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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

O GOSTO DO FEL

 Tenho vivido dias amargos. São uma série de coisas mas um fato em específico tem sido uma carga que minhas forças não são mais suficientes para segurar, isso atrapalha minha concentração para o trabalho, na verdade impede que eu o exerça. Não fosse o forte senso de responsabilidade que me esmaga, eu chutaria tudo para o alto e sairia sem rumo, sempre se pode recomeçar em algum lugar.

Nosso próprio país se vê numa situação que no momento não é possível mensurar. Por conta disso fiz uma breve colocação a título de desabafo na minha página do Facebook. Como seria natural nos tempos que vivemos, os comentários logo chegaram. Uns poucos, claro, concordaram e mandaram uma força, mas a maioria - "amigos" que nem sei quem são - usaram palavras odiosas, comentários irônicos, debochados. Pensei em deixar pra lá mas não consegui, removi a publicação e decidi dar um tempo dessa rede social (na verdade a única que uso), só volto lá para anunciar alguma possível publicação, afinal, ainda existem admiradores dos meus traços.

Não me resta nada a fazer, peço orações aos que creem, por favor. 

Minha saudosa avó dizia que não há bem que sempre dure e mal que nunca se acabe, mas há algo desiquilibrado na minha balança, os dias de bonança tem sido muito, muito breves, e os dias biliosos longos, longuíssimos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

OS PRIMEIROS MESES DE 1975

 

 Eu me lembro.

Lembro da dolorosa viagem a um lugar desconhecido, o preâmbulo de uma nova vida. Lembro das nuvens que pareciam imensos chumaços de algodão contrastando com o azul anil de um céu tão claro que por vezes parecia ao alcance das mãos. Recordo da Catedral e do prédio que parecia um H tendo uma bacia de um lado e a metade de um ovo no outro. 

Lembro do pequeno quarto de hotel e da piscina oval. Lembro da copa onde se faziam as refeições e da TV a cores. Lembro do Almirante Nelson, do Capitão Crane e que pela primeira vez eu via o macacão vermelho do Kowalski. Lembro de Kwai Chang Cane em pés descalços em busca de seu irmão desconhecido em um oeste racista e violento.

Lembro do primeiro dia de aula, da bagunça, de meninos ameaçadores que não respeitavam as regras da escola, da sirene de entrada, recordo do bullying, não esqueço da saudade dorida da mãe, da avó e dos irmãos menores. Recordo das lágrimas.

Memoro Faisal, Mequinho e Raul Seixas.

Lembro do Ribamar, o motorista que o ministério designou para meu pai, o motorista que só falava putaria, não posso esquecer que ele via meu pai como um herói, e eu também, o herói que poderia - e deveria - ser o meu melhor amigo.

Lembro de dias luminosos após a aula a espera do motorista na entrada da quadra 104. Como esquecer o dia em que Peter Parker invadiu o Edifício Baxter tentando fazer parte do Quarteto Fantástico? Como não lembrar da comoção que senti quando o cientista que ajudava Tony Stark se sacrificou para que ele tivesse tempo de energizar sua armadura? Lembro de Steve Rogers enfrentando o Capitão América dos anos 50 enquanto Sam Wilson e Sharon Carter detinham um Bucky violento e implacável. Lembro de um Thor arrogante e do confronto entre Namor e o Tubarão Tigre. Rememoro o violento soco que o Rino deu na cara do Hulk e do Shang Chi invadindo os domínios de Fu Manchu, seu pai, para confrontá-lo.

Lembro de One Day In Your Life do Michael Jackson e dos Pholhas. Do garçom que tinha 21 dedos. Como me esquecer dá repulsa que senti ao ver a primeira revista pornográfica?

Recordo da boa comida, do Beto, da Cyntia e de Carry Ann. Lembro das noites sozinho na piscina e da má impressão que me causavam aquelas luzes submersas.  

Lembro sobretudo do dia 21 de Abril, aniversário de 16 anos da cidade, na rodoviária, onde minha mãe, avó, Gil e André (nosso caçula só nasceria em dezembro do ano seguinte) chegavam depois de longo tempo separados. Lembro do sorriso do Gil ao me ver pela janela do ônibus e de como ele ficou sem graça quando acenei para ele. Hoje ele não está mais aqui. Espero pelo aceno dele quando eu for ao seu encontro. Eu tenho essa esperança.









      

domingo, 9 de outubro de 2022

COMENTÁRIOS TARDIOS SOBRE "A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE" MAS SEMPRE BEM VINDOS.

 


 Boa noite, queridos e queridas.

Postagem breve, queria trocar umas ideias com vocês mas tenho páginas esperando para serem desenhadas e outras tantas à serem finalizadas. Enquanto descanso minha mão - e a cabeça, claro - aproveito para atualizar este nosso espaço.

A vida segue sem tréguas naquela aceleração que me obriga a não dar aquele telefonema para meus irmãos, nem aos amigos que há muito não vejo, fico teimosamente esperando o momento certo, aquele hiato de tempo mais adequado e ele nunca chega. Eu sei que o momento nós é que fazemos, mas se não sou eu, são eles que tem suas ocupações. Isso é irônico pois nos dias atuais basta discar um número num aparelho eletrônico e vemos, falamos e ouvimos a saudosa pessoa e no entanto parecemos mais e mais distantes. 

Minha depressão não dá sinais de que vá embora e o esporão no meu calcâneo continua me torturando ao lado dos boletos que não param de chegar, meu salário é impotente para debelá-los, mas não me acomodo, luto como é possível.

Os trabalhos seguem febricitantes, traços que acanhadamente vão se se formando no branco do papel, errando muito e tentando teimosamente encontrar o ponto certo. Fazer quadrinhos para mim é um desafio, muitas vezes uma batalha onde me vejo perdendo quase sempre. Os que me incentivam diriam que exijo muito de mim, eu digo que há muito o que melhorar e não sei como fazê-lo, me sinto como aquele burro conduzindo um cara que amarra uma cenoura numa vara e coloca um palmo diante da minha boca e eu cavalgo tentando alcançar. 

Essas reminiscências me reportam há uns anos atrás quando eu trabalhava no ambicioso projeto A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE, com roteiro do Rubens Lucchetti, foi sofrido e parecia que eu nunca ia acabar. Até que um dia ficou pronto e depois de longo tempo ele veio a público em 2018. Foi quase que totalmente ignorado, eu tentei divulgar o máximo que pude mas o meu alcance é muito limitado. No entanto aos poucos ele vai ganhando uns novos leitores e alguns deles vão fazendo propaganda em suas redes sociais. 

Um desses bons comentários partiu do meu parceiro de crime Elton Borges (trabalho ao lado dele em Rastreadores de Algures), ele tem um canal no YouTube intitulado "Elbormes Magazine", onde ele sempre resenha alguma HQ nacional (a maioria novidade para mim). Vão lá, se inscrevam, comentem, curtam, tem coisa interessante ali.

No outro, o álbum é pautado por uma moça que é uma gracinha. 

Fico contente e tomara que com o tempo esse trabalho vá sendo mais conhecido. Assim como espero que o Zé Gatão um dia seja melhor compreendido.

Boa noite a todos e até a próxima, se Deus quiser.











   

sábado, 1 de outubro de 2022

O PROSCRASTINADOR


  Amadas e amados, é isso. Deu um bloqueio total, há uns três dias que não consigo avançar nas páginas dos projetos em que trabalho no momento. O novo capítulo de Os Mitos Gregos empacou na página 73 e não consigo resolve-la. Claro, já aconteceu antes, isso é comum, mas é desesperador quando estou com muitas dívidas e o dinheiro é algo urgente! Vai passar, só preciso respirar fundo, focar e fazer acontecer. Mas tenho que tomar cuidado, se forçar demais a coisa pode não funcionar. Me obriguei a trabalhar em uma página de "Os Rastreadores de Algures" e ela não ficou boa. Por causa de um único quadrinho que não ficou do meu agrado terei que retrabalhar tudo, ou talvez eu refaça apenas aquele quadro, embora eu deteste emendas. 

Estou com um conto aqui, esboçado, só tenho que sentar uma horinha do dia e escrever um pouco, mas não sinto vontade. As vezes penso que é o fim da linha pra mim. Ah, Deus, como eu queria ter uma aposentadoria pra não esquentar a cabeça a essa altura da vida! Me sinto liquidado.

Uma dor aguda no meu calcâneo está me maltratando furiosamente, é a terceira vez que sou acometido desta praga. Lembro que em anos passados eu escrevi sobre isto aqui (não lembro o ano) e houve até comentários a respeito. Na primeira vez que me ocorreu este mal eu até fiz uma HQ com o título de Esporão Calcâneo, que faz parte do álbum Phobos e Deimos. Das outras vezes a dor sumiu como apareceu: repentinamente. Espero que passe logo.

Bem, essas são as minhas notícias, não tão boas, mas estou melhor do que nas duas primeiras semanas de setembro desse ano. 

Como não tenho conseguido produzir nenhum material particular, posto duas artes que foram publicadas em manuais de desenho num período em que eu era outra pessoa. Os originais nunca voltaram para mim, então tive que fazer scans das próprias revistas.

Fiquem com DEUS!



terça-feira, 20 de setembro de 2022

AINDA NAVEGANDO NO MAR DA TRISTEZA



  Boa tarde a todos!

Passo aqui para dar notícias, dizer que ainda estou vivo, que tenho muitas coisas para falar (na verdade escrever) mas estou sempre em busca de um momento adequado e o instante nunca chega. Então temos que forçar, sentar e escrever, mesmo que seja um texto menos inspirado. As ideias estão sempre agitando-se em minha mente, mas meu corpo não encontra o espaço pacífico para dar vazão às palavras e os traços (sobre estes, falo mais adiante).

Nunca sei quando será a última vez que venho aqui, não que intencione abandonar este nosso espaço, mas me pego sempre com o pensamento de que a esta altura da vida tudo pode acontecer, principalmente a alguém que sofre tantas pressões como eu. Contudo minha vida está nas mãos de Deus, o que Ele decidir está ok. 

Minhas dificuldades financeiras não são novidade, nem minha depressão, nem minhas saudades, nem o quase total desinteresse por quase tudo. Pouco tenho visitado canais do YouTube que gosto de assistir, não abro mais as páginas de redes sociais de conhecidos e falo por telefone somente com dois amigos (estes sim, se revelaram verdadeiros amigos, que Deus abençoe a ambos). Evito falar de problemas para meus irmãos, eles tem suas próprias cruzes para carregar e eu, se não posso ajudar a levar, não quero agregar peso. 

Passamos, minha esposa e eu, por uns momentos bem ruins, nada novo, um pesadelo recorrente, mas agora nos vemos um tanto velhos e as feridas da batalha vão ficando mais difíceis de sarar.

Continuo trabalhando naqueles três projetos de quadrinhos mas sinto que os traços saem à fórceps, não ruins, pra falar a verdade, mas demorados, arrastados como se teimassem em virar formas no papel; me vejo apagando uma mesma cena dezenas de vezes até que me soem satisfatórias. É uma pena, já que hoje o tempo se encurta e há conceitos que gostaria de dividir com o público, sim, existem abstrações que ainda queria que virassem histórias publicadas e impressas. Mas não sei se vai acontecer, não com esta vida tão feroz e meu estado de ânimo tão precário. 

Não há notícias de Zé Gatão-Siroco, silêncio por parte da editora e uns dois apoiadores já me passaram mensagem perguntando. Isso é tão desanimador que toda a vontade de criar novos álbuns fenecem como gotas de orvalho ao sol.

É isso, meus queridos e queridas, esta breve postagem foi para dizer que ainda estou respirando e criando gibis.

Sketch de uma HQ veiculada a um filme de terror para o cinema.
 
Obrigado e até uma próxima, se o Senhor permitir, quem sabe, com um texto mais motivado.

RASTREADORES DE ALGURES

MITOS GREGOS (cores de Rafael Anderson).
















 

  


domingo, 28 de agosto de 2022

O SONHO MORTO.


  Dizem que não devemos desistir de nossos sonhos. Concordo plenamente. Mas as vezes tem o caso de amadurecer e ver que aquilo outrora tão ansiado não tem mais relevância nos dias atuais.

Quando bem menino, eu sonhava em estar deitado numa cama bem grande e confortável, num local escuro, junto da minha mãe, minha avó e o irmãozinho recém nascido, todos protegidos das maldades do mundo. Não sei bem porque, talvez inconscientemente eu desejasse voltar à segurança do útero (esta é uma razão para eu ser tão radicalmente contra o aborto). Ok, esse negócio da segurança do útero demonstra como eu sou medíocre em psicologia, vamos ao sonho seguinte: queria encontrar uma mulher que me amasse muito, que estivesse ao meu lado em todos os momentos, que nunca colocasse algo ou alguém (excetuando Jesus) acima de mim - eu visualizava essa mulher com o rosto tipo da Nastassja Kinski - e que tivéssemos uns quatro filhos.

 Minha quimera seguinte foi a de ter uma grande casa, com sala e cozinha bem amplas, quartos espaçosos, e moraríamos todos, meus pais, irmãos com suas esposas e filhos, que fôssemos bem unidos e nos reuníssemos sempre para aquela abençoada tertúlia.

Minha ilusão mais recente, já depois dos cinquenta, foi o de ter grana para comprar uma quitinete numa comercial qualquer da Asa Norte, em Brasília (de preferência que ela ficasse de costas para a pista e de frente para a quadra - quem conhece a Capital Federal sabe do que falo) e nela montar o meu estúdio de trabalho, com meus livros, um frigobar e um sofá bem confortável para tirar uns cochilos entre os projetos. Neste delírio, cada um dos meus irmãos teria uma chave e poderiam ir até lá sem aviso prévio e sentar no sofá, pegar um livro, ou quadrinho e relaxar de suas agitadas vidas. Nunca vai acontecer, infelizmente, um deles não está mais aqui para que o encantamento fosse completo.

Meu devaneio como artista, se posso me olhar como tal, era o de pintar quadros a óleo, expor em galerias e fazer esculturas em argila (na faculdade cheguei a criar coisas bem interessantes, meio ao estilo Rodin). Aventura e fantasia eram meus temas, influenciado pelas capas das revistas do Tarzan que eu via nas bancas de jornais. Depois conheci o Frazetta, Boris e os Hildebrandt Brothers na Heavy Metal, foi uma droga injetada na minha veia que me viciou por toda a vida. Claro, depois conheci outros muito talentosos. Essa coisa de fantasia na arte não é nova, mestres como Rembrandt, Rubens e tantos, realizaram obras incríveis com temas mitológicos.

Eu nunca estudei pintura formalmente, tinha medo dos pinceis e tintas, mas por força da necessidade, para não morrer de fome, me aventurei pintar uns murais nas casas de uns bacanas no Rio de Janeiro e também uns batistérios de igrejas, ganhei elogios e alguns trocados. Também pintei paisagens e cavalos com guache em papeis camurçados para vender nas feiras hippies da Cidade Maravilhosa, mas já escrevi sobre isso.

No entanto o que eu desejava mesmo era pintar como meus ídolos. Um belo dia, na primeira metade da década de 80, deixei o medo de lado e comprei uns pincéis, tintas e cometi "artes" em umas placas de madeira que haviam em casa. No começo eu reproduzi, como pude, algumas obras das capas das Heavy Metal, sempre com meu toque pessoal, claro, depois arrisquei as minhas criações. Eu era bem medíocre, pra ser sincero, mas com o tempo eu acho que fui melhorando. Como tudo na vida, a prática ajuda a apurar. Já mais para o final dos 80 eu comprava grandes telas e ia dando corpo aos meus devaneios, consegui fotografar algumas, como pode ser visto aqui (embora a resolução esteja péssima) e quando eu estivesse num nível aceitável eu tentaria alguma carreira como pintor, tipo Juarez Machado ou José Roosevelt; claro, nunca cheguei aos pés desses artistas. Talvez, quem sabe, se eu tivesse continuado?

O que me brecou na pintura a óleo foram dois motivos: 1- meu retorno a São Paulo, eu não tinha dinheiro para materiais e muito menos espaço dentro do apartamento. 2- descobrir que não havia mercado para este tipo de trabalho no Brasil. O grande Benício talvez tenha sido a exceção, pintando capas de livros, cartazes de filmes para o cinema e até rótulos de produtos medicinais. Não havia demanda como nos EUA onde desde o início do século vinte brotaram muitos talentosos artistas dando vida com traços e tintas aos textos de Conan Doyle, Bran Stoker, Robert Louis Stevenson, Robert E. Howard, Edgar Rice Burroughs e etc. Aqui, o máximo que chegamos perto, pelo que sei, foi a revista Dragão, especializada em RPGs e logo percebi que era um nicho restrito a um grupo seleto. Ainda assim, graças a indicação de uns amigos legais, como o Arthur Garcia, consegui fazer umas capas para revistas de games (também já escrevi sobre isto aqui), foi o mais próximo que consegui de realizar o sonho de viver como ilustrador com este tipo de temática.

Os primeiros quadros que pintei (como os que ilustram este post) sumiram, nem sei onde foram parar. Doei alguns para um grande amigo que reside em Brasília e os demais, desconheço. Numa das tantas mudanças de residência, meu irmão caçula me ligou dizendo que não havia espaço para muita coisa que eu havia deixado na casa da minha mãe, livros, vinis e as telas a óleo com imagens de índios, ciclopes e cavalos alados. Claro, ninguém colocaria quadros deste tipo na sala da sua casa, talvez algum roqueiro muito doido. Nem sei o que me irmão fez daquelas telas, se doou para alguém ou jogou fora. C´est la vie. 

Rembrandt ficou bem de vida aceitando encomendas, pintando retratos coletivos,  quando abdicou disso para explorar seus anseios acabou ficando na miséria.   

Por essas razões eu sepultei esse sonho, pintar meus quadros quando não tivesse mais que matar um leão por dia para sustentar a casa. Tenho calafrios de pensar que essa luta toda está longe de acabar e..... talvez só acabe com a morte.

Há um pesadelo recorrente na minha vida envolvendo uma pessoa próxima, eu e minha esposa sofremos muito com isso, essa aflição recomeçou hoje. Deus nos ajude.

Queria muito poder estar com meus dois irmãos que sobraram, mas cada um deles tem que lidar com suas próprias tormentas.

Ainda tenho os quadrinhos para fazer minha catarse, ainda posso escrever meus desabafos aqui, ainda existem uns poucos bons amigos com quem posso contar. A vida ainda vale a pena.

Fiquem com  Deus.  



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

POE, UNBOXING E OVERVIEW.

  Amados e amadas, boa noite. 

Sim, eu sei, já faz mais de duas semanas que eu não apareço aqui para dividir umas ideias com vocês. Creiam, vontade não faltou, mas o tempo sim. Tudo anda muito corrido, boletos demais e dinheiro de menos (pra variar, mas dessa vez o caso é crônico, todavia já estive pior.) São muitas horas na prancheta, exaurindo a mente, cansando a ponta dos dedos, a mão, os músculos do antebraço, até chegar no ombro, onde ele parece estar inflamado. Sei que preciso fazer pausas mais frequentes, alongamentos e tals, mas acabo me empolgando com as cenas que vão criando vida no branco do papel que quando me dou conta, meus olhos estão irritados e minhas costas em brasa. Exagero? Tentem fazer isso de domingo a domingo todas as horas do dia, intervalando só para comer e ir ao banheiro. Ah, sim, sempre que posso eu dou uma cochilada de uns 40 minutos a uma hora depois do almoço, do contrário eu não conseguiria lavorar até duas, três da madrugada. E, claro, sou eu que vou à rua comprar pequenas coisas para casa e pagar alguma conta na lotérica. Fora isso é a rotina de sempre. 

E, sim, são os mesmos quadrinhos que seguem sendo trabalhados: RASTREADORES DE ALGURES (onde faço com mais vagar), o de terror que está associado a um filme em produção (também moroso) e OS MITOS GREGOS (esse priorizado, pois é o que paga as contas atualmente).  

Mas tenho fé que tudo vai melhorar, Deus está sempre no comando da minha vida.

Passo aqui para deixar com vocês um vídeo maneiro feito por um camarada muito legal, que tem um canal bacanudo sobre HQs. Gosto dele porque ele não se apresenta como muitos youtubers cheios de empáfia, donos da verdade e militância política. Passem lá, curtam, deixem uma mensagem e tal e tal. Prestigiem, ele merece.

Um beijo a todos e até breve, se Deus quiser!




ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...