Total de visualizações de página

domingo, 23 de julho de 2017

O EVENTO ILUSTRA SHOPPING FOI MUITO BOM!!!



Queridos e queridas....bom domingo!


Pra ser sincero não estou com nenhum ânimo para a escrita hoje, nem para o trabalho, para falar a verdade; se fosse possível eu gostaria de estar num local aprazível deitado numa rede e lendo um bom livro ou um bom gibi, depois uma cochilada, depois uma refeição leve, um suco, mais leitura, outra cochilada, um dia de preguiça enfim. Não é nenhum crime, é? Mas no meu caso parece ser crime, sim. Se paro de trabalhar minha condenação é aluguel atrasado e geladeira vazia, ainda dou sorte de ter trampo com ilustração.


Minha barba está crescida e também as unhas do pé, resolver isto é fácil, bastam alguns minutos, mas cadê coragem?


Porém, o objetivo da postagem é falar sobre o evento geek que rolou no Shopping Plaza no fim de semana passado, então vamos lá.

Sou o mais velho da turma,um veterano já, quem diria?

Foi muito bom! Ótima receptividade e carinho do público. Para mim foi como uma terapia, afinal eu quase não saio de casa. Meus amigos de mesa eram artistas (roteiristas, desenhistas, arte finalistas, e coloristas) muito talentosos, humildes e simpáticos.


Infelizmente eu não dispunha de farto material para venda, mas o que levei eu vendi. Meu estoque pessoal de Zé Gatão da Devir e álbuns de anatomia esgotou.


Fiquei muito sensibilizado com o testemunho de duas jovens que me abordaram e pediram minha assinatura em seus cadernos de esboços. Elas disseram que fui um grande influenciador e que meus livros de anatomia ajudam-nas a aperfeiçoar seus traços. Julgo que este é o maior mérito que um artista pode ter, plantar, ver crescer e dar frutos.


Um rapaz de 15 anos, que demonstra grande talento para a arte disse que de todos ele me considerou o artista mais legal cujo trabalho ele mais gostava.
Sei que estou sendo cabotino mas se eu não falar sobre mim, outros não o farão.


Meu brother Leonardo Santana, talentoso roteirista de quadrinhos que criou entre tantas coisas o FDP e As Amazonas foi quem indicou meu nome para o festival e não podia ser um companheiro de mesa melhor. Grato Leo!


Tomaram que sujam mais eventos como  este. Foi bom sair por dois dias da vida tensa que tenho levado.

Até a próxima postagem!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A ESCRAVA ISAURA (CENA 9)


Amadas e amados, antecipo a postagem desta semana. Sábado e domingo, ou seja, amanhã e depois participo de um evento Geek no Plaza Shopping. Saio cedo, fico o dia inteiro e só volto a noite. Totalmente fora da rotina; bem, mais ou menos, muito provavelmente estarei desenhando por lá também. Mas o ambiente será outro.

Espero voltar semana que vem comentando sobre o festival.

Fiquem com mais uma imagem de A Escrava Isaura.

Tenham todos um bom fim de semana!




domingo, 9 de julho de 2017

ILUSTRA PLAZA!



Eu perdi a oportunidade de participar da CCXP Tour que foi realizado aqui em Recife. Na verdade não estava muito interessado. Sabem, depois de muito tempo se decepcionando com este meio a gente fica um pouco cansado disso, eu sempre falo, estou de saco cheio não dos quadrinhos, mas de tudo o que envolve a coisa: editores, artistas e público. Claro, nem todo editor, nem todo artista e nem todo público, mas a maioria. Falaram: "vá rapaz, é uma boa oportunidade de ressuscitar!" Pensei, bah, pode até ser! E aventei a possibilidade de ir. Mas o meu interesse foi tanto que as inscrições para saber se uma possível mesa seria aprovada foi tanta que quando fui atrás já tinham encerrado. Pra mim foi melhor, não gastei um dinheiro suado sabendo que podia não recupera-lo no evento. Não pensei mais a respeito.

Semana passada recebi um e-mail bastante gentil de uma moça que faz parte do grupo qua organiza o que chamaram de ILUSTRA PLAZA, me convidando a participar. Trata-se de um acontecimento que pretende reunir no Plaza Shopping artistas da área de quadrinhos e arte em geral para se reunir, divulgar e vender seus produtos. Algo como o Artists Alley ou Beco dos Artistas da CCXP.

 Alguns amigos artistas do Rio de Janeiro tem participado do Family Geek que acontece nos shoppings de lá, parece que virou moda, com boa receptividade das pessoas.

Aceitei agradecido o convite, não tenho que passar por seleção nem pagar uma pequena fortuna para ter uma mesa num único dia. Não acredito qua vá vender muita coisa, o público que vai comparecer com certeza não é aquele preparado para gastar com nerdices numa ComicCon, nem tampouco com um trabalho tão alternativo como o meu - até porque não tenho volume de material (álbuns, sketches e prints) para oferecer. Na verdade vou para bater um papo  e estar com alguns queridos da área e ver se me livro um pouco da nuvem de tristeza que paira sobre mim nos últimos meses, sair um pouco da rotina, enfim.


Maiores informações vocês encontram neste link:
http://www.plazacasaforte.com.br/novidades/ilustra-plaza---15-e-1607

Não sei se vai ser épico, mas eu acho que vai ser legal, eu pelo menos, pretendo relaxar.

Então, se alguns de vocês estiverem em Recife nos dias 15 e 16 de Julho, apareçam lá para bater um papo com a gente, alguns dos artistas que comparecerão é gente fina demais!

Se tirarem fotos pretendo postar aqui depois.

Abraços e beijos a todos!


domingo, 2 de julho de 2017

SEMPRE NA LINHA DE TIRO.


- Esta é a minha postagem de número 875. Os visitantes decrescem. Imagino porque. Acho que este blog está com os dias contados. Na verdade, se me fosse possível, eu pararia tudo. Tivesse hoje uma aposentadoria ou um trabalho tranquilo que me permitisse viver com certo conforto eu faria as minhas artes só para mim mesmo e mostraria para o pequeno público que me prestigia nas redes sociais. Eu acho que o post de número 1000 (se não morrer ou não entrar em colapso até lá) pode ser uma boa despedida. Vou pensar a respeito.

- Há uma frase atribuída ao genial cronista Nelson Rodrigues que diz que "toda unanimidade é burra". Faz sentido. Sobre Zé Gatão eu ouço muitos elogios e isto me enche de orgulho, mas nem todo mundo gosta. Ele foi rejeitado algumas vezes. Uma foi na FRONT, uma publicação de antologias onde cada número tinha um tema. Eu possuía uma boa hq para fazer parte do livro mas os coordenadores da edição não concordaram com a minha abordagem para o mote proposto.
A segunda vez foi na RAGÚ, outra série de antologias publicadas no Nordeste que tinha amparo do Governo de Pernambuco. Me disseram que o personagem não combinava com o perfil deles.
Pode ser paranoia minha mas a verdade é que as desculpas não me convenceram. Eles claramente não gostavam do felino e do tipo de história que eu abordava.

- Um amigo do Facebook chamado Jeferson Barioni me enviou por mensagem esta fanart do gato mestiço. Ele diz achar o personagem bem legal; deve gostar mesmo, do contrário não se daria ao trabalho de desenhar. Achei divertida a abordagem dele. Pelo visto, Zé Gatão vai se dar muito mal (pra variar). Valeu, Jeferson!

Pitt:- Olá Zé Gatão! 
Zé Gatão: -Eu não quero brigar!
Pitt: Quem disse que vai haver briga? Vai haver um massacre! He he!

- Eu continuo trabalhando duro, solitário, de domingo a domingo para manter esta família. Tem uma música do grande guitarrista Vinnie Moore chamada "Saved by a Miracle" que gosto muito. Eu necessito de um milagres de Deus. Ele sabe. Eu espero.

domingo, 25 de junho de 2017

DESENHO REJEITADO 01.


Mais que nunca o planeta está infectado com a maldade. Os lugares menos piores da terra são aqueles onde a cultura judaico-cristã se disseminou e mesmo assim o politicamente correto está envenenando tudo. Nós não conseguimos o meio termo em nada, somos sempre pelos extremos e vivemos nos enganando de que estamos evoluindo.
Tenho observado com horror a forma como as crianças hoje se dirigem a seus pais, falam com eles como se estivessem se comunicando com seus colegas de escola, uma total falta de respeito!
Vivo repetindo que o Evangelho de Jesus Cristo é a solução para todos os males, mas quem liga?

Sabem, tenho observado que as visitações neste blog tem diminuído a olhos vistos, já falei sobre isto aqui, blogs caíram de moda  e também acho que minhas constantes reclamações podem estar contribuindo para a evasão do público. Ninguém quer saber de velho reclamão. Bem, estão certos, engulo as minhas dores e me calo. Esta estrada eu devo prosseguir sozinho, eu sempre soube disso.

Diariamente recebo solicitações de amizade no Facebook, tenho mais de 3.400 "amigos" naquela rede social. Eu me pergunto o porque disso. Pessoalmente eu não conheço nem 20 pessoas. Tem aqueles que pela sua constância em comentar e dar uma força por palavras se tornam bem conhecidos e julgo como se fossem pessoas chegadas, mas a grande maioria nunca se manifesta. Eu não sei deles e duvido que saibam de mim. Realmente este é um mundo novo no qual eu não me movimento a vontade.

Muitos lá (e aqui) me chamam de "mestre", pô, eu não sou mestre de coisa alguma - só se for da merda seca - eu sou somente um cara esforçado, que não se acomoda numa situação e quer sempre se superar na única coisa que sabe fazer. Mas entendo que quem me chama assim é por respeito e admiração pelo que faço e eu recebo com gratidão.

Apesar de ser "mestre" nem por isto eu estou livre de rejeição. Muitas vezes meus desenhos são desprezados.

Fui convidado por um autor famoso a ilustrar um dos seus livros por ele achar que eu sou o melhor no que faço. Mas a editora não concordou e eu parei o serviço depois da terceira (ou quarta) ilustração. Recebi pelas que tinha feito e fui posto de lado sem maiores explicações. Beleza, normal.

Esta peça foi uma das enjeitadas.







domingo, 18 de junho de 2017

MAIS UM TEXTO DO LUCA SOBRE ZÉ GATÃO E SEU CRIADOR.


Sobrevivente.


          Não será nem a primeira e nem a última vez que escreverei sobre Zé Gatão, sua trajetória e sua intrínseca ligação com seu criador, o Quadrinista Eduardo Schloesser. Este título é mais do que apropriado para definir Criador e Criatura.
         O que me motivou a escrever este texto, já que escrevi ao longo do tempo vários comentários e reflexões pessoais sobre o assunto? Até então, eu acreditava que tinha esgotado este tema, que não havia mais nada a dizer, que tudo o que tinha que ser dito e escrito por mim era o suficiente e que se houvesse mais alguma coisa, viria a ser batido e repetitivo. No entanto, em meio à dura trajetória do felino taciturno e seu alter ego, surgiu uma série de fatos novos! E um destes fatos foi a criação de uma página no Facebook denominada Eduardo Schloesser – Zé Gatão. Nesta página dentre todas que há relativas ao trabalho do Mestre Schloesser, mais do que nunca, esta em particular apresenta um diferencial. Ali está se desenvolvendo dia após dia, hora após hora um verdadeiro espaço para Schloesser e o felino taciturno mostrarem de maneira mais esmiuçada o nascimento, desenvolvimento e mesmo os bastidores de suas aventuras/desventuras na caminhada do Grande Gato. Posto isto, dentro do contexto geral da presença de ambos nas diversas mídias em que apareceram independentemente de resultados esperados ou/e alcançados, decidi fazer uma análise  sobre não o que poderia ou o que gostaríamos que tivesse acontecido com esta obra artisticamente e mercadologicamente falando...mas o que de fato acabou acontecendo para que o felino sorumbático acabasse se movimentando e ascendendo dentro de certas proporções, ainda que não da maneira ideal nos corações e mentes de quem aprecia o personagem mais underground entre os undergrounds conhecidos e os que ainda estão por vir.
         Da mesma forma que conheci Eduardo Schloesser e aprendi a admirá-lo e respeitá-lo, o mesmo se deu com Zé Gatão, mas com o personagem foi mais lento. No princípio da criação do Grande Gato, onde tive o privilégio de conhecer suas origens in loco, gostei dele por tabela, mas não o conhecia ou compreendia. Sabia que acima de tudo era um alter ego do meu amigo e irmão Eduardo. O tempo me mostrou que não era apenas uma cópia! Zé Gatão tinha também sua personalidade própria. Acrescento que esta percepção não foi imediata. Levou certo tempo. Ao receber de presente do autor o Álbum Branco autografado, eu o degustei com indizível prazer, longe ainda de compreender a real essência de Zé Gatão. Posso dizer que tinha um vislumbre, muito pautado na pessoa do próprio Eduardo. Afirmo também que embora tenha gostado do personagem e sua proposta, não imaginava que viria a adorá-lo e nem ter a intimidade e a cumplicidade que acabei desenvolvendo em relação a ele.
         Para não ser repetitivo, deixarei de lado algumas considerações que já fiz em outras oportunidades e irei direto ao ponto que é o cerne deste texto.  Zé Gatão seguiu uma trajetória que considero atípica, embora tenha seguido alguns caminhos normais e conhecidos na busca de inserir-se no Mercado Editorial, tendo conseguido ser publicado. Houve textos, resenhas, entrevistas com o criador do felino e algumas matérias de jornal como já sabemos.
         À parte do Mercado Editorial e do que foi mencionado acima, onde não teve o sucesso esperado, o felino se imiscuiu no Mundo Virtual primeiro através do Blog criado pelo Mestre: A Arte de Eduardo Schloesser. Depois em uma página mantida por Schloesser no Facebook. Ao longo do tempo, as citadas Redes Sociais geraram ardorosos(as) fans que mesmo poucos(as) souberam prestigiar devidamente esta obra Schlosseriana. Gostaria de mencionar em destaque a escritora Carla Ceres e a européia Mira Werner que dentre outros(as) se revelaram pessoas que gostam genuinamente das aventuras/desventuras do felino cinzento.  Em particular, nossa querida amiga Mira Werner é a grande incentivadora do Grande Gato, com a página Eduardo Schloesser – ARTE, vídeos no You Tube, sem esquecer a página do Facebook mais recente, inspiradora deste texto.
Poderia me delongar mais, mas creio que a exposição que fiz dos caminhos do felino e de seu criador, bem como dos nichos que os dois alcançaram nos meios eletrônicos é por ora mais do que suficiente.
Atenciosamente,
Luca.
Fã, leitor e escritor de alguns contos do Grande Gato publicados no Blog do Eduardo e em minha página do Facebook entre 2011 e 2014 por incentivo e apoio do próprio Eduardo Schloesser.
Bsb, 15 de junho de 2017.


domingo, 11 de junho de 2017

A JANELA COM GRADES.


Eu queria desabafar mais um pouco mas eu acho que vocês já se cansaram dos meus queixumes. Eu sempre fui assim, parecido com o personagem antropomorfo que criei, só não respondo na porrada às provocações (mas vontade não me falta).

Eu não faço arte tanto por gosto mas principalmente por necessidade. Ela deveria servir como uma porta para sair do mundo por pouco tempo.

Eu tenho apreço por cada desenho, claro, mas os encomendados são como aquelas crianças que amo mas não são meus filhos legítimos. Minhas crias são aquelas que faço para tirar do peito o que me oprime.

Cada arte, de alguma forma, tem um sentido bem nítido que só eu conheço. Então quando desenho um equino esmagando a cabeça do Zé Gatão num muro nojento, retrato um momento da minha vida onde sofro grande pressão.

Com o passar dos anos eu me dei conta de que a arte não é uma porta que me permite fugir um pouco do mundo, mas apenas uma janela por onde posso espiar o que poderia ser uma via de acesso para um lugar mais tranquilo. No entanto é uma janela com grades, eu só posso vislumbrar e desejar, não mais que isso.

Num mundo em que vivemos, tão caótico, sem tempo para as coisas bem simples, desenhar e pintar com o intuito de expurgar uma angústia é um luxo que não tenho mais. Mas eu tento.

Outro dia fui à padaria e as nuvens no horizonte revelavam uma magnifica pintura de Deus - um ocaso vermelho fogo com inúmeros matizes - e embora eu tivesse pressa, tive que parar para observar por longo tempo.

Me identifico muito com Kafka e o Willian Kurelek (pintor canadense), a sensibilidade sempre à flor da pele provocadas pelo terror ao pai, pelos inúmeros bullyings e fracassos amorosos.


A arte de hoje não foi feita por mim, é uma fanart criada num caderno de esboços por um desenhista amigo do Facebook chamado Erasmo Nunes (VALEU MESMO, ERASMO! ADOREI!!!)

Abraços e beijos a todos.

Até a próxima semana, se Deus quiser!