Músicas e livros foram grandes escapes ao longo da vida, já relatei isso aqui.
No ambiente familiar as coisas estão ok, graças a Deus, mas de mim para mim a coisa não vai tão bem. Existem vários motivos para isso, uma delas é a maldita ansiedade. Sabem o que Jesus disse sobre não nos ocuparmos com o dia de amanhã? Pois é, eu tento, juro que tento ser otimista, ter fé, crer que Deus tem o controle de tudo (eu sei que Ele tem), mas quase sempre sou acossado pelo pensamento de que a qualquer momento a bonança possa ser quebrada pela conhecida tempestade e sinceramente não sei se meus nervos irão aguentar, há fortes indícios que não, a última tormenta deixou sequelas. Associado a isso está o fantasma da ruína financeira sempre chutando a porta. Não tenho encomendas, nada, nada, até o momento. Como pagar o aluguel? Os serviços? Fazer as compras da semana? Envelhecendo dia a dia, sem garantia de nada num país comandado por uma quadrilha, pessoas que assaltam a aposentadoria de idosos! Fica difícil não ser engolido pela depressão.
Mas houve um tempo em que as preocupações eram outras, eram dias menos pesados talvez por eu ser um menino sem as responsabilidades dos adultos, meu único medo era o de tirar nota baixa na escola ou não escutar o chamado do meu pai e levar uma surra dele.
No ano de 1978, atendendo a um convite de um amigo da família, fui passar umas férias no Rio de Janeiro. Lembrando hoje, não foram dias tão alegres, mas sim, deu pra sentir o que é estar afastado do espectro paterno e conhecer pessoas que a princípio me trataram muito bem.
Esses dias tenho ouvido certas canções que colaram em meus ouvidos naqueles tempos onde eu escutava rádio diuturnamente. É só ouvir e me transportar para o quase fim daquela década.
Vamos a algumas delas: I´m In You do Peter Frampton, Year Of The Cat do Al Stewart, You And Me do Alice Cooper, Kiss You All Over do Exile, Get Up And Go, do Pilote.
Claro que haviam artistas brasileiros, os que mais fortes me vem à memória são Raul Seixas com Maluco Beleza e Fafá de Belém com Foi Assim (possivelmente a única canção que gosto na voz dessa cantora).
Pensei em deixar os links das músicas na postagem mas confesso que estou com muita preguiça para isso, vocês, caso não conheçam alguma, podem pesquisar no YouTube, vale a pena.
Esse foi o meu desabafo de hoje, amados e amadas.
Até a próxima.

Você é um guerreiro, irmão. O que falta é uma boa luta, abra o velho cofre forte, pegue as armas, recarregue e não desista 🦾
ResponderExcluirA espada anda um tanto enferrujada, meu amigo, mas ainda resiste, mas como disse o Thulsa Doom, o que é o aço comparado à mão que o empunha?
ExcluirSigo na luta, principalmente com o apoio de irmãos como você. Obrigado!
Meu irmão. Peço que consulte seu e-mail, no mais breve tempo possível. Andei fazendo umas pesquisas e estudos sobre licenciamento do Zé Gatão para empresas de suplementos alimentares, possivelmente interessadas em ter um personagem musculoso como garoto-propaganda de suas marcas. Espero ter de fato ajudado a abrir seus caminhos, meu velho! A torcida aqui, continua! Quero vê-lo vencer!
ResponderExcluirLi seu e-mail, Lucão. Obrigado!
ExcluirVamos conversar sobre isso em breve.
Forte abraço!
Dicas precisas como sempre, ótimo gosto musical. Do post anterior, baixei o Gavião Arqueiro para dar uma olhada, embora confesse que estou sem muito ânimo para leituras, alias, desânimo geral, o mesmo que me impede de fazer uma resenha digna do Phobos e Deimos. Sinto entretanto que devo essa resenha não só a você que me proporcionou adquirir essa obra que há tempos desejava, mas a mim mesmo, me soltar dessa ancora de pessimismo e me entreter com algo que me agrade. Eu dei uma parada com as HQs momentaneamente, quando trabalhei para uma empresa de desenvolvimento que prestava serviço para a Abril lá por 2013 conheci uma nissei que era nossa ligação e me tornei muito amigo, dessa amizade resultou em pilhas de publicações da Abril coleções (Nova Cultural) que ela me mandava semestralmente sem custos sempre que ia dar uma geral no estoque. Tenho muita coisa ainda lacrada que nunca tive tempo/paciência para ler, como os Grandes Clássicos da Literatura, abri essa semana o Moby Dick ilustrado, obra linda, quem sabe eu comece por ele. Algumas coisas como mais de 40 CDs de música clássica eu usufruo desde que chegou, mesmo na era digital eu ainda prezo o ritual de colocar o cd no leitor e escutar do começo ao fim enquanto faço minhas coisas. Exatamente como fazia há 30 anos. Fique bem meu amigo, Deus te ampare sempre.
ResponderExcluirObrigado por seu comentário, Dan!
ResponderExcluirNo período que eu comecei a colecionar gibis a sério, comprava de tudo, essa coleção de Clássicos Ilustrados em quadrinhos eu tive todos que a Abril colocou na praça, são bons, o do Moby Dick, creio, é a melhor, seguido por O Morro Dos Ventos Uivantes.
Entendo bem seu desânimo até mesmo com as coisas que nos dão prazer, isso é fruto do stress, dos sucessivos murros em pontas de pregos, a vida não está fácil e o futuro sempre parece incerto. Mas tenha fé, aguarde com paciência no Senhor, o salmo diz que o choro pode durar uma noite, mas o sorriso vem ao amanhecer, essa fase ruim há de passar e não vai tardar. Fique firme.
Sua resenha sobre Phobos e Deimos será bem vinda, seja em que tempo for, não tenha pressa.
Grande abraço!