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domingo, 4 de dezembro de 2016

54 ANOS.



Rafael Anderson


Todo ano eu luto brava e desesperadamente para que o cinco de dezembro não chegue, mas sou sempre derrotado de forma vergonhosa. Não tenho como evitá-lo e se possível fosse eu não me lembraria, o dia passaria despercebido e eu ficaria bem. A sensação de tempo passando veloz é algo estranho, O tal dia cinco arromba a porta e avisa que o fim está cada vez mais próximo.

Eu nunca gostei do meu aniversário, não sei explicar bem porque, acho que já falei isto aqui, me sinto como se meu lugar não fosse esta terra, é como se nossa nave tivesse dado pane e eu, meus pais e irmãos tivéssemos sido obrigados a nos exilar aqui. Ao menos eles parecem ter se integrado bem a este mundo.

Também nunca fui de comemorar aniversários. Para isto é bom estar cercado de amigos e ao longo de minha vida eu nunca tive muitos. Culpa minha, talvez, sou fechado demais - ou seletivo em demasia.
No dia 5, quando solteiro eu dizia para minha mãe não fazer nada especial, gostava de sair sozinho e ir ao cinema, comer algo num lugar do meu agrado, estar a sós com Deus. Me lembro de certa vez ter ido ao Parque da Cidade em Brasília em 1988. Eu estava péssimo por causa do rompimento com uma namorada e fiquei recluso num canto do parque, sentado na grama, sentindo o sol, cercado de árvores, era de manhã e o local estava deserto, comecei a falar com meu Criador. De algum lugar veio um cara e eu só percebi quando ele já estava bem perto. Porra, pensei. "Ei, cara, cê é crente?" perguntou ele. Nunca gostei deste rótulo, mas respondi que era. Ele se sentou do meu lado e começou a falar de seus problemas, disse que precisava de oração. Conversei com ele, orei por ele e ele se foi satisfeito. Voltei para casa e minha mãe que nunca atendeu meus pedidos fizera uma bela lasanha para o dia não passar em branco. Sou um cara abençoado e resmungão.

De uns 15 anos para cá tenho sentido vontade de comemorar meu aniversário. Mas agora parece tarde. A família e os poucos amigos estão longe, dispersos.

Este ano se fosse possível eu reuniria alguns amados para estar comigo amanhã para comer beber e nos alegrarmos. Além da minha esposa e seu irmão Fellipe, minha mãe, meus irmãos com suas esposas e filhos, claro, eu queria que minha filha Samanta estivesse junto. Não vou citar nomes, mas eu convidaria um amigo de infância, o editor da Devir, um cineasta independente, uma poetiza de Piracicaba e seu marido, o criador do Zoo, uma querida que mora na Alemanha, um artista brasileiro que mora na Suíça, um amigão de Val Paraíso, um roteirista aqui de Recife e um amigo que mora em Ceres, Goiás. Seria muito legal reunir esta turma e vê-los se entrosarem. Não será possível, mas os trago em meu coração, sempre.

Falei para a Verônica que não precisa fazer nada especial amanhã, mas ela é como minha mãe, nunca me atende nestas ocasiões, então vou relaxar e comer, beber e agradecer a Jesus por mais este ano.

Por conta da campanha no Catarse (que está estagnada, ou a turma está sem dinheiro ou meu trabalho não é tão popular quanto eu pensava) tenho recebido fanarts de um bocado de gente talentosa.

Acima e abaixo alguns para a galeria.

Um beijo a todos e nos falamos de novo na semana que vem, se Deus quiser.

Lorde Lobo

Adriano Sapão

Gerso Witte

Luciano Félix

Mauro Barbieri

Sandro Marcelo

Ton Marx

Walter Júnior

Alexandre Vegh

Elton Ellon


domingo, 27 de novembro de 2016

OLD ZÉ GATÃO.


Os batalhadores da P.A.D.A. resolveram ressuscitar aquela edição limitada que eles lançaram em 2011 pelo sistema de financiamento coletivo. São intrépidos. Uma coragem que eu não tenho. Por mim mesmo eu não faria, não tenho tempo para administrar uma campanha como esta e sou cheio de pudores para pedir colaboração às pessoas. Minhas HQs inéditas ficarão guardadas enquanto eu pensar assim, mas o que posso fazer? Mas estou dando meu apoio e torcendo para que a PADA consiga, afinal é uma cria minha que chegará a um público mais amplo. Meus sinceros agradecimentos ao Leonardo Santana, Milson Marins e os demais envolvidos.

Caso você que está lendo este post esteja interessado em apoiar, divulgar e compartilhar na sua rede social, o link é este:

https://www.catarse.me/graphic_pada_ze_gatao

Por conta disso estou postando na minha página do Facebook quase diariamente uma fanart do personagem segundo a visão de outros artistas.


O talentoso Nestablo Ramos, na minha opinião um dos melhores quadrinistas do Brasil, emprestou seu traço e cores para retratar nosso felino invocado. Muito obrigado, meu amigo, adorei!
Junto da arte veio esta mensagem que reproduzo aqui:

"Segue sua arte para o Zé Gatão, Dudu!
Queria fazer um Zé Gatão diferente de tudo até agora, não sei se já tiveram essa ideia, mas... pensei uma vez quanto tempo o Zé sobreviveria na vida tão violenta que ele leva. Apesar de achar que ele não conseguiria escapar dos braços da morte para sempre, resolvi fazer ele mais velho, estilo Old Man Logan!

Esta é a resposta, Zé Gatão viveu uma longa vida. Perdeu um pouco de massa muscular, está mais cansado, mas um felino é ainda mais perigoso quando está prestes a morrer!
Espero que goste."


domingo, 20 de novembro de 2016

MAIS UMA SEMANA PASSOU E EU NEM PERCEBI.

Fiquei quatro dias de molho em casa sem sair pra nada, o máximo que fiz foi descer com o lixo, não podia executar esforço absolutamente algum, assim exigia um exame que teria que fazer. Fiquei trabalhando estoicamente (como sempre) no meu quartinho, eu o apelidei de estúdio, mas não passa de um quartinho onde entulho meus velhos companheiros de jornada, ou seja, os gibis, livros e materiais de todo o tipo para criar o que chamam de arte, um ventilador que minha mãe me deu de presente e a pranchetinha velha de guerra. Além da minha esposa, meu mundo atualmente se resume a isto.

Foi bom ficar em casa sem olhar as caras ordinárias das pessoas, se pudesse acho que passaria o resto dos meus dias assim, mas não dá, não posso fechar os olhos e fingir que não existe um mundo lá fora, um universo cheio de babacas sem nenhum estofo a não ser sua natureza arrogante, corrupta e violenta. Mas sei que também tem o lado positivo,  existe o vento, o sol, as árvores e plantas, os cães (ainda que eles caguem nas ruas aos borbotões, os gatos são egoístas, não ensinam os canídeos a fazerem como eles, enterrar suas merdas). Há também pessoas legais, de sorrisos sinceros, ainda que seja algo cada dia mais raro.

Na sexta última fui fazer e tal exame e é estranho o que quatro dias confinado podem fazer, eu achava tudo muito estranho, como se a muito tempo eu não me relacionasse com as coisas prosaicas do dia-a-dia.
A mulher que colheu meu sangue deve ter errado minha veia, deixou uma mancha preta no meu braço, como se eu tivesse levado uma pedrada.
Me espantei com o valor dos exames, não é a toa que as pessoas pobres morrem nas imensas filas do SUS! Como você pode pagar tal valor por um simples exame de urina? Nem vou comentar.
E tem o exame dos excrementos que tive que fazer de forma seriada. Eu queria ter a coragem do Bukowski para falar sobre temas escatológicos, dariam postagens fabulosas sob a minha pena, tenho certeza, mas ainda não desenvolvi este total desapego por mim mesmo, então deixemos pra lá.


Pra tirar um pouco do amargor das minha palavras hoje deixo com vocês algumas imagens do último livro infantil que ilustrei.


Seria eu um desenhista eclético? Não sei, não julgo meus talentos, acho que sou um profissional que tenta fazer o melhor, só isso. Muitos acham que não levo jeito para trabalhar com temas infantis, e eu concordo, meus traços e cores tem algo de muito adulto, mas os petizes de hoje não são nem de longe como aqueles dos meus tempos de infante, então acho que consigo me safar.


O que posso falar sobre esta historinha? O título dela é "O Gordo, o Magro e o Castanho". Ela é adaptada de um conto da República Tcheca. E foi um pesadelo entregar no prazo.


Bem, por hoje já falei demais, volto agora minhas atenções para o novo quadrinho que me encomendaram: O Bicho Que Chegou à Feira, do Muniz Sodré.


Desejo a todos vocês, amados e amadas do meu coração, uma semana bastante frutífera.

Até a próxima.

domingo, 13 de novembro de 2016

FILMES QUE ME MARCARAM ( CONAN O BÁRBARO ).




Amados e amadas, um boa noite!

Inicio hoje uma série nova, vou falar brevemente sobre os filmes que de alguma forma mexeram comigo, não são os maiores filmes de todos os tempos, não, longe disso, mas sim aqueles que surgiram num período da minha vida e trouxeram algo mais marcando aquele momento. São películas que assisti diversas vezes e ainda hoje não perderam o seu encanto.

Vamos começar com CONAN, O BÁRBARO, de 1982.


Eu já era fã de Arnold Schwarzenegger antes mesmo de ser admirador do personagem criado por Robert E. Howard. Como entusiasta de fisiculturismo eu, em 1977, já via estampado nas precárias revistas de musculação de editoras mequetrefes aquele austríaco imenso. O Conan eu já havia visto numa revista da Bloch (esta abaixo, com a capa do Boris Vallejo) que não durou muitos números, mas nunca tinha lido nada. Só virei um apreciador fanático lendo as aventuras do bárbaro nas revistas Superaventuras Marvel.


Eu não perdia um capítulo da série Hulk com o Lou Ferrígno, pudera, era um dos meus heróis preferidos interpretado por um admirado atleta da fisicultura.

Quando soube que o Arnold viveria o cimério de bronze eu contei os dias para que o filme chegasse aos cinemas.

Os que me acompanham aqui no blog desde o começo, sabem que eu levava uma vida de merda no Rio de Janeiro, assistir filmes em tela grande era uma das minhas válvulas de escape, juntamente com os os exercícios físicos que fazia diuturnamente. Cinema era diversão barata naqueles dias e eu ia sempre que possível.




Era quase noite quando fui até Madureira e vi o cartaz do filme, comprei meu ingresso e fiquei esperando o momento de entrar. Eu não conseguia tirar os olhos da tela. Arnoldão era um total desconhecido do público naqueles tempos. A história do filme era básica, a ambientação era perfeita, embora as origens do herói e mesmo sua personalidade fossem diferentes dos contos do Howard e mesmo dos quadrinhos, mas isto não me incomodou, até porque eu pouco conhecia do Conan naqueles tempos. Mesmo a notória canastrice do Schwarza não tirou o brilho do filme, ao contrário, combinou com o tom soturno da história, um homem macambúzio, de poucas palavras, obcecado pelo desejo de vingança. Acho mesmo que o diretor John Millius sabendo das limitações de Arnold deixou-o com poucas falas. Paisagens fantásticas e longos silêncios preenchidos por uma trilha sonora arrebatadora e inesquecível. Uma película fria, com boas cenas de batalha (mesmo com um orçamento que prejudicou a produção, segundo soube anos depois), vilões que roubam a cena, sangue aos borbotões e frases ambiciosas.


Eu assisti Conan incontáveis vezes no cinema, decorei as falas, a música não me saiu da cabeça. Assim que pude comprei a trilha sonora.

Hoje com a internet e redes sociais existem páginas e páginas a respeito de Conan, Um monte de jovens e velhos especialistas que sabem tudo sobre o personagem e ao mesmo tempo não sabem nada.

Eu também sou mais um ignorante, mas eu estava lá, em 1982, bem no começo, em um torvelinho de solidão e tristeza, e o Conan das telas me ajudou a atravessar o vale até que eu voltasse para a casa dos meus pais em Brasília no ano seguinte, gosto de pensar que participei do início da saga do cimério no Brasil, ainda não havia a fraca continuação e a Espada Selvagem de Conan só chegaria ao país em 1984.

Mesmo hoje, embora perceba com mais clareza os problemas do filme, para mim ainda é um dos grandes momentos do cinema.


domingo, 6 de novembro de 2016

SKETCHBOOKS CUSTOM ( DE NOVO ).



Passando rapidamente aqui para lembrá-los que o lançamento da coleção de Sketcbooks da Editora Criativo será no dia 12 de novembro e terá a presença de mais de 20 autores (eu não estarei lá, infelizmente) para assinar os livros e bater um papo com quem aparecer.
Meu brother de infância, Luca Fiuza estará em São Paulo na ocasião e está pretendendo dar uma chegada lá, porque você não faz o mesmo?

 
Outra novidade: a Editora Criativa inaugura sua loja virtual. Quem se inscrever  até o dia 10/11 e efetuar compras até o dia 20/11 terá descontos e frete grátis. Detalhes no site da editora. Corre lá!


Semana que vem, se ainda estiver vivo, nos encontramos aqui de novo, combinado? Então tá!

       Beijos a todos!

domingo, 30 de outubro de 2016

A PUTA MALUCA E A VELHA PEIDORREIRA.


Para entender de forma mais completa a postagem de hoje eu recomendaria ler um texto antigo deste blog:

http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2011/01/no-fim-das-contas-o-louco-sou-eu.html

O tal cão demente, comentado ao final daquela redação, morreu esta semana, dando finalmente um alívio aos ouvidos de todos. Não sei qual foi a causa mortis mas causou desespero nos demais loucos da casa, contudo, me admira que o cachorro tenha durado tanto, aquele bicho não era normal!
Parece que agora vivemos num ambiente de silêncio salutar.
O título bizarro de hoje faz referência às donas do animal. Não posso tecer mais comentários para não desagradar a Verônica, ela teme que isto possa ser lido pelas mulheres citadas, um dia. Até parece! É uma pena, daria um divertido comentário. Mas como todo mundo sabe, quando uma mulher ordena, o homem obedece. Dito isto passo para a próxima pauta.

Graças a Deus tenho trabalho até o final de dezembro, executo agora uma HQ encomendada, trata-se de uma adaptação em quadrinhos do livro do Muniz Sodré, O Bicho Que Chegou À Feira. Junto a mim, mais dois artistas muito feras do Rio de Janeiro. Cada um vai trabalhar num capítulo; a mim coube o terceiro. É trabalhoso em extremo dar vida ao roteiro de outra pessoa, mas gosto de desafios e estou gostando da empreitada, só não curto prazos apertados, mas como vocês sabem, nada pra mim vem fácil, ainda bem, no final posso dizer que matei mais um ciclope. Teremos outras informações à medida que o trabalho for sendo desenvolvido.

Agora o tema principal:

Finalmente a coleção de SKETCHBOOKS vai sair, entre eles, é claro, o deste vosso humilde servo.

Nem vou me deter falando a respeito, o realise da Editora Criativo já diz tudo. Quem for de São Paulo, vá ao lançamento, mais de vinte artistas que compõem a coleção estarão presentes assinando seus sketchbooks e batendo um papo legal com o público.

CRESCE SIGNIFICATIVAMENTE O CATÁLOGO DA EDITORA CRIATIVO COM LANÇAMENTO DA COLEÇÃO SKETCHBOOK – CUSTOM, QUE APRESENTA 30 NOVOS TÍTULOS DE ARTISTAS DOS MAIS DIVERSOS ESTILOS
O lançamento da coleção se dará no MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA / Biblioteca Latino-Americana, no dia 12 de Novembro, das 14h às 17h (impreterivelmente), com a presença de mais de 20 autores, se confraternizando e dialogando com o público.
Aproveite para fazer uma confraternização na Feira Gastronômica que estará ocorrendo no MEMORIAL nesta data.  
CONTAMOS COM VC – APOIE ESTA INICIATIVA — MAIS DE 20 AUTORES ESTARÃO ESPERANDO VOCÊ PARA UM BATE-PAPO DESCONTRAÍDO.

domingo, 23 de outubro de 2016

LIRA DOS VINTE ANOS ( FINAL)


Semana passada estive no shopping próximo à minha casa para resolver um assunto, foi umas horas antes de ser acometido por uma diverticulite (se é que aquele sofrimento todo foi mesmo uma diverticulite).

Como de praxe passo sempre em dois lugares, no espaço reservado aos cinemas olhar os cartazes (puxa, faz tanto tempo que não assisto a um filme em tela grande que nem sei!) e na livraria saber das novidades, sempre me detendo na seção de quadrinhos.

Sabem, as HQs terem virado um produto palatável para o dito "público sério" a ponto de ser destaque em uma mega livraria teve seu lado bom e ruim. O lado bom todos sabemos, seria o tal reconhecimento que - penso - os quadrinhos nunca exigiram, que era ser encarado como mídia de respeito - mas que quem produzia pleiteava.
Quadrinho é meio proletário, para povão, algo para ser consumido rápido em um ônibus, por exemplo, tem que divertir e entreter, se puder fazer refletir e se possível mudar alguma coisa para melhor, ótimo. Senão, ter absorvido o leitor durante uns minutos ou algumas horas já terá cumprido sua função. Dar a ele a obrigação de ser uma obra que vá além disso, que transcenda, para mim fica parecendo pedante demais. Claro que caras como Will Eisner, Neal Gaiman e Alan Moore deram um upgrade aos quadrinhos, concederam uma vitalidade nunca antes vista, mas ainda assim era (é) pura diversão. Outros, como Grant Morrison, Jodorowsky e Garth Ennis forçam muito a barra, com seu textos pseudo adultos e pretensiosamente vanguardistas que influenciam um sem número de novos autores que insistem em seguir os seus passos.

No cinema entendo que é possível você trabalhar percepções sensoriais, dar aos quadrinhos esta função acho que fugiria totalmente do que ele é capaz de executar com sucesso, embora seja possível, mas, sei lá, um gibi que você precise ler mais de uma vez para entender seu sentido acho que alguma coisa errada aconteceu ali.

Então temos obras com um papel de qualidade, capa dura, títulos laminados expostos numa livraria de respeito. Bacana! E isto nos trás ao lado ruim da coisa: vende pouco, é caro demais, limita o público, sem contar que nem todo conteúdo faz jus à beleza do acabamento. Depois de um tempo aquelas prateleiras antes tão grandes, tão abarrotadas de títulos vão diminuindo a olhos vistos, até serem jogadas num canto qualquer, escondidas em algum ponto da megastore.

Eu já fiquei orgulhoso de ver minhas histórias publicadas num livro bacanudo exposto na Saraiva e na Cultura, mas imaginei com este propósito mesmo, destinado a um público específico, mas seria legal se também tivéssemos um Zé Gatão mais modesto, para bancas, num boa tiragem. Parece um sonho que vai ficando cada dia mais distante.

Mas o que queria comentar mesmo é que antes, ao ver um quadrinho novo que fosse do meu interesse numa livraria, eu imediatamente o comprava ou me programava para fazê-lo, juntava meus trocados ou constrangia um dos meus irmãos a me presenteá-lo. Hoje isto parece ter passado. O quê? Tal editora lançou um livro do Moebius ausente na minha extensa coleção? Não, isto não pode faltar! Este pensamento, pelo menos nestes tempos atuais não passam mais pela minha cabeça. Não sei se isto bom ou ruim, mas querem saber? Não faz a menor diferença.


Com a imagem de hoje encerro as postagens sobre o poema do Álvares de Azevedo. Claro, há muitas outras, mas deixemo-las para o livro.

Uma boa semana a todos.