Amadas e amados, boa noite!
Pra variar me sento aqui no fim do dia um tanto cansado física e mentalmente, o que embota um pouco a minha inspiração para escrever algo relevante. Como foi uma semana sem grandes acontecimentos vamos aos comentários do que tenho absorvido em termos de cultura. Não falo da alta cultura, isso eu deixo para os deuses eruditos, eu me limito a minha pequenez.
O QUE TENHO LIDO:
Livros - Na verdade ainda estou lendo As Mil e Uma Noites e também alguns artigos (quase sempre sobre política) que meus irmãos me enviam pela internet.
Histórias em quadrinhos - Esta semana reli meus encadernados do "Hellboy", é diversão garantida. Li também on line as últimas edições de "The Walking Dead".
Terminei o "Ghost In The Shell", mangá um tanto difícil de absorver, mas impossível ficar indiferente.
Devorei a nova edição do "Akira", da JBC. Muito bom! Eu tenho toda a coleção colorida da Editora Globo, mas nunca li completa, está dentro de alguma caixa de gibis aqui, ainda não aberta.
Neste momento, para me inspirar a criar a próxima arte comissionada, releio Flash Gordon da Ebal (tesouro!).
O QUE TENHO ASSISTIDO:
Filmes - Nunca mais fui ao cinema, mas ontem consegui assistir Homem Aranha De Volta ao Lar em HD na tela do meu notebook. A Marvel sabe fazer filmes para a família, é divertido, colorido, com boas cenas de ação e finalmente um Spider adolescente de verdade. Eu teria investido menos nas cenas de comédia para focar nos momentos sombrios que uma história destas contem, mas ok, é um filme esquecível e bem feito.
Séries - Tive que dar um tempo em Mr. Mercedes mas estou acompanhando a oitava temporada de The Walking Dead (mais do mesmo, os quadrinhos são muito melhores).
De resto, quando posso, assisto programas de gastronomia com a Vera, ela gosta e eu relaxo um pouco.
O QUE TENHO OUVIDO:
Não é segredo que só ouço coisa antiga, a bola da vez está com o Pink Floyd, focando mais especificamente na carreira solo do David Gilmour - não canso de escutar.
Meu amigo Anderson ANDF me fez a baita gentileza de me enviar um quadrinho - e um filme baseado neste mesmo quadrinho - chamado "Whiteout". O filme ganhou o subtítulo de Terror Na Antártida.
Não li e nem vi ainda, Anderson, mas o farei na primeira oportunidade que tiver um momento de paz aqui. Obrigado!
A arte de hoje é mais uma imagem de A Escrava Isaura.
Tenham todos um ótimo fim de semana!
domingo, 29 de outubro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
ZÉ GATÃO PADA E A 4º FEIRA ASGARDIANA.
A Feira Asgardiana aconteceu ontem (sábado). Foi o quarto evento promovido pelo Orlando Oliveira, dono da banca Guararapes; neste dia um pequeno trecho da Avenida Guararapes (centro de Recife) é interditado para se tornar Asgard e o próprio Orlando se tornar Odin, num espaço para cultura nerd. Mesas são espalhadas na rua e artistas expõem seus trabalhos, divulgam, fazem caricaturas ao vivo, outros vendem gibis novos e usados (uma mesa em particular vendia gibis raros a 2 reais! O Arnaldo Luiz, integrante da PADA comprou cinco revistas do Tarzan (Ebal) com desenhos do Russ Maning a preço de banana! Aqueles álbuns gigantes do Flash Gordon da Ebal a 25 reais!!!! - e eu sem grana pra completar a coleção!), canecas, mirabilias, posters, enfim, um paraíso, apesar do calor, para os fãs!
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| O desenhista e a Michelle Ramos, do canal Zine Brasil. |
Eu, na verdade só fiquei sabendo deste evento quando se deu a terceira edição. Como não recebi nenhum convite formal e tenho muito trabalho para fazer, nem tinha intenção de ir à quarta - meu misantropismo fica cada dia mais exacerbado a medida que envelheço - mas recebi ligação do Milson Marins esta semana informando que a PADA ( Produtora Artística de Desenhistas Associados) iria reimprimir o especial do Zé Gatão que eles editaram em 2011. Para mim foi uma excelente notícia pois este álbum esgotou rapidamente na época em que foi lançado. O Milson me convidou a comparecer para prestigiar o festival. Fui de bom grado, a turma de quadrinistas daqui são pessoas muito legais e seria bom para mim sair um pouco do meu estúdio.
Conversei um tanto com uns chegados, assinei três livros, tirei algumas fotos a pedidos e fui entrevistado por um canal geek do Youtube. Foi uma tarde legal.
Enfatizo que o Festcomix de São Paulo também começou como um evento de rua bancado pela Comix, hoje se tornou um festival de grandes proporções. O daqui, quem sabe não está destinado à grandeza semelhante? Tudo é possível.
Esta nova edição do Zé Gatão Especial PADA ficou no capricho: papel e acabamento melhor além de páginas extras coloridas com as fanarts que fizeram do personagem ao longo do tempo. Tenho orgulho deste trabalho.
domingo, 15 de outubro de 2017
TCHAU, DOUGLAS!
O Douglas Quinta Reis se despediu de nós nesta última sexta feira. Era um dos fundadores da Devir Livraria e Editora. Foi a segunda baixa pesada sofrida pela Devir, a primeira foi em 2012, com a morte do Mauro (comento neste post: http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2012/02/hoje-infelizmente-nao-tem-ilustracao.html)
Eu conhecia o Douglas a mais de 20 anos, sempre nos encontrando em eventos ou lançamentos de quadrinhos da editora dele e nunca conversamos muito, os momentos eram breves e eu nunca sabia exatamente o que dizer e ele tampouco. Nosso maior tempo juntos foi em 2011, quando tivemos uma reunião na Devir para tratar da publicação de ZÉ GATÃO - MEMENTO MORI, intermediada pelo editor Leandro Luigi Del Manto. Depois foram trocas de e-mails onde planejávamos a capa de um livro de sucesso na Coreia (que acabou não acontecendo).
Nos últimos tempos eu falava por telefone com ele sobre a possível publicação da biografia em quadrinhos do Edgar Allan Poe.
Ele e o Mauro, assim como muitos do mesmo período, que tornaram os quadrinhos algo mais respeitado aqui no Brasil, já são lendas do meio. Fico com uma sensação muito grande de vazio.
Abaixo uma entrevista em duas partes com o Douglas e com o Mauro feita pelo Marcelo Alencar.
Vá em paz, Douglas, até breve!
domingo, 8 de outubro de 2017
TARZAN DOS MACACOS.
Mais do mesmo, nenhuma novidade digna de nota para contar aqui, pelo menos nada que eu já não tenha citado um milhão de vezes. Minhas queixas são sempre as mesmas e já deu. Sento-me diante deste monitor e não sei exatamente o que escrever. Para manter o blog atualizado semanalmente basta um desenho, eu sei, mas gosto de falar com vocês e não sentir-me inspirado para digitar uns sentimentos não me soa bem, sei lá.
Esta semana eu fui até o centro velho de Recife - e olha, aquilo é velho mesmo! - existem trechos do local que não sei como os prédios ainda estão em pé. Parece romântico olhar para aqueles edifícios centenários (bem, se aquilo não tiver mais de cem anos, eu me dano!), todos carcomidos pela voragem do tempo e imaginar que resistem bravamente, mas o fato é que o fedor de decadência é tanto que embrulha o estômago. Fui comprar um papel peculiar para desenho e é só encontrado em um local específico. Algumas ruas tem cheiro de merda, urina e maconha, com detritos por toda a parte. Um número assustador de pessoas deitadas nas calçadas, fedidas como o inferno, chega a dar medo. Me lembrou o centrão de São Paulo.
Outros materiais de pintura são localizados em locais bem distantes, o que me obriga a andar como um camelo. Já não sou um garotinho e cheguei em casa muito cansado, exaurido pra valer!
Bem, de posse de papeis e lápis especiais, já posso dar continuidade à série de encomendas que me fazem.
A arte de hoje me foi requisitada por um fã de Brasília (a minha cidade dos sonhos), ele é dos meus, curte muito os heróis da antigas.
Uma boa semana a todos e até a próxima, se Deus quiser.
Esta semana eu fui até o centro velho de Recife - e olha, aquilo é velho mesmo! - existem trechos do local que não sei como os prédios ainda estão em pé. Parece romântico olhar para aqueles edifícios centenários (bem, se aquilo não tiver mais de cem anos, eu me dano!), todos carcomidos pela voragem do tempo e imaginar que resistem bravamente, mas o fato é que o fedor de decadência é tanto que embrulha o estômago. Fui comprar um papel peculiar para desenho e é só encontrado em um local específico. Algumas ruas tem cheiro de merda, urina e maconha, com detritos por toda a parte. Um número assustador de pessoas deitadas nas calçadas, fedidas como o inferno, chega a dar medo. Me lembrou o centrão de São Paulo.
Outros materiais de pintura são localizados em locais bem distantes, o que me obriga a andar como um camelo. Já não sou um garotinho e cheguei em casa muito cansado, exaurido pra valer!
Bem, de posse de papeis e lápis especiais, já posso dar continuidade à série de encomendas que me fazem.
A arte de hoje me foi requisitada por um fã de Brasília (a minha cidade dos sonhos), ele é dos meus, curte muito os heróis da antigas.
Uma boa semana a todos e até a próxima, se Deus quiser.
domingo, 1 de outubro de 2017
A ESCRAVA ISAURA (CENA 12)
Não sei quantos de vocês se lembram que escrevi aqui um texto falando sobre os livros clássicos que a editora estava devendo imprimir e finalmente haviam publicado mais uns vinte títulos. Pois bem, esta semana fiquei sabendo que houve um erro de comunicação, um engano. Na verdade eles não imprimiram vinte títulos, mas apenas três. Ainda não sei quais são, tampouco quando os terei em mãos. A bem da verdade só comunico isto por falta de assunto. Não! Me corrijo, assunto eu tenho até demais, me falta é ânimo para converter meus sentimentos em palavras. Ando bastante fatigado.
Talvez semana que vem eu esteja mais animado, quem sabe?
Fiquem aí com mais uma arte de A Escrava Isaura.
domingo, 24 de setembro de 2017
A INGRATIDÃO É UMA PUNHALADA NAS COSTAS DA ALMA.
Clima estranho; neste mês o calor já deveria estar torturando mas há uma certa umidade no ar, o dia nasce ensolarado e repentinamente uma chuva caudalosa inunda tudo, depois é sol novamente, ou acontece o contrário, a manhã chega molhada e quase sem notar surge o astro rei vingativo por não poder nos saldar com o canto dos pássaros. Não que eu esteja reclamando, sou muito mais esta brisa fresca que causa renite do que o abafamento onipresente neste lugar.
Quando vim para cá em 2003 eu imaginava ficar um ano ou dois, depois voltar a Brasília. Já se passaram 14 anos e eu continuo preso aqui. Por um tempo eu me acostumei, agora já fico desassossegado de novo.
A editora não me mandou livro para ilustrar este mês, graças a Deus tenho umas comissões para fazer e isto me ajudará a pagar algumas contas.
Acho que estou sofrendo do que chamam de "lesão por esforço repetitivo", uma dor bem chata me incomoda na altura do polegar direito e irradia para outras articulações (cotovelo e ombro).
Estou relendo AS MIL E UMA NOITES. Leio também, Tex, só para confirmar que os quadrinhos mainstream italianos são excelentes passatempos. Também dei uma lida numas HQs do mestre Richard Corben, é bom para lembrar que eu ainda tenho muito o que aprender.
Assisti a duas temporadas de AMERICAM HORROR HISTORY, a segunda e quinta, se não me engano. Foram boas, mas achei tudo muito longo, poderiam contar aquelas histórias com metade dos episódios.
Enquanto trabalho ouço uns vídeos nerds do Youtube e algum podcast. Não quero escutar música. Evito associar a beleza das melodias que tanto gosto com o atual momento.
O título da postagem será o único desabafo que faço hoje.
O rabisco da vez é o esboço para uma comissão já realizada.
Grande abraço a todos!
domingo, 17 de setembro de 2017
A DIFÍCIL ARTE DE CRIAR ARTE.
Produzir arte é algo muito complicado. Só escrevo obviedades, eu sei, mas as vezes eu paro pra pensar que ninguém dá o devido valor a um artista - falo do artista, não do homem, a maioria das pessoas idolatram o homem, como faziam com Elvis ou Michael Jackson, não exatamente o criador de arte (não sei se me faço entender bem, as vezes eu não sei colocar em palavras claras o que me vai no íntimo).
Com um clique de botão temos nossas canções preferidas em nossos ouvidos, nunca paramos para refletir sobre o difícil processo de criar uma nota, desde os primeiros acordes, a primeira letra inserida na melodia, o trabalho de burilar a música no estúdio, os arranjos dos instrumentos, a engenharia de som, a gravação final até chegar ao mercado consumidor.
Imagine o trabalho que dá produzir um filme, uma série de tv. Trabalhar com atores, técnicos, extras e tudo o mais que é necessário para que possamos passar alguns momentos fugindo da realidade depois que fica pronto. E eu nem falo do trabalho de vender o produto e distribuir para que possa ser consumida pelo público.
Muita gente lê uma poesia e imagina que ela tenha vindo pronta na cabeça do autor, direto para o papel, nunca imagina que ele teve que suar muitas camisas para compor aqueles versos tão marcantes.
Fazer uma história em quadrinhos por menor que ela seja é um tour de force (já falei sobre isto). Não basta só saber escrever e desenhar, tem que saber narrar uma história neste veículo, criar personagens e situações que funcionem na narrativa, tem que ter timing, é necessário dar "clima" ao enredo e por aí vai e é triste saber que é tão pouco valorizado.
Claro que é uma pena quando existe todo este esforço - e dinheiro - aplicado e temos porcaria ao invés de arte, mas isto já é outro assunto.
Eu não queria mais fazer quadrinhos - não por encomenda - mas tenho feito pois preciso da grana que pagam para reforçar meu orçamento.
Estou nos estágios finais de uma historieta de crianças zumbis e o processo é um tanto tormentoso mesmo ela tendo só quatro páginas; talvez isto aconteça comigo por eu usar procedimentos um pouco mais complicados e por me cobrar tanto mesmo em algo que deveria ser simples, sei lá.
De qualquer forma, mesmo não tendo o devido valor por parte de quem consome, para mim é aquela sensação agradável depois que o produto fica pronto. A mãe se esquece de toda a dor do parto quando acolhe o rebento em seus braços. Assim é para mim cada vez que termino uma arte, seja um desenho, pintura ou HQ.
Até a próxima semana, se Deus permitir.
Com um clique de botão temos nossas canções preferidas em nossos ouvidos, nunca paramos para refletir sobre o difícil processo de criar uma nota, desde os primeiros acordes, a primeira letra inserida na melodia, o trabalho de burilar a música no estúdio, os arranjos dos instrumentos, a engenharia de som, a gravação final até chegar ao mercado consumidor.
Imagine o trabalho que dá produzir um filme, uma série de tv. Trabalhar com atores, técnicos, extras e tudo o mais que é necessário para que possamos passar alguns momentos fugindo da realidade depois que fica pronto. E eu nem falo do trabalho de vender o produto e distribuir para que possa ser consumida pelo público.
Muita gente lê uma poesia e imagina que ela tenha vindo pronta na cabeça do autor, direto para o papel, nunca imagina que ele teve que suar muitas camisas para compor aqueles versos tão marcantes.
Fazer uma história em quadrinhos por menor que ela seja é um tour de force (já falei sobre isto). Não basta só saber escrever e desenhar, tem que saber narrar uma história neste veículo, criar personagens e situações que funcionem na narrativa, tem que ter timing, é necessário dar "clima" ao enredo e por aí vai e é triste saber que é tão pouco valorizado.
Claro que é uma pena quando existe todo este esforço - e dinheiro - aplicado e temos porcaria ao invés de arte, mas isto já é outro assunto.
Eu não queria mais fazer quadrinhos - não por encomenda - mas tenho feito pois preciso da grana que pagam para reforçar meu orçamento.
Estou nos estágios finais de uma historieta de crianças zumbis e o processo é um tanto tormentoso mesmo ela tendo só quatro páginas; talvez isto aconteça comigo por eu usar procedimentos um pouco mais complicados e por me cobrar tanto mesmo em algo que deveria ser simples, sei lá.
De qualquer forma, mesmo não tendo o devido valor por parte de quem consome, para mim é aquela sensação agradável depois que o produto fica pronto. A mãe se esquece de toda a dor do parto quando acolhe o rebento em seus braços. Assim é para mim cada vez que termino uma arte, seja um desenho, pintura ou HQ.
Até a próxima semana, se Deus permitir.
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