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terça-feira, 29 de novembro de 2011

UM BÁRBARO QUALQUER.


Já faz um bom tempo um editor de São Paulo me pediu uns esboços para uma HQ curtíssima sobre um bárbaro, tipo Conan. A história não teria texto. Ele me enviou um briefing e eu rabisquei. Nem lembro mais porque teria de haver espaços em branco (para por algum anúncio, talvez?), tampouco sei para onde isto seria destinado. Lembro que não era exatamente uma revista em quadrinhos.
Bem, até hoje não tive retorno, presumo que a coisa deu em nada. 
Achei estes traços por acaso numa pasta do meu comutador. Como não sei onde estão os rabiscos originais para escaneá-los numa resolução mais baixa, posto da maneira como estão só para ficar registrado. 




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PRA COMEÇAR BEM A SEMANA.

Bom dia a todos.

Sabem quando não se dorme bem por qualquer motivo? A gente acorda com a cabeça pesada, cefaleia, olhos como se tivessem areia bem fina na superfície, lentidão de movimentos e por aí vai. Tenho estado assim esses dias, o calor também ajuda a dormir mal. Isso e outras coisas mais. É a vida... e temos que seguir em frente.

A arte abaixo é uma cena de um clássico brasileiro e reflete bem como eu e Verônica ficamos ao constatar que um dinheiro que deveria entrar na nossa conta na última sexta-feira não tava lá.

Quem sabe esta semana?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ESBOÇOS PARA ILUSTRAÇÃO DE LIVRO



Amadas e amados, boa noite.
Dois rabiscos só para fechar a semana.
A arte já está pronta mas ainda não tenho permissão para mostra-la.
Em breve, querendo Deus.
Beijos a todos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O BOM E VELHO MACHADÃO


Ontem pela madrugada terminei os CONTOS SELECIONADOS DE LIMA BARRETO, foi um trampo cansativo, não exatamente pelas artes, mas pelo prazo muito apertado, e acima de tudo tinha que manter o padrão de finalizações que escolhi para esta linha de livros clássicos.

Até que apareça outro job, estou desempregado; bem que gostaria de aproveitar este tempo livre para retomar a biografia do Poe ou dar continuidade aos meus projetos pessoais parados a tanto tempo. Mas não sei se será possível, parece que a historinha da água para a COMPESA está sendo ressuscitada, aguardo uma ligação a qualquer momento.
Isto é bom, pois significa contas pagas em dia, por outro lado as artes pendentes vão envelhecendo nas gavetas.

Well, vamos seguindo em frente.


A arte de hoje é a capa para "RELÍQUIAS DA CASA VELHA" do Machado de Assis, pronta já faz uma data. Aquarela no papel canson. A paisagem foi inspirada num quadro do Almeida Júnior.
Esta nova fornada de livros deve ser impressa ainda este ano se Deus quiser.


Fiquem bem.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O ESCARAVELHO, DE DANIEL MUNIZ .

Ontem na minha página no Facebook tive a grata satisfação de encontrar uma mensagem do artista Daniel Muniz dizendo que o curta que ele estava produzindo sobre seu personagem O ESCARAVELHO já estava pronto. Trabalho muito legal e que merece ser visto. O Daniel é destes caras que não esperam que a coisa aconteça, ele bota a mão na massa (literalmente) e faz a coisa acontecer. De quebra, na abertura da animação, ele homenageia personagens brasucas (inclusive um certo felino, cria deste vosso humilde escriba).
Tentei colocar o vídeo aqui mas não consegui. Segue então o link:

http://www.youtube.com/watch?v=jS9vj21VGeo&feature=youtu.be

Para saber mais sobre O Escaravelho:

http://hqquadrinhos.blogspot.com/2011/07/escaravelho-by-daniel-muniz.html

O blog do Daniel Muniz:

http://www.danielrmuniz.blogspot.com/

Sucesso Daniel e grato mais uma vez pela homenagem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

NOVIDADES EM BREVE

Passagem rápida aqui pra noticiar a vocês dois projetos que (espero) em breve entrarão no forno.

Aqueles que me acompanham a mais tempo certamente se lembrarão de um curso que desenvolvi de como desenhar super-heróis que foi abortado por uma editora de renome. Inclusive, várias imagens foram postadas aqui; pois bem, o dito material sairá em breve por uma outra editora. Aliás, este tema parece ser as minhas postagens mais populares, como pode ser verificado à direita desta página.
Ainda não há contrato assinado, nem nada, mas já estou retrabalhando os textos. Na verdade por causa do número de páginas tivemos que mudar o foco do projeto, será mais uma vez um estudo de anatomia, mas agora para super-heróis, com vários passos a passos de como desenvolver uma figura heroica, segundo a minha ótica, naturalmente.

A outra possível publicação trata-se da compilação em livro das HQs eróticas que criei nos anos 2001 e 2002. Digo possivelmente, por que já não é a primeira vez que um editor tenta juntar este material sem sucesso. Mas os interessados estão bastante entusiasmados, então vamos aguardar.
Pra ser sincero fico um pouco constrangido com estes quadrinhos, não pelo tema, mas é que embora tenham bons momentos, há passagens que eu poderia ter feito melhor, sei lá, acabo pensando assim em relação a tudo que faço, então...

Mas é coisa para o ano que vem, se tudo der certo. O de super-heróis deve sair primeiro.

A arte de hoje é a última ilustração de "Memórias De Um Sargento de Milicias".
Beijos pras gatinhas e abraços pros gatões. Fui.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PAUSA PARA UM CHARUTO E ALGUMAS REFLEXÕES.

Esta semana na verdade nem era pra eu fazer postagens mais longas, me atrasei (como sempre) com alguns trabalhos e agora terei que recuperar o tempo perdido (como se fosse possível) se quiser receber dentro de um  prazo pra eu não ter que enfiar o pé na lama de novo. Só que mais uma vez me dou conta que não estou mais com 30, 40 anos, tenho me cansado rápido, no momento minha mão direita clama por água com gelo e uma gostosa massagem, se volto à prancheta agora (e eu precisava muito) a qualidade do traço fica comprometida. Descansar é preciso. Tem também o desgaste mental, daí o porque de me ausentar daqui um pouco, mas na semana passada ocorreu algo que me fez pensar (sim, por incrível que pareça, eu penso!) e uma ideia ficou na minha cabeça como uma torneira que pinga no silencio da escuridão. VIREI VERBETE DE ENCICLOPÉDIA.

Fui a uma consulta na sexta última e aproveitei pra ir ao shopping resolver umas coisas, pra não perder o costume eu entrei numa livraria pra dar uma olhada nas novidades. Agora é comum as grandes livrarias terem um espaço dedicado aos quadrinhos, então passei uma vista d´olhos pelos títulos e na seção de lançamentos me deparei com A ENCICLOPÉDIA DOS QUADRINHOS, da autoria do Goida e do André Kleinert . O Goida na verdade já tinha lançado uma edição da Enciclopédia dos Quadrinhos no início dos anos 90, mas era algo mais modesto. Esta nova edição está bem ampliada, com mais verbetes (grande parte deles de autores nacionais), mais informações e ilustrações e tal.
O livro é encorpado, bonito de se ver, como tinha pressa só dei uma folheada; claro que fui direto na letra "S", e foi uma surpresa encontrar o meu nome ali, por que na real, eu me considero um autor de HQs que ainda não conseguiu sair do underground, do esqueminha alternativo, enfim não sou um quadrinista popular ou se você prefere, não sou do primeiro time (e nem do segundo), daí é lisonjeiro que alguém tenha lembrado que eu existo.
Dei uma lida na informação e saí de lá bem satisfeito. Verdade, todos queremos ser citados, ninguém está imune a isso, pode ser o Bukowski, o Poe, o Lovecraft. Na verdade passamos a vida buscando a aceitação. Tem o fator vaidade claro, mas o que me interessa hoje quando vejo algo assim é, no que isso pode me ajudar a dar um passo além? Nada talvez, aí então o que sobra é apenas aquele orgulhinho besta de ser citado num livro.

Mas o que me levou a escrever sobre isto, além de me exibir, foi que fiquei ruminando o texto da enciclopédia. Ali falava, lógico, do Zé Gatão, que com um único álbum eu, blá blá blá... sim, citava também  meus álbuns de anatomia. "Um único álbum?" Existem pessoas que só conhecem o primeiro gibi do Zé Gatão, e tem pessoas que só ouviram falar daquele que saiu pela Via Lettera. E pelo visto pouquíssimos sabem que saiu o terceiro pela PADA e o quarto pela DEVIR. Boa parte dos que me que me conhecem nunca viram os quadrinhos eróticos que fiz no início do novo milênio. E porquê? Simples, alguns trabalhos não são divulgados adequadamente, outros são alardeados a exaustão.
Certa vez eu e o Arthur Garcia conversávamos sobre isto. HQ nacional não vende, diziam; sim, não vende naturalmente porque não existe propaganda do produto. Ah, mas o Maurício de Souza tem mais saída que Homem-Aranha e X-Men juntos. Óbvio, porque dos produtos dele todos falam a respeito.
O que levou as Spice Girls fazerem tanto sucesso naquele período? Não quero aqui discutir modismo ou qualidade musical, só lembrar que a difusão em cima das garotas foi maciça.

O Goida e o André Kleinart, com certeza nem sabem que existem mais HQs minhas por aí. Divulgação e distribuição ainda continua sendo um problema pra mim. Com isto não estou dizendo que meus editores não fizeram um bom serviço, eles querem vender, talvez os jornalistas especializados se esqueçam ou não deem bola, sei lá. A esta altura do campeonato já nem interessa mais pra ser sincero. Como já disse aqui, fiz a minha parte.

Para quem se interessar por mais informações sobre esta publicação seguem aí um link com uma entrevista legal com o Goida:
http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805133&SecaoID=500709&SubsecaoID=0&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=527221

Beijos a todos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O DEMÔNIO INTERIOR.

Ele já estava cansado de filas, aquela era a terceira que ele enfrentava em um curto espaço de tempo. A primeira foi no caixa eletrônico pra ver o saldo. Havia uma velha e um gordo na sua frente. Ele sabia, gordo é velho é garantia de lentidão aonde quer que seja. Não deu outra, foram mais de 20 minutos pra uma simples operação de verificação de extrato e saque.
A fila seguinte foi no mercado, ele só fez as compras que sua esposa pediu antes de ir pagar a conta na casa lotérica porque havia poucas pessoas na fileira. Ledo engano, os poucos caixas de atendimento eram mais lerdos que uma lesma manca e foram pelo menos mais 25 minutos de desperdício de tempo. O pior era um cara atrás dele, falando como um revolucionário idiota, que o que faltava era concorrencia, que aquela demora toda era porque brasileiro não gostava de trabalhar. Na sua frente uma velha começou a dizer que todo mundo reclama mas na real ninguém faz nada pra mudar, em vez de observar o pôr do sol, ou ouvir o canto dos pássaros, as pessoas preferem se queixar. Estava entre a cruz e a espada.

Na lotérica a fila não demorou tanto, quando chegou a sua vez foi atendido por uma negra obesa e estrábica, ela olhou para ele dando a impressão que fitava o cara de trás. Primeiro fez sua fézinha na mega sena, pagou com uma nota de dois reais, uma cédula que parecia ter sido ruminada por um bovino doido e depois cuspida. Estava louco pra se livrar dela. A mulher pegou a nota com nojo. Depois ele apresentou a fatura. A negra digitava enquanto conversava com a colega do lado, ambas atrás de um vidro espesso com película. Pagou meio sem jeito por causa das sacolas com as compras. Olhando para a pessoa de trás a enorme atendente perguntou algo. "Quê?!?" Indagou.
"Tem dois reais pra ajudar no troco?" O tom da mulher era ríspido e impaciente. "Não, não tenho". Com um bufar na respiração a gorda lhe deu o troco, ainda conversando com a parceira. Alguém atrás reclamou da demora, pensou que fosse o cara do mercado, não era, é que o mundo estava cheio de gente assim. Pelos menos esses verbalizavam o que sentiam. Ansioso pra sair dali, meteu as moedas e cédulas no bolso e ganhou a rua, batia uma brisa fresca vinda do leste, foi aí que conferiu o dinheiro e se deu conta de que a nota  de dois "triturada" tinha voltado pra ele, e pior, faltava ainda dois reais no troco. A mulher arrogante, papeando com a amiga, não prestara atenção ao trabalho. Voltou pronto para a reclamação, mas desistiu ao constatar que ela estava tendo um violento entrevero com outro cliente.
Dois reais não valem a pena mais uma dor de cabeça, pensou, depois ele errou não verificando a grana ainda na presença do caixa.
É, não tinha sido um bom dia.

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ZOO DOIS, MAIS UMA VEZ.


Recebi esta semana (não, minto, semana passada) meu exemplar autografado do Zoo 2 do meu companheiro de tantos anos, Nestablo Ramos Neto.
Rapaz, ler uma HQ tão envolvente, tão bem ilustrada, escrita de forma que te convida a entrar na trama e não largar até chegar a última página, me faz crer que realmente os quadrinhos nacionais vivem um bom momento. Não acho que exista um mercado ainda, mas já falamos disto, né?
Tenho percebido que há uma tendencia em muitos gibis atuais ao traço mais tosco, mais sujo, por assim dizer. Um desenho feito com pincel grosso, quase seco, primário até. Não digo isto com tom de crítica, embora pareça. Trata-se de estilo, de auto-expressão, de dar mais voz ao conteúdo que a forma (embora isto também seja uma bela desculpa para não fazer a coisa direito). Já ouvi pessoas dizerem que estão cansadas do traço certinho, eficaz, querem ver coisas mais "ousadas". Então é natural que uma graphic novel como Persépolis faça tanto sucesso (aliás, não li ainda, tenho curiosidade) e venha no vácuo um monte de coisas duvidosas. Por estas e outras, o Zoo 2 é algo tão legal.
Netão, como costumo chama-lo, critica de forma franca os maus tratos aos animais, levantou esta bandeira e pelo visto vai lutar esta guerra até o fim através do seu belo trabalho, não importando quão difícil seja. E o faz com muito estilo, elegância e bom humor, o que dilui a violência de algumas cenas. Enfim, é um excelente álbum. Recomendo.

E puxando brasa para a minha sardinha, Zé Gatão faz sua pequena (mas eficaz) participação como mostra uma das páginas abaixo. Obrigado pela homenagem amigão.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ZÉ GATÃO - CRÔNICA DO TEMPO PERDIDO (ENCERRAMENTO)


Embora eu sempre afirme que um dos meus sonhos é ler algo que tenha publicado sem me sentir constrangido, não posso deixar de sentir certo orgulho de algumas coisas que produzi, e isto é muito mais pela sensação de dever cumprido do que propriamente pelas qualidades da obra em si. Uma parte de mim insiste em afirmar que poderia ficar muito melhor (de fato é verdade), enquanto outra parte tenta me convencer de que faço o melhor que posso com as condições que disponho (o que também não é mentira). Mas há uma ponta de tristeza quando vejo um material, como o meu segundo álbum, se despedindo do público. Trata-se de "Crônica Do Tempo Perdido".


 Conversando com o editor da Via Lettera fiquei sabendo que o foco da empresa no futuro não serão os quadrinhos, e Zé Gatão (que nestes quase dez anos de editora não foi exatamente um sucesso de vendas) não terá uma segunda edição. A editora possui pouquíssimos exemplares em estoque, fora alguns consignados ainda com alguns clientes, portanto, você que está conhecendo agora e tem interesse em adquirir, ou já conhece a muito tempo e sempre adiou a aquisição, eu aconselharia não perder tempo e procurar em alguma Comic Store ou pela internet, soube que o Submarino possui o item em promoção, e também algumas livrarias virtuais. Já me passaram e-mail perguntando se tenho para vender. Não, não tenho.
Evidentemente sempre há a possibilidade de republicação por outra editora, mas na boa, eu duvido que isso aconteça.
De qualquer forma fica aqui expressa a minha gratidão aos editores Jotapê Martins, Monica Seincman e Roberto Gobatto.


A Via Lettera editou 1000 exemplares deste livro. A população brasileira ultrapassa o número de 180 milhões de habitantes. Tiremos a grande porcentagem de analfabetos, subtraiamos os que não tem o habito de ler quadrinhos, separemos os que só curtem HQs de humor, super heróis ou mangás, coloquemos de lado os que desprezam o material nacional que não seja Monica ou Pererê. Afastemos os que não tem grana pra gastar com gibis caros vendidos em livrarias. O que sobra? Um número reduzido que gosta de colecionar  material alternativo, ou indie, ou underground, ou como raios você chame. Tenho certeza que são poucos, mas ainda assim certamente ultrapassa os tais mil. Entendem o que quero dizer?


Bem, não posso me queixar no final das contas. Limitei muito o meu público fazendo meus quadrinhos como quis (que no fundo faz parte de um grande desabafo), e não me arrependo. Fiz sozinho, ninguém me apontou um único lápis. Demorou, mas consegui publica-los sem fazer parte de grupos ou panelas. Acho que posso me considerar um vencedor.
Glórias a Jesus.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

REEDIÇÃO DE DESENHANDO ANATOMIA FIGURA FEMININA


O álbum de Anatomia Feminina, editado pela Opera Graphica foi meu único trabalho que esgotou em pouco tempo. Digo isto com uma pontinha de orgulho. E, claro, o natural seria uma segunda edição, só que a referida editora fecharia suas portas um tempo depois. Neste período, uma reedição era estudada por uma nova editora. Demorou um pouco mas, os planos finalmente se concretizaram. Já está em circulação ( faz um mês ) uma nova edição deste título pela Editora Criativo, revisado e ampliado. Me pediram para acrescentar mais alguns desenhos e informações e também agregaram matérias de outros cursos que fiz.


Eu havia elaborado uma capa diferente para este livro mas acharam sensual demais. Tentei uma outra versão mas também não gostaram ( as duas já foram postadas aqui no blog ), então acabaram usando a original da primeira edição.


Não julgo nem comento meu próprio trabalho, deixo isto para os outros, o que posso dizer é que está uma belíssima edição. Os interessados em adquirir é só entrar em contato com a Comix no link abaixo:

  http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=14400

Um bom final de semana a todos vocês e muito obrigado pelas visitas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RINOCERONTES


Sabem, já vai fazer um mês que ZÉ GATÃO-MEMENTO MORI foi oficialmente lançado e ainda não vi o livro. Tampouco li qualquer tipo de comentário nos ditos sites especializados. Fiz minha divulgação da melhor maneira que pude com os meios que dispunha (blog, orkut, facebook e um monte de e-mails pra conhecidos e desconhecidos), mas aqui onde me encontro minha ação é limitada. Curioso notar que os jornalistas direcionados às HQs com quem me comunico de forma cordial vez por outra não me responderam a uma única mensagem. Se eu fosse o Fox Mulder apostaria que há um conspiração contra mim. Pelo que estou sabendo a Devir fez a parte dela.
Dizem que o boca-a-boca ainda é o melhor meio de divulgação. Veremos. Mas penso que para que uma pessoa comunique a outra, ela deve estar ciente de que o produto existe em algum lugar.
Bem, agora é aguardar.
Só posso dizer que se as vendas destes dois livros (ha, sim, tem mais um para o ano que vem se Deus quiser) não forem boas, infelizmente não terei condições de criar novas aventuras para Zé Gatão.
Conversando com o mestre Júlio Shimamoto estes dias sobre esta lei que resolveram ressuscitar, onde se estabelece que as editoras devam publicar uma porcentagem de títulos nacionais para um tanto de títulos gringos, ele me disse que se tal coisa se concretizar, para ele chega tarde demais. Estou quase afirmando a mesma coisa no que me diz respeito. Os murros na ponta dos pregos começam a doer de verdade meus queridos.
Pensei numa história envolvendo rinocerontes, por isto fiz estes estudos num caderninho de esboços, só para o caso da coisa dar certo. Se não der, serão como outros tantos estudos já feitos e que nunca desenvolvidos, páginas perdidas que nunca viraram histórias.

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O HOMEM MACACO E SEUS GENÉRICOS


A molecada de hoje é bastante esperta, até demais eu diria. Eu lembro que com 11 anos eu ainda não sabia que um filho era gerado por uma relação sexual. Sério. Claro que eu sabia que homens e mulheres se relacionavam sexualmente, ainda que não fizesse uma ideia clara de como isto se dava, mas que um filho era resultado disto só fui aprender um pouco mais tarde. Tem um fato pitoresco que gosto de lembrar, minha mãe tinha uma amiga (ela faleceu faz tempo) da qual eu gostava muito, era muito carinhosa comigo, o caso é que no seu segundo parto  ela teve um AVC que comprometeu os movimentos das mãos e cegou-a de um olho. Certa noite ouvi minha mãe comentar com meu pai que um médico havia dito a tal amiga que se ela tivesse um outro filho poderia ser fatal. Temi por ela, achava que um outro filho seria certeiro simplesmente por ela estar casada. Coisa doida, né? Ou eu era muito bocó ou éramos todos muito puros a 40 anos atrás.
Claro que os meios de comunicação de massa ajudaram muito a tornar nossas crianças precoces, então parte da pureza tão necessária ao infante acaba ficando perdida.
Quando garoto, descíamos as ladeiras com carrinhos de rolimã e não raro nos esfolávamos nas inevitáveis quedas. Quantos hoje na faixa dos 40, 50 anos não tem suas cicatrizes nos joelhos por conta de tombos de bicicleta? A petizada hoje só falta andar de bike trajando um escafandro. Nada contra proteger as crianças do que poderia ser um acidente feio, até fatal, mas, sei lá, me parece que toda esta proteção não tem valido muita coisa.



Em Pirituba, eu e uns amigos gostávamos de brincar de Tarzan. Subíamos em árvores, pulávamos dos galhos para o chão, nos digladiávamos numa boa nos barrancos de terra fofa ou campinhos de areia. Um detalhe curioso é que ninguém queria ser bandido, como só havia um homem macaco, o restante tinha que se contentar em ser um personagem menos famoso. Então ficávamos assim, o Tarzan geralmente era o menino que era dono do quintal, um tipinho esperto, o mais baixinho dentre nós, com trava de língua, soberbo toda vida. O seguinte acabava sendo o Korak, que era filho do Tarzan, por sugestão minha, eu era o único que lia gibis, os demais conheciam o rei das selvas pelo seriado protagonizado pelo Ron Ely. O engraçado é que o Korak era bem maior que o Tarzan, seu pai. Eu acabava sendo o Targo, personagem cujo primeiro roteiro foi criado por Francisco de Assís e desenhado por Moacir Rodrigues para a Editora Taika na década de 60. Ainda sobrava um garoto, o mais molenga e chorão, como não sobrou um herói para ele viver, inventei o Targot, jurando de pés juntos que era o mais forte e mais famoso de todos só pro cara não chorar, ele, pouco convencido acabou aceitando, afinal não tinha muita escolha. A gente brincava a tarde toda, criando nossos roteiros, tínhamos que salvar a Jane, geralmente uma mulher invisível, como invisíveis eram os nativos perigosos da Africa, os socos e pontapés eram desferidos no vento com sonoplastia criadas por nossas bocas. Os leões e jacarés imaginários também não eram poupados.  Foram tardes gostosas, só acabando quando nossas mães nos chamavam pra tomar banho e jantar.
Jogávamos bolinhas de gude e todas essas coisas, eu só não curtia muito soltar papagaio (empinar pipa, como é mais popular no Rio) por não ter o menor domínio da coisa. Aquele foi o único momento da minha vida onde estive confortável em um grupo com mais de quatro. Foi breve, mas lembrando hoje parece que foram anos de diversão.
Não brincávamos apenas disso não, tinha a novela "Cavalo de Aço", as corridas de Fórmula 1 onde o Emerson Fittipaldi era a grande sensação com suas costeletas enormes. Eu era fã de Rivellino, Gerson e Tostão, embora nunca fosse amante de futebol.
Hoje os meninos crescem em frente à televisão ou computador, com jogos cada vez mais realistas sobre um marginal bombado de camiseta branca que espanca velhos e crianças pra cumprir sei lá que raio de missão. Não, não culpo os games, as HQs ou os filmes pela atual onda de violência, mas acho triste que esta situação seja banalizada desta maneira.
Nem sei se o homem hoje está mais inteligente de fato. Eu o vejo mais arrogante, só isto.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

PRA NÃO PASSAR BATIDO

Boa noite, queridas e queridos.
Passo apressadamente por aqui pra gente se dar um OI; realmente não tenho conseguido parar para escrever sobre os assuntos que me vão na cachola, meu tempo está tomado e não é exatamente pelo trabalho, é a soma de muitas pequenas coisas. Acho que todos nós passamos por isto de vez em quando, não é? Aí fica difícil a concentração. Mas logo o trem entra nos trilhos, se Deus quiser, então volto às postagens normais.
Fiquem com mais uma imagem de Memórias De Um Sargento De Milicias.
Beijos a todos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RINHA



Sempre fui fã de esportes de combate.
Na adolescência, fanático que era por Bruce Lee,  Jackie Chan e a série de TV, Kung Fu, procurei desesperadamente uma academia para treinar, mas tinha que ser de Kung Fu, de preferência no estilo norte, onde a ênfase era nos golpes com as pernas (pelo menos era esta a informação que eu tinha).
Quebrei minha cara, em Brasília, em 1975, não havia luta chinesa, só japonesa, KARATÊ, pra ser bem específico. Com muita dificuldade consegui me matricular na Academia Uruma Kan (acho que é assim que se escreve, na verdade não me lembro mais), com o mestre Takeo Hiane (nono dan e tal), ficava na 506 Norte. Pra ser sincero tivemos poucas lições com o sensei Hiane, quase todas as aulas eram dadas por um aluno faixa preta dele chamado Jackson, um cara com uma postura agressiva, ao contrário de seu mestre, que lembrava o sr. Myagi.
Pessoal, eu tenho histórias pitorescas deste período mas fica pra outra postagem, o tema hoje não é esse.
Não fiquei muito tempo por lá, fui somente até a faixa amarela, as mensalidades não eram baratas, e minha família naquele período estava sempre no "vermelho".

Tempos depois ingressei numa academia de Taekwondo, na 503 Sul, mas lá eu aprendi o manuseio do Nunchaku mais do que chutar alto. Tive que sair logo pelo mesmo motivo.
Boa parte deste tempo eu treinava sozinho ou com uns conhecidos da Ceilândia que praticavam Kung Fu.

Depois conheci um chines autêntico vindo de Hong Kong chamado Cheng, aprendi muitas coisas com ele, mas eram regras demais; nossa amizade acabou de forma desastrosa. Foi aí que me dei conta do abismo que pode haver entre pessoas de culturas e costumes diferentes.

Pratiquei um pouco de boxe no Rio de Janeiro, mas querem saber? A verdade é que eu sempre fui um tremendo bunda-mole, apanha-se muito nestes treinos até atingir um nível razoável de destreza, e levar porrada não era exatamente minha meta; já tinha sido surrado demais pela minha avó materna e pelo meu pai pelos motivos mais fúteis; pagar para ficar com as costelas roxas (karatê) ou a cabeça zonza (boxe) era insano.
No período dos treinos de pugilismo onde eu nunca cheguei a pesar mais que 63 quilos, vi a necessidade de aumentar a massa muscular, aí comecei com o fisiculturismo e foi onde me encontrei. Mas como eu nunca estava satisfeito com meu "shape", quase nunca saía sem camisa na rua, mas aí já é outra história. Como podem intuir, sou um cara com sérios problemas de auto-aceitação.

Na verdade o tema era pra ter sido outro e me enveredei de novo por uma auto biografia.

Eu ia dizer que sou fã de lutas e de filmes de lutas. Acompanho os campeões de boxe desde os anos 70, vi o declínio deste esporte depois da era Tyson e o crescimento do chamado Vale Tudo (hoje, MMA) que o substituiu. Nesta modalidade meu lutador preferido é Anderson Silva. E isto nos trás finalmente ao desenho de hoje.
Quando meu brother Nestablo Ramos Neto me mandou umas cenas do seu novo álbum (Zoo 2) e me pediu uma Pinup para o mesmo, não tive dúvidas, tinha que ser algo que tivesse a ver com os confrontos nos octógonos, usando os personagens criados por ele. Não usei modelos e saiu isto que vocês veem acima. Abaixo, as etapas do processo.

Bom sábado e domingo a todos vocês, a gente se vê de novo na segunda se o Salvador permitir.
AU REVOIR.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

VERTIGO.

Pois é, hoje finalmente fui fazer uma endoscopia requisitada por uma médica de tripas faz uma cara.
O consultório tava vazio, mas o médico chegou com meia hora de atraso.
- O que te trás aqui sr. Eduardo?
- Bem, aconteceu de acordar algumas noites com refluxo, aquele gosto que mais parece ácido na garganta, daí a "gastro" requisitou este exame, mas faz muito tempo que não acontece, digo, o refluxo.
- Sei, rotina, então.
- É.
- Tá de jejum desde que horas?
- Desde ontem a noite.
- Ótimo. O senhor trouxe alguém para acompanha-lo? O senhor será sedado.
- Sim, minha esposa.
-  Bem, pode se deitar ali, por favor.
Deitei, a enfermeira me deu um luftal, injetou algo na minha veia e uma substância para anestesiar a garganta. Colocou uma espécie de prendedor no meu indicador esquerdo. Já estava sentindo vertigem e um sono estranho. Pediram pra deitar de lado e algo que parecia uma mangueira começou a deslizar pela minha garganta abaixo. Acho que apaguei, não sei direito. E isto foi que achei divertido, para mim, naquela hora eu parecia acordado, mas lembrando agora, não tenho uma recordação muito clara.
A enfermeira me ergueu da cama e me apoiou até um quarto contíguo e me fez deitar numa espécie de maca. Eu estava completamente zonzo. Quando dei por mim a Verônica estava sentada ao meu lado. Ela falou que eu não dizia coisa com coisa. Eu lembro de estar falando claramente.
A tontura e sonolência passou agora a pouco.

O desenho é mais uma cena das " Memórias De Um Sargento De Milicias" e não tem nada a ver com este texto, assim como este texto não tem nada a ver com nada.

Se não der pra passar por aqui amanhã, desde já desejo a todos um bom final de semana.
Inté.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

BLUE

Mais um rabisco feito as pressas com caneta BIC azul.
Passava uma vista nos jornais e li uma matéria bacana com o lendário Miles Davis. A foto em PB era legal e saí rabiscando no papel com fúria pra ver no que dava. Comparei. Não ficou nada parecido. Mas valeu a tentativa.