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terça-feira, 29 de abril de 2014

VOCÊ TEM TODOS OS ÁLBUNS DO ZÉ GATÃO?


ESTA FOTO FOI COLOCADA NA LINHA DE TEMPO DO DESENHISTA E FÃ DO FELINO TACITURNO, HENRIQUE SILVA, NO FACEBOOK.
ROUBEI A IMAGEM PARA POSTA-LA AQUI E NEM PEDI PERMISSÃO, MAS ACHO QUE ELE NÃO VAI SE IMPORTAR.


NUM MERCADO DE QUADRINHOS NACIONAIS TÃO INSTÁVEL COMO O NOSSO, É PARA MIM UMA GRANDE SATISFAÇÃO VER QUE UM LEITOR POSSUA TODOS OS ÁLBUNS DE ZÉ GATÃO JÁ PUBLICADOS, POIS DADA A IMENSA IRREGULARIDADE QUE É A SUA CARREIRA, ISTO CHEGA A SER UMA FAÇANHA!

ACREDITEM-ME, POUCOS ADMIRADORES TEM TODOS.

HIATOS DE TEMPO MUITO LONGOS ENTRE UM LIVRO E OUTRO, MÁ DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO... PÔ, EU DIRIA QUE ESTE JOVEM ARTISTA É MUITO FÃ E TAMBÉM UM CARA DE MUITA SORTE!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

OS BRUZUNDANGAS ( 03 )


Chegamos a mais uma sexta feira e eu estou acumulado de coisas para fazer. Só pra dar uma satisfação aos meu leitores, a tal página do Poe que se agigantava diante de mim já começou a ser escalada e estou quase no topo, o trabalho segue sendo executado de forma lenta, mas com sucesso.
Sabem, não vejo a hora de concluir esta encomenda. Já me deu uma canseira danada e ainda há muito por fazer. Pudesse eu ter um tempo no dia com toda anergia dos meus trinta anos para pegar somente neste projeto, acho que em três ou quatro meses eu o finalizaria. Como não é possível, vamos navegando com pouco vento mesmo. Terminando esta postagem já sigo adiante com Caim e Abel que é grana garantida ao final do serviço.

Mais uma imagem de "Os Bruzundangas" para vocês.

Bom sábado e domingo a todos.


terça-feira, 22 de abril de 2014

O QUE ESTOU LENDO? UM POUCO MAIS DE EISNER, A BIOGRAFIA.



Os dias de descanso foram longos para vocês? Recuperaram as forças? Para mim não teve refresco, fiquei manietado à prancheta adiantando a hq bíblica Caim e Abel e peguei um pouco (bem pouco mesmo) na bio do Poe. Não reclamo, meu trabalho é minha única terapia, embora o que eu quisesse mesmo era trabalhar nos meus projetos; tantas ideias, tantos sonhos e nenhum tempo para corporifica-los no papel! Mas deixa estar.

Como não ligo para roupas, sapatos e coisas do tipo, os melhores presentes que gosto de ganhar são livros e DVDs, estes últimos até perderam a força, visto que hoje muita coisa se baixa pela internet, ou se assiste filmes on line. Sabendo disto, meu irmão Gil me enviou de presente pelo correio a biografia do WILL EISNER, UM SONHADOR NOS QUADRINHOS escrita pelo Michael Schumacher, um escritor norte americano também autor de uma bio do Eric Clapton e que nada tem a ver com o famoso automobilista.


Como tenho pouco tempo para ler como gosto, ainda estou nos capítulos iniciais onde se fala da infância difícil de Eisner durante a Grande Depressão, o que de certa forma é bem conhecido de todos os que curtem as novelas gráficas de Will, afinal ele relatou sua vida em histórias autobiográficas mal disfarçadas, mas estou gostando muito dos detalhes. Trata-se de alguém que lutou para provar que os quadrinhos são de fato uma forma de arte legítima e foi mais que vencedor, se tornando o ícone máximo na área.

Um beijo a todos e espero que a gente se fale ainda esta semana.




quinta-feira, 17 de abril de 2014

UMA MONTANHA NO CAMINHO.




As vezes acontece isto: um desenho empaca. Porque ocorre? Uma série de fatores. Comigo o motivo mais comum é o fato de não estar satisfeito com ele por alguma razão. A saída mais coerente seria partir para outra, mas quase sempre o material já vai bem adiantado para voltar atrás, aí aquilo que desagradava começa a saltar às vistas. Ele empaca exatamente na tentativa de corrigir o que aos meus olhos não está legal. Com frequência descarto a arte e faço outra. Entretanto a razão para uma ilustração ou página de quadrinho não colaborar é o fato d´eu demorar nela, ou melhor, abandona-la por uns tempos por uma razão qualquer, daí o retorno é complicado. Sei que é uma coisa da minha cabeça, mas é assim que a coisa é, entre eu e o material ergue-se uma barreira que demoro a transpor.


Atualmente trabalho numa história bíblica em quadrinhos CAIM E ABEL para a HQM Editora, por esta causa abandonei a bio do Poe mais uma vez numa página já preparada para a finalização. Pensava comigo: vou pegar nela um pouco toda a noite, mas a urgência de grana me fez priorizar a narrativa do primeiro homicídio cometido na terra, agora pra eu finalizar a dita página do Poe tá complicado, já tentei, mas ela parece não avançar. Não há nada ali que eu já não tivesse feito milhares de vezes, mas a mão titubeia na hora de dar os efeitos chiaroscuro, como se eu estivesse tímido em passar as mãos pelas coxas de uma namorada com quem já tenho muita intimidade.


Lembro particularmente de uma página para a hq de Zé Gatão-Daqui Para A Eternidade, o próximo álbum do felino macambúzio a ser editado pela Devir, era uma sequencia comum, nada de ação mirabolante ou ângulos difíceis, mas a danada da arte teimava em demorar para ficar pronta só porque eu demorei uns dias para retoma-la. No fim eu a terminei com sucesso, mas ficou marcada como um momento na história em que a coisa não rolou como eu tinha planejado na minha mente.
Acontece o mesmo com esta prancha do Poe, há uma montanha cada vez mais alta entre nós. Mas está chegando o momento de respirar fundo, tomar distância, acelerar e transpô-la.
Um problema também é que pelos motivos já descritos aqui tantas vezes, este projeto tarda demais, o roteirista é bem avançado em idade e está ansioso por vê-la terminada, tem a pressão para que o número de páginas não fiquem tão grande e outras chateações que faz a coisa se cristalizar na minha cabeça.


Mas enquanto a hora não chega, Caim e Abel segue sendo trabalhada com carinho.

Tenham todos uma ótima Semana Santa.



 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

DESENHANDO ANATOMIA - ANIMAIS (Edição revisada e ampliada)




Domingo passado (sim, domingo!) o correio me chamou no portão. Depois de um longo inverno (não, verão é mais apropriado) chegaram às minhas mãos meu mais recente filho, o álbum de Anatomia de Animais relançado pela Editora Criativo.


Eu digo relançamento por que a primeira versão deste trabalho saiu pela finada Editora Ópera Gráphica. Fui ao zoológico aqui de Pernambuco e à biblioteca da Faculdade Rural pesquisar as imagens para o mesmo.


Mas esta edição da Editora Criativo, além de seu charme personalíssimo, contém tantas artes e informações extras que nem associo ao primeiro livro (que teve algumas páginas com saturação na tinta). Não é caça níquel, fui informado que está difícil encontrar este álbum na praça, esta nova versão vem preencher a lacuna. Ficou mesmo muito bonito.


Bom, deixo vocês com estas imagens e vou cuidando de outros afazeres, não consigo trabalhar direito já faz uns três dias, tenho que botar o pé no acelerador. As contas não querem saber se minha concentração sofre interferências ou se estou cansado, como de costume.


Alguns de vocês vão poder dar uma relaxada boa neste fim de semana? Que bom! Fiquei com inveja. Aproveitem.


Até semana que vem, se Deus quiser.


PS - A quem possa interessar este material pode ser adquirido nos links a seguir:


http://www.comix.com.br/advanced_search_result.php?keywords=Eduardo+schloesser&x=0&y=0


http://www.artcamargo.com.br/advanced_search_result.php?keywords=Eduardo&x=-946&y=-79


http://busca.livrariasaraiva.com.br/search#?p=Q&lbc=saraiva&uid=225032341&ts=ajax&w=criativo&isort=score&method=and&view=grid&af=autor:schloessereduardo editora:criativo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O HOMEM SEM RUMO.




Amadas e amados, estive sem internet durante quase dois dias, nada grave, apenas uns probleminhas no quarto onde fica o modem, mas foi interessante notar que aos poucos vou me desconectando destes confortos da nova civilização, ou seja, a web não me fez a falta que pensei que fosse fazer. Não sei se é a entrada na velhice ou fruto do cansaço que sinto em relação a quase tudo, ou o quê, mas no passado, na época da internet discada, onde os computadores que acessava eram de meus irmãos, namoradas de irmãos ou amigos, eu passava muito tempo visitando sites que tinham alguma relação com artes e quadrinhos. Como um junkie, eu salvava imagens criadas por artistas que admirava e buscava matérias sobre eles de maneira quase febril, e assim que adquiri meu próprio pc (foi em 2008? 2009? Nem sei mais!) eu, a todo momento, verificava e-mails. É claro que a coisa faz falta, meus contatos de trabalho, principalmente, se dão todos através desta ferramenta, a pesquisa para uma arte e coisas do tipo, são imprescindíveis, mas me surpreendo com meu desapego a certas coisas. Se vou ficar sem net por um longo tempo, tudo bem, depois faço minha postagem no blog, quando for possível vejo se tem alguma mensagem importante no Facebook. Aproveito para ler mais ou então relaxar um pouco. Minha cabeça anda tão cheia, meu Deus, que nem sei! O mais importante é a saúde, principalmente a saúde e bem estar da minha família, esposa, pais, irmãos, filha, sobrinhos, cunhadas e os poucos amigos - sem esquecer dos amigos virtuais - que sempre me mandam a maior força e admiradores anônimos que ficam na torcida pelo meu sucesso e bem estar. Todos estão sempre presentes em minhas orações. Mas estou mudando o rumo da prosa, o que eu queria mesmo era dizer que todo este progresso é muito importante e saudável, mas dá para viver sem ele sem sofrer.
Na boa, o pior é ficar sem luz. Na noite passada (dia 8) por volta das nove horas, estava finalizando uma página da minha última obra ( a história bíblica de Caim e Abel para a HQM Editora) quando a luz começou a oscilar, a força do ventilador diminuiu. Como já passamos por isto, corri e desliguei a geladeira e outros aparelhos. Havia energia no corredor do prédio, na garagem e na rua. Contatei o vizinho, temendo que o problema fosse só no meu apartamento mas suas luzes também estavam fracas, até que tudo se apagou de todo.
Liguei para a Celpe e ficaram de mandar técnicos para ver o que tinha acontecido, o prazo para tanto era de no máximo umas quatro horas. Notei que algumas garagens de prédios próximos também estavam às escuras.
Olhem, ficar sem eletricidade por algum tempo é normal, mas no calor úmido que faz neste lugar é uma verdadeira provação, a gente sua em bicas. Só antes de deitar (com as janelas todas abertas e sem brisa), tomei uns três banhos e a água descia morna. Foi impossível conciliar o sono. A Vera conversava, ouvi atento, mas no fundo eu só queria ficar quieto, tentar transportar minha cabeça para um local verde, florido, tranquilo, fresco, onde o sol fosse morno, longe de toda a pressão, a minha ideia de paraíso particular. Entre conversas e cochilos, travesseiros molhados de suor, notamos que os galos e pássaros do final da madrugada já começavam seus acordes quando os técnicos chegaram finalmente. Eram quatro e quarenta da manhã. Observei eles subirem o poste e mexerem no transformador e irem embora. Liguei a geladeira e o ventilador, Verônica pode dormir e eu fui tomar mais um banho. Quando me deitei, a luz da manhã forçava sua presença no quarto. Minhas pálpebras estavam pesadas mas não consegui dormir direito. Levantei umas oito e meia com uma forte dor de cabeça. Comi algo rápido e fui terminar minha página. Depois fui para a a cidade resolver umas coisas, um sol sádico e matador rilhava seus dentes.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

WILL EISNER - UMA VIDA EM QUADRINHOS.




Finalmente me sento em frente ao computador para fazer minha postagem. Trabalho e mais trabalho, coisas bobas pra resolver na rua e mais coisas bobas pra resolver na rua. Não há mais tempo para mim mesmo. Exercícios? No more. Cinema? No money e no time. Adoro ler e leio nas carreiras, na fila, na privada, até mesmo um gibi só consigo ler no finzinho da noite, bocejando como um porco maluco. Verônica fala que tenho roncado como um trator em fim de carreira. Engraçado? Não, triste. Mas não há muito o que eu possa fazer no momento.

Mas a vida não é só essas chateaçõezinhas, há alguma alegria também, por exemplo, quando recebi este livro do mestre supremo dos quadrinhos (ao lado de Hergé e Jack Kirby) Will Eisner. Um livrasso de capa dura e 500 páginas. Um belo presente do Carlos (Mann) Rodrigues, o editor dos meus álbuns de anatomia (Brigadão, Carlos!).


Já comentei aqui que teve duas pessoas responsáveis por eu querer fazer quadrinhos, uma foi o amigão Luca e a outra foi o Eisner com a lendária Gerard Schnoble. Se vocês notarem bem, verão que embora gostasse muito de super-heróis na adolescência, nunca criei um cara fantasiado com super poderes, nem robôs, embora curtisse de montão os desenhos animados e seriados japoneses como Ultraman, Ultraseven e outros do tipo. Não, meu primeiro personagem foi um detetive chamado Cobra, que pra não ficar igual ao Spirit do Eisner, tive que omitir a máscara, mas coloquei óculos escuros no lugar (que ele nunca tirava), mas o terno azul e outras coisas estavam todas lá. Depois, por causa daquele filme ruim do Stallone tive que mudar o nome do personagem para Lobo, mas aí já não tinha mais interesse num alter ego que não passava de uma cópia requenguela de outro.

Acho que todas as histórias semi-biográficas do Will são reunidas neste volume. Uma melhor que a outra. Se já li? Mano, e eu tenho tempo de ler tudo assim de uma vez? Vamos com calma! Mas boa parte deste material eu já conhecia, inéditas mesmo só duas narrativas e estas eu já papei.

O tomo é uma publicação da Criativo que fez um trabalho primoroso. Custa 90 reais e você encontra na Comix e na ArtCamargo. Na Saraiva está com uma boa promoção. Imperdível!

Um beijo a todos vocês e tenham todos um excelente final de semana.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

ANTIGA MATÉRIA SOBRE ZÉ GATÃO-MEMENTO MORI NO MDM.

QUANDO FINALMENTE SAIU PELA DEVIR O AGUARDADO ÁLBUM ZÉ GATÃO-MEMENTO MORI, FIQUEI SURPRESO COM O SILÊNCIO DOS SITES ESPECIALIZADOS EM QUADRINHOS, NEM UMA CRÍTICA OU RESENHA. O "UNIVERSO HQ" PUBLICOU UM PRESS RELEASE NA SUA PÁGINA PRINCIPAL QUE FICOU NO AR DURANTE UMAS SEMANAS, MAS FOI SÓ. 
TEMPOS DEPOIS PIPOCARAM NA WEB UMAS RESENHAS BASTANTE POSITIVAS. A MAIS LEGAL FOI ESTA DO SITE "MELHORES DO MUNDO", QUE REPRODUZO AQUI. A MATÉRIA É DE 2011 E FOI ASSINADA PELO "BUGMAN". 

PELO QUE POSSO LER NOS SINAIS DE FUMAÇA, O MERCADO NÃO ANDA (DE NOVO) MUITO BOM PARA OS QUADRINHOS NACIONAIS, E MESMO QUADRINHOS DE UM MODO GERAL, AS EDITORAS NÃO TEM LANÇADO NADA (SINAIS DA CRISE - MAQUIADA PELO GOVERNO - QUE AÍ ESTÁ?), DESTA FEITA, NÃO HÁ NOTÍCIAS DE "ZÉ GATÃO - DAQUI PARA A ETERNIDADE", A CONCLUSÃO DA SAGA.
SÓ RESTA ESPERAR.
ENQUANTO ISTO, LEIAM (OU RELEIAM) A MATÉRIA:

A GENTE LEMOS: ZÉ GATÃO - MEMENTO MORI - MELHORES DO MUNDO

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A gente lemos: Zé Gatão - Memento Mori Tweet
Eduardo Schloesser é muito mais que um sobrenome difícil de se pronunciar. No país em que leitores preconceituosos dizem que não há quadrinhos brasileiros com ação e aventura de qualidade, seu Zé gatão sempre foi superior a boa parte do que vemos nas unlimited series dos Comics. Sem um pingo de ufanismo.
[Mais:]
Schloesser talvez pague o preço por termos tantos fanzines e outras iniciativas ambiciosas que façam barulho na base da brodagem de resenhas chapa branca em diversos espaços por aí. Normal, mas inaceitável. No mundo do quadrinho brasileiro muita gente costuma julgar os artistas brasileiros por gente que se diz artista, mas tem como profissão ser "mimimidor". Ou simplesmente, bancar a vítima de um mercado que ainda tem muito potencial.
E anos atrás, quando havia muito mais preconceito, não tinha internet e você ouvia muito mais que "HQ é coisa de criança" o Zé Gatão foi criado. Era 1992, quando o Flamengo se sagrava pentacampeão em cima do Botafogo, e ele só conseguiu publicar seu primeiro álbum em 1997. Zé Gatão - Memento Mori é um lançamento da editora Devir que o artista só terminou em 2003. É um álbum precioso que faz jus a um dos trabalhos mais importantes do quadrinho sul-americano da última década. Confira a sinopse da editora:
A expressão latina “memento mori” significa, literalmente, "lembre-se da morte", ou, mais profundamente, algo como "lembre-se de que você é mortal; lembre-se de que você vai morrer".

Assim, como um presságio, o título deste livro prepara o leitor para acontecimentos trágicos e marcantes nessa aventura vivida por Zé Gatão, criação do artista Eduardo Schloesser. Vivendo num mundo antropomórfico que lembra muito a nossa própria realidade, Zé Gatão se vê envolvido (contra a sua vontade) 
numa trama cheia de traição, violência e morte!
Este livro, ZÉ GATÃO - MEMENTO MORI é uma fábula grotesca sobre tirania e revolta, castigo e luta por redenção contada através da arte inigualável de Schloesser, cujo traço detalhista e dinâmico dá vida e ação aos seus personagens. Com uma trama repleta de mistérios e ação ininterrupta, este livro é um verdadeiro épico em quadrinhos!
Nesta edição de colecionador, há ainda diversos pin-ups, páginas deletadas e um final alternativo da história, além de esboços e comentários do autor!
Na história, o protagonista ainda atravessa sua longa estrada tentando salvar a si e seus amigos Leo Banana (um simpático Chimpanzé) e a gata Alice. Nessa estrada, Zé Gatão precisará ainda pedir ajuda a estranhos e descobrir a sua sina.
A arte de Schloesser consegue antropomorfizar qualquer mamífero em figuras com muito mais movimento e força do que estamos acostumados. O desenhista mantém o nível no roteiro. É raro ver um artista dos quadrinhos de ação tão completo. Os Comics nos apresentaram John Byrne e Frank Miller, roteiristas e desenhistas ao mesmo tempo, na mesma época em que o jovem Eduardo iniciava sua carreira por aqui.
É inútil comparar até porque os EUA já tinham um mercado bem mais maduro, mas poucas vezes vi um nome que me fizesse ficar confuso entre dizer que é um desenhista que escreve ótimos roteiros ou um roteirista que desenha muito bem. Seus personagens são intensos, nada bidimensionais e têm uma personalidade bem delineada. Zé Gatão é muito mais do que qualquer personagem de Bruce Willis.
A ação de Zé Gatão - Memento Mori lembra bastante os velhos filmes de ação com muitas explosões e cenas massas, véio... Mas seus momentos dramáticos soam muito melhor do que os filmes de Schwarzenegger (em alguns momentos, Memento Mori me lembra o clima desesperador de Vingador do Futuro). O clímax desesperador, sem nenhuma luta final e apenas mais transparência da alma felina do herói, deixa a expectativa pelo próximo lançamento. Será que demora?
Em seu blog, Schloesser afirma que "se haverá uma nova aventura deste felino invocado, vai depender muito da receptividade de Memento Mori". Todos nós temos preconceito. Todos nós avaliamos precipitadamente alguma coisa ou alguém. Seria bom que nos próximos meses, Zé Gatão - Memento Mori recebesse uma chance. OsR$32,90 do álbum são um valor mais do que justo para a qualidade e conteúdo. Economize seu dinheiro, peça de natal... Enfim, dê uma chance para este excelente álbum de um personagem que tem bem menos fama do que merece.
Nota: 9
Zé Gatão – Memento Mori
Preço: R$32,90
História & Arte: Eduardo Schloesser
Acabamento: Brochura com laminação fosca com reserva de verniz e orelhas
Miolo: 256 páginas P/B em papel off-set 90g/m²
Formato: 16,0 cm × 23,0 cm 
Bugman sempre foi fã de antropomorfos