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domingo, 30 de dezembro de 2018

FELIZ 2019!!!!


2018 foi um ano cruel para mim, não tenho como negar. Houve momentos em que pensei que a vida chegaria ao fim e.....até desejei isso. Como disse o apóstolo Paulo em uma de suas cartas: "....houve momentos em que até da vida desesperamos...." Contudo, parafraseando o mesmo apóstolo, Deus sempre enviou socorro, graça e misericórdia.
Temos esta tendencia.....temos, não, vou falar apenas por mim; então me corrigindo: tenho a tendencia a pesar mais os fatos negativos da vida na balança, aqueles que machucam mais, e me esqueço dos momentos bons. Isto porque os acontecimentos prazerosos parecem não marcar tanto como os nefandos, haja visto que muitos não conseguem rememorar com precisão um pique nique em família na juventude, mas não esquece um trauma de guerra, os beijos da mulher amada não embalam de forma tão doce um sonho ao passo que um pesadelo trazendo de volta um trágico acontecimento nos derruba da cama. Um passeio numa tarde tépida em um belo jardim de mãos dadas passa depressa e em contrapartida os instantes na cadeira do dentista parecem demorar uma eternidade. Este ano, claro, teve momentos memoráveis, visitei Brasília em duas ocasiões, em fevereiro e outubro, estar ao lado da minha mãe é algo que não há ouro que pague. Mas não vou cansar vocês com minha filosofia medíocre.
Era minha intenção fazer um balanço mais detalhado deste ano que vai embora, comentar um pouco sobre política mas estou cansado demais para isto, eu e Verônica sempre trabalhamos mais nos dias de festa.


Um acontecimento que merece registro foi a publicação de A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE, biografia em quadrinhos do poeta escrito por R. F. Lucchetti e ilustrado por este vosso anfitrião. Os que me acompanham a muito tempo sabe do que se trata, conhece o drama de ter que trabalhar em um projeto em meio ao caos, sempre com a pressão cotidiana da luta pelo pão de cada dia. A demora em vir a público em um país que não conseguiu consolidar um mercado para este tipo de arte.


Mas tudo tem seu tempo certo para acontecer. É difícil esperar mas ouso fazer uso do clichê que afirma que é com dificuldade que saboreamos melhor o gosto da vitória.


Meu exemplar chegou às minhas mãos na sexta última e não me decepcionei, a edição está caprichada, com um excelente acabamento gráfico. Capa dura, tamanho grande, papel de qualidade, 180 páginas. Enfim, vaidoso e orgulhoso.


Os interessados podem adquirir neste link:
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Penso que com este livro eu encerro um ciclo na minha vida. Talvez - eu disse talvez - ele seja o último que eu publico por uma editora. Planejo doravante me auto publicar.

Falando como artista, o que me trará o ano que chega? O NCT? O BICHO QUE CHEGOU À FEIRA? ZÉ GATÃO - SIROCO? Nada? Não sei, tudo pode acontecer.

O certo é que até este momento eu e Vera temos conseguido, com a ajuda de Deus, vencer as correntezas contrárias com nossos remos. Espero que assim continue.

DESEJO A TODOS VOCÊS, MEUS FIEIS LEITORES, AMADOS AMIGOS E AMIGAS UM 2019 CHEIO DE REALIZAÇÕES, SAÚDE, PAZ INTERIOR E MUITA GARRA PARA VENCER OS INEVITÁVEIS INIMIGOS.

Obrigado por sempre me acompanhar por aqui.

Forte abraço!









  

domingo, 23 de dezembro de 2018

ENTÃO É NATAL.

Conheço uns caras que são bem legais, eles me mandam cartões de Natal por e-mail, cartões que eles mesmos desenham e pintam, como bons artistas que são. Eu, envergonhado, retribuo apenas com votos. Já pensei diversas vezes em fazer uma imagem bacana, bem transada, com palavras de incentivo para postar aqui todo ano por ocasião do aniversário de Jesus, mas nunca me lembro em tempo hábil, sei lá. A verdade é que ando sem inspiração para isto. Quem sabe ano que vem?

A correria e algumas desditas destes últimos tempos me impedem de acessar amiúde este blog, mas ontem dei uma olhada nas estatísticas e reparei que as visualizações tem diminuído drasticamente. Meu recorde, até anotei aqui, foi de 825 acessos em um único dia. Já tive 700 e 600 e poucos, mas a minha média comum variava entre 150 e 300. Eu sei que os blogs caíram de moda faz tempo, deram lugar às redes sociais mas ainda tenho alguns leitores aqui, bem, leitores não sei, talvez muitos cheguem aqui de para-quedas por causa de alguma arte ou procurando algo sobre algum livro clássico. O fato é que nesta última semana as visualizações variaram de 8 a 30. Oito? Sim, isto mesmo, neste sábado só oito pessoas vieram aqui. Ok, eu sei que quantidade não conta e sim a qualidade, mas começo a me questionar se vale mesmo a pena eu perder tempo com devaneios. Textos longos muitos não gostam, ou tem preguiça ou não tem tempo, já vi caras com canais no Youtube dizendo que não farão mais vídeos que excedam 8 minutos, expectadores acham vídeos de 30, 40 minutos muito longos. Sinal dos tempos. Hoje um filme é todo picotado porque não pode passar a marca de uma hora e quarenta, no máximo duas. Os melhores filmes que vi (Ben Hur, Poderoso Chefão, Três Homens em Conflito, Era Uma Vez No Oeste e outros) tinham mais de 3 horas.

Bem, gosto de números redondos e minhas postagens ainda não chegaram a mil (mas está perto) e pretendo ainda falar mais um pouco sobre meu passado e escrever mais uns contos. Falando nisto, meu old pal Luca escreveu um conto do Zé Gatão em 2016 e eu nunca publiquei. Estou fazendo algumas ilustrações para finalmente trazer mais uma aventura do Felino pela hábil pena do velho companheiro. É aguardar.

A arte de hoje? São duas personagens criadas pelo brother Elton Borges para um vídeo game de luta, esta é minha visão delas.


DESEJO A TODOS QUE ME VISITAM AQUI, UM FELIZ NATAL, COM HARMONIA E ALEGRIA JUNTO AOS SEUS.

Volto a falar com vocês antes do ano terminar, se Deus quiser!

domingo, 16 de dezembro de 2018

AMOR POR ANEXINS E OUTROS CONTOS ( 06 ).


Sobre o que falar? Sobre o calor insuportável que anda fazendo, principalmente a noite? Ligamos o ventilador e ficamos na dúvida se não abrimos o forno. Não, já comentei sobre isso inúmeras vezes aqui. Sobre as frequentes quedas de energia? Também não. Sobre o meu cansaço físico e mental sempre presente? A respeito da crescente idiotia daqueles que não querem alternância de poder? A mediocrização irreversível da cultura? Cadê as boas músicas? Os bons filmes? Perdidos, escondidos no meio de toda a tralha que se produz atualmente com grana que daria para construir um belo hospital totalmente equipado? Nah! Já escrevi sobre tudo isso. Parece que não tenho mais assunto. Talvez eu devesse discorrer sobre as maravilhas de Deus, a beleza do amanhecer, do por do sol, dos pássaros e flores ou da inocência das crianças. Sim, seriam bons temas, mas acho que não estaria sendo sincero, o Senhor sabe. Para falar sobre a nobreza das violentas vagas do mar, o aconchegante barulho da chuva na janela, preciso estar em sintonia, o que não é o caso. Este ano de 2018 foi particularmente cruel.

Mas a arte ajuda, tenho criado coisas interessantes sob encomenda (isto paga as contas, o que no fundo é o que importa), de quebra ainda faço um desenho pra mim, bem maluco, nos intervalos.

As articulações dos dedos da minha mão direita (minha principal ferramenta de trabalho) doem pacas. Tento deixar no gelo e fazer alongamentos mas parece não estar surtindo efeito. Ir a um reumatologista? Sim, claro! Mas tudo o que eu ganho é para pagar as contas básicas. Saúde é importante mas o estômago reclama prioridade. Não sei, continuo vivendo um dia de cada vez, será assim até que meu corpo suportar.
Ingratidão e injúrias enfermam a alma. Mas não entristeçamos com esses assuntos.

Assisti a série de terror (terror?) "A Maldição da Casa Hill". Gostei? Não sei, acho que não. Gostei de algumas coisas, a maior parte achei chata demais. Vi também a terceira temporada de Demolidor, da Marvel. Apesar do herói cego continuar apanhando como um cão sem dono eu curti muito.

Estou lendo O Morro dos Ventos Uivantes, o clássico (gótico?) de Emily Bronte, o que prova que tudo tem seu tempo certo.

De quadrinhos, eu leio nos intervalos de trabalho, Fragmentos do Horror, mangá de Junji Ito, o papa nipônico da bizarrice. Quem disse que hq de terror bem feita não perturba de verdade? Esses japas são foda, quando criam algo legal não há quem os supere.
Releio também a excelente série Escalpo, da Vertigo.

Não tenho escutado muita música, mas quando ouço é só aquelas coisas antigonas.


Mais uma cena deste clássico para vocês - aliás, este livro é um dos vinte e tantos que a editora ainda não publicou - e me despeço por hoje.

Fiquem todos bem.


domingo, 9 de dezembro de 2018

A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE FINALMENTE PUBLICADO!!!!


Boa tarde a todos!

Pensem em um cara cansado: esse sou eu!

Hoje acordei perto de 5 da matina; acordei não, me acordaram. As lutas do dia a dia - e noite a noite -  não cessam. Mas ok, vamos seguindo sempre em frente.

Esta é a coleção do Matheus Garcia, que escreveu a minha biografia e a do Lucchetti no livro do Poe.

A boa notícia é que a campanha pela biografia do Edgar Allan Poe em quadrinhos foi muito bem sucedida, a meta foi triplicada, graças a Deus! O livro já está impresso, só não recebi ainda, deve demorar um pouco, mas a editora já começa o envio para as pessoas que contribuíram.

Uma coisa quero que fique bem clara, a campanha foi feita pela Editora Clepsidra, não por mim, então, não respondo por isto.

Mais uma etapa vencida na minha vida, glórias a Deus!

Ainda existem álbuns de quadrinhos com minhas artes a sair, estou aguardando e trabalhando em uma nova aventura do Zé Gatão (que está estacionado de novo).

Por hoje é isto.

Abraços e beijos pra vocês!

domingo, 2 de dezembro de 2018

A VELHA GUARDA.


Houve uma manhã esta semana, não lembro exatamente qual, acordei com o dia raiando, os primeiros lumes do sol expulsava a madrugada. Precisava ligar a bomba d´água, Vera toma banho logo cedinho. Caminhei até o portão, vinha um vento fresco oriundo da praia que fica a umas três quadras de onde moro. Observei o céu que prometia mais um dia quente e me veio à memória as palavras do salmo 121: "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que criou os céus e a terra".
Preciso deste socorro estes dias mais que nunca. Mas tenho que esperar com paciência, tudo acontece no momento certo.

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Qual será a música mais famosa dos Beatles? Yesterday? Hey Jude? Help? Eu diria que é Yesterday. E dos Rolling Stones? Satifaction? Lady Jane? Angie? Eu penso que seja Satisfaction.
Vou falar abreviadamente de música hoje, uma das poucas coisas, além do desenho, que me acalmam a alma. Mas não de música gringa, mas das canções que ouvi quando moleque.

Minha avó ouvia sertanejo de raiz, Tonico e Tinoco, Trio Parada Dura, Cascatinha e Inhana e muitos, muitos outros. O rádio de pilha vivia ligado. Ela acordava muito cedo, tipo as 4 da manhã para fazer café e era nestes momentos que eu ouvia as músicas de viola caipira com mais frequência.

Eu falei de Beatles acima não foi? Pois bem, acho que em 1968 eu ouvi Hey Jude. O longo refrão "Hey Jude, da, da, da, dá...." vinha de alguma casa onde o rádio estava ligado na maior altura. Lembro de ouvir também o Brucutu na voz do Roberto Carlos, aliás, quase tudo que tocou dele e de outros da Jovem Guarda.
Durante os anos 70, além dos gibis eu era viciado em rádio, ouvia de tudo, os bregas eram muito frequentes naquele período: Vanderley Cardoso, Jerry Adriani, Nelson Ned, Odair José e etc. Houve uma invasão muito grande de músicas internacionais no Brasil no período de regime militar, não só de língua inglesa mas muita coisa francesa e italiana, muita mesmo.
Acho que isso desenvolveu em mim um gosto bastante eclético, não tenho preconceito em relação a este ou aquele estilo musical, existe sim a música que nos soa bem à alma e outras nem tanto, refinamento é algo muito particular.

Mas quero comentar aqui sobre os anos de 1975 e 1976 onde tocava muito na vitrola de casa alguns discos que meus pais gostavam de curtir. Minha mãe ficava com Ângela Maria, Orlando Silva, Ataufo Alves, Sergio Bittencourt, Agnaldo Rayol, entre outros e meu pai com Nelson Gonçalves, Noite Ilustrada e mais alguns que me fogem da memória agora. Eu gostava também daquelas letras cheias de romantismo e poesia. Eram cantores de verdade, não os enganadores da chamada MPB (se bem que eu gostava do Caetano e do Gilberto Gil). Mas teve uma época em que comecei a ouvir rock pra valer em que eu reneguei isso tudo. Coisa de adolescente descolado que se julgava antenado e essas velharias era coisa de gente quadrada.
Certa vez meus pais deram uma festa em casa para seus amigos (nossa casa na SQS 202 era frequentada pela nata da política brasiliense, até um ministro não sei das quantas aparecia em nosso apartamento. Era muito comum receber visitas ilustres, aqueles coroas com sua mulheres distintas, perfumadas e cheias de joias para tomar uma sopa de cebola que fez minha mãe famosa entre eles). Em muita dessas ocasiões eu e meus irmãos ficávamos no quarto com minha avó vendo tv.  Bem, o caso é que nesta festa em particular o som era alto, os sofás foram afastados e a dança rolava solta na voz de caras como Cauby Peixoto. Era comum a moçada mais nova entrar de penetra onde rolava uma festinha na quadra. Então eu vi uns caras que eu conhecia entrando pela porta sorrindo debochadamente do estilo musical que rolava. Caramba, pensei, esses caras vão me sacanear pelos séculos dos séculos, doravante. Morri de vergonha. Não ficaram muito, logo se mandaram. Nos dias seguintes ninguém comentou nada, provavelmente não se ligaram que era a minha casa.
Sendo bem sincero, eu não ouço mais essas músicas, só gosto de me ligar em algumas criações do Lamartine Babo que sempre achei um gênio. Mas sei que artistas como aqueles hoje não existem, não há lugar para eles, letras e melodias como aquelas não fazem mais. O axé, o funk e o sertanejo universitário tomaram conta de tudo.

Os nordestinos tiveram um papel importante nos fins de 70 na minha vida: Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Ednardo, Belchior, Fagner, Raul Seixas (bem, Raul veio bem antes).

Neste fim de ano de fel eu quis relembrar aqueles tempos mais amenos. Só isso.

Apesar de tudo, meu trabalho prossegue, executo uma pintura de matizes bem complicados para um amigo e o resultado tem me agradado bastante.

O desenho de hoje foi uma encomenda, um lápis simples.