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domingo, 27 de novembro de 2016

OLD ZÉ GATÃO.


Os batalhadores da P.A.D.A. resolveram ressuscitar aquela edição limitada que eles lançaram em 2011 pelo sistema de financiamento coletivo. São intrépidos. Uma coragem que eu não tenho. Por mim mesmo eu não faria, não tenho tempo para administrar uma campanha como esta e sou cheio de pudores para pedir colaboração às pessoas. Minhas HQs inéditas ficarão guardadas enquanto eu pensar assim, mas o que posso fazer? Mas estou dando meu apoio e torcendo para que a PADA consiga, afinal é uma cria minha que chegará a um público mais amplo. Meus sinceros agradecimentos ao Leonardo Santana, Milson Marins e os demais envolvidos.

Caso você que está lendo este post esteja interessado em apoiar, divulgar e compartilhar na sua rede social, o link é este:

https://www.catarse.me/graphic_pada_ze_gatao

Por conta disso estou postando na minha página do Facebook quase diariamente uma fanart do personagem segundo a visão de outros artistas.


O talentoso Nestablo Ramos, na minha opinião um dos melhores quadrinistas do Brasil, emprestou seu traço e cores para retratar nosso felino invocado. Muito obrigado, meu amigo, adorei!
Junto da arte veio esta mensagem que reproduzo aqui:

"Segue sua arte para o Zé Gatão, Dudu!
Queria fazer um Zé Gatão diferente de tudo até agora, não sei se já tiveram essa ideia, mas... pensei uma vez quanto tempo o Zé sobreviveria na vida tão violenta que ele leva. Apesar de achar que ele não conseguiria escapar dos braços da morte para sempre, resolvi fazer ele mais velho, estilo Old Man Logan!

Esta é a resposta, Zé Gatão viveu uma longa vida. Perdeu um pouco de massa muscular, está mais cansado, mas um felino é ainda mais perigoso quando está prestes a morrer!
Espero que goste."


domingo, 20 de novembro de 2016

MAIS UMA SEMANA PASSOU E EU NEM PERCEBI.

Fiquei quatro dias de molho em casa sem sair pra nada, o máximo que fiz foi descer com o lixo, não podia executar esforço absolutamente algum, assim exigia um exame que teria que fazer. Fiquei trabalhando estoicamente (como sempre) no meu quartinho, eu o apelidei de estúdio, mas não passa de um quartinho onde entulho meus velhos companheiros de jornada, ou seja, os gibis, livros e materiais de todo o tipo para criar o que chamam de arte, um ventilador que minha mãe me deu de presente e a pranchetinha velha de guerra. Além da minha esposa, meu mundo atualmente se resume a isto.

Foi bom ficar em casa sem olhar as caras ordinárias das pessoas, se pudesse acho que passaria o resto dos meus dias assim, mas não dá, não posso fechar os olhos e fingir que não existe um mundo lá fora, um universo cheio de babacas sem nenhum estofo a não ser sua natureza arrogante, corrupta e violenta. Mas sei que também tem o lado positivo,  existe o vento, o sol, as árvores e plantas, os cães (ainda que eles caguem nas ruas aos borbotões, os gatos são egoístas, não ensinam os canídeos a fazerem como eles, enterrar suas merdas). Há também pessoas legais, de sorrisos sinceros, ainda que seja algo cada dia mais raro.

Na sexta última fui fazer e tal exame e é estranho o que quatro dias confinado podem fazer, eu achava tudo muito estranho, como se a muito tempo eu não me relacionasse com as coisas prosaicas do dia-a-dia.
A mulher que colheu meu sangue deve ter errado minha veia, deixou uma mancha preta no meu braço, como se eu tivesse levado uma pedrada.
Me espantei com o valor dos exames, não é a toa que as pessoas pobres morrem nas imensas filas do SUS! Como você pode pagar tal valor por um simples exame de urina? Nem vou comentar.
E tem o exame dos excrementos que tive que fazer de forma seriada. Eu queria ter a coragem do Bukowski para falar sobre temas escatológicos, dariam postagens fabulosas sob a minha pena, tenho certeza, mas ainda não desenvolvi este total desapego por mim mesmo, então deixemos pra lá.


Pra tirar um pouco do amargor das minha palavras hoje deixo com vocês algumas imagens do último livro infantil que ilustrei.


Seria eu um desenhista eclético? Não sei, não julgo meus talentos, acho que sou um profissional que tenta fazer o melhor, só isso. Muitos acham que não levo jeito para trabalhar com temas infantis, e eu concordo, meus traços e cores tem algo de muito adulto, mas os petizes de hoje não são nem de longe como aqueles dos meus tempos de infante, então acho que consigo me safar.


O que posso falar sobre esta historinha? O título dela é "O Gordo, o Magro e o Castanho". Ela é adaptada de um conto da República Tcheca. E foi um pesadelo entregar no prazo.


Bem, por hoje já falei demais, volto agora minhas atenções para o novo quadrinho que me encomendaram: O Bicho Que Chegou à Feira, do Muniz Sodré.


Desejo a todos vocês, amados e amadas do meu coração, uma semana bastante frutífera.

Até a próxima.

domingo, 13 de novembro de 2016

FILMES QUE ME MARCARAM ( CONAN O BÁRBARO ).




Amados e amadas, um boa noite!

Inicio hoje uma série nova, vou falar brevemente sobre os filmes que de alguma forma mexeram comigo, não são os maiores filmes de todos os tempos, não, longe disso, mas sim aqueles que surgiram num período da minha vida e trouxeram algo mais marcando aquele momento. São películas que assisti diversas vezes e ainda hoje não perderam o seu encanto.

Vamos começar com CONAN, O BÁRBARO, de 1982.


Eu já era fã de Arnold Schwarzenegger antes mesmo de ser admirador do personagem criado por Robert E. Howard. Como entusiasta de fisiculturismo eu, em 1977, já via estampado nas precárias revistas de musculação de editoras mequetrefes aquele austríaco imenso. O Conan eu já havia visto numa revista da Bloch (esta abaixo, com a capa do Boris Vallejo) que não durou muitos números, mas nunca tinha lido nada. Só virei um apreciador fanático lendo as aventuras do bárbaro nas revistas Superaventuras Marvel.


Eu não perdia um capítulo da série Hulk com o Lou Ferrígno, pudera, era um dos meus heróis preferidos interpretado por um admirado atleta da fisicultura.

Quando soube que o Arnold viveria o cimério de bronze eu contei os dias para que o filme chegasse aos cinemas.

Os que me acompanham aqui no blog desde o começo, sabem que eu levava uma vida de merda no Rio de Janeiro, assistir filmes em tela grande era uma das minhas válvulas de escape, juntamente com os os exercícios físicos que fazia diuturnamente. Cinema era diversão barata naqueles dias e eu ia sempre que possível.




Era quase noite quando fui até Madureira e vi o cartaz do filme, comprei meu ingresso e fiquei esperando o momento de entrar. Eu não conseguia tirar os olhos da tela. Arnoldão era um total desconhecido do público naqueles tempos. A história do filme era básica, a ambientação era perfeita, embora as origens do herói e mesmo sua personalidade fossem diferentes dos contos do Howard e mesmo dos quadrinhos, mas isto não me incomodou, até porque eu pouco conhecia do Conan naqueles tempos. Mesmo a notória canastrice do Schwarza não tirou o brilho do filme, ao contrário, combinou com o tom soturno da história, um homem macambúzio, de poucas palavras, obcecado pelo desejo de vingança. Acho mesmo que o diretor John Millius sabendo das limitações de Arnold deixou-o com poucas falas. Paisagens fantásticas e longos silêncios preenchidos por uma trilha sonora arrebatadora e inesquecível. Uma película fria, com boas cenas de batalha (mesmo com um orçamento que prejudicou a produção, segundo soube anos depois), vilões que roubam a cena, sangue aos borbotões e frases ambiciosas.


Eu assisti Conan incontáveis vezes no cinema, decorei as falas, a música não me saiu da cabeça. Assim que pude comprei a trilha sonora.

Hoje com a internet e redes sociais existem páginas e páginas a respeito de Conan, Um monte de jovens e velhos especialistas que sabem tudo sobre o personagem e ao mesmo tempo não sabem nada.

Eu também sou mais um ignorante, mas eu estava lá, em 1982, bem no começo, em um torvelinho de solidão e tristeza, e o Conan das telas me ajudou a atravessar o vale até que eu voltasse para a casa dos meus pais em Brasília no ano seguinte, gosto de pensar que participei do início da saga do cimério no Brasil, ainda não havia a fraca continuação e a Espada Selvagem de Conan só chegaria ao país em 1984.

Mesmo hoje, embora perceba com mais clareza os problemas do filme, para mim ainda é um dos grandes momentos do cinema.


domingo, 6 de novembro de 2016

SKETCHBOOKS CUSTOM ( DE NOVO ).



Passando rapidamente aqui para lembrá-los que o lançamento da coleção de Sketcbooks da Editora Criativo será no dia 12 de novembro e terá a presença de mais de 20 autores (eu não estarei lá, infelizmente) para assinar os livros e bater um papo com quem aparecer.
Meu brother de infância, Luca Fiuza estará em São Paulo na ocasião e está pretendendo dar uma chegada lá, porque você não faz o mesmo?

 
Outra novidade: a Editora Criativa inaugura sua loja virtual. Quem se inscrever  até o dia 10/11 e efetuar compras até o dia 20/11 terá descontos e frete grátis. Detalhes no site da editora. Corre lá!


Semana que vem, se ainda estiver vivo, nos encontramos aqui de novo, combinado? Então tá!

       Beijos a todos!