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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O QUE ESTOU (RE)LENDO: GAVIÃO ARQUEIRO

 Parei de ler quadrinhos de super-heróis regularmente na primeira metade dos anos 80. Eu quase não tinha grana para comprar gibis e também, avançando na idade, os meus interesses começaram a mudar, muito disso eu  devo ao Gibi Semanal depois que descobri o Spirit do Will Eisner. Os europeus já tinham feito minha cabeça com Tintin  e Asterix, mas bem no final da década de 70 estava entusiasmado com as histórias de terror da Kripta e foi aí que a Heavy Metal entrou na minha vida. Nesses tempos, quando morei no Rio de Janeiro, me encantei com Ken Parker, Tex e Zagor (nesta ordem).

 


Na infância e juventude os supers dominaram minha vida ao lado dos personagens Disney, as publicações da Ebal, principalmente o titulo A MAIOR, que continham histórias do Capitão América, Thor e Homem de Ferro serializadas e a série INVICTUS, focadas no Batman e Super-Homem. 

 


Sem falar no Fantasma, que sempre foi o meu predileto. 

Mas a maioria eu li emprestado de colegas, não tinha grana para colecionar, com muito custo eu comprei as edições da Bloch (todos os títulos) por um tempo, mas como eu disse, meus interesses começaram a mudar a medida que eu ia ficando mais velho. 

Claro que eu lia algumas coisas bastante recomendáveis, principalmente os do Batman, nascia a era das tais graphic novels, V de Vingança, Whatchmen e os (entre aspas) títulos adultos da Abril e Globo até hoje estão na minha coleção. Mas no geral, as clássicas dos formatinhos da Abril  eu li de forma muito irregular, personagens de sucesso como Adam Warlock, Rom e Nova me passaram batidos, foi o período em que fazia faculdade e trabalhava em dois empregos.

Só de uns anos pra cá é que de certa forma voltei ao tema. Meus saudoso irmão Agildo me presenteou com a série Salvat (a coleção da Marvel em capa dura), ali, além de alguns clássicos que eu já conhecia, como Marvels, Queda de Murdock e Guerras Secretas, haviam pérolas de praticamente todos os heróis da Casa das Ideias, só o filé. No entanto os uniformizados estão bem longe de ser o meu gênero preferido de gibis, hoje em dia estou de novo totalmente por fora do que é produzido. 

 


No entanto a série do Gavião Arqueiro criada pelo roteirista Matt Fraction e desenhada pelo David Aja (tem outros colaboradores, claro) foi uma grata surpresa quando saiu em 2015. Com certo custo eu comprei as 4 edições encadernadas e já li umas 3 vezes. Releio agora uma quarta vez, ainda estou no primeiro volume intitulado "Minha Vida Como Uma Arma" e digo, é diversão garantida. Uma aula de narrativa com desenhos econômicos mas riquíssimos em expressividade. Posso dizer que esta série é uma das joias da minha coleção.

 


Por hoje é só. Volto assim que puder com mais um post (espero mesmo poder voltar, não tenho me sentido bem nos últimos tempos).

 

 

 

 

 

3 comentários:

  1. Sempre interessantes suas reflexões e seu histórico de vida, mano Edu! Foram tempos mais bucólicos, não?

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    Respostas
    1. Sim, sem dúvida. Sempre tempos duros e doridos, mas havia naqueles tempos o pincel da vida aquarelando a existência com elementos de fantasia na forma de gibis, desenhos animados, filmes. Hoje, com o peso dos anos isso ainda existe mas de uma forma um tanto pálida, queridos que se foram e obras que não envolvem com o mesmo calor de outrora. É como se a broxa da vida tivesse perdido suas cerdas e a tinta desbotado. Mas seguimos em frente apesar disso.
      Obrigado por seu comentário.

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  2. MEU AMIGO CELSO MORAES NÃO PODE COMENTAR, MAS AS PALAVRAS DELE MERECEM REGISTRO, POR ISTO TOMO A LIBERDADE DE POSTAR AQUI.

    "Obrigado por compartilhar. Fiz uma viagem nostálgica com as imagens e as menções a títulos. Alguns desses eu tive. Quanto ao blog, ignoro o motivo, mas continuo impossibilitado de comentar. Se eu pudesse, entre outras coisas comentaria que esse artista do Gavião Arqueiro deve ser que nem eu, que amo desenhar personagens mas odeio desenhar cenários.

    Grande abraço."

    CARO CELSO, ELE DESENHA CENÁRIO, SIM, MAS É BASTANTE MINIMALISTA.
    OBRIGADO E FORTE ABRAÇO!

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