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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

LABAREDAS DE CRIATIVIDADE? (NEM TANTO).


Uma minúscula centelha e pronto, é o suficiente para acender um rastilho de pólvora que vai redundar numa explosão de criatividade! Bem, há um certo exagero aí, mas é legal começar uma sentença com frases de efeito, não é mesmo? O fato é que uma imagem que vem à mente vai levando a outras mais e uma ideia vai tomando corpo até ter uma história pronta na cabeça só na espera de ganhar corpo no papel. Seria bom se fosse tão simples, apenas sentar e começar a escrever o roteiro e desenhar, depois de pronta levar para o editor, publicar e vender bastante para que servindo de estímulo outras obras fossem sendo geradas. Mas sabemos que não é assim. Quando mais novo, morando na casa dos pais, até que dava para dar asas à imaginação e trabalhar por horas a fio. Hoje, casado, tenho que priorizar os trampos que colocam comida na mesa. E publicar..... bem, para mim pelo menos, sempre foi a etapa mais difícil do processo. Mas tendo a sorte de conseguir, vender é o sonho quase inalcançável. Mas se fosse me pautar pelas dificuldades eu não teria publicado meus álbuns, então a promessa feita a mim mesmo é que assim que puder concluir as artes para o NCT, dou início a uma nova aventura de Zé Gatão, mesmo tendo jurado a uns meses atrás aposentá-lo.
Só que antes tenho que batalhar para trazer a público o que já está pronto: a biografia do Edgar Allan Poe e o Phobos e Deimos, o álbum engavetado que já tenho pronto desde 2005 (chegou a hora de lutar por ele!).


Vamos ver o andamento das coisas nos meses vindouros. Deus está no leme do barco.

Uma boa semana a todos.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS ( 10 ).


Edgar Allan Poe assinalou mais de uma vez em sua vida, que a arte, a criação, um prazer para os poetas mais sensíveis, era para ele mais angustiante que redentora; durante anos eu matutei em cima desta ideia procurando uma justificativa para tão fortes palavras; sempre vi a arte como algo que permite, a quem faz uso dela, suportar as mais pesadas provações, eu poderia citar inúmeros exemplos que vão de Van Gogh a artistas judeus em campos de concentração exprimindo, quando possível, os terrores pelos quais passavam (alguém assistiu a série televisiva Holocausto?) para justificar meu pensamento, mas quando se chega em determinado ponto da vida e o sucesso (quando vem) é apenas vaidade e notamos de forma mais abrangente a maldade, o egoísmo, a ingratidão da maioria dos seres humanos, posso entender, pelo menos em parte e talvez, não pelos mesmos motivos, tudo aquilo que o Poe sentia.



Acima mais uma imagem do clássico de Machado de Assis.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O MESTRE EDGARD COGNAT.




Continuando as memórias do tempo que fui infeliz no Rio de Janeiro. Se não me engano a última vez que relembrava estes tempos foi na postagem intitulada SOBREVIVENDO ENTRE FASCISTAS, NAZISTAS E RACISTAS (caso você não tenha lido, pode acessar aqui: http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2015/06/sobrevivendo-entre-facistas-nazistas-e.html).

Paralelo aos acontecimentos na casa do Hans e sua família, eu ganhava uns parcos trocados pintando cenas bucólicas em batistérios de igrejas e fachadas de algumas casas de subúrbio, estas paisagens eu criava usando tintas acrílicas próprias para pinturas de paredes e pigmentos para dar cor, eu tinha intuitivamente uma boa noção do uso das cores (usei estes mesmos recursos muitos anos mais tarde, já como artista profissional, para pintar imagens para os cinemas do centro velho de São Paulo), mas nunca tive uma aula formal sobre cromatismo. Como gostava de desenhar rostos de mulheres bonitas, alguém sugeriu que eu poderia ganhar muito dinheiro fazendo retratos. O sargento Verdugo fora, em sua mocidade, modelo da Escola de Belas Artes e me apresentou ao Edgard Cognat, um sexagenário acadêmico oriundo da mesma escola, pupilo do famoso Carlos Chambelland. Embora não admitisse alunos novos (seus aprendizes eram pessoas de meia idade, velhos conhecidos da Escola) ele fez uma exceção me aceitando em consideração ao Verdugo. O tal curso acontecia na casa dele, situada Rua Bueno de Paiva, no Méier, sempre aos domingos pela manhã. Me deram uma lista de materiais para comprar: papel, carvão, dois tipos de pinceis, borracha e uma flanela.
No dia que me apresentei não mostrei ao Edgar nenhum desenho feito por mim anteriormente, não seria de bom tom, o professor não iria me avaliar pelos meus traços amadores, ali eu ia começar do zero!

Era um estúdio soturno, austero, mas muito fresco e aconchegante, haviam telhas de material transparente em pontos estratégicos do local para captar bem a iluminação natural da manhã. Haviam muitos quadros e gravuras pelas paredes e um grande número de telas pintadas - algumas de grandes dimensões - envoltas por tecidos. Sempre tive muita curiosidade de ver mas nunca com coragem para pedir que o mestre me mostrasse. 

As maiores contribuições do Edgar à minha arte foi educar o meu olho, me ensinar a “ver”, muitos artistas não tem o poder da observação arguta, não conseguem perceber os detalhes sutis onde um rosto se assemelha a outro ou as delicadas nuances entre o chiaroscuro. O outro legado, talvez o mais importante, foi desenvolver a paciência. Todos temos o sentido de urgência, estamos sempre afoitos, se queremos algo tem que ser na hora, nos aborrecemos na fila de um banco, a espera de alguém que se atrasa e por aí vai. Em arte não é muito diferente, vemos o branco do papel e logo queremos que uma imagem perfeita se forme com todas as suas texturas e profundidade. Muitos artistas talentosos se apressam em concluir um trabalho e conseguem feitos espetaculares mas perdem o principal que se situa entre o início e o fim que é o prazer da criação, não digo com isto que você tenha que ficar ad eternum com um trabalho nas mãos, o tempo de cada um para a elaboração de uma obra é algo relativo, uns levam um dia para fazer o que outro levaria três ou quatro, o que quero enfatizar aqui é que se não houver um motivo forte, como um cliente que precise de resultados para ontem, não há porque se apressar. Conheci pessoas com muito potencial mas sem calma para burilar uma  arte. O resultado muitas vezes fica ótimo para o leigo mas duvidoso pra quem é da área.

No ateliê do Edgar eu permanecia afastado dos demais; diante de mim um cavalete com uma imensa folha de papel (se a memória não me falha, era um Fabriano), nas mãos, carvão (carvão mesmo, não lápis-carvão), um pincel Tigre 24 e uma pequena flanela; distante de mim uns dois metros, uma peça de gesso.  Eu deveria desenhar na escala correta aquilo que via. Simples assim, sem nenhuma instrução ou dica. Fiz o que foi ordenado. Edgard não ficou me observando, ele saiu da sala para dar atenção aos outros alunos, sabia que ele estava me testando. Consegui um bom resultado no meu primeiro dia, ele não demorou muito e retornou para ver como estava o meu desenvolvimento e balançou a cabeça em sinal de aprovação, eu havia centralizado bem, no papel, o esboço com linhas suaves aquela placa de gesso em alto-relevo  que lembrava um ornamento de flores. E aí veio a primeira instrução, medir com a ponta do pincel o trecho a ser desenhado para a escala ficar correta. Eu começava aí a educar o meu olho, a observar os detalhes como nunca tinha feito antes. Levei uns três domingos em cima daquela peça e achava que ela já estava legal o bastante, com boa luz e sombra conferindo um volume bacana, mas o Edgar achava que eu podia melhorar aquilo, então eu forçava mais o carvão nas partes escuras e esfregava com cuidado o pincel esfumando o desenho mais e mais dando ao trabalho um tom cada vez mais realista, depois limpava o pincel com flanelinha e repetia a processo até a coisa saltar aos olhos. Eu estava evoluindo a minha persistência. Até que por fim ele me orientou a evidenciar a luz com uma borracha macia e disse que o resultado estava muito bom. Assinei o trabalho e passei o fixador.

No fim de semana seguinte uma nova placa de gesso com um relevo ainda mais complicado e passei o mesmo processo, sempre ouvindo do Edgar suas teorias sobre pintura. Ele não gostava de tv a cores, elas deseducavam os olhos, não eram matizes reais, falou da importância de se trabalhar sempre a partir do natural e evitar copiar fotografias; seus monólogos sempre com muitas citações de filósofos e escritores famosos.

Por fim comecei a trabalhar com outras formas de gesso, bocas, narizes, orelhas, olhos e bustos, sempre com o mesmo método, calculando o que eu via tendo o braço esticado na altura dos olhos, medindo o objeto observado com o pincel e trabalhando as formas com o carvão, esfumando com o mesmo pincel até que se apresentasse um relevo como se a figura estivesse saindo do papel.
“Muita gente não consegue em anos o progresso que você teve em alguns meses, você tem muita sensibilidade!” Foram as palavras do mestre, um elogio que guardo com muito carinho. 
Infelizmente apenas uns dois estudos daquelas aulas sobreviveram ao tempo e não estão comigo, os outros se perderam em inúmeras mudanças que fiz.

Graves problemas pessoais não me permitiram continuar aqueles estudos, eu esperava muito trabalhar com modelos vivos e partir para as cores, mas não foi possível. Contei ao professor as desditas pelas quais passava, sem dinheiro não iria conseguir pagar as mensalidades, talvez tivesse que interromper as aulas por um tempo, ele lamentou e disse que eu poderia voltar quando quisesse. Me despedi com um até breve mas tive que retornar à Brasília e nunca mais o vi.


Tive aulas com modelo vivo na faculdade de artes mas nem de longe posso comparar com as instruções do Edgard. As cores sempre me deram muito medo, contudo venci esta barreira comprando tintas, pincéis, solventes e tudo o mais e comecei minhas experimentações em placas de madeira e papelões, até atingir um nível satisfatório e partir para as telas. Fortemente influenciado por Frazetta, Boris Valejo e Greg Hildebrandt, tentando emular suas pinceladas, eu criava minhas cenas de ação e fantasia, sempre persistindo em melhorar e encontrar meu estilo, acertando, errando na maioria das vezes mas nunca desistindo. Entretanto detalhes deste período ficam para uma outra postagem.


Quando o primeiro álbum do Zé Gatão veio a público em 1997, meu irmão André me aconselhou a enviar um exemplar para o Edgar. Refutei dizendo que um material com aquele conteúdo nunca seria visto com bons olhos por alguém com uma visão tão tradicional da arte. Meu irmão achou que eu estava errado, independente do que fosse, o aluno dele havia conseguido um feito, pôr no mercado um álbum de quadrinhos bem ousado, ele iria ficar orgulhoso. Meu irmão sempre foi um romântico, embora ele não admita. Contudo, Edgar Cognat jamais conheceria o Zé Gatão, ele havia morrido em 1994.


Nunca entendi como um artista do porte dele não tivesse o reconhecimento que merecia. Tem pouca coisa dele na internet, as imagens vistas aqui são as poucas obras que encontrei com qualidade razoável.
Caso alguém queira informações sobre ele acesse: https://en.wikipedia.org/wiki/Edgard_Cognat

Tive o privilégio de ver in loco o autorretrato abaixo. Uma grande obra, a reprodução aqui não faz
justiça ao original, acreditem.


Os momentos no seu ateliê foram os melhores na Cidade Maravilhosa, Edgar. Muito obrigado por tudo!















segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

EUA x JAPÃO e SUPER-HOMEM x SUPERMAN


Sabiam que eu já fui o Nacional Kid? Sim, eu combatia os Incas Venusianos, os Seres Abissais,  os Seres Subterrâneos, os Zarrocos e destruí o monstro Giabra, sempre auxiliado (na maior parte das vezes atrapalhado, diga-se a verdade) por uns garotinhos.

Nacional Kid

Logo depois eu me tornei o Super-Homem. Tirava o meu terno, nunca numa cabine telefônica, mas numa sala onde não havia ninguém e voava pela janela para combater os bandidos, minha chegada ao local do crime era triunfal, eu sempre pousava arrebentando uma parede, uma porta e até mesmo um muro. Os engraçadinhos perguntava por que eu não voava por cima do muro, nunca entenderam que minha entrada tinha que causar impacto. Os meliantes sempre atiravam no meu peito, bem no "S" de super, nunca no meu rosto ou abdome, as balas ricocheteavam, eu os imobilizava e os amarrava com vergalhões que se dobravam como se fossem barbantes e os entregava à polícia. Certa vez um dos facínoras fugiu correndo e nem me dei ao luxo de de ir atrás, puxei um cano qualquer e com a força da minha sucção ele voltou se arrastando em meio a cambalhotas. Envolvi o cano em seu pescoço como se fosse uma gravata.

George Reeves

Passado um tempo, talvez uns dois anos, eu me tornei o Ultraman (Hayata), vim da distante Nebulosa M-78 para combater os monstros que queriam invadir a terra; foram um sem número de aventuras lutando contra os Baltans, Banira, Gomora, Dada, Mephilas e muitos outros.

O primeiro Ultraman (Hayata)

Eu nunca fui o Ultrasevem, embora gostasse muito dele. O Ultraseven era na verdade um amigo meu que morava no terceiro andar do prédio em que habitávamos no centro velho de São Paulo.

Ultraseven

Mas a medida em que crescia, fui perdendo os poderes de incorporar esses heróis.

Quando cheguei em Brasília um novo Ultraman, na pele do terráqueo Hideki Goh, chegava à Terra e ficou conhecido como Ultraman Jack. Foi o mais legal de todos, com histórias que podem chocar e comover mesmo hoje.
Foi por este período que comecei a desenhar quadrinhos em meus cadernos de escola onde o Ultra era o protagonista e comecei a dividir com o Luca experiências com desenho. Meu amigo lembrou de algo que havia se apagado de minha mente: nesta fase eu não desenhava o rosto dos personagens, eu tinha medo de desenhar rostos, de não ser capaz. Na verdade até hoje não gosto dos rostos que faço, melhor ainda, nunca fui um fã do meu traço.

Ultraman Jack

Ainda por esta época surgiu no cinema o Super-Homem vivido por Christopher Reeve, pra mim a mais perfeita encarnação do aliem que veio de Kripton. Não haverá outro como ele. Gosto das três sequências que fizeram do herói (nunca assisti a quarta). Embora todos tenham a preferência por Superman 2; tem coisas naquele filme que não engulo até hoje, como raios que saem dos dedos e o Clark sem seus poderes chegando na Fortaleza da Solidão pegando carona e bobagens do tipo.

Christopher Reeve

Quando estive em Brasília em outubro do ano passado, participei do programa Enerdizando, comandado pelo quadrinista Nestablo Ramos e o tema era Estados Unidos x Japão, ou seja, quais heróis eram mais legais e mais poderosos? Os do da terra do Tio Sam ou da terra do sol nascente?
Foi muito legal e divertido, mas eu fiquei meio boiando, os outros convidados do programa eram caras bem mais novos do que eu que curtiam e sabiam muito de Jiraya, Changemen, Jaspion, Jiban e outros.
Nos anos 80 eu trabalhava durante o dia e fazia faculdade a noite, quase não tinha tempo de ver televisão e sinceramente, Power Rangers com aquelas pirotecnias, lutas coreografadas como um balé e monstros coloridos não fariam a minha cabeça de modo algum.

No programa o meu veredito foi a vitória do Japão sobre o EUA por apenas um nariz por causa do Ultraman Jack.

Essa semana, cansado de desenhar, vi um programinha no You Tube no fim da noite falando sobre os filmes de heróis nas telonas. Rapaz, como é deprimente isso!
Capitão América, Batman, Vingadores e etc, achei divertido, me desarmei e entrei no clima pipoca (tendo uma boa história tá valendo), mas é claro que não pode passar de um passatempo pueril, tem cara que gasta momentos preciosos do seu dia discutindo bobagens na internet, e é cara velho já! Tá, você pode argumentar que eu participei de um programa de rádio para falar das mesmas abobrinhas, mas ali era como se estivéssemos num bar falando sobre seus times, nos divertindo, não tínhamos a pretensão de que fosse uma coisa séria.

Man of Steel

Hoje malha-se muito os filmes da Marvel na internet, querem filmes de heróis sérios como o Cavaleiro das Trevas.
Fala-se muito sobre Man Of Steel. Acho um filme muito bem realizado, o Henry Cavill ficou legal como Clark, mas sei lá, querem um Super para os novos tempos. Não me convenceu. O cara vendo o pai morrer sem fazer nada....aquilo pra mim não é a essência do herói. O Homem de Aço desta geração não serve pra mim. Mil vezes aquele que voltou no tempo para impedir que a Lois fosse morta, assim como o Ultraman na hora de voltar para seu verdadeiro lar, preferiu morrer para que o Hayata pudesse ficar vivo.














 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

QUADRINHOS QUE RECOMENDO ( MONSTER ).


Meu notebook, este importante instrumento de trabalho, já faz uns dias, apresenta uns estalidos estranhos e trava vez por outra, nada muito grave mas é um sintoma de doença, eu acho. Consultei dois especialistas no assunto e eles acham que pode ser problemas no meu HD. Um deles disse ainda que pelo tempo, já vai fazer seis anos que tenho o aparelho, ele pode estar com os dias contados.
Bom, não tenho recursos no momento para comprar outro, nem mesmo um HD externo para salvar meus arquivos. Mas vou ver o que pode ser feito. Mas já sabem, se eu demorar demais a voltar por aqui pode ter sido este o problema.

Este blog não só diminuiu sensivelmente o número de visualizações diárias mas também de seguidores. Ok. Enquanto tiver um único, continuarei postando sempre que possível.

Bueno, voltamos com a coluna onde recomendo um quadrinho.
Na verdade tenho lido pouco gibi, não tenho comprado mais nada, há um grande número de clássicos para reler e pouco tempo para tanto. Mas no ano passado li duas obras que me mantiveram preso à leitura, uma delas foi o ESCALPO da linha Vertigo e o mangá Monster, do qual falaremos hoje.


Quem me conhece bem sabe que os mangás não são o meu forte, não é preconceito, ouço falar de inúmeros títulos que são imperdíveis, é que não tenho muito acesso mesmo.
Ainda na década de 80 eu colecionei o que foi lançado: "Crying Freeman", "A Lenda de Kamui", "Mai, A Garota Sensitiva" (até hoje não li porque nunca encontrei o último número) e "O Lobo Solitário" (também não consegui ler a saga completa).

Bem, falemos de "Monster" de Naoki Urasawa.

O irmão caçula da Verônica comprou os 18 volumes da história e me emprestou, confesso que foi difícil largar a coisa. Prende mesmo!
Trata-se da história de um médico, um neuro-cirurgião brilhante com uma carreira promissora que tem sua vida destroçada por salvar a vida de um menino baleado na cabeça; tentando reverter o que ele julga ter sido um erro de julgamento, passa pelas mais diversas e violentas situações, caçado pela polícia de diversos países (a saga se passa na Europa pós queda do muro) e salvando vidas por onde passa. Conspirações políticas, profecias apocalípticas, romance, tudo muito bem dosado. Se bem que tem uma certa enrolação, personagens que aparecem bem no meio da trama com sua história pessoal e que somem para depois reaparecer alinhavando a narrativa.


Os desenhos tem aquele charme dos quadrinhos japoneses e a narrativa é cinematográfica. É sabido que os autores de mangás trabalham com uma grande equipe, então fica difícil dizer o que o autor fez exatamente. Fez tudo sozinho? Só os esboços e outros finalizaram? Desenhou e finalizou os personagens e outros cuidaram dos cenários e adereços? Atores da trama são simplificados enquanto os cenários, carros, armas e etc, são bem realistas. Bem, não importa, Desenhos e história se completam. Uma obra que merece ser lida e relida.

Um grande beijo para todos vocês e até a próxima.