Não sei bem o que escrever aqui, isso acontece sempre quando não planejo como atualizar esse nosso espaço. Pensei em comentar o que tenho lido e assistido. Talvez eu faça isso mais abaixo, porque não? Tenho tentado ocupar todo o meu tempo quando não estou focado, trabalhando. E olhe que eu tenho trabalhado bem, são duas HQs que venho intercalando. Uma delas, inclusive, já estou bem no finalzinho dos sketches, que felizmente tem sido aprovados com louvor pelo cliente (que é o roteirista e também é um amigo) e sem pedir permissão a ele posto uns recortes para mostrar a vocês. A etapa seguinte agora é acertar os detalhes e começar a finalização. O outro projeto com certeza tomará o meu tempo, acho, até o final do ano. Nos intervalos, além das já comentadas atividades na rua para pequenas compras ou pagamento de boletos, eu procuro preencher minha mente na vã tentativa de me ocultar da depressão. Digo vã pois não há como escapar, tudo parece de alguma maneira remeter à minha mãe e irmão. Por exemplo, esta semana eu tomei a primeira dose da tal vacina para ver se me protejo da maldita praga chinesa. Impossível não refletir que se isso tivesse chegado mais cedo, pelo menos quatro meses antes, eles ainda poderiam estar por aqui. Outro dia assistia a uma live no You Tube e o assunto dizia respeito às umas conjecturas que eu e o Gil fazíamos, como se furtar de imaginar que eu poderia pegar o telefone e comentar com ele a respeito? Existem coisas que se passam comigo que só ele e mamãe entendiam (ou eu me sentia mais a vontade de falar com eles pois me ouviam sem julgamento). Isto gera lágrimas em profusão e geralmente me sinto melhor depois de chorar. Tento não criar fantasias na minha cabeça, não conversar com fantasmas, eu converso com Deus, só Ele, que sonda meu âmago, pode compreender e dar o lenitivo; as pernas da minha alma foram amputadas e agora Ele me carrega, do contrário eu ficaria caído no caminho.
Sofri durante dois dias os efeitos colaterais da vacina, cefaleia, sensação de febre e mal estar, o pior foi aquela dor que volta e meia vem me torturar bem no meu baixo ventre, mais especificamente no lado esquerdo. Nem dá pra pensar, é engolir os analgésicos e bola pra frente.
No afã de me camuflar da tristeza eu mergulho, nos espaços entre os serviços, nas leituras - já que estou bloqueado para os projetos pessoais - alguns são quadrinhos bem interessantes, como a Grande Farsa, dos argentinos Carlos Trillo e Domingos Mandrafina. Li também O Amaldiçoado, uma série em 5 edições escrita pelo Jason Aaron e desenhada pelo r.m.Guéra (mesma dupla do Escalpo), interessante a ideia de um noir bíblico antediluviano bem violento e tendo duas meninas na pré adolescência como protagonistas, mas um tanto mal aproveitada, fica claro ali alguns conceitos muito em voga hoje em dia, como o empoderamento feminino entre outras coisas, destaque para a arte do Guéra que é sempre forte. O Gideon Falls ainda consumo mais devagar, depois que terminar, comento.
Assisti uns filmes de terror na semana passada. Bem, terror e suspense. Comecei por Oxigênio (médio). Depois outro de humor bem negro com a Hilary Swank, que agora esqueci o nome (deixa pra lá). Em seguida o Midsommar (esse verdadeiramente perturbador), não é a toa que foi pelo mesmo criador do Hereditário. Depois um com a mina do Crepúsculo, no fundo do oceano (raios, também não lembro o título!), onde aparece uma criatura lovecraftiana (não é ruim). Um filme espanhol chamado Verónica (merda) e um norueguês intitulado Kadaver (mais merda ainda). Ontem assisti "Anônimo" com o Bob Odenkirk (Breaking Bad) e achei divertido. Hoje vi o Sem Remorso com o marrento do Michael B. Jordan (ação mais do mesmo).
Bem, vamos seguindo a vida. Se cuidem e amem suas famílias.
Beijos a todos!













