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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ANATOMIA DE SUPER HERÓIS (CAPA RECUSADA)

Bom início de semana a todos.
O curso de super-heróis que tinha idealizado e que foi comentado tantas vezes aqui neste blog vai virar um álbum de anatomia com algumas considerações minhas sobre os superseres e a forma como concebe-los. Não foi o que havia planejado desde o princípio mas mesmo assim é uma boa notícia, uma vez que boa parte dele (senão a melhor) virá a público numa edição com excelente acabamento gráfico como é comum a Editora Criativo fazer.
Quando sairá? Ainda não há previsão certa, mas é para breve. Devo confessar que alguma demora será culpa minha, tenho que retrabalhar alguns textos e imagens e como estou com pouco tempo, deverei faze-lo nos meus intervalos de trabalho.
Criei esta capa para o livro mas foi rejeitada, não porque tenham achado ruim, mas eles querem manter um padrão e esta foge totalmente da proposta. Terei que fazer outra assim que puder.
A gente segue se falando.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ZÉ GATÃO (FanArt)

Apesar do acumulo de trabalhos (mais do que estou podendo dar conta), ontem não labutei, tinha que resolver umas coisas em Recife e no final da tarde fui, como de praxe, a um estúdio de animação encher o saco dos amigos que tenho por lá. Como sempre fui muito bem recebido. Inclusive desta vez com este desenho do Zé Gatão realizado pelo André Rodrigues, um excelente animador, ilustrador e quadrinista. Segundo ele, após reler o álbum branco (o primeirão), ele sentiu compulsão de retratar o felino segundo sua visão do mesmo. É muito legal isto, ver seu personagem nos traços de outros artistas jovens e talentosos.
Valeu André, fica aqui registrado a sua arte e a minha gratidão.
A todos um excelente final de semana.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

RUNNING.

Quando moleque uma das minhas brincadeiras preferidas, principalmente nos pátios das escolas, era o tal do pique-pega (era assim que chamávamos). Se você era o perseguidor corria atrás da sua vítima (geralmente o mais lerdo) até tocar nele, aí ele virava o caçador. Havia uma variante em que se você encostava na pessoa ela tinha que ficar "congelada" no local até que algum amigo a tocasse de novo para ela poder se mover novamente. Nesta versão você só poderia deixar de ser perseguidor após congelar um número X de amigos, acho que era isto, não lembro bem. O fato é que se me deixassem, era capaz de brincar disto o dia todo. Havia um emoção quase inigualável ao fugir de alguém prestes a lhe agarrar, só comparável à frustração de quase alcançar um companheiro, senti-lo a poucos centímetros de sua mão e ele de repente te dando um "olé", virava bruscamente para a esquerda ou para a direita, ou ganhando distância num súbito recobramento de ânimo.

Penso mesmo que fui um dos últimos a dar adeus a esta parte da infância, muitos amigos na hora do recreio, já em Brasília, na quinta série, preferiam ficar observando as garotas enquanto eu me divertia correndo da molecada. Eita, que tempos bons!

Hoje a corrida continua, mas a emoção de ter as mãos muito próximas de tocar o objeto desejado, quase te-lo ao alcance e velo ganhar terreno, é bem diferente. Hoje com o fôlego mais curto, os objetivos, as presas, ganham uma distância muito grande logo nos primeiros momentos de caçada. Você só pode olha-los fugindo ao longe, desapontado, recuperando ar, esperando outra oportunidade.

O desenho desta quarta é o esboço rápido para um projeto sobre sustentabilidade. Foi recusado, apesar de ser só um esboço, acharam mal feito.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ALGUNS SKETCHES.



 Nesta segunda caí da cama cedo. O tempo mudou aqui em Pernambuco, parece que as chuvas se anteciparam. Minimiza o calor, desperta os insetos e na madrugada tenho que usar o lençol, o que é bom. O caso que é antes das cinco da manhã eu já estava em pé. Seria legal (pois o tempo rende mais), se eu não ficasse com aquela sensação de ressaca o dia todo. Mas bola pra frente que eu tenho muito o que fazer; inclusive, por conta disto é possível que pelos próximos dias eu só consiga postar esboços como estes aqui, feitos para uma nova literatura infantil. São vários rabiscos até chegar àquele aprovado pelos editores. Este acima ainda não foi o escolhido, mas quase.















sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CABEÇA QUENTE À DERIVA.


 Aqueles que me seguem de forma rotineira já devem saber que meu ano começou em convulsões, ando com a cabeça cheia e humor alterado, tendo que mante-lo calmo e domado a todo custo como uma fera implacável.
Estou me organizando devagar, os primeiros trabalhos já recebem luz verde para começar, então é hora de administrar melhor meu tempo e espanar a poeira da cachola e não dar ouvidos aos ruídos exteriores como contas que chegam, dinheiro que me devem e não pagam e pequenos/grandes aborrecimentos cotidianos. Afinal, o Mestre nos advertiu que esta terra não é lugar de descanso, então não há porque dar lugar à perplexidade e desânimo.
O problema é que as vezes os sucessivos apertos vão me tornando susceptível, e o caldo começa a entornar, por exemplo, hoje pela manhã errei sobre uma pintura quase toda pronta de forma irremediável, não tenho outra alternativa senão recomeça-la, isto redunda em atrasos e pior, um bom trabalho nunca é substituído, há casos em que a substituição fica até superior, mas igual, impossível.
Como se não bastasse o desastre, ao entrar no blogger hoje, removi acidentalmente o comentário de um seguidor, tentei recupera-lo mas infelizmente não teve jeito (acho que o blogger ainda há muito o que melhorar), ao KAISERLEOMON, minhas sinceras desculpas.

Estas duas ilustrações fazem parte do livro Memórias Da Casa Velha do Machado de Assis, um de uma série de livros que ilustrei no ano passado e que já deveriam ter sido publicados mas sofreram atrasos.
Para cada livro eu penso num tipo de tratamento adequado ao desenho, algo que evoque o clima da história da maneira como eu a sinto, se mais claro, mais escuro, com mais (ou menos) hachuras ou limpo e por aí vai. Na maioria das vezes não me importo tanto com cenário ou perfeição da arte, e sim com a composição e a emoção sutil que ela pode provocar. É intuitivo, se tenho ou não sucesso, só o tempo é quem diz, e as vezes nem isso.

Já demorei demais em frente ao computador, minha prancheta é ciumenta.
Um bom fim de semana a todos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A LEI (NUNCA CUMPRIDA) DO SILÊNCIO.

Vim parar no nordeste à minha revelia. Passados quase nove anos que aqui estou, ainda ouço a clássica indagação:
"Tá gostando daqui?" Tenho uma resposta pronta, "Me acostumei". Graças a Deus pelo incrível poder de adaptação que possuímos. Eu gostaria muito de me mudar, na verdade mudar de ares, ir para um lugar mais fresco, mas ainda não é possível. Um dos fatores que atrapalham (além do monetário, óbvio) é que sou um tanto acomodado e desorganizado. A cinco anos passados era uma meta que não abandonava meus pensamentos, aí algumas dificuldades foram tomando um corpo maior, o tempo foi passando e cá estou até hoje.
Moro num bom lugar, já disse isso; os loucos que me circunvizinham não chegam a ser um problema de primeira ordem, só o cachorro maluco continua me perturbando com seus latidos insistentes, o que nos leva ao coração desta postagem:
Duas coisas realmente me aborrecem em Pernambuco, é a música que toca por aqui. Longe de mim criticar o gosto musical de alguém, considero o meu bastante eclético, mas o forró- brega que se faz presente (tipo Calipso - e daí pra pior) ouvido em um volume ensurdecedor em cada residência, carro e boteco, é pra deixar qualquer um doido.
Faz um tempo já os telejornais noticiaram a criação de uma tal Lei do Silêncio. Boa, pensei, agora talvez tenhamos um pouco de paz quando alguém exagerar na dose. A tal lei pelo que fiquei sabendo, não vigoraria apenas naqueles horários que sabemos não ser permitido barulho, tipo, depois de 10 da noite e antes de 8 da manhã. Ela valeria pra qualquer um que excedesse um determinado volume de decibéis não importa a hora, ou que este som fosse extremamente irritante. Nestes casos, existe um número para denuncia. Me dou conta de que, ou ninguém se importa com a zoada como eu, ou a tal lei como tantas outras não é posta em prática.
O prédio vizinho ao meu (o do cachorro) está em reforma, os operários começam com a bateção de martelo e aquele irritante som de máquina cortando cerâmica às 7 da manhã.
Faz pouco tempo, eu e Verônica acordamos cedo para uma caminhada e de longe ouvimos um barulho de bate-estacas, daquele maquinário que coloca as fundações dos edifícios, um prédio estava sendo levantado a uns quarteirões do nosso e eram 7:30 da manhã!!! Ninguém se importa ou ninguém dá ouvidos às queixas?
Bem sei que este tipo de coisa não é exclusividade de Jaboatão dos Guararapes, já vi absurdos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, mas aqui, creiam, a coisa é aberrativa.
E assim vou tentando sobreviver e trabalhar em meio ao barulho e o calor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

DIAS AMARGOS.




 Minha avó materna era uma pessoa sui generis. Além de gostar de chorar em velórios de gente que ela nem conhecia, também colecionava retratos 3x4. Isso mesmo, o álbum dela (que chega a ser uma relíquia) tá cheio destes retratinhos de pessoas que ela mal tinha contato (ou contato nenhum). Bastava ela ver a pessoa uma vez, para dizer que já a estimava muito, que considerava um filho(a) e pedia uma foto de recordação. Acho que ela fazia isso por causa da sua inigualável carência afetiva; pensava, quem sabe, de forma até inconsciente, que procedendo assim estaria ganhando um amigo quiçá para toda a vida. Claro que existem ali fotos de chegados de infância, amigos próximos e parentes, mas boa parte era de pessoas desconhecidas.
No meio daquilo tudo existem imagens congeladas da vida do meu avô (o velho Schloesser levantando casas), da minha mãe, da infância dos meus irmãos e também algumas fotos minhas, uma em particular tem ocupado minha cabeça nestes últimos dias. Foi tirada em Pirituba, e se não me falha a memória no ano de 1972. Nela, estou de braços cruzados, parado diante do portão da casa onde morávamos, usava cabelos curtíssimos, à moda militar da época, trajando uma calça de tergal azul escuro, uma japona com algumas estampas quadriculadas, se a memória não me trai (não vejo esta imagem a muitos anos) e sapatos pretos. Eu era muito miúdo, acho que pequeno demais para a idade que eu tinha. Parece incrível que com aquela envergadura de pulga, eu passasse por tantas situações tristes. Eu não era um menino travesso, mas era castigado quase sistematicamente. Minha avó me batia por qualquer coisa, até para mostrar aos outros que era durona e tinha pulso firme comigo. Meus irmãos podem não se lembrar, mas o mesmo acontecia com eles. Meu pai, bastava chegar do trabalho com o fígado ruim pra coisa ficar preta; não, preta não, roxa.
Eu sentia muita falta da minha mãe, mesmo com ela ali ao lado. Ela aguentou pressão a vida inteira, não tinha nenhum recurso natural onde se apoiar, e por isto não tinha como se rebelar. A mãe e o marido a sufocavam, cada um a seu modo, levando-a adotar, para não piorar as coisas, uma atitude de omissão (pelo menos é esta a leitura que faço).
A luta não se dava apenas dentro de casa, eu tinha que sobreviver às hienas das ruas e aos valentões da escola.

Acho que um ano após eu ter tirado aquela foto, nós voltamos a residir no centro velho de São Paulo, mais exatamente na Rua Aurora. Fui matriculado no colégio centenário Caetano de Campos que nesta época ficava na Praça da República. Tive que fazer uma prova de admissão e como até aquele momento eu era bom aluno, passei com folga. Era um colégio austero, todos os dias antes de entrarmos para as classes, formávamos fila e com as mãos no coração entoávamos o Hino da Independência, o Hino da Bandeira e o hino Nacional.
A diretora, Dona Carmela, ficava lá no alto da escadaria, como uma divindade, de olhos agudos e pretos, cabelos presos num coque perfeito, blusão de peles e um broche de pedra reluzente.
A sala de aula era tomada por silencio fúnebre, nossa professora, a tia Odete, mulher severa e implacável não admitia bagunça ou conversa. Qualquer deslize e éramos castigados com reguadas, cascudos, beliscões, puxões de cabelo e orelhas. Alguns de nós chegou a levar bofetadas na cara. Eu, uma menina negra, bastante grande para sua idade, e um garoto chamado Camilo éramos suas principais vítimas.
Foi um dos períodos mais duros da minha existência, o clima no lar era complicado e a cidade em si, não era aconchegante, piorava em dias de chuva. Diferente do bairro anterior, eu não brincava fora de casa, os únicos momentos mais alegres (se posso dizer assim) eram no pátio da escola, mas mesmo um ambiente severo como aquele não estava imune à bagunça e à balburdia, posso mesmo dizer que naqueles dias fui testemunha de embates violentos entre meninos na faixa de 11 a 14 anos. Quando garotos de turmas rivais se esbarravam nas brincadeiras de pique-pega, logo um deles berrava a plenos pulmões: "Filho da putaaaaaa!" e se agrediam trocando socos e chutes. Em volta deles um espesso círculo humano de jovens entoavam em uníssono, batendo palmas: "Bicha, bicha, bicha...", para logo serem dispersos pelos bedéis e os brigões levados à secretaria.
Os dias em que haviam aulas de matemática eram um pesadelo em particular. Sempre tive certa dificuldade em entender a matéria e num dia que não dá pra esquecer, a tia Odete explicava algo complicado (seria equação do segundo grau?), ela usava para apontar os números no quadro negro uma espécie de caneta em que ela puxava a ponta e esticava como uma antena interna de rádio. Ela me flagrou conversando com outro menino e disse que se estávamos tão à vontade para bater papo é porque dominávamos a matéria. Fomos convocados a dar a explicação à turma. Primeiro foi o outro garoto (se bem me lembro, também se chamava Eduardo). Ele se saiu bem. Eu que já tinha fobia em ser o centro das atenções, gaguejava como um pateta. Eu não sabia patavina do que estava na losa. Aquele negócio que parecia antena de rádio desceu sobre minha cabeça e braços um sem número de vezes, provocando galos e vergões. Minha humilhação era tanta que eu não sentia vontade de chorar, nem mesmo sentia raiva, eu só queria que aquilo parasse logo, poder voltar pra minha carteira e ficar em paz, a sós comigo mesmo. Neste dia minha mãe apareceu na escola, nem lembro mais porque, e foi até a minha sala. Meu suplício já tinha terminado e lembro da professora pálida e titubeante. Mas eu nunca comentei nada. Neste ponto alguém aí poderia se perguntar: "Os pais dos alunos nunca tomaram uma providência?" Não sei quanto aos demais, mas meu pensamento à época era que se em casa eu apanhava por qualquer besteira, a Dona Odete poderia também faze-lo por um motivo mais justo, afinal ela era a minha professora, e tinham incutido em mim que a escola era uma extensão da minha casa. Não me agradava tampouco a ideia de ser um dedo-duro e principalmente temia o fato de que qualquer manifestação da minha parte pudesse, com uma possível queixa dos meus pais no colégio, me colocar em destaque perante a um grande público. De forma que sempre achei melhor deixar como estava, sempre haveria uma situação pior pra passar e nem em todas encontraríamos a proteção desejada. Seria melhor eu ir aprendendo desde cedo. E assim fui sobrevivendo naquele local que mais parecia uma prisão, ou um quartel militar, pra mim dava no mesmo.

Devo deixar claro aqui que apesar do rigorosismo de minha avó, eu a amava com amor incondicional e sua morte deixou uma lacuna nunca preenchida.
Quando moleque eu admirava meu pai, sua fisionomia fechada, suas observações sempre ferinas, sua gravata e paletó, seu jeito positivo e nada covarde perante pessoas de maior envergadura, fossem físicas ou de ordem social.
Quando o final do ano letivo chegou e nos despedimos da tia Odete, foi com tristeza. Ela era rígida, mas ensinava como ninguém, contava histórias e casos como a nos preparar para a vida.
Digo isto por não concordar em absoluto com as intenções do governo em tirar dos pais o direito de disciplinarem seus filhos como melhor lhes aprouver.
Hoje vejo meninas de 12, 13 anos tomando decisões independente das opiniões de seus genitores e crianças de colo literalmente esbofeteando suas mães. Nas escolas, uma legião de mentecaptos ameaçam os professores na certeza de que são intocáveis.

Minha infância não precisava ser tão amarga, e o mundo de hoje não devia ser tão carente de sensibilidade e inteligência. O pior é saber que a maioria de nós é incapaz de encontrar o meio termo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

HIDRA.


Boa noite, amadas e amados, estou um pouco distante deste nosso espaço. Tenho tido vontade de colocar aqui mais algumas memórias e idéias sobre este pobre mundo louco, mas não tenho conseguido tempo e a devida paz de espírito para faze-lo. Nada demais, são coisas do dia-a-dia, os velhos dragões de sempre, só que antes me parecia que a cada cabeça cortada surgia duas no lugar, agora são quatro substituindo aquela decepada. Nada a fazer senão tocar a vida com honra até o dia derradeiro.

Esta semana dou início a uma nova literatura infantil. O interessante é que alguns dias atrás eu reivindicara da editora um aumento no valor das ilustrações, uma vez que o mesmo preço é cobrado a pelo menos quatro ou cinco anos. Para minha surpresa reduziram o valor em 300 reais. Liguei para saber o porque e me responderam que a verba destinada às artes dos livros agora é menor. Isto porque uns desenhistas de São Paulo, que estão trabalhando por um valor bem reduzido, resolveu "quebrar" o mercado.
Tudo que posso fazer é engolir seco e sem água e continuar a produzir o melhor que possa na esperança que  um novo caminho surja ou que este quadro mude.

A ilustração abaixo faz parte de "Memórias Da Casa Velha" do Machado de Assis, e reflete bem o que vai pelo meu interior.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

POUCAS PALAVRAS.

Esta primeira semana de 2012 foi atribulada, mas as coisas aos poucos vão entrando nos eixos, os trabalhos começam a aparecer e os velhos problemas vão envelhecendo cada vez mais, logo, quem sabe, alguém note que já passaram da validade faz tempo e tome uma providencia, ou talvez não, acho que minha comodidade na maioria das vezes é que recicla esses aborrecimentos, vai saber.

Bem, como não estou com inspiração para uma postagem mais longa (será que alguém aí suspirou aliviado?) passo aqui apenas para deixar uma arte (faz parte do livro "Memórias Da Casa Velha" do Machado De Assis) e desejar a todos um bom fim de semana.
Até.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ENGRENAGENS ENFERRUJANDO


Sorry, folks, queria ficar mais um pouco com vocês mas hoje não me encontro muito bem, fica aí um rabisco que fiz aqui na hora. Não que dizer nada, apenas uma viagem doida qualquer.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O ANO NOVO COMEÇA.


 As festas de fim de ano foram legais. Muita agitação e comes e bebes como sempre. A noite de Natal foi melhor, já a passagem de ano foi num certo marasmo.
Na madrugada do dia 01 de janeiro, as 4:00, para ser exato, o telefone tocou e acordei sobressaltado. Alguém que liga numa hora destas não é para dar boas notícias. Dito e feito. Fomos acordados para resolver um problema de família. Pronto, daí foi uma agonia que se prolongou pelo nascer do dia e se delongou por todo o domingo e ainda estamos sentindo os reflexos; infelizmente não posso falar sobre o assunto.
Hoje pela manhã eu já tinha consulta marcada no dentista (meu primeiro compromisso no primeiro dia útil do mês. Legal, né?). Como a ressaca das noites mal dormidas não ia me permitir sentar na prancheta para reiniciar meu trabalho, resolvi ir ao cinema assistir Missão Impossível-O Protocolo Fantasma; sai com quase uma hora de antecedência prevendo que o shopping estaria cheio. Só não imaginava que estivesse TÃO cheio. A fila para os filmes era algo impossível de encarar. Desisti. Retornei para casa (e para o calor que faz nela) bastante frustrado. Mas tudo bem, a boa notícia é que estou motivado (ainda) a pegar o touro da vida pelos chifres.

O site "Melhores do Mundo" (o único até agora que resenhou Zé Gatão - Memento Mori) elegeu este álbum como a melhor HQ nacional de 2011. Fiquei envaidecido. Quem quiser conferir a matéria é só acessar:

http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2011/12/29/hqs_melhores_e_piores_de_2011/#more48352

Agora vamos nos preparar para a continuação desta aventura em 2012.

Eu e os entraves da vida, a revanche. Doze rounds. Vai ser uma boa luta.
Alguém aí aposta em mim?