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terça-feira, 14 de julho de 2026

QUADRINHOS QUE (RE)LI RECENTEMENTE - TODOS OS QUE POSSUO DO DANIEL CLOWES

 Olá, como estão vocês?

Por aqui tudo continua difícil, são tantas dívidas que nem sei, ainda não pude colocar o meu MEI em dia, diariamente recebo ameaças por e-mail de cancelamento do meu CNPJ. Realmente não tenho como pagar, tudo o que entra na minha conta, seja um dinheiro por uma pequena arte comissionada (sim, pequena pois geralmente é num formato A4 por uma quantia irrisória), um livro vendido ou uma oferta de algum irmão em Cristo, é para comprar comida e quitar os serviços como água, luz e internet. Aos que devo grana, me valho da máxima: "devo, não nego, pago quando puder". 

Este período de seca já dura um ano e meio, pudera, nosso país, regido por bandidos, vai ladeira abaixo e tenho dúvidas se é possível reverter antes que eu vire defunto no médio prazo. 

E não é só isso, no âmbito psicológico a coisa vai mal de verdade e eu sei que ainda não desisti por que Jesus tem segurado na minha mão e tem sido refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia em todos os momentos negros. Nele e tão somente nEle está a minha esperança e confiança.

Agora vamos ao tópico da postagem de hoje: minha releituras de coisas que estão na minha estante. Tenho me obrigado a ler um pouco a cada dia, sempre nos intervalos dos meus trampos (lembrem-se, ainda não concluí RASTREADORES DE ALGURES e a quadrinização de um filme de terror que deve ser lançado este ano) e a seleção que tenho feito são os quadrinhos que retratam a vida pela ótica ímpar de seus autores, a bola da vez ficou com o genial Daniel Clowes.

Conheci este artista nos anos 90 através de um álbum da Conrad chamado "Comic Book - O Novo Quadrinho Norte-Americano". Nele Clowes nos brinda com uma curiosa HQ intitulada CARICATURA. Ele e o Adrian Tomine eram os melhores no meio de toda a turma neounderground. Detalhe, o desenho do Clowes está longe de ser o idealizado por mim, eu sempre lutei no time do Corben ou Wrightson, mas é inegável que o estilo de narrativa dele tem tudo a ver com seu traço, que aliás é único.

Assim que a Conrad colocou na praça o Como Uma Luva De Veludo Moldada Em Ferro corri para comprar e fiquei com uma impressão estranha por um bom tempo. Senti como se eu lesse David Linch em quadrinhoos, situações bizarras e personagens absurdos, sem dúvida o álbum mais perturbador que ele fez, pelo menos que eu li,


 

Wilson veio a seguir, um sujeito insuportável mas que acabamos nos simpatizando com ele, seria como o Alex de Laranja Mecãnica, despresivel, mas acabamos torcendo por ele.


 

David Boring tem uma narrativa peculiar, triste, sombria. Alguém definiu este álbum como "desolador, perverso e fetichista" e acertou em cheio.


 

E por fim, "Paciência" (é o nome de uma mulher). Assassinato, violência com toques de sci fi e viagem no tempo.


 

Foram bons momentos de prazer em meio ao caos lendo essas HQs.

Espero voltar em breve comentando novas releituras, talvez uma de herói, o excelente Gavião Arqueiro pelo Matt Fraction e David Aja ou quem sabe a Cidade de Vidro do Mazzuchelli? Veremos.

Até lá, se DEUS quiser! 

         

2 comentários:

  1. Meu irmão, obrigado por essas gotas de sabedoria e paz em meio a tempestade que atravessamos, Tenho lido todas postagens e sempre postergo uma resposta querendo fazer algo minimamente aceitável, e não é que acabei resolvendo escrever hoje no meu pior dia? Só queria mesmo agradecer por esses pequenos momentos de prazer proporcionados pelo seu blog, como mencionei hoje foi um dia particularmente difícil e essa leitura veio como um bote salva vidas. Obrigado e fique com Deus.

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    Respostas
    1. Lamento muito saber que estás passando por dificuldades, mas estou certo de que Jesus em sua infinita misericórdia e poder, vai dar solução. Decreto vitória agora, em nome de Jesus!

      Fico contente que meus textos neste blog possam ser um lenitivo, por isto, apesar dos percauços, continuo na batalha.
      Forte abraço e obrigado!

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