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quarta-feira, 30 de maio de 2012

O CABELEIRA ( CENA 02 )

Cheguei em casa a pouco, eu e Verônica fomos fazer umas compras na cidade. Bom pra sair um pouco da rotina mas não deixa de ser um tanto exaustivo, como tenho que responder alguns e-mails e ainda revisar um texto para uma futura publicação (o editor está me cobrando a dias) terei que ser breve por aqui, o que é uma pena pois sempre gosto de partilhar uns pensamentos oriundos de algumas observações que faço a partir de  certas situações e pessoas nas ruas. Por exemplo, o busão que pegamos hoje estava recheado de paradoxos, tinha uma mulher que poderia ser confundida com um homem, um homem que parecia uma mulher e uma mulher com rosto de setenta anos mas com um corpo de vinte. Os que me conhecem melhor, bem podem imaginar o que eu diria caso tivesse tempo. Deixo a imaginação de vocês trabalharem.

Brevemente, se o Todo Poderoso permitir, um novo conto aportará por aqui, estou ruminando umas ideias.

A arte de hoje é mais uma imagem criada para "O Cabeleira" de Franklin Távora. Enjoy.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

UMA ARTE E ESBOÇOS DO AUTO DA BARCA DO INFERNO.



Desenhar as artes do "Auto Da Barca Do Inferno" de Gil Vicente foi cansativo pela urgência para entrega do material, mas ao mesmo tempo foi divertido, isto porque pude sair um pouco da mesmice das ilustrações de pessoas com trajes de época na sua maioria em poses estáticas, tento sempre que possível dar um tom "Schloesseriano" aos temas, mas nem sempre consigo.
Hoje temos uma arte e alguns esboços. Os editores não queriam a figura do diabo muito demoníaca, tive que rascunhar bastante até conseguir um visual que ficasse entre o caricato e o astuto. A carranca da proa da barca eu matei logo de cara. Gostei do visual do anjo, mas infelizmente ele aparece pouco nas artes finalizadas.
Evitei consultar obras já consagradas para não me influenciar.
Uma ótima semana a todos. A gente segue se falando.







sexta-feira, 25 de maio de 2012

O AUTO DE SÃO LOURENÇO ( capa ).




 Cá estamos de novo, bem defasados como vem acontecedo nas últimas semanas. Se eu disser a razão de não poder estar aqui como outrora, vai soar repetitivo.
Então, sendo breve como sempre, temos hoje a capa do livro "O Auto De São Lourenço" do padre José de Anchieta, um tomo que segundo me informaram, encontrava-se fora de catálogo a muitos anos.
Já está impresso mas até agora não recebi minhas unidades.
Abaixo, uma das ilustrações da obra.


A todos um ótimo fim de semana.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

I´M SO TIRED.


Tem algo tão desagradável, quando você está duro, e prometem que vão te pagar uma grana que estão devendo a muito, num determinado dia e você enfrenta uma fila chata no caixa eletrônico e constata que na sua conta só tem centavos? Dá pra se sentir enganado, não é? Chego até ficar constrangido e com vergonha, como se eu tivesse sido vítima de uma brincadeira de mal gosto.
Sabiam que a maioria dos editores é assim? Falam que tal dia o dindim por um trampo bem realizado e entregue no prazo estará na sua conta, e demoram até meses pra pagar. Quando você passa e-mail, não respondem, você liga, estão em reunião.
Bem, certamente há coisas piores, como ser picado por uma cobra ou estar à deriva em alto mar, imagino. Então só me resta esperar.

Este desenho...bem, nem chega a ser um desenho, foi uma tentativa de elaborar algumas misturas de cores pra um curso, mas nem usei, a fusão, acho, não confere. Encontrei no meio da minha bagunça. Vou postar aqui porque gostei das nádegas da menina de shorts marrom.

Kisses.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

O CABELEIRA 01



No som rola um George Harrison pra ver se consigo relaxar um pouco, terminei a alguns instantes uma arte destas que saem sem muita dificuldade, mas como não existe desenho fácil por mais simples que ele seja, minha mão está cansada, implorando por um tempinho mergulhada em água gelada, e meu estômago reclama por algum alimento, mas eles que esperem, precisamos bater um papinho, se for atender a mão ou jantar, arrisco não voltar aqui.
Hoje começo a mostrar algumas ilustrações que fiz para o livro "O Cabeleira" de Franklin Távora, só não o fiz antes porque estava esperando ele ser publicado, como a editora parece que vai adia-lo ainda até o ano que vem, não vou postergar mais, vocês conferem em primeira mão.
O livro é diferente da excelente HQ desenhada pelo fantástico Allan Alex já mencionada neste blog. Acho até que é bem mais violenta, mas é uma violência, eu diria, mais de cunho psicológico. Dá um nó no estômago imaginar que existiram (e existem) pessoas capazes de cometer tais barbaridades. Isto só corrobora uma teoria que tenho, não acho que o mundo hoje esteja mais violento que outrora, só ficou mais banal e ele (o mundo) ficou pequeno demais com a rapidez das informações, a impunidade e incapacidade dos governos em lidar com tais acontecimentos só potencializa a coisa, mas não quero discutir isto.
Um bom fim de semana a todos.


terça-feira, 15 de maio de 2012

DE VOLTA, MAS POR QUANTO TEMPO?


É incrível, mas não estou conseguindo atualizar esta página como gostaria. Comentar sobre o que ando lendo, assistindo, falar a respeito das muitas coisas que me deixam perplexo no dia-a-dia, relatar um pouco mais sobre meu passado e tal. Mas para tanto necessito um mínimo de paz de espírito e não estou conseguindo. Antes eu ficava mais diante do computador lendo alguns blogs de artistas que admiro, procurando músicas antigas e etc, agora só faço checar e-mais e olhe lá. É a pressão do tempo que aumenta, os prazos que ficam mais curtos, assim como meu fôlego. Me sinto como se fosse um roedor dentro de uma gaiola, correndo naquela escada que gira sem nunca chegar a lugar algum, numa velocidade casa vez maior, pois se paro ou diminuo o rítmo, arrisco-me a quebrar o pescoço.

Ontem quebrei a rotina e me impuz ir ao cinema assistir "Os Vingadores". Como um aluno que mata aula num dia de provas, lá estava eu dentro do cinema sem conseguir relaxar e curtir ao filme, o tempo todo pensava nas palavras do diretor de arte me implorando para entregar as artes que estão faltando até o fim da semana. Não podia desligar o celular, botei pra vibrar e enquanto os aliens destruiam a cidade na tela, ele se fez notar. Era o motoboy da editora querendo saber se eu estava em casa para me entregar os contratos do próximo livro. Não, respondi eu sussurrando em meio às explosões dos carros, só estarei em casa a partir das 16 horas.
O filme é legal, é como ler um gibi da Marvel nos bons tempos, gostei particularmente do Hulk e do Loki (e claro, quem não vai gostar da Viuva Negra?), mas não pude me divertir, esta é que é a verdade. Tem muita coisa acontecendo à minha volta ultimamente.

Era pra eu ter postado no domimgo sobre o dia das mães, comentar a saudade que sinto da minha genitora embora fale com ela quase todos os dias. Descrever a admiração que sinto pela Verônica que é uma esposa-mãe. Um relacionamento careçe de equilibrio, enquanto sou imaturo, infantilizado, ela é realista e cuida de mim como se eu fosse um filho. Nunca saio de casa sem estar bem arrumado ou alimentado. Há algo de incestuoso aí? Bem, não vamos nos aprofundar demais.
O caso é que no sábado eu ela fomos às compras para preparar o almoço de domingo. Foi um dia exaustivo, preparar nhoque, maionese, pavê, bolo e essas coisas tomam um bom tempo. No domingo... bem, no domingo mandei tudo às favas e comi como um padre, somado tudo, não deu pra trabalhar e muito menos pra escrever no computador. Esta semana tenho que recuperar o tempo perdido e acelerar as artes para que o diretor de arte não arranque os cabelos.

A Arte de hoje foi feita para um dos contos do Humberto de Campos. Uma história brutal.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

ESBOÇOS PARA "O AUTO DE SÃO LOURENÇO".




Pois é, devido a correria para entregar as ilustrações deste livro no prazo e não deixar o blog pegando poeira, seguem aí uns rabiscos preparatórios para o mesmo.
Beijos a todos.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

MEU, QUANTA AGITAÇÃO!!!




 Estas duas semanas tem sido bem pesadas (tem alguma que não é?), dois livros urgentes furaram a fila, tive que interromper "A Casa Velha" do Machado de Assis pra tocar em rítmo louco "O Alto Da Barca Do Inferno" e o "Alto De São Lourenço" de Gil Vicente e Padre Anchieta, respectivamente.
Portanto, sem muita conversa, deixo com vocês a capa (e alguns esboços) do livro "Contos Selecionados De Lima Barreto".
A gente se vê.

















  






quinta-feira, 3 de maio de 2012

MEMÓRIA FALHA.

Hoje pela manhã enquanto lavava o rosto e escovava os dentes, uma idéia bacana para o blg, destas que não aparecem todos os dias, surgiu em minha mente como um clarão. Boa, pensei, imediatamente comecei a lapida-la dentro da cachola, mas como tenho que entregar as ilustrações de "O Auto Da Barca Do Inferno" até sexta (amanhã), reservei-a para trabalha-la quando viesse postar, o que geralmente é a noite. Ao me sentar aqui, me dou conta de que não lembro patavinas do que me surgiu na cabeça nas primeiras horas do dia. Já espremi o cérebro e nada. Pena, talvez me lembre mais tarde ou um outro dia, mas não sei se será a mesma coisa. Pode ser que eu nunca lembre. Isto já aconteceu, muitos temas para hqs vem desta maneira, e se não anoto em algum lugar, horas depois some da minha memória. Geralmente os enredos brotam nas filas, nos engarrafamentos, observando alguma ação ou a expressão de alguém, mas aí, as vezes não tenho como registrar, se não ficar maturando a idéia, ela desaparece dos meus arquivos.
Em se tratando de histórias em quadrinhos isto nem me incomoda mais, desisti disso, nem permito que as idéias floreçam ao ponto de desejar ardentemente cria-la, não tenho mais o mesmo vigor físico e psicológico para continuar no campo de batalha, sofrendo um descaso atrás do outro. Os últimos álbuns do Zé Gatão tiveram uma receptividade pífia, principalmente Memento Mori, embora uns poucos tenham elegido esta primeira parte da saga como um dos melhores acontecimentos de 2011. O problema é que estes poucos não foram suficientes para alavancar as vendas. Será que as coisas não tomarão um outro rumo quando a sequência final for publicada? Quem sabe? Eu já não crio expectativas, não mais. Se acontecer, ótimo, se não, já provei o que sou capaz de fazer. Isto me basta. Falando nisto já está em tempo de contactar a Devir e dar início ao processo de publicação da segunda parte.


 As artes de hoje são aquelas pinceladas rápidas só pra não desperdiçar o nanquim, a de baixo fiz a pedido de um desenhista que se diz fã da minha arte.


Quando falo que desisti dos quadrinhos, não quer dizer que nunca mais vá faze-los, aida tenho que terminar o Edgar Alan Poe, preciso dar corpo a uns roteiros que escrevi faz anos (gosto muito dos temas pra deixar no limbo), sem contar o ábum Phobos e Deimos que já está prontinho. O que digo é que aquele ardor tão próprio dos primeiros anos em que se cria, experimenta e só o fato de estar finalizado no papel já é uma realização,  não existe mais em mim. Ih, caramba, começo a ficar sentimental, estou soando piegas, comecei falando das minhas falhas de memória e acabo com minhas mágoas pelos meus insucessos no mundo das hqs. Melhor para por aqui.
Bom final de semana a todos.