que cada vez mais espaçadamente.

Mas vamos ao que interessa. Essa poderia ser uma série, mas os artistas com quem tenho contato atualmente são tão poucos que não justificaria o termo. Mas vamos falar do Giorgio Cappelli. Um cara muito legal, extremamente bem humorado, um dos únicos que consegue fazer com que minha cara feia sorria e, por vezes, gargalhe.

Artisticamente falando, acho que ele é mais conhecido pela série de tiras tendo o saudoso professor Olavo de Carvalho como tema central chamado TRUE OUTSTRIPS, que conta já com dois álbuns, e detalhe, tal produto aprovado pelo próprio Olavo. Além desse título tenho ainda os álbuns RASTREADORES DA TAÇA PERDIDA, O EXTRACURRICULAR CUCARACHA e A ARDENTE FIVELA DE BILA, todos muito divertidos e fortemente influenciados pelo estilo franco-belga, quem já leu as BDs Spirou e Fantásio, sabe a que me refiro.

O Giorgio já tem estrada, vez por outra ele é entrevistado nos programas locais de cultura em Sampa, mas assim como este que vos escreve, ele é ignorado pela tal mídia dos quadrinhos nacionais e os motivos chegam a ser óbvios. Mas ele é do tipo que não desiste e tenho certeza de que veremos muitos outros materiais na praça.

Esse post despretensioso tem apenas como objetivo homenagear um artista de mão cheia e de grande coração, nada mais.

Para entrar em contato com ele para mais informações sobre suas HQs é só procurar por Giorgio Cappelli no Facebook ou Instagram (https://www.instagram.com/true_outstrips/reel/DBGvNG2pvhe/.)

Grande abraço a todos!


 

 

 











sexta-feira, 15 de novembro de 2024

ZÉ GATÃO POR THONY SILAS.

 Desenhando todos os dias, mas como um louco, como fiz no passado, não mais. Não que não queira, é que não consigo; hoje, mais que nunca eu deveria preencher papeis e papeis criando quadrinhos e ilustrações, mas sinto um cansaço avassalador, sou tomado por uma prostração que me atemoriza pois sinto que vou matando as horas na espera de um fluxo de energia que me catapulte de forma a eu terminar o que vai envelhecendo nas minhas mãos e essa injeção de adrenalina não acontece. Todos os dias peço a Deus que Ele me permita terminar esses projetos que, parecem que se esticam e ficam cada momento mais distantes dos meus olhos. Eu poderia culpar a idade - e pode ser que ela tenha grande culpa mesmo, afinal, com o avanço dos anos vamos ficando mais lentos em tudo - ou poderia atribuir essa lassidão às pressões cotidianas como fazer dinheiro e viver sempre sob tensão, mas sinto que é muito mais do que isso, essa fadiga chega a ser espiritual, é quando chegamos naquela encruzilhada, olhamos para os quatro cantos e não vemos um horizonte definido.

Fui tomado por essa angústia quando realizava A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE, mas mesmo naqueles anos eu trabalhava como um asno e o trabalho fluía. Hoje fica a impressão de que só caminho para trás.

Noite passada eu trabalhava em uma boa página de O NASCIMENTO DOS DEUSES, a prancha não era tão difícil, já fiz coisas bem mais complicadas mas a mão, o braço e o ombro doíam de cansaço, os olhos ardiam e não faltava muito para o fim, mas como eram quase 4h da madrugada, resolvi parar para dar continuidade quando acordasse. Tomei meu banho e me deitei, o sono me abraçou mas não foi reparador, após umas horas tive que me levantar para aliviar a bexiga (essa HBP é um dos tormentos que tenho que enfrentar na vida) e isso se repete umas duas ou três vezes todas as noites, de forma que esse sono picado cobra seu preço no decorrer do dia, principalmente no período vespertino. Consegui terminar a tal página dos Mitos hoje pela manhã mas sem euforia. Não falta muito agora para o final, mais umas 10 páginas e a capa, no entanto, tá difícil demais dar continuidade, eu nem sei direito porque. Tenho também os RASTREADORES DE ALGURES para dar prosseguimento, o projeto que envolve o filme de terror e as encomendas que sempre me ajudam a pagar pequenas contas. Dito isso, posso afirmar que tenho desenhado mais do que em qualquer outra época da minha vida, mas sem o mesmo contentamento de outrora. Reparo hoje que no ontem minha batalha era pela necessidade mas também por auto afirmação - o que envolvia um certo prazer em gerar - e isto, se não se perdeu, acabou se camuflando dentro de mim.

Eu queria muito não fazer nada.....estou cheio. Mas a carestia me levanta pelos cabelos e me empurra com força para a frente.

Findo os Mitos e Rastreadores eu perco minhas fontes de renda. Tenho procurado e não tenho conseguido trabalhos novos, não que eu tenha como dar conta, mas.....

Faz muito calor.  

Bem, depois do desabafo, vamos ao tema da postagem.

Encontrei o Thony Silas algumas vezes numa vida anterior, quando meu mundo ainda tinha cores. Ele é uma big star que trabalhou (não sei se ainda trabalha) para as grandes editoras estadunidenses. Talentoso, humilde (coisa rara), boa praça e diz que gosta muito do que eu faço.

Antes do fim do mundo, que aconteceu em 2020, eu sempre ia aos eventos de HQs que aconteciam em Recife e cruzava com o Thony, numa dessas vezes ele me presenteou com uma fanart do Zé Gatão. Ele disse que não ficara satisfeito e que faria uma muito melhor. Eu argumentei que não tinha necessidade mas ele insistiu. Ok, agradeci e falei que ficaria aguardando. Nos vimos umas duas vezes num hipermercado aqui perto da minha casa (parece que ele está morando aqui no bairro). Nos cumprimentamos brevemente e depois mais nada. Para quem não conhece o trampo do Silas, o Instagram dele é esse aqui: https://www.instagram.com/thonysilas/p/DARiJVjRZkO/?img_index=1

O desenho que ele fez do Felino ficou dentro de um envelope e esses dias, por acaso, encontrei. Ei-lo:


MUITO OBRIGADO, THONY!

Muito obrigado, amadas e amados, até qualquer hora.



 





  

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

QUADRITOS 17

 Boa noite amados e amadas!

Recebi ontem (ou foi anteontem? bem, não importa) a minha edição impressa do fanzine Quadritos cuja capa criei e tive o privilégio de ter nele publicado uma das primeiras HQs que fiz na vida, intitulada PARANÓIDE. Essa foi uma que sobreviveu ao tempo e às frequentes mudanças de moradia. Eu tinha umas ideias boas no início dos anos 90 embora meu traço fosse bem tosco, cheguei  a executar umas coisas interessantes mas infelizmente não sei que fim levaram, só sobrou essa.

Tem ainda uma entrevista que o Marcos Freitas e o Ciberpajé Edgar Franco fizeram comigo onde falo um pouco sobre o meu método de produção (será que alguém se interessa?).

Esse fanzine eu já tinha em versão digital e agora tenho a impressa, formatão legal (30x21), boa impressão.

 MUITO OBRIGADO, MARCÃO E SERGINHO!

Nem sei se este material ainda está disponível na Editora Atomic, mas quem estiver interessado não custa tentar. O contato pode ser através desses dois e-mails: atomiceditora@gmail.com e sergioyamabuchi@gmail.com 

Fiz um videozinho para ilustrar essa breve postagem, mas como podem notar, sou extremamente amador e desajeitado com essas coisas, até esqueci de desligar o som do meu notebook e dar uma organizada na minha velha prancheta. Mas o que vale é a intenção, não é?


Um beijo a todos e fiquem com Deus!        

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

VINTE OITO DE OUTUBRO DE 2024

 SE VOCÊ AINDA  ESTIVESSE AQUI EU JÁ TERIA TE LIGADO PARA DESEJAR FELIZ ANIVERSÁRIO. VOCÊ ME PERGUNTARIA SE ESTÁ "TUDO CERTINHO", EU RESPONDERIA QUE SIM E INDAGARIA SOBRE SUA VIDA E A RESPOSTA SERIA "TUDO 100%", ERA SEMPRE ASSIM QUANDO NOS FALÁVAMOS.

MEU DEUS, QUANTA SAUDADES!

PASSO PELA VIDA FINGINDO VIVER, TENTANDO CUIDAR DA FAMÍLIA QUE TOMEI SOBRE MINHA RESPONSABILIDADE, COMO NÁUFRAGO AGARRADO A UMA BOIA QUALQUER. E SIGO NA ESPERANÇA DE UM DIA REENCONTRÁ-LO NA ETERNIDADE.

FELIZ ANIVERSÁRIO, AMADO IRMÃO, MEU AMIGO! 

ATÉ UM DIA.



sábado, 26 de outubro de 2024

VINTE E SEIS DE OUTUBRO DE 2024

 FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU AMOR! 

TENHO OUVIDO FREQUENTEMENTE DOS ANALISTAS POLÍTICOS, PASTORES E DOUTORES NA BÍBLIA SOBRE O FIM DO MUNDO. PARA MIM O FIM DO MUNDO JÁ ACONTECEU, ELE SE DEU LOGO NO INÍCIO DE 2021 QUANDO NOSSO SENHOR TE LEVOU EMBORA PARA MORAR COM ELE, PARA NÓS QUE FICAMOS, RESTOU APENAS A SOLIDÃO E O VAZIO, MAS SOU GRATO AO PAI DAS LUZES POR GUARDÁ-LA E LIVRÁ-LA DOS MALES DESTE MUNDO TENEBROSO. 
A SAUDADE É TORTURANTE MAS O AMOR CONTINUA INTACTO, AGUARDANDO O DIA DO REENCONTRO. 

 BEIJOS, MAMÃE, ATÉ BREVE!

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

ZÉ GATÃO, ESSE ETERNO INCOMPREENDIDO

 

Arte criada por Louis Melo, um jovem artista que admiro muito.

 Amados e amadas, boa noite!

Uma coisa aprendi com o meu pai e com um chefe que eu tive: fazer o exato oposto do que eles faziam; eles, frequentemente valentões, diziam o que lhes viesse na telha se confrontados, desafiados ou colocados contra a parede, não raro partiam pra vias de fato, ou seja, corriqueiramente fechavam portas atrás de si. Vocês sabem, a vida é uma gangorra, pra um subir, o outro tem que descer. Uma hora você é o patrão, na outra você é o submisso. Os dois costumeiramente nadavam na merda por causa desse comportamento impulsivo. O ser humano é vingativo por natureza, "um dia te pego, filho da puta, goze sua vitória enquanto pode". Se não tenho algo bom para dizer a respeito de uma pessoa, não digo nada e montado nesses cavalos de batalha eu consegui algumas realizações, hoje, porém, arrisco a dar um tiro no meu pé, mas sabem, foda-se, não tô mais na idade de ficar cheio de dedos com pessoas que valem menos que o peido de um cachorro. Minha ética, porém, ordena que eu não chame os bois pelo nome e assim farei.

Antes de entrar no assunto dessa postagem, permitam-me informá-los sobre como estou.... na verdade não sei bem como estou.... ainda faço três refeições ao dia, bebo água limpa, durmo numa cama asseada, tomo pelo menos dois banhos diários (manhã e noite) e no âmbito profissional desfruto de um certo prestígio entre a meia dúzia de pessoas que curtem meus traços e cores, então posso, sim, dizer que estou bem. Entretanto ainda vivo numa apreensão que subtrai toda paz que um lutador honrado deveria sentir dentro de sua casa. Tenho trabalhado nos projetos que vocês estão fartos de ler aqui mas o dinheiro continua difícil e as coisas a cada dia aumentam de preço, sem contar que sei que meu luto não terá fim. Feita essa meditação, voltemos ao tema proposto.

Sabemos todos que Zé Gatão nunca alcançou sucesso comercial - os prováveis motivos já foram  debatidos aqui - apesar do heroísmo do Jotapê Martins (Via Lettera), Leandro Luigi Del Manto (Devir) e Marcos Freitas (Atomic). 

Eu tentei fazer a minha parte, divulgando, procurando editores, jornalistas da área e..... artistas de quadrinhos! Tudo para fazer o personagem se tornar popular para que ele fosse melhor aceito. 

Uma dessas tentativas foi em 2000 ou 2001, por aí. O Jotapê, editor da Via Lettera havia me feito suspense sobre uma publicação que, segundo ele, revolucionaria o mercado de quadrinhos no Brasil, tratava-se da Front. Pesquisem no Google, se tiverem interesse em saber do que se trata, as imagens abaixo podem trazer uma tênue luz.

 A Front, pelo que percebi, tentava emular a Raw, periódico americano um tanto revolucionário editado pelo Art Spiegelman, algo do tipo, alternando quadrinhos, artigos, poemas e ilustrações. 

Os artistas responsáveis pela dita revista eram cartunistas, digamos, alternativos, que publicavam em jornais e ilustravam alguns magazines do período (não, Los Três Amigos não faziam parte desse time) e eu conheci alguns, tipos talentosos mas cheios de empáfia, julgando-se grandes intelectuais que nos lançamentos das Front (fui em dois) discutiam Moebius e Corben e se indagavam de forma bastante blasé sobre o futuro dos comics.

Um desses artistas (um dos principais cabeças do projeto) era mais chegado a mim, não porque ele achasse que meu trabalho valesse mais do que a merda que ele largava em sua privada, mas porque ele passava de vez em quando pela banca de jornal em que trabalhei. 

Depois de uns números eles começaram a publicar a Front com temas específicos como sonho, feminilidade, ódio, morte e por aí vai. O tal artista sempre me perguntava se eu conhecia algum colaborador à altura da publicação e certa vez eu ofereci uma HQ curta do Zé Gatão. Bem sem graça ele disse que precisava consultar os outros editores da Front, que não dependia só dele. Claro que se ele quisesse o Gato estaria lá. Eu sabia que não ia rolar, como não rolou, normal, ninguém é obrigado a gostar e publicar, eu entendo isso, mas a forma como se deu a negativa é que deixou um gosto de barata na minha boca e não  saiu por anos. Não vou entrar nos detalhes, não vale a pena, mas ficou estampado ali um preconceito que eles insistem em negar.

A tal da Front que revolucionaria o mercado não fez sucesso e parou depois de uns números. Não sei se deixou saudades.

Processo idêntico se deu com a Ragú, uma publicação mix envolvendo HQ, artigos sobre temas variados sempre com ilustrações de aspecto vanguardista, só que essa era de Pernambuco. Cheguei a ir na festa de lançamento de uma das edições (argh, festa horrível! E eu cheguei a pagar para entrar. Mas horrível para mim, odeio essa merda com som alternativo à meia luz composta de pessoas tipo universitários maconheiros discutindo os problemas do mundo onde toda porcaria possível pode ser vista como arte).

 

Dessa vez, um dos capitães da Ragu perguntou se eu não queria colaborar com a revista e eu sugeri um quadrinho colorido do Zé Gatão e ele respondeu que o Felino não tinha o perfil da publicação. "Ora essa, a Ragú tem perfil específico?" perguntei, o artista riu meio sem jeito e a conversa tomou outro rumo.

Essas foram duas entre tantas rejeições sofridas e não é coisa do passado, recentemente, durante uma live, um grupo de pessoas sugeriram a uma "importante" editora um encadernado do Zé Gatão e receberam um sonoro NÃO. Repito, ninguém é obrigado a nada, mas poderiam dizer assim: "pois é, quem sabe? Seria legal ter esse personagem no catálogo, mas no momento estamos agendados até tal ano, depois veremos" e a coisa ficaria o dito pelo não dito, mas essa elite não perde oportunidade de descartar, não só a mim, mas outros que não fazem parte da patota.

Lembrando que a HQ recusada pela Front foi publicada no Especial PADA e a rechaçada pela Ragú saiu na revista Zé Gatão - Pintura de Guerra.

Sabem, no final  das contas isso até pode ter sido bom, minha mãe sempre falava: "Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que diz", tivesse eu sido sucesso e estivesse no meio de muitos que atingiram o cume, eu poderia ficar inchado e não reconhecer o sacrifício do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na cruz. De que vale o homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma? Eu digo isso não como quem procura compensação, acreditem, todas essas coisas são lícitas, mas é um prazer momentâneo, tudo na vida passa, estar em paz com o coração sem se corromper com as coisas desse mundo vale muito mais.

Obrigado e fiquem com Deus!

 

 

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

ZÉ GATÃO, UMA PINTURA RÁPIDA

 


 Eu disse em uma postagem anterior que meus próximos textos seriam sobre ZÉ GATÃO. Tivemos minhas reminiscências a respeito do álbum branco conhecido como Cidade do Medo que completa 30 anos e também os meus planos para uma trilogia que nunca aconteceu, onde teríamos as ocorrências entre DAQUI PARA A ETERNIDADE e SIROCO.

A próxima versará sobre alguns álbuns de antologias onde o Felino cinzento recebeu um sonoro NÃO. 

Hoje temos o passo a passo de uma pintura feita para um amigo que sequer conheço o rosto, mas por quem tenho uma imensa dívida de gratidão que nunca poderá ser paga. 

Num desses meus momentos de desespero onde eu precisava saldar um dívida, me vi num beco sem saída acossado por ferozes hienas. Tentei pedir socorro aos amigos mais próximos mas eles também não estavam em condições de oferecer a mão. Nem solicitei ao meu irmão André pois ele já havia me acudido pouquíssimo tempo antes. Guiado - estou certo - por DEUS, eu resolvi, na maior cara de pau, pedir a um amigo virtual chamado Adalberto Eliazar. Eu e ele trocávamos ideias via Messenger de vez em quando a respeito do Felino macambúzio, uma vez que ele se denominava um fã e leitor fiel dos meus livros. Solicitei, na maior vergonha, a importância desejada e ele disse sim. Sem graça, agradeci muito, ele pediu o meu pix e assim pude me livrar das hienas. Disse que devolveria na primeira oportunidade e essa tal demorou longos meses, até que finalmente tive condições de recambiar. No entanto ele se recusou a receber dizendo que se sentiu honrado em me ajudar, que um dia ele também precisou e entendia a situação. Envergonhado, aceitei, pois aquela importância ainda era necessária para mim.

Essas coisas não tem ouro que possa pagar. Um amigo não precisa ter anos de estrada, não precisa ter um rosto, basta ter amor pelo seu próximo como instruiu Jesus. Eu só posso fazer duas coisas, honrá-lo aqui dando nome aos bois e registrando o seu ato de justiça e indeniza-lo com uma arte exclusiva do Zé Gatão, que ele diz gostar tanto.

O título do post diz pintura rápida mas não foi tão fácil assim. Eu teria terminado em menor tempo mas meus outros compromissos e o caos a que sou submetido diariamente me fizeram demorar um pouco. Registrei algumas etapas com um celular que não era dos melhores e aí está. Não vemos dedicatória pois eu a coloquei no verso da arte. Não sei se já está na moldura (eu confesso que gostaria de ver).


 

   



Usei aquarela e lápis de cor sobre papel canson. Coisa simples. Não sou desses artistas com grana para material ponta de linha, me viro com o que tenho à mão.

Se o nome Adalberto Eliazar não é estranho para alguns, é natural, os mais atentos se lembrarão de algumas fanarts dele que postei aqui e também de uma resenha que ele fez do Siroco.

É claro que outros queridos amigos já me ajudaram financeiramente e eu nunca citei aqui, mas pretendo fazê-lo oportunamente.

Deus abençoe a todos vocês que me acompanham neste espaço. 

ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...