quarta-feira, 28 de março de 2012
O MESTRE DA MERDA SECA.
Temos também estes que mesmo sem o devido sucesso comercial, ainda assim é referência e com justiça são homenageados nos festivais, como é o caso do querido Júlio Shimamoto.
Em tudo o que citei, evidentemente não me encaixo em nenhuma categoria.
A título de brincadeira, como faz minha esposa, tudo bem, mas aceitar o epíteto de forma natural, me envaidecendo, acreditando que possa ser verdade seria muita cara de pau da minha parte.
As vezes eu me pergunto se não passo de uma farsa. Pensando assim, dentro do que faço em termos de arte, fica mais fácil aceitar as minhas inúmeras limitações e inseguranças.
Como não devo aparecer por aqui até a próxima segunda, desejo a todos bom final de semana.
segunda-feira, 26 de março de 2012
RICOS ESTÉREIS X POBRES ESTRESSADOS.
Outro dia destes li uma frase do David Lee Roth, vocalista do Van Halen, que dizia mais ou menos assim: "Já experimentei a pobreza e a riqueza, claro, que ser rico é bem melhor." Uma reportagem da Veja que li a muitos anos atrás tratava do mesmo assunto afirmando que a estimativa de vida do rico era bem maior que a do pobre pelos motivos óbvios. E pensem bem, meus amados e amadas, nós que vivemos de forma remediada - falo por mim pelo menos - nem imaginamos o que é a verdadeira riqueza material. Dormimos, certamente, em camas limpas e cheirosas, mas o que dizer daqueles lençóis dos quartos de hotéis onde se hospedam os magnatas do petróleo? Soube que o Sylvester Stallone, aonde quer que vá filmar, leva seu exclusivo chef de cozinha para fazer os pratos que ele gosta com baixa caloria, porém saborosos.
Semana passada fui a um laboratório de imagem fazer um raio-x dos quadris e um ultra som do ombro esquerdo. Acho que os anos em que fazia musculação e excedia nos pesos resolveram cobrar a fatura agora que vou entrando na casa dos 50. O tal laboratório ficava em Boa Viagem, área nobre de Recife, assim que cheguei o cara da segurança abriu a porta para mim, retirou uma senha e me entregou. O clima ali dentro era mais que agradável, um ar de limpeza se destacava no local. Fui prontamente atendido e encaminhado à sala do exame. Aparelhagem moderna ambiente à meia luz, médico polido, enfim, dá pra acostumar mal.
Em contrapartida, o luxo parece tornar alguns homens mais fracos, sobretudo no caráter. Nunca fui rico, mas se um dia eu chegar a ser, com certeza não pedirei as pessoas pra fazer coisas que eu possa fazer primeiro, isto é certo.
Meu irmão certa vez comentava comigo sobre uma matéria científica que provava que algumas agruras na vida, como fome por exemplo, parecia aumentar a fertilidade. Pesquisas feitas com cobaias em laboratórios demonstravam que aqueles que passavam mais privações fecundavam muito mais do que aqueles que viviam abastados. Seria por isto que os pobres fazem filhos a rodo e alguns ricos chegam até a pagar fortunas para para adotar uma criança?
Certa vez num programa de tv cujo o tema era ejaculação precoce e impotência, entrevistaram um cara bem magro numa favela, o cara dizia que esse negócio de brochar era coisa de rico, com ele não tinha esse negócio não, tanto que "comparecia" todos os dias e fizera cinco filhos com mais um a caminho, mostraram o barraco maltrapilho do cara, sua esposa, rebentos e tal.
A frase que diz que dinheiro não trás felicidade é certa apesar do clichê, mas uma graninha ajuda muito, sobretudo nos momentos de doença, onde o indivíduo morre até com mais conforto.
Bem, tudo o que disse aqui pouco importa, mas é um caso a se pensar (ou não), acho que em qualquer situação, o legal é manter a integridade e o coração puro.
As ilustras de hoje fazem parte da peça "As Casadas Solteiras" do Martins Pena. Gostaram? Então cartas para a redação.
quinta-feira, 22 de março de 2012
O PERDEDOR (Um conto por Eduardo Schloesser)
Macedo era um merda, um perdedor que cultivava secretamente a ideia de matar a esposa. Tinha trinta anos e enquanto ficava debruçado sobre o mesmo balcão da tabacaria onde trabalhava ao longo de quatro temporadas desde o acidente que limitou sua vida, passava o tempo imaginando um sem número de modos de tirar a vida daquela companheira que outrora era tão dedicada e amorosa, mas no presente, indiferente e mau humorada. Tiro na cabeça, bem na nuca, no preciso momento em que entra em casa e ela nem se dá ao trabalho de olhar para ele. Outras vezes imagina estar degolando-a quando ela, na cama, dorme a sono solto sem nem perceber que ele está ali ao lado. Ela era uma bela mulher, professora de nível fundamental, sempre comendo sozinha em frente a tv, peidando e reclamando de cefaleia. Era como se ele morasse só na pequena casa que ficava nos fundos da tabacaria.
A vida de Macedo nem sempre fora este marasmo, jovem, bonito e inteligente, foi um prodígio na escola de música onde desde cedo mostrou ser um virtuoso no violão flamengo, não gostava de pop ou rock, seu sonho era integrar uma filarmônica e escrever suas próprias peças. Tudo apontava para isto até que conheceu Isabel, sua primeira e única namorada e dali a pouco tempo, esposa. Ela, bem mais extrovertida, vivia tirando-o dos estudos para aproveitar a vida. Acampamentos, canoagem, montanhismo e essas coisas. Foi numa destas que aos vinte e cinco anos sofreu uma queda feia e teve inúmeras fraturas do lado esquerdo, só no braço foram quatro, com uma séria lesão num tendão do indicador que o tirou definitivamente do sonho de ser destaque no violão. Poderia não tocar mais tão bem, mas nada o impediria de escrever uma sinfonia para o instrumento, mas a partir daquele acontecimento algo mudou em seu interior, travou seu talento natural, e embora as pessoas o vissem com o mesmo semblante bonito e sorridente de outrora, em seu interior ele se tornou amargo, rancoroso, culpando intimamente Isabel por sua desdita, esperando o dia em que um ato insano como um assassinato com requintes de crueldade pudesse liberta-lo da prisão, onde ele, e só ele, se via trancafiado.
Imerso numa depressão que muitos julgavam justificada, abandonou a música e coisas relacionadas, demonstrando apatia por tudo.
O sogro, uma boa pessoa, o colocou para tomar conta de uma tabacaria de sua propriedade, achando que assim ele teria seus próprios recursos para ir tocando a vida até que estivesse disposto a alçar voos mais altos. No princípio, os diversos aromas de fumo até lhe agradavam, trazendo um aconchego misterioso no meio do mar de revolta que sentia por tudo e por todos, mas com o passar do tempo aquilo também simbolizaria seu túmulo, uma vez que sabia que nunca sairia daquela vidinha de vendedor de cigarros e charutos.
Ele simpatizava com o sogro, um baixinho que mesmo aos sessenta anos exibia um físico musculoso de fisiculturista. Era endinheirado e dado a contar piadas sujas, vivia reclamando da mulher, afirmava que era uma megera que o repudiava, ela vivia dizendo que ele só pensava em sexo, o que era verdade. Pra distrair a cabeça aquele homem pegava seu veleiro e passava várias semanas no mar, vivia de uma renda que Macedo nunca soube exatamente de onde vinha; ele não precisava prestar contas dos rendimentos da tabacaria, desde que não deixasse faltar nada para a filha e que cuidasse de Kratus, o imenso rottweiller que ficava no quintal da casa. Ele não suportava o cão, mas fazia seu papel. Todos os dias colocava a focinheira e levava o imenso e arredio canídeo negro para passear, limpava seu covil e o alimentava como a um filho. O animal gostava dele, praticamente urinava de prazer ao velo pela manhã. Tinha instantes em que ele ficava selvagem ao extremo, latindo ao ponto de escumar a boca. Macedo demorou para perceber que esta reação era uma resposta a um determinado aroma de fumo. Toda vez que um cliente vinha comprar aquele tabaco e acendia seu cachimbo, o bicho se transformava e parecia que derrubaria a cerca.
Como tinha uma compleição franzina, Macedo tinha sido assaltado a caminho do hipermercado próximo à sua residencia três vezes, parecia ser alvo fácil para as "hienas" que infestavam aquele bairro antigamente tão seguro e calmo, fruto da precária política de segurança pública de uma prefeitura corrupta. Fora abordado sempre pelo mesmo meliante, um indivíduo mulato, careca, magro, faltando dois dentes frontais, com tatuagem de cadeia nos braços. Na primeira vez, o bandido, a pé, lhe apontou um trinta e oito e surrupiou-lhe o relógio e a carteira, apenas subtraiu o dinheiro e devolveu a bolsa de couro atirando-a com toda força no rosto de Macedo. Na segunda vez o biltre vinha de bicicleta, parou ao seu lado e apenas levantou a camisa mostrando a arma na cintura. Desta vez levando seu celular e o dinheiro para a mercearia. "Tu nunca me viu, rapá", e desferiu-lhe um violento tapa na boca, ato contínuo arrancando com a bike a toda. Na terceira vez o malaco nem se deu ao trabalho de mostrar a arma, levou o dinheiro e a sacola com as compras. Ao relatar os incidentes em casa só recebeu o olhar indiferente de Isabel.
Macedo temia sair de casa sem levar Kratus, mas nem sempre podia faze-lo. Por duas vezes tinha visto o mesmo assaltante passar de bicicleta em frente ao seu estabelecimento, outra vez vira-o na fila da padaria, logo à sua frente, apavorado, tentou se esconder, mas o salteador parecia tranquilo, alheio a tudo, como se nunca o tivesse visto na vida.
Certa tarde, imerso em seus pensamentos sombrios, não prestou atenção à pessoa que entrava na tabacaria, "Tem 'róliudi' aí ô chefia?" Ao olhar para o rosto de quem lhe perguntava, quase caiu de costas, tratava-se do homem que o assaltara três vezes.
"Que foi, rapá? Viu um fantasma? Tem róliudi ou não?"
Macedo tentou se recompor depressa.
"Hollywood? N-não temos...."
"E Malboro?"
"T-também não."
"Porra, tu não vende cigarro nesse caralho?"
"É... não este tipo de cigarro. Nossos produtos são importados, vendemos charutos e cigarrilhas."
"Sei, tem algum com sabor de menta aí?"
"T-temos este aqui." Macedo mostrou-lhe uma pequena embalagem de cartão prateado.
"Quanto é a bagaça?"
"Cinquenta e dois reais."
"Cinquenta e dois reais?!? Tá maluco mano? Isso é roubo! Hei, num te conheço de algum lugar?"
Sem saber o que responder, Macedo engoliu seco, o marginal certamente não se lembrava dele.
"Tem nada mais barato não? Assim, uns cinco paus? Tô no veneno de fumar alguma coisa!"
"É, deixa eu ver..." O marginal deu-lhe as costas olhando a variedade de tabacos na vitrine à esquerda, neste momento Macedo divisou embaixo do balcão um aparelho de eletrochoque que seu sogro lhe deu, de uso exclusivo da polícia, exatamente para o caso de algum assalto. Um pensamento negro se desenhou na sua mente e ele começou a tremer e suar de nervosismo.
"Tá passando mal aí chefia? Te incomodo?"
"N-não, não é nada, é...é minha úlcera, hoje tá me atacando, mas vai passar."
"Sei, toma um anti-ácido aí, com essas coisa num se brinca. Bem, já vi que isso aqui é loja de burgueis, tem nada pra mim aqui não, vô nessa."
"Espera, tenho algo ali em cima.É coisa fina e custa apenas cinco reais."
"Onde ?"
"Ali, bem acima dos charutos. Você que é alto poderia pegar pra mim, por favor?"
"Tá, é bom que seja coisa boa mesmo...."
Enquanto o mulato ficava de costas para ele tentando alcançar o maço de cigarrilhas, Macedo aproveitava uma oportunidade que nunca mais apareceria e, rápido como um gato, pegou o aparelho, ligou-o, atravessou o balcão e eletrocutou o velhaco no exato instante que ele se voltava. Ele tombou ao solo estrebuchando com espasmos, da sua boca saía uma saliva grossa, porém, diferente dos filmes, ele não perdeu os sentidos, mas fez menção de se levantar.
"C-ca-caralho...que qui tu feiz.. mano..? Ficou louco?
Macedo, com um surpreendente sangue frio, aumentou a voltagem e aplicou-lhe novo choque, tendo o cuidado de não tocar nele. O cara deu um urro e começou a tremer, porém mais uma vez não tinha perdido a consciência, mas parecia fraco demais para oferecer resistência. Pensou em chamar a polícia, contudo era questão de tempo até o marginal estar de novo nas ruas e voltar para matá-lo. Desperto com o grito do patife, Kratus começou a latir no quintal. Macedo não pensou, pegou o pote com o fumo que irritava o cão e despejou o tabaco fedorento no pescoço do assaltante, em seguida arrastou-o pelas bermudas encardidas em direção ao covil, mal abriu a portinhola e o rottweiller cravou as poderosa mandíbulas no rosto do malandro, que ainda consciente, gritava como um porco no abate. Em poucos segundos estava morto, com a cara e o pescoço totalmente dilacerados.
O jovem voltou para a loja ofegando. Trancou a porta para que não aparecesse algum cliente e discou o 190, relatou o assalto informando que o bandido tentou fugir pelo quintal e fora atacado pelo cão. Enquanto aguardava as autoridades guardou o aparelho vingador. Olhou pela janela nos fundos da loja e viu o enorme cachorro negro sentado ao lado do cadáver lambendo o sangue da bocarra. A carnificina parecia tê-lo acalmado.
Macedo sentia-se estranhamente leve. Já não tinha desejo de assassinar a esposa, era hora de virar o jogo e mostrar que ele não era um bosta. Ela veria que ele era um homem de verdade.
Pegou o telefone e discou um número:
"Alô? Por favor, poderiam me informar o preço de uma Viola Alhambra Clássica importada?"
terça-feira, 20 de março de 2012
ANATOMIA DE CAVALO.
quarta-feira, 14 de março de 2012
A TERRA MACULADA.
Ao me sentar diante do monitor eu tinha uma série de coisas para dividir com vocês hoje, mas ao tentar escolher o tema por onde começar, ponderei. Se insistir em certos assuntos eu vou ficar parecendo (se é que já não pareço) um cara que a medida que envelhece vai ficando mais ranheta. Mas talvez seja esta a qualidade de um indivíduo que viveu e sobreviveu aos assaltos da vida e tenta traduzir em palavras as sensações que o mundo lhe trouxe. Será?
Eu pretendia comentar sobre uma reportagem que li, de um linguista americano, missionário, que pretendeu levar a Palavra de Deus aos índios brasileiros lá nos confins da Amazônia (me esqueci de qual tribo) e que foi questionado, confrontado, ameaçado, quase morto por eles e no fim das contas se tornou ateu. Queria argumentar que tal intelectual/linguista/pregador da Palavra, jamais teve um encontro real com Jesus, nunca sentiu a Paz que só é capaz de sentir aquele que pela fé creu de fato que o Cristo prometido por Deus nas escrituras tinha na verdade vindo ao mundo e foi crucificado pelos homens e ressurgiu após três dias e assunto aos céus, há de voltar em breve. Pois se este homem tivesse realmente caminhado com Ele, experimentado a comunhão com Ele, não O abandonaria assim, por mais que as dúvidas assaltem e as complicações da presente era nos façam pensar que estamos sozinhos. Não estamos.
Era minha intenção dizer que triste da terra por estar contaminada com homens que batem nas mulheres, maltratam os animais, cerceiam a liberdade do outro, escarnecem daqueles que julgam inferiores, vitimam as crianças.
Queria filosofar que a maldade começa cedo, na tenra infância, atingindo seu apogeu na adolescência, ali o ser humano toma como alvo para exercício de sua perversidade aquele que usa óculos, que é dentuço, que tem pernas tortas, que é muito branco, que é gordo, muito alto ou muito baixo, tem nariz chato ou língua presa. Alguns sobrevivem a isto, outros tornam-se inadequados aos meios sociais. Como diz o título (o título, não a letra) de uma música do Metallica, Sad but True.
Tencionava falar que hoje mais que nunca os brutais (que na verdade são grandes covardes) quando atingem o poder, guardados atrás dos seus muros sólidos, porém ilusórios, pervertem as leis, tornam o que é branco em negro e o que é certo em errado, pretendem abolir os crucifixos das paredes mas permitem o véu, debocham do cristianismo mas temem as fatwas. A nós, só resta resistir e aguardar.
Para contrabalançar um texto azedo, as ilustrações da comédia do Martins Pena, " As Casadas Solteiras" um texto cheio de clichês, mas divertido e leve.
Salve a arte que torna o planeta mais suportável.
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
MOEBIUS, ADEUS.
Este nosso pobre mundo ficou mais carente de universos fantásticos. Ele sabia retrata-los como nenhum outro através de sua pena e suas pinturas acrílicas. A lacuna que ficou nunca será preenchida, pois com raríssimas excessões, não houve um artista tão versátil e imaginativo quanto ele.
O primeiro contato que tive com este que foi um dos mais influentes artistas do século 20, foi no fim dos anos 70 na lendária Heavy Metal. Desde então, ao lado de monstros sagrados como Corben, Wrightson e Liberatore, foi um dos que me acompanharam na minha (se posso chamar assim) evolução como desenhista. Houve uma época que ele influenciou fortemente minha arte, tanto que tenho várias ilustrações com aqueles mesmos temas que eram obsessivamente perseguidos por ele.
A imprensa, os sites e blogs que versam sobre hqs e arte estão prestando seu tributo, eu não poderia deixar de comunicar o meu pesar, pois penso que ele nos deixou cedo demais, ainda tinha muito chão pra queimar.
Obrigado Sr. Jean por nos proporcionar tanta arte, fantasia e inspiração.
ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)
A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...
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Ando bastante alheio ao que acontece ao meu derredor. Sem paciência para notícias do mundo, política do dia e tudo o mais, até mesmo assist...
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Vocês já perceberam que há muito tempo eu não exibo uma arte particular neste blog? Tenho trabalhado muito e não tenho tirado momentos pa...













