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quinta-feira, 15 de julho de 2010

MONOCROMÁTICO

Este, é mais um das antigas, do ano de 1989. Eu tinha vários trabalhos em tons monocromáticos, acho que este foi o único que sobreviveu às mudanças e aos editores que pediam mostras de trabalhos para análise e jamais devolviam. O tom azul em minha opinião é o que dá melhor resultado.
Se o Senhor permitir, amanhã a gente se encontra de novo, desta vez, espero, com mais tempo. Até.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LEITURA DE GRANDES OBRAS (CARAVAGGIO)

Tudo está bem, foi um dia produtivo de trabalho, me alimentei legal, meu irmão está lá em Nova York, aproveitando umas fériazinhas (ele mais que ninguém mereçe um descanso), estou com saúde (pelo menos aparentemente), minha esposa, familia e amigos vão bem e no entanto agora no inicio da noite, uma certa depressão se abateu sobre mim, uma velha tristeza sem causa que vez por outra insiste em me visitar. Eu poderia dizer que sinto falta da minha juventude, não da infância, pois ela foi passada tendo o medo como companheiro constante, mas gosto do período entre os 24 e 30 anos. Hoje, ainda mantenho uma boa forma física aos 47 , mas muitas das quimeras de outros tempos, hoje já não me causam enlevo. E esses arroubos próprios da mocidade fazem sim, muita falta. Mas talvez o motivo seja o fato de não ter me realizado totalmente na vida profissional, pois não sou um quadrinista destacado com aquele baita espaço na mídia, convocado para tudo que é festival  de humor ou de hq, seja como palestrante ou como jurado. Ainda tenho algumas obras na gaveta que gostaria de ver publicadas, e não ter onde edita-las traz à tona aquela outra amiga velha, a síndrome de rejeição. Mas não, não é isto, quem me conhece bem, sabe como sou avesso a badalações deste ou qualquer tipo. Quero, é claro, que meu trabalho se sobressaia, mas a minha pessoa não, prefiro manter minha invisibilidade e anonimato tanto quanto seja possível, pois qualquer exposição pra mim é um suplício. Não é cretinice não, eu falo sério. E as tais obras sairão do forno cedo ou tarde. Então....seria saudades da minha filha, que não dá notícias faz algum tempo? Também acho que não, pois aprendi a viver com o silêncio dela. Enquanto vou ruminando os motivos, falemos um pouco do que de fato interessa neste espaço nosso: ARTE.
Fazer leituras de obras que você admira é uma excelente forma de exercitar suas habilidades, ver quão proximo dele se pode chegar mesmo sabendo que jamais fará melhor. Eu tenho a ousadia de a título de homenagem, reproduzir algumas obras primas no meu traço. Expo-las aqui, ao lado das originais como pretendo, revela algo que nem mesmo eu conhecia, sou um bocado corajoso (ou muito exibicionista alguns podem achar). Este São Matheus do inigualável Caravaggio foi uma leitura que fiz pra um dos cursos de desenho. Você deve conhecer este magnifico artista do barroco italiano, se não conhece, pare de ler as bobagens que escrevo agora mesmo e vá la no Google  pesquisar sobre ele.
Óbviamente a minha está abaixo do mestre (em todos os sentidos) e foi feita em aquarela.


Pra finalizar, acho que sei o motivo da consternação que me acomete nestes últimos tempos; meus irmãos em Cristo podem inclusive me censurar por eu me sentir assim, mas eles deveriam ser os primeiros a entender....    eu sinto saudades do Céu.

terça-feira, 13 de julho de 2010

CLARA DOS ANJOS (01)

Hoje começo a postar as artes que criei para o livro do Lima Barreto. Para ilustrar um alfarrábio, tento entrar na história o máximo que eu possa, ver o que cada personagem me evoca e assim dar a ele uma forma física (caso o autor seja destes que não descreve as figuras). Lima Barreto dá pouca direção, mas este mínimo, já dá pra ter um caminho a seguir. O resto é usar a imaginação. Visitei o blog de um grande artista mineiro que está quadrinizando esta mesma história e respirei aliviado por constatar que a visão dele dos personagens é bem diferente da minha. Sim, senão poderiam dizer que bebi da fonte dele. Não seria legal.
Mas é isto o que mais me fascina na arte: um mesmo tema, uma outra abordagem. Me lembro de  umas aulas que tive de modelo vivo; a moça tava lá, peladona, imóvel como uma estátua, e os artistas concentrados em retratá-la. Ao final, o que vimos foi uma mesma mulher e seis tipos diferentes de desenho. Cada qual com seu traço distinto.
Eu faço pesquisa pra saber os costumes das pessoas num período diferente do nosso, mas algumas vezes cometo a ousadia de criar partindo do que imagino que fosse. A maior parte das referências eu encontro nas imagens do Ângelo Agostini, um grande cronista do seu tempo, o restante é fantasia. As personas retratadas aqui são respectivamente Joaquim dos Anjos e Cassi Jones.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

HERÓIS DA INFÂNCIA (CAPITÃO AMÉRICA)

O capitão América (Steve Rogers, que fique bem claro), do universo marvel, ao lado do Hulk, é o meu preferido. Sei lá, acho que porque ele não era um deus nórdico que comandava os elementos, nem usava uma armadura cheia de parafernálias técnologicas, tampouco tinha asas nos pés ou poderes cósmicos adquiridos numa viagem espacial, era apenas um cara que dava chute e porrada nos vagabundos, fossem eles nazistas ou da IMA. Ah sim, também lançava seu escudo como dizia a musiquinha, mas isto era um detalhe. Na infância pouco me importava que ele tivesse tomado anabolizantes (porque,na real, foi isto que aconteceu), eu curtia as cenas de ação que só ele era capaz de protagonizar. Um herói como este tinha que ter um vilão à altura, e não podia ser outro senão o Caveira, aliás eu sempre preferi Crânio Vermelho como era chamado nas revistas da Bloch, e se não me engano está de acordo com o original: "Red Skull". O caso é que o tal caveira era assustador (só podia ser criação de Jack Kirby). Sinceramente, ao lado do Coringa, eu tô pra ver um sujeito mais perigoso.
Há uma aventura do Capitão em que o Caveira usa o cubo cósmico para trocar de identidade com o Steve Rogers na ilha dos exilados. É lá que ele encontra o Falcão,que mais tarde se tornaria seu parceiro. Se não me falha a memória o desenho é do grande Gene Colan. Uma boa fase foi aquela desenhada pelo Sal Bucema e escrita pelo Steve Englehart. Um confronto tiânico entre o Capitão América dos anos 50, Bucky,Falcão e Sharon Carter. A irmandade da serpente, Doutor Fausto e tudo aquilo que o levaria a desistir do do uniforme bandeiroso e se tornar Nomad . Infelizmente após a morte de Sharon, as hqs do América entraram em declínio nas mãos do John Byrne e chegou ao fundo do poço na fase Mike Zeck. Pelo menos na minha opinião. Não leio nada faz um bom tempo, ele teve um período razoável com Ron Garney, mas não sei, pra mim não tem mais a mesma magia. Já o mataram, agora vão ressucita-lo. Não li aquela e com certeza não lerei esta. Não se trata de "não vi e não gostei", mas este tipo de quadrinho não me interessa mais. Mas eu gosto do Capitão e creio que enxovalharam com o personagem através dos anos. O último a trata-lo com respeito foi o Frank Miller na última parte de "A Queda de Murdock". Quanto ao resto....
Pretendo ver o filme que estão fazendo, tomara que seja tão bom quanto foi o primeiro Homem de Ferro.
A pintura postada aqui foi a primeira que fiz para o portfólio de super-heróis, data de 1992. Apliquei tinta a óleo sobre papel canson, e foi um inferno porque o papel se recusava a aceitar a tinta., ou melhor, a tinta não aderia ao papel. Esta também tem uma grande dimenção, e o modelo que ilustra o cabeçalho deste blog é uma foto que não ficou legal. Eu tentei escanea-la e o que vemos nesta postagem é um detalhe dela. Ésta é minha modesta homenagem a este personagem que me proporcionou tantos escapismos numa infância conturbada.

domingo, 11 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

PEDAÇOS DE RECORDAÇÕES.

Caras, as vezes abros meus velhos envelopes e me deparo com coisas que nem me lembrava mais. Pra mim parece até uma outra vida ! E pensar que já desenhei um bocado de coisa....! Nem tudo tem quadidade óbviamente, pelo menos não pros meus olhos. Desenhos em folhas que daqui a alguns anos vão virar pó...
quem sabe aqui na web elas não duram um tempinho a mais ? Este aqui é do ano de 1989, não me recordava dele, ou melhor, em que ocasião foi feito, mas lembro da modelo.


Devo agora voltar pro estudio pois continuo prisioneiro dos meus afazeres atuais, mas divido com vocês este pedaço de recordação amarelada. Bom domingo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A MORENINHA (02)

Sem tantas palavras hoje, tem muito trabalho me esperando no meu estudio e eles estão munidos de correntes e cadeados. Devo ficar preso lá até que acabe tudo. Fiquem com mais duas imagens do livro "A Moreninha". Se Deus permitir nos vemos amanhã. Boa noite a todos.


ZÉ GATÃO - A BUSCA - Parte 7 (Um conto escrito por Luca Fiuza)

 A Busca – Capítulo 7: Ao saírem pela boca da passagem, por onde tinham palmilhado, por um tempo impossível de determinar, a morceguinha e o...