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domingo, 15 de julho de 2018

AMOR POR ANEXINS E OUTROS CONTOS (03).

Caríssimos e caríssimas, boa noite!
O pouco tempo de hoje não me permite uma postagem mais longa, certas memórias terão que ficar para a semana que vem ou ainda, além. Veremos.

Mas para não dizer que não há nem um registro do meu passado, hoje, nem sei porque*, me lembrei de algo que nunca mais tinha me ocorrido, durante o tempo que morei no Rio de Janeiro, para ganhar uma grana extra eu pintei emblemas de time de futebol, eram uns quadros executados a guache sobre papel camurça preto, dava um efeito interessante, cheguei inclusive pintar paisagens, cavalos e temas religiosos com  esta técnica para vender aos domingos em feiras de arte nas praças da Cidade Maravilhosa (para mim nunca teve nada de maravilhosa).
Os emblemas dos clubes de futebol faziam sucesso, eu sempre tinha encomenda e cobrava um preço legal, tem muito fanático por time no Rio, acho que em São Paulo também, mas nunca fiz de um time paulista, pelo menos não que eu me lembre. Fazer o Flamengo e o Vasco não era problema, complicado era o do Fluminense, pelo menos demorava mais. Pena que não ficou nenhum registro, sequer uma foto, destas minhas incursões. Rememorando hoje, parece que foi uma outra vida.


A arte de hoje é mais uma imagem do livro de contos do Artur Azevedo.

Beijos a todos e até a próxima, querendo Deus!

*Já li várias vezes a aplicação do "PORQUE" junto e separado, com acento e sem acento e nunca me lembro, então, me perdoem.

domingo, 8 de julho de 2018

FAMOUS MONSTER DE VOLTA, COM FREDDIE KRUEGER! E TAMBÉM UM RESUMO DE COMO VOLTEI PARA BRASÍLIA EM 1983.

Eu estava animado para fazer as releituras dos personagens da Hanna Barbera e de repente o pique foi pras picas, não sei dizer exatamente o porque..... rabisquei Os Impossíveis no meu estilo e não funcionou, não saí dos traços preliminares, não deu vontade de continuar, isso acontece as vezes; portanto, Homem Pássaro, Herculóides, Falcão Azul, Bionicão e outros terão que hibernar até que eu me sinta inspirado de novo. Penso em dar minha visão para o He-Man e os habitantes de Etérnia, mas não agora. Em compensação senti compulsão para voltar à minha série de Famous Monster. E o retorno se dá com mister Freddie de A Hora do Pesadelo. Meu foco nas artes pessoais, além da HQ Zé Gatão - Siroco, será em tipos como a Múmia, Criatura da Lagoa Negra, Elvira, A Raínha das Trevas e etc. Aguardem! 


Em 1983, depois de amargar uns anos infrutíferos no Rio de Janeiro, resolvi voltar para casa dos meus pais em Brasília. Resisti a isso enquanto pude na esperança de alguma coisa na minha vida desse certo e eu não retornasse como um completo fracassado. Joguei a toalha, um pouco mais e eu me perderia de vez, talvez até a própria vida (rumava para isto, não é exagero!).
A relação com a mãe da minha filha fora um desastre completo desde o início, e ali, no interior da chamada cidade maravilhosa eu me dei conta de que um ciclo em minha vida estava encerrado, insistir mais seria perpetuar a agonia.
Algumas pessoas podem pensar assim: se esse cara se diz cristão, como se queixa ele tanto? Onde está o Deus que ele diz confiar? Eu respondo, ser cristão é viver de certo modo como peregrino em terra estranha e isso faz sofrer, eu não era inclinado a verbalizar minhas queixas (salvo de forma subliminar em meus quadrinhos) até me sentir a vontade para comunicar neste blog. Muitos tampam o sol com a peneira, outros acham que Deus é uma espécie de garçom que, se você orar, Ele trás as bençãos em uma bandeja dourada. Nossa pátria não é deste mundo, esperamos pelo que Ele prometeu, até lá temos que combater o bom combate. Eu sempre fui um tanto rebelde e optei por não mascarar a realidade da minha vida. O que preciso para viver Jesus me dá em boa medida, afinal, consigo pagar minhas contas e sustentar família com meus desenhos, coisa que gente bem mais capacitada não consegue e, não nego, tenho mãe e irmãos que sempre me socorrem quando a água me chega no pescoço e isto é mais uma benção de Deus.
Eu estava assim no Rio de Janeiro, tinha tv, muitos livros, discos e um som, morando num lugar onde não era bem vindo, sem nenhum dinheiro para fazer minha mudança de um estado para outro, até numa certa manhã, indo a uma feira que tinha semanalmente no centro de Paty do Alferes, o Senhor me  deu a solução. Eu usava uma jaqueta do meu antigo colégio em Brasília, onde fiz o primeiro ano do segundo grau (que era como se chamava na época, hoje é conhecido como ensino médio) e um rapaz que trabalhava por ali, me chamou:
"Ei cara, você é de Brasília?"
"Vim de lá."
"Eu morei um tempo em Brasília."
Bem, entabulamos um papo rápido sobre a Capital Federal e fiquei sabendo que ele estava se separando da esposa e tencionava procurar trabalho no Planalto Central, voltaria dirigindo sua Kombi
e procurava alguém que pudesse acompanhá-lo na viagem. Mãos procurando umas luvas e eu me adequava perfeitamente. Não titubeei, perguntei se ele não transportaria minhas coisas no seu veículo, eu seria a companhia que ele procurava para a locomoção e ainda daria uma grana (minhas últimas reservas) para ele. Claro que ele topou. Marcamos tudo para a semana seguinte.

A separação entre eu e Luci foi sofrida, daria um livro, eu queria ter liberdade e coragem para dar os detalhes, mas não posso.

Não lembro o nome do rapaz da Kombi, infelizmente, recordo que em Paty ele era conhecido como Ruço (ou seria Russo?). Em São Paulo, alguém com pele e cabelos claros ganha a alcunha de "alemão", no interior do estado do Rio era "russo". 
Eu e o Ruço - vou escrever assim porque acho que ele se parece mais com Ruço do que com russo, não sei se vocês me entendem - ganhamos a estrada em uma noite bem fria no fim de julho, ou início de agosto, não lembro bem, do ano de 1983. Eu deixava para trás sonhos de juventude e meu coração aos pedaços. Eu realmente amei aquela mulher.

Pretendo continuar este relato semana  que vem, se Deus permitir.




 






     

domingo, 1 de julho de 2018

MUDANÇAS.



Minha família nunca se estabeleceu em um local por muito tempo. O motivo sempre foi um aluguel mais barato. Nunca me senti situado, nunca criei raízes. Isso tem o lado bom e o mal. No meu caso, o lado mal, penso, é que isso exacerbou minha inadequação, o ponto positivo é que nunca pude me acomodar, o constante movimento me fez cortar relações com velhos fantasmas e partir para novas experiências, criar outros espectros para romper com os atuais e assim pensar que estou criando uma história, a minha história. Hoje sei que na verdade o que fiz foi tentar, como os cães, morder meu próprio rabo.

Primeiro morei meus primeiros anos de vida com meus avós maternos, depois apenas com a avó numa pequena casa que meus pais podiam pagar num local de Guarulhos conhecido como Taboão, onde vi minha primeira cena trágica, um menino esmagado pelas rodas de um ônibus. Depois residi numa chácara, ainda em Guarulhos. Não muito depois fomos morar com meus pais na casa de uma amiga alemã do velho Schloesser, chamada Bárbara, que ficava em Cumbica. Em 1970 (sei que foi este ano por causa da conquista do tri) moramos na Rua Guaianazes no centrão velho de São Paulo. Tempo depois mudamos para o bairro de Pirituba, não nos delongamos lá, voltamos para o centro, desta vez na Rua Aurora.

Em 1975 a mudança mais radical: Brasília. O impacto maior, além da geografia e clima da cidade foi no colégio. Em Sampa eu  estudava no Caetano de Campos, usávamos uniformes e antes de entrar em sala de aula fazíamos fila indiana e ouvíamos o hino de São Paulo, o hino à bandeira, o hino da Independência e por fim o hino nacional. A diretora (Dona Carmela, numa sacada no segundo andar do vetusto edifício como se fosse a rainha da Inglaterra a observar seus súditos - nunca me esqueci dela) e os professores eram respeitados como nossos austeros pais. O som de entrada para as salas de aula vinha de um sino e depois fazia-se silêncio enquanto as mestras ministravam os estudos. Em Brasília, nas Escolas Classes, que ficavam entre as quadras, reinava o caos. Usávamos apenas uma camiseta com o emblema do colégio no lado esquerdo do peito, calças jeans ou de tergal e tênis (conga ou kichute), não havia hierarquia nem hinos, quase todos os dias havia uma briga antes, durante o recreio ou depois das aulas, os alunos mais violentos formavam gangues e faziam corredor polonês para os mais fracos passarem por ele na hora de entrar em sala - isso diariamente. O sinal de entrada e saída era um som que lembrava a sirene da polícia. As professoras  não eram respeitadas e muitos meninos peidavam alto na sala de aula para a gargalhada de todos. Estas ações raramente tinham alguma consequência. Malgrado tudo isto eu gostei da luminosidade e dos espaços verdes de Brasília. Primeiro residi no Brasília Pálace Hotel, depois na SQN 104 e no ano seguinte fomos para a SQS 202 onde nos estabelecemos por muitos anos. É claro que eu sempre dou um jeito de ferrar minha vida e cometi o desvario de ir para o Rio de Janeiro em 1979 e ficar lá sofrendo por quase quatro invernos.

Em 1991 retornamos a São Paulo, de novo para a boca do lixo, no mesmo lugar das décadas passadas. Tudo continuava igual, os mesmos mensageiros dos hotéis baratos com seus galantes uniformes vermelho e verde, o tráfego intenso, o frio enregelante no inverno, o calor abrasador no verão, as chuvas caudalosas, a sujeira, o fedor de decadência, os pombos, das marquises, cagando nas cabeças dos passantes - na minha, inclusive, um sem número de vezes -  e muitos rostos de outrora, agora cheios de rugas e desilusões. Mas, justiça seja feita, algumas mudanças ocorreram, os velhos cinemas que resistiam à pornografia cheiravam a desinfetante barato, os tapetes colavam nas solas dos sapatos, as poltronas rotas e as salas, em sua maioria, eram frequentados por pessoas que assediavam sexualmente na cara dura. Quase todas as noites nos bares das esquinas eu testemunhava uma briga, eram casais ou bêbados trocando socos e pontapés.
Se eu acreditasse em fantasmas, diria que as noites paulistas estavam infestadas deles. Espíritos uivando em agonia levadas pelos noturnos ventos frios. Almas do Joelma, do Andraus e inúmeras outras tragédias que testemunhei ou ouvi falar.
Tudo isso, de alguma forma serviu de estofo para meus quadrinhos, para criar meu universo antropomorfo, onde o protagonista, um gato mestiço, tem que lutar diariamente por sua sobrevivência e - porque não? - e sanidade. Pouco lido e compreendido, ignorado quase completamente.
E o tempo se esgota, para mim e, consequentemente, para ele. A sinfonia da vida antes comprometidas com extáticas e/ou sujeira nos sulcos agora executa notas dissonantes, confusas, mostrando finalmente que não há saída deste labirinto. Só resta tatear por suas paredes frias esperando não encontrar a inevitável besta devoradora que se espreita em algum aposento, em alguma esquina.

Nos encontraremos aqui semana que vem? DEUS SABE.
Por favor, cuidem-se!







 

domingo, 24 de junho de 2018

FORGIVE ME!


SEM POSTAGEM HOJE, QUERIDOS, NÃO ESTOU BEM.



domingo, 17 de junho de 2018

AMOR POR ANEXIS E OUTROS CONTOS ( 02 ).

Não é segredo que comecei muito tarde no desenho. Na verdade nem comecei tão tarde, mas o amadurecimento do meu traço foi tardio. Talvez porque eu fosse um vagabundo; quem sabe, porque não soubesse o que fazer da minha vida e ficasse buscando aventuras e subterfúgios, procurando nada, só encontrando vazio e pessoas ocas onde quer que eu fosse. Boa parte da minha juventude eu busquei uma felicidade quimérica, sonhava em ter amigos que fossem como irmãos, daqueles que você pode sempre contar a qualquer hora, anelava por aquela namorada sempre presente, a eterna companheira. Quimeras. Me decepcionei em cada uma destas buscas. Mas sabem, o principal culpado sempre fui eu mesmo. Eu devia ser um chato de galochas, sempre indo à casa dos outros em horários inconvenientes, caçando amizades em quem não estava afim disso. Um desses caras chegou a me falar: "sabe qual o seu erro, Eduardo? Você espera das pessoas o que você dá a elas! Vai quebrar sempre a cara!" Ele estava certo. E mesmo assim não consegui mudar. O fato é que sem saber o rumo que devia tomar não me dei conta de que a arte seria esta porta de saída deste mundo, então, por consequência nunca me dediquei como devia, nunca estudei a fundo. Meu desenho era aquele espontâneo, muitas vezes copiados (mal copiados, na verdade) de mestres como Will Eisner, Richard Corben, Gustave Doré e outros e fazia só mesmo para extravasamento. Quando comecei a me descobrir desenhista - e que poderia ganhar a vida com isto - eu já contava com mais de 20 anos. Então decidi estudar mais a sério, mas sem um farol, o que me restava fazer era reproduzir desenhos de revistas de moda para fazer dobras de roupas e mulheres bonitas, atletas da musculação para acertar a anatomia, era assim que eu conseguia criar minhas fantasias heroicas no estilo do Frazetta e do Boris (e pensava que estava bom!). Só em São Paulo, indo a algumas exposições é que eu notei que teria ainda muito o que aprender, principalmente no tocante aos quadrinhos e decidi ser profissional nem que fosse na marra.
Não sei se consegui, eu não julgo o meu trabalho, que outros o façam, eu sigo a minha intuição como sempre.
Um certo escritor que trabalhou comigo uns anos em uma pequena empresa de comunicação em Brasília me reencontrou pelas rede sociais. Ele é um fã do Zé Gatão e de tudo o que eu faço, o que me enche de orgulho, pois é um cara muito inteligente. Trocamos uns e-mails falando um pouco do que foi as nossas vidas nestes anos em que não tínhamos contato e ele me disse que era inscrito em alguns canais nerds do Youtube e sempre esperou ver/ouvir comentários sobre meus quadrinhos. Nunca aconteceu! Claro, eu não fico surpreso. Ele sugeriu que eu me empenhasse mais em divulgar meus álbuns. As pessoas não acreditam, pensam que sou acomodado ou que desisto fácil, mas eu fiz tudo o que podia, tudo o que estava ao meu alcance. Fui a palestras, apertei mãos (até de artistas que eu não gostava), bati em portas de editoras, enchi o saco de editores, fui às redações de jornais e revistas que falavam sobre quadrinhos, cobrei resenhas e etc e etc. Hoje eu já não tenho o tempo, a mesma paciência (e nem material para distribuir) para youtubers para ver se eles fazem a caridade de resenhar meus livros. O fato é que esse amigo escritor encontrou um vídeo bem antigo do Pipoca e Nanquim, do mês 09 de 2011 falando muito brevemente sobre o Zé Gatão - Memento Mori. Ficaram mais falando que o nome do personagem é estranho do que qualquer coisa. Morreu aí.
Tenho certeza de que qualquer outro canal seria a mesma coisa, pelo simples fato de que a maioria das pessoas ainda continuam a julgar um livro pela capa ou pelo nome/aspecto dos personagens. Ah, na verdade cansei disso tudo! Basta!


A arte de hoje foi feita para um conto do Artur Azevedo.

Abração para todos vocês!


domingo, 10 de junho de 2018

DEEM - ME UM MARTELO.


Tchuru tchu á, tchuru tchu á! Sentei-me aqui com este refrão da música da Rita Pavone torturando meu cérebro. Acho que sei porquê, minha sogra assistia a um programa na Record TV, um desses de variedades, ali exibiam uma matéria sobre um nordestino na praia vendendo certo produto e para entreter o público - e chamar a atenção para a mercadoria - faz paródia com letras de músicas famosas do tipo I Wanna Hold Your Hand, dos Beatles, e entre as tantas, Datemi Un Martello, que agora me persegue. Típica melodia que gruda na cabeça, quiçá, a mesma cabeça que Rita Pavone tem vontade de esmagar com um martelo, como diz a letra. Seria Datemi Un Martello uma das primeiras músicas abertamente transgressoras a invadir os lares e incitar os jovens contra as gerações mais velhas? Eu não duvidaria. Eu sempre achei que o comunismo e o rock foram perfeitas criações do diabo para levar um maciço número de almas para o inferno (e antes que alguém aí queira me jogar pedras, eu ouço rock e não quero ir para o inferno) e tem logrado muito sucesso. Mas no caso do rock acho que a coisa veio bem antes, talvez com o filme O Selvagem - excelente filme, diga-se de passagem! Vi a muito tempo e pelo que me lembro (tô com preguiça de consultar a sinópse) um bando de motoqueiros, liderados por um Marlon Brando vestido de couro, chegam a uma cidadezinha pacata e ali acontece de tudo quando aparece uma gangue rival. Claro que o Brando se envolve com a mocinha da cidade, que é filha do chefe de polícia, é acusado de crimes que não cometeu, se safa e ainda enche o Lee Marvin (lider da gangue rival) de porrada. Típico filme de rebelde sem causa que influenciaria James Dean, Elvis e Beatles. Bem, o mundo sempre foi uma bagunça só, mas toda essa quebra de valores que começou de forma sistemática nos anos 50, talvez um pouco antes, refletiu de forma profundamente negativa nos anos posteriores.
Mas sabem, pensar sobre isto....pior, debater sobre isso me enche de enfado. Eu sempre fui considerado um reaça, um quadrado (para citar uma gíria antiga). Na faculdade de artes fui chamado de Neandertal, por que não fumava maconha, não me relacionava sexualmente com homens e não dava selinho nas colegas de classe. Nunca fui um santo, tô muito longe disso, mas nunca curti promiscuidade, e drogas, é para mentes fracas. O caso é que a tal quebra de valores lá do passado deu na total decadência que testemunhamos hoje. Ninguém respeita mais ninguém. É fato. Mas você pode me chamar de retrógrado e teórico da conspiração, se quiser. E olha que nem falei sobre George Soros e família Rockfeller!

Na verdade nem era pra falar sobre essas coisas, mas a música da Rita Pavone estragou tudo. Eu ia comentar sobre o que ando lendo, então vamos lá: Na verdade relendo. Material antigo do Richard Corben, o mestre; reli "Bloodstar" e agora "Mundo Mutante". A arte do cara, seus enquadramentos e efeitos de luz e sombras são matadores!

O último filme que vi foi "Vingadores - Guerra Infinita". Poxa, gostei pra caramba!

Não estou vendo séries, mas quero ver se retorno aos "Agentes da Shield", que parei no meio da terceira temporada. Muito criticada mas eu me distraía.


Os desenhos de hoje são esboços de uma encomenda finalizada com sucesso.


Até semana que vem (se eu não levar uma martelada na cabeça - tchuru tchu á, tchuru tchu á)!














domingo, 3 de junho de 2018

AMOR POR ANEXIS E OUTROS CONTOS ( 01 ).


Hoje chego tarde aqui para deixar uma arte para vocês, sempre muito com que me ocupar. Faço meus planejamentos e não consigo dar conta nem de 30 %. Me obrigo a fazer textos resumidos e pouco inspirados se comparados aos que eu fazia dois, três anos atrás. Mas é a vida, seguimos o fluxo natural das coisas.

Tenho pensado, como sempre, no meu papel como desenhista (eu ia dizer, como autor de quadrinhos, mas minhas atividades não se limitam só a isso, felizmente) e chego cada vez mais à conclusão de que não faço parte do meio. Muito do que vejo hoje me dá azia. Gosto de estar antenado com o que passa à minha volta no que se refere ao campo das artes gráficas, então sempre ouço um podcast, um evento, uma entrevista, um vídeo sobre um novo gibi, tudo enquanto trabalho e tenho notado como os discursos idiotas se renovam. Os da nova geração parecem incapazes de dizer exatamente a que vieram. As frases são sempre entremeadas com a palavra TIPO, por exemplo: "Eu meio que faço quadrinhos, tipo underground, saca? Tipo Crumb, entende? Tipo, faço do meu jeito, tipo assim, sem me preocupar com o que vão achar, tipo, tô cagando se vão gostar ou não, saca? Tipo, se não for assim, não tem como me expressar!" Uns carinhas com jeitão desleixado, barbas enormes e cabelos como se tivessem levado um choque. As moças cheias de piercings, tatuagens e cabelos multicores. Na verdade o visual pouco me interessa, o que produzem é que me causa preplexidade. Não tenho nada contra quadrinhos engajados, mas usar esta tão rica linguagem apenas para este fim é que me preocupa. Na verdade nem me preocupa, não sou obrigado a ler, mas me causa estranheza. Alguns da velha geração vem sempre a público para falar que o capitalismo é opressor, que a esperança ainda reside no socialismo, que a polícia é fascista e o bandido só é bandido porque a sociedade burguesa não dá a ele chances de disputa em pé de igualdade. Tudo com muita empáfia na voz.

Vivemos, mais que nunca em dias estranhos, com pessoas trocando o certo pelo errado, dizendo que tudo é relativo, tentando te convencer que o claro é escuro e que o breu é luz. Definitivamente me sinto totalmente fora de tudo isto.


Hoje posto a primeira arte de um clássico que ilustrei (e nem sei se a editora já imprimiu), um livro de contos de Artur Azevedo.

Beijos a todos vocês!