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quarta-feira, 26 de junho de 2013

DA SÉRIE HISTÓRIAS JAMAIS CONTADAS, "AS DOZE MORTES DE ANABELLA COLOSTRO E A RUÍNA DE KIKO BAGALHODA".



Umas das idéias que mais agitaram minha cuca a alguns anos atrás foi a trágica história de Anabella e seu namorado Kiko, um marginal da pior espécie. Seria minha roadtrip em quadrinhos. Um casal muito louco aprontando todas pelas estradas. Muita violência e insanidade, nada seria poupado, velho, anão, preto ou aleijado. Até que num acidente bem feio eles topam com uma família extremamente bizarra, aí a coisa fica complicada de verdade, com direito a um feitiço que faria a protagonista ser morta pelo próprio namorado 12 vezes da piores formas possíveis ao longo da tentativa de reverter a maldição.

Mais um roteiro que ficou apenas dentro da minha cabeça, não escrevi nem desenhei nada e os detalhes se perderam em meio as tralhas de trabalhos comissionados e as poeiras do tempo, associado a um mercado de hq nacional inexistente.

A ideia surgiu após assistir a uma matéria que se propunha dissecar o que levava patricinhas a se envolverem com marginais. Não seria por dinheiro, então, o quê?
Bom, esta como tantas outras ficaram tamborilando em minha mente até que para meu conforto espiritual a reservei a um cantinho secreto da minha cachola.

Voltarei a este material? Só tempo dirá. O que temos por hora são esboços e esta aquarela que só acentuará a minha fama de doente.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

A LUNETA MÁGICA ( 03 )



Eita dia complicado do cacete! Nem deu pra postar legal como eu queria, cheguei da rua tão moído (é tanto abacaxi pra descascar!) que só a instantes é que liguei o computador.

Sempre dou uma passeadinha no Face pra ver recados e me deparo com aquelas chatices que se acumulam sobre essas manifestações. O Brasil acordou! Porra, só agora?!? Um índice absurdo de corrupção, analfabetismo e violência de níveis estratosféricos que grassa já a anos e só agora o povinho acordou? Se essas expressões de revolta fossem em prol de uma mudança do código penal ou pra botar na cadeia os ladrões que comandam esse país eu apoiaria, mas não se enganem, não é isso que fazem, embora insistam que não é por 20 centavos, estas ações são para gerar um cadáver, pra botar fogo no circo pra valer. Violência? Só nos filmes e nos quadrinhos. Na vida real, tô fora. Seja por parte da policia ou por parte dos inúmeros mal informados e mal intencionados.
Deviam ter votado direito ao invés de colocar as raposas para tomar conta do galinheiro.

Bom, chega desta merda. Critiquei a rede social e to eu aqui falando de um assunto que deu o que tinha que dar.

Fiquem aí com algumas artes de A Luneta Mágica e vamos relaxar um pouco.

So long.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

A EMPREGADA DO ALEIJADO.


As coisas que acontecem na minha vida. Bem, na vida de todos, não há quem não passe por uma "saia justa" vez ou outra. Não fazia tanto tempo que eu residia aqui no Jaboatão (PE) e me sentia bastante infeliz e mais uma vez, sem perspectivas; mesmo ciente das  bençãos e promessas de Deus, sou assim, um tanto inclinado à depressão, minhas artes são uma forma de escape, algo concedido por Ele para me ajudar a atravessar os desertos da vida.

A saga Zé Gatão - Memento Mori estava recém concluída e eu havia feito umas cópias em xerox para não ter que manusear os originais, encadernei a história em três tomos, pois faze-lo em um único bloco de mais de 400 páginas ficaria complicado.
Eu havia iniciado amizade com um rapaz que trabalhava numa loja de revistas na avenida próxima à praia, e vez por outra eu aparecia lá para ver as novidades e bater um papo, não é com todo mundo que gosto de fazer isto.
O referido amigo tornara-se fã do Zé Gatão, adquirindo os dois primeiros álbuns, assim, certo dia, munido do primeiro encadernado da nova história, fui até lá para mostrar a ele. Havia, naquele horário, pouco movimento na loja, um indivíduo olhava alguma coisa num canto. Embora meu colega fosse um tanto reservado, seu entusiasmo diante dos meus quadrinhos me contagiou e passamos a conversar animadamente sobre as cenas da narrativa e planos que eu tinha para a publicação. Vez ou outra entrava um cliente e eu me afastava, quando a pessoa ia embora reatávamos o colóquio. De repente, o cidadão que estava por ali "bicando" as revistas atravessou bruscamente à minha frente e bradou com violência: "FRANCAMENTE, CARA, ISTO NÃO É LUGAR PARA BESTEIRAS, FAÇA-ME UM FAVOR! SE NÃO TEM O QUE FAZER, DEIXE OS OUTROS EM PAZ! VÁ CONVERSAR ASNEIRAS EM OUTRO CANTO!"
Era um velho magro apoiado numa bengala, usando óculos demodê, com os cabelos bastos pintado de um marrom encardido, tinha uma pele macilenta de uma palidez cadavérica. Era como se o tivessem desenhado sobre um papelão avelhantado e recortado os contornos com uma tesoura rombuda e só permanecesse em pé auxiliado pelo bastão. Jogou um jornal sobre o balcão e me ignorou, pagou e arrastou-se à saída. Eu e o colega, tomados de surpresa ante a iracúndia verbal do macróbio, ficamos sem reação. Tudo levou segundos mas aquelas palavras pareceram-me um longo discurso. Bem, da minha parte, não tenho o hábito de destratar ou espancar velhotes falastrões, mas vontade não me faltou. Calei-me, sentindo algo entre a fúria e o constrangimento. O rapaz da loja disse que teve vontade de retrucar, mas não teve presença de espírito.
"Quem é esse sujeito?" Perguntei.
"Esse cara é um filho da puta, rapaz! Uma das pessoas mais arrogantes que conheci. Trata todo mundo como merda. É um jornalista do Diário de ...."
"Escreve sobre o quê? Economia? Política?" Quis saber.
"Nada, é da coluna que fala sobre a sociedade, pessoas proeminentes de Pernambuco." 

 Lembrando isto hoje, até encontro explicação para o comportamento ultrajante do aleijado, muitas vezes também me aborrecem certas conversas efusivas em ambientes inadequados, mas a diferença é que eu jamais procederia daquela forma, se estou incomodado, me retiro.

O assunto não ficou esquecido, tanto que tempos depois um outro moço que trabalhava na loja, ao conversar com um indivíduo frequentador do lugar disse: "Hei, fulano, o Eduardo já teve problemas com aquele velho, sabia?"
"Mesmo? O que aquele escroto aprontou com você?" Quis saber o fulano.
Contei o ocorrido e indaguei se ele conhecia tão abjeta criatura.
"Se conheço? Aquele cara é um merda! Um veado trambiqueiro, fiz um serviço para ele e até hoje não me pagou! Não adianta cobrar. O cara aluga umas minas de programa pra irem ao apartamento dele, faz umas orgias muito loucas, sabe!?"

Já topei com o velho no mesmo lugar outras vezes, mas para evitar confusão, é ele entrando e eu saindo.
Não tem tanto tempo fui a um mercado de frutas e legumes que fica perto de onde moro e lá estava o aleijado, próxima dele, uma moça na faixa de uns 30 anos, um corpo absurdamente bem feito, cabelos pintados de louro e esticados na chapinha, escolhia umas hortaliças. De mim pra mim mesmo, não pude deixar de perguntar: "Namorada? Empregada?" Soube depois que era a diarista dele.

Aquele sujeito e aquela moça era uma cena tão improvável que cheguei a pensar se não daria uma boa história em quadrinhos. Mas, sinceramente? Não me senti inspirado. Hoje me ocorreu este post. Só isso.





quinta-feira, 13 de junho de 2013

FAMOUS MONSTER ( 04 )




Sinceramente? Nunca gostei da série de filmes Sexta Feira 13. Sempre achei um besteirol sem tamanho. Assisti ao primeirão na casa de um amigo do meu irmão, num quarto apinhado de garotões saindo da adolescência. Sabem como é, naqueles tempos o vídeocassete ainda não estava em todos os lares, era caro pra burro, então quem tinha um fazia a festa e convidava os amigos pra se exibir. Eu era um pouco mais velho que a maioria e estava ali de penetra, afinal, o convidado era meu irmão. Era um VHS pirata, e o filme não tinha legendas. A moçada estava curtindo, alguns tiravam sarro de algumas cenas, os punheteiros sorriam maliciosamente nas cenas de casais a beira do lago ou no beliche da casa esperando a morte pelas mãos do assassino misterioso.
Posso estar enganado mas acho que Sexta Feira 13 inaugurou este tipo de situação em filmes de terror, casais bonitos, rapagões se achando os gostosões, velhos azedos toda a vida e até tipos rejeitados pelas tribos para serem estripados por um psicopata imbatível. Tudo acontecia num lugar aprazível onde no passado uma terrível tragédia se dera. As pessoas vão morrendo uma a uma, na cama, no celeiro, na cozinha e por aí vai, o assassino só aparece mesmo nos 20, 30 minutos finais, geralmente pra ser derrotado pela pessoa mais improvável. A fórmula se repetia filme após filme.
Como assisti ao primeiro, apesar de não ter gostado, quis ver as continuações. Um pior que o outro. Mas sou teimoso. Para manter a tradição eu me submeto ao tédio mortal. Era assim com a festa do Oscar, não perdia um, embora soubesse que ia ser tudo a mesma coisa. Até que um dia desisti, dei um basta, nunca mais assisti a um Oscar. Aconteceu assim com a série Sexta Feira 13, no sexto capítulo da série eu sai no meio do filme e parei de me torturar com aquilo.
Porque assisti tanto tempo? Dois motivos: um é que a partir do terceiro filme Jason, o assassino cresceu, pôs no rosto deformado uma máscara de hóquei e barbarizou de verdade. Tornou-se assim como Leatherface um ícone incontestável. Era horrível, mas não dá pra negar o carisma do personagem. Confesso que eu torcia por ele. O segundo motivo é que naqueles dias não haviam muitas opções de lazer em Brasília, sendo cinema uma coisa relativamente barata e muito ao alcance da mão, e nas salas estes filmes duravam muitas semanas.
Pra ser sincero eu gosto do Sexta Feira 13 parte 5. É considerado o pior deles, atores e produção mequetrefe, mas me surpreendeu em muitos pontos, nem tudo ali era o que parecia, gosto quando o filme não escamba para o óbvio. Mas os efeitos especiais beiravam o ridículo.
Depois Jason foi pra New York, para o espaço e sei lá mais o que, e eu não me importava mais.
Certa vez no centrão de São Paulo, sem ter opção fui ver o que prometiam ser o último pois matariam o personagem e este seria conduzido pelo mesmo diretor do primeiro filme. Outra bobagem, nem lembro do enredo. Falam que o crossover do Jason com o Freddie Krueger é interessante, mas nunca me interessou. Vi o reboot que fizeram e achei lamentável.
Gosto da figura trágica e imponente do Jason e os filmes hoje me trazem certa nostalgia dos anos 80, que - pelo menos para mim - foram bem legais.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

APRENDA A DESENHAR - PRIMEIROS PASSOS VOLUME 3


Não fui informado pela editora, nem vi nas bancas ainda, achei por acaso na internet o anuncio do terceiro volume da coleção Aprenda a Desenhar, Primeiros Passos, uma publicação da Editora Criativo em parceria com a Editora Geek.

Não se trata de material inédito, mas uma compilação de vários tópicos que elaborei para as publicações da Editora Escala. Pra ser sincero nem sei se estas edições da Escala ainda estão em circulação. Tentei baixar uma imagem de capa que fosse satisfatória mas a única que consegui com melhor resolução foi esta do site da ArtCamargo.

Então, caso você queira umas dicas sobre a arte de desenhar deste vosso humilde servo é só procurar na banca mais próxima por esta nova edição.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

A LUNETA MÁGICA ( O2 )


AS ARTES DE HOJE SÃO PARA MANTER ESTE NOSSO ESPAÇO ATUALIZADO.



BOM FIM DE SEMANA A TODOS.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMO ANDAM OS QUADRINHOS?



 No início do aguardado e temido novo milênio (poxa, isso parece tão velho agora, no entanto na minha cabeça a impressão que dá é que 2000, 2001 aconteceram a alguns meses!) os quadrinhos, esta forma tão peculiar de contar histórias, teve sua morte anunciada por muitos "experts" no assunto, deixariam de existir como o conhecemos em poucos anos, virariam peças de museus. Ainda lembro quando ouvi isto da boca de um rapaz que se dizia um grande leitor de Stephen King e de livros de ficção científica no escritório da extinta Pandora Books. Ele estava cheio de argumentos que não tenho saco para reproduzir aqui, mas certamente alguns deles até hoje sobrevivem, como o encolhimento de leitores, fato este que não dá para refutar, uma vez que hoje a criança/jovem tem outras fontes onde exercitar a imaginação, ou se preferirem, "escapar" da realidade cotidiana. O desenvolvimento ultra rápido do Vale do Silício foi o que mais contribuiu para o retraimento da forma de narrar histórias com desenhos em sequência.
O tempo mostrou que aqueles profetas estavam enganados, ouso dizer que a HQ é única forma de arte que (para o bem e para o mal) evoluiu, prova disto é que mais que nunca ela oferece matéria prima para boa parte das produções cinematográficas que vemos hoje, e não falo apenas do gênero super-heróis, Old Boy, a cultuada produção sul-coreana é oriunda de um mangá.

Como andam os quadrinhos hoje? A situação pra mim soa estranha, mas se pararmos pra pensar bem as coisas sempre andaram estranhas para este meio de comunicação.
Aqui no Brasil eu noto uma produção com qualidade cada dia mais impecável, mas que não consegue chegar a todos apesar da divulgação promovida pela internet.
A bem pouco tempo, em 2011 pra ser bem específico, o produto nacional, com ênfase na produção independente, atingiu proporções estratosféricas (eu mesmo tive dois álbuns lançados) com muitos títulos elogiados e com festivais pipocando por todo o país. Editoras, muitas delas de renome, começaram a publicar hqs e grandes livrarias abriam espaços. Era natural pensar que a coisa rolaria de vez e um mercado consolidado se faria sentir. Infelizmente não foi isto que aconteceu. E porquê? Os artistas continuam aí, famintos. Teria o público ficado tímido? Seria culpa da inflação, que embora não seja alardeada como outrora, está de novo presente em nossas vidas? Difícil dizer o motivo, ou motivos.

Fazer quadrinhos não exige muito se formos pensar em termos de material, só é necessário lápis, borracha, caneta, régua e folhas de papel. Boas ideias, energia, e técnicas narrativas são outros quinhentos. Com o básico que acabo de citar você constrói o seu mundo (algo como aquela música "Aquarela" do Toquinho), daí encontrar outros que queiram dividi-lo com você é o passo natural. Todos temos histórias para contar, sempre haverá quem esteja disposto a ouvir, então, ouso dizer que os quadrinhos não morrerão jamais. Como acertar o passo de quem cria ao de quem consome é uma questão para a qual não existe uma solução fácil. Usa-se todo tipo de recurso. Atualmente artistas (alguns até já com nome consagrado no cenário) tem recorrido ao sistema de pedir ajuda financeira aos seus (possíveis) leitores prometendo artes originais e outros bônus. Tudo isto no afã  de ver seu trabalho circulando. É válido, mas espero jamais ter que me valer deste artifício. Sonho com um mercado de fato, onde exista material de qualidade com grandes tiragens e público ávido por produto sempre presente em bancas e livrarias.
Sei lá se este dia chegará em terra brasilis, mas até lá nossos contadores de histórias seguirão, geração após geração, resistindo nas trincheiras.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

FAMOUS MONSTER ( 03 )


O monstro famoso desta vez é um dos mais antigos do cinema, trata-se de NOSFERATU.

Desde que pus os olhos nesta personagem bizarra nunca mais esqueci, principalmente pelos dois dentes pontiagudos na frente ao invés dos caninos salientes. Outro aspecto que o diferia dos demais vampiros, é que este era careca e um tanto repulsivo, ao contrário dos chupadores de sangue de perfil sedutor tão perpetrados pelas produções hollywoodianas. Eu diria até mesmo que ele soa um tanto patético na versão de 1922, que eu só viria a assistir nos anos 90 em VHS.

Assisti primeiro ao remake de 1979 do Werner Herzog com Klaus Kinski e Isabelle Adjani num festival de terror em Brasília. Confesso não ter gostado muito na época, talvez devesse assisti-lo de novo.

A película original eu contemplaria em partes no meu velho videocassete. Admito que naqueles dias eu não estava com paciência para filmes mudos com um som de órgão ao fundo, embora reconheça a genialidade de Murnau em muitas cenas, principalmente o recurso das sombras na parede.

Para a minha versão em sanguínea, eu quis um vampiro mais hediondo.