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segunda-feira, 29 de julho de 2013

MY CRAZY SKETCHBOOK: 40 GRAUS.


Dor e agonia. Foi como passei meu fim de semana e ainda estou sob tortura. A coisa começou após eu ter realizado um exame na bexiga. Na tarde de sexta feira os sinais de uma fraqueza já se faziam notar, como tenho um trabalho para entregar hoje (segunda), não me dei ao luxo de descansar, mas por volta das 17 horas tive que me render, comecei a ter sintomas de febre que em pouco tempo se converteu num calafrio incontrolável. Verônica insistia para que fôssemos a um Pronto Socorro, mas eu achava que umas horas de repouso dariam conta de debelar o problema. Como a coisa só piorava, lutando contra os tremores que mal me impediam de amarrar meus cadarços, fomos à emergência de um hospital próximo à nossa casa. Meu cunhado nos levou de carro. Eu não conseguia parar de tremer.
Ao ser atendido, relatei a um médico novinho e muito atencioso, que aquilo se deu, justamente após um exame urodinâmico. Minha pressão estava alta e minha febre beirava os 40 graus. Me deram duas injeções, uma intravenosa e outra dolorida nas nádegas e fiquei em observação por uma três horas. Estava com suspeita de uma infecção urinária das brabas. Quando a febre cedeu um pouco, me mandaram pra casa com a tarefa de tomar um antibiótico fortíssimo por três dias. Sábado, domingo e até o momento estou com o corpo como se uma tropa de cavalos tivessem trotado sobre mim, urinando brasas incandescentes em jatos curtos e despresiveis. Isto sem contar um cefaleia onipresente que nem me deixa pensar direito. Não exagero, meus amados, é assim mesmo que estou. E não posso parar minha s atividades, elas tem urgência.
Hoje pela manhã consegui falar com meu urologista e ele pediu um exame de urocultura pra saber de fato o que está acontecendo. Só assim prescrever o tratamento adequado.
Dizem que saúde é tudo, verdade. Dizem que aquele que encontra uma boa esposa encontra um favor de Deus, é a mais pura realidade, a dedicação e preocupação da Verônica para comigo é reconfortante.
É sabido que após os 40 anos nosso corpo começa a dar sinais de falhas, remanejamento de peças e coisas tais, comigo foi um pouco depois, mas agora parece que começo a descer a ribanceira. Mas vamos em frente, adiando enquanto possível o momento derradeiro.
Obrigado a todos por ouvir este desabafo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

MEU BREVE ENCONTRO COM O ZÉ DO CAIXÃO.



Cruzar com o José Mojica Marins, o famoso Zé do Caixão, pela Av. São João em São Paulo durante os anos 90 era algo fácil, ele tinha uma espécie de escola de interpretação pelas redondezas, se não estou enganado. Entretando, talvez não fosse reconhecido pela maioria, afinal, no dia a dia o homem se vestia normalmente, claro.

A primeira vez que o vi ele folheava gibis na Livraria Muito Prazer, a melhor comic store que já tive o prazer de frequentar. Mojica era diferente do que estava acostumado a ver na televisão, um senhor alto, acima do peso, de óculos, calvo e com camisa branca estampada. Na tv era aquela figura folclórica, toda de preto, de unhas longas. Nunca me esqueço que quando garoto, no palco do Sílvio Santos nos anos 70, um tal de Arturzinho (alguém se lembra deste cara?), cantor típico de programas de auditório, entrou no globo da morte com dois motociclistas mas "amarelou", não aguentou sequer os roncos dos motores, mas o Zé do Caixão entrou, se envolveu em sua capa e ficou lá parado enquanto as máquinas circulavam perigosamente à sua volta. Cabra macho mesmo, pensei eu. 

Nos anos 90, eu ainda tentava de tudo para aparecer no mercado, não fazia muito tempo tinha publicado por minha própria conta o primeiro álbum do Zé Gatão e minha meta era divulga-lo o máximo possível, leva-lo às mãos do Mojica era algo que tinha em mente, bastaria eu ter em mãos um exemplar e encontra-lo na rua. O que eu esperava? Sei lá, as vezes saía um gibi do Zé do Caixão por aí, eu poderia, quem sabe ser convidado por ele a desenhar alguma história e assim "aparecer" para um possível público, essas coisas que passam pela cabeça de artistas em início de carreira. Vale lembrar que naquela época eu já ilustrava livros e capas de revistas, mas meu objetivo era ser um quadrinista dos bons.

Não lembro exatamente a data certa, mas a oportunidade de me aproximar do Mojica se apresentou, ele comia alguma coisa numa padaria no Largo do Arouche, bem em frente ao prédio de apartamentos que a Verônica - na época, ainda minha namorada - morava. O único problema é que eu não tinha o Zé Gatão nas mãos naquele dia, mesmo assim fui até ele. Sou muito tímido, suando de nervoso me aproximei do homem, me apresentei como desenhista de hqs, ele gentilmente me estendeu a mão, uma mão pequena, de aperto frouxo, as unhas não tão longas como no passado, os pelos da barba brancos na raiz. Falei do meu álbum que queria dar a ele, mas que por azar não tinha comigo naquele instante, ele me pediu meu número de telefone pois queria ter contato com desenhistas para seus projetos de quadrinhos, como não tínha telefone naquela época, dei o número do meu bip, não lembro se peguei o número dele, o fato é que eu ainda tinha que ir ao encontro da namorada e da minha mãe que estavam a minha espera em algum lugar, nos despedimos rapidamente planejando uma reunião que nunca aconteceu. Nunca mais o vi por aquelas ruas. Depois deixei São Paulo para voltar esporadicamente.

O curioso é que eu nunca tinha assistido a um filme do Zé do Caixão, vi o último, que fecha sua trilogia mais famosa, um projeto que levou muitos anos para ele levar a cabo, pelo que li. Achei o filme ruim demais.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

A LUNETA MÁGICA ( FINAL )



Estas são a últimas imagens de A Luneta Mágica, para começar a semana. Na verdade existem várias outras artes, Mas deixemos as restantes para o livro, certo?


A segundona aqui em Jaboatão amanheceu nublada mas o sol já se destaca em todo o seu esplendor. A pouco fui cortar o cabelo mas o barbeiro (no meu caso, "barbeira", pois costumo cortar sempre com uma mesma mulher), não tinha chegado ao local de trabalho. Fica pra depois, se confirmarem, daqui a pouco devo sair para acertar trabalho na editora e aproveito para resolver umas coisas na cidade.
Sei que essas amenidades pouco interessa a vocês, mas é só para ter o que falar aqui, uma vez que textos mais longos estão se tornando raros neste blog.

Uma boa jornada a todos.

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ESBOÇOS PARA ARTES DIVERSAS.



Já é sexta-feira!?! A semana passou assustadoramente rápida! Nem dá mais tempo de preparar uns desenhos novos para ilustrar as postagens, nem aqueles a toque de caixa! Mas ficam aqui alguns rabiscos preparatórios para as ilustrações de livros clássicos, só para fechar a semana.


 Então tá, nos vemos de novo na próxima, se Deus assim o permitir.

















terça-feira, 16 de julho de 2013

ARTES QUASE ESQUECIDAS.



Crônicas Fluminenses de Machado de Assis, o próximo livro que deveria ilustrar, finalmente foi mandado pela editora. Já não era sem tempo, agora paro tudo que estava fazendo, inclusive uma nova e complicada pintura de Zé Gatão, as páginas do Poe (de novo) para dar todo meu gás nas ilustrações deste clássico e tentar cruzar a linha de chegada, ainda que em último lugar. 

O curioso é que durante os meus forçados dias de inação eu produzi quase nada, uma depressão esmagadora se abateu sobre mim. Pressionei a caminhada mas não rendi. Ainda estou na linha de tiro do abatimento, mas aos poucos vou saindo. Tanto que ontem fui ao cinema assistir ao Homem de Aço, mas não deu pra relaxar. Uma fila enorme no shopping, sabem como é, férias. Aproximadamente duas horas esperando comprar o ingresso. Adolescentes típicos, mães gordas com seus filhos birrentos. Quase desisti.
Mas o filme foi bom. Era o que esperava, nem mais, nem menos. O Superman merecia uma reabilitação.
Tentei fazer um desenho do personagem, aqueles rabiscos sem esboço para ilustrar este post, mas confesso a vocês, amados e amadas, que não bateu a inspiração. Acontece comigo. Por isto acompanha estas duas imagens mais antigas que fiz para uns contos do Lima Barreto (a de cima é do Homem Que Sabia Javanês, a de baixo não lembro, talvez nem seja para o Lima, mas algum outro autor. Bem, deixa pra lá).

Hora de voltar à prancheta. A gente vai se falando na medida do possível.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A SAUDADE DEVORADORA.


Pela janela olhando as misericordiosas negras nuvens ocultando o inclemente ardor solar. Copiosas lágimas celestes cobrindo o mundo de umidade me envolvem como um cobertor de tristeza. Um vento amargoso de voz enlutada invadindo as frestas da minha alma apontando a longa estrada molhada por onde você se foi.
Nada me resta senão esperar.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

A LUNETA MÁGICA ( 04 )



A editora ainda não me enviou o trabalho prometido. Tenho que pedir dinheiro emprestado para as contas mais urgentes.

Enquanto isto o que estou fazendo?
Aproveitando para trabalhar em algumas artes pessoais. Mais uma aquarela ambiciosa.
Não estou conseguindo inspiração para ressuscitar projetos engavetados, o único em que peguei foi a adaptação em quadrinhos da vida do Edgar Allan Poe. Fiz mais uma página e parto para a seguinte. A arte que ilustra o cabeçalho deste blog é um detalhe de uma página antiga.

O que estou ouvindo?
No momento no meu som rola Rod Stewart da década de 70.

O que estou assistindo?
No cinema o último que vi foi Guerra Mundial Z, bom filme, mas poderia ter sido melhor. Um filme cujo tema é zumbis não pode prescindir dos elementos que lhe são tão comuns.
Na tv assisti a série Vikings. Boa série, a mim só vem confirmar que a parte menos ruim do mundo é aquela cristianizada, apesar dos pontos negativos que todos os detratores fazem questão de ressaltar.
Agora vejo a terceira temporada de Guerra Dos Tronos.

O que estou lendo?
Acabei a pouco um livro caudaloso sobre a vida e método de trabalho do Alan Moore. Para quem é fã é um prato cheio. Gosto muito dos primeiros quadrinhos de Moore e seus clássicos, mas o restante acho mediano. O livro é muito bom mas a terceira parte que trata de seus projetos de performance e magia são insuportavelmente chatas.
Estou relendo "A Maldição De Sarnath" de H P Lovecraft.
De quadrinhos releio Crônicas De Palomar do Gilbert Hernadez, pô, como isto é bom!
Li ontem Graphic MSP "Laços", dos irmão Cafaggi. Uma hq que mostra a turma da Mônica nos traços pessoais dos irmãos mineiros. Algo bem teenager. Gostei.
O que me leva a refletir mais uma vez mais sobre o cenário de quadrinhos no Brasil atual. Somente o Maurício de Souza consegue ainda vender seu peixe. "Laços" prova, edição de primeira, distribuição e divulgação idem. No resto, o mercado continua avançando a conta gotas, com um material independente aqui e ali, sem alarde. Até um blog importante como aquele do Paulo Ramos que ajudava a divulgar está inativo faz tempo.
E assim vamos sobrevivendo como sempre foi.

Mais duas imagens de A Luneta Mágica para começar a semana.
Até.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

MY CRAZY SKETCHBOOK ( 01 )

Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava de graça, mas se já fiz tanto desenho e ninguém me pagou nada, sendo este é meu ganha pão, não custa dar um "conselhinho" gratuito para evitar que algum de vocês tenham a dor de cabeça que estou tendo nos últimos tempos.
Bem, o conselho é este: Se forem a alguma loja de eletrodomésticos para adquirir um liquidificador, geladeira, ou o que seja, e o vendedor lhe oferecer a tal garantia estendida, de-lhe uma boa e potente porrada na cara para ele parar de engabelar o cliente. Não, melhor não, este é um mau conselho. Você pode fraturar algum osso da mão. E pensando bem, o vendedor é um pobre pau mandado. Vamos recomeçar. Se em alguma loja, no momento de adquirir seu produto, o vendedor tentar te aliciar com a garantia estendida, diga que não interessa. É um bom conselho. Tão bom quanto o uso de protetor solar.
No final do ano passado nosso ventilador "deu pau". Sem ventilador neste lugar você não vive. Literalmente.
Comprar outro, fazer o quê? Na loja a vendedora veio com aquele papo, que além da garantia normal do produto, se pagássemos uma grana extra teríamos mais um ano de garantia e a certeza de que se o aparelho apresentasse algum problema a loja nos daria outro novo em folha. Topamos.
Na verdade, já havíamos comprado a tempos uma batedeira e nos passaram o mesmo papo, mas esta não deu problema até hoje.
Bom, voltando ao ventilador, depois de dois meses de uso a velocidade máxima dele parecia o mínimo, mas dava pra usar, até que de repente pifou de vez. Acionei a tal da garantia estendida. Ligo na loja. Me falam pra ligar diretamente na seguradora. Ligo. Explico o problema. Me informam que só posso fazer valer a garantia após um ano de uso. Mas até lá eu fico sem ventilador? O senhor deve levar até uma assistência técnica autorizada. Ok. Não há nenhuma próxima de onde moro. Demoram a me dar um endereço de um lugar que não seja fora do país. Foda, né? O pior foi que numa das ligações que fiz uma pessoa me diz que após um ano se o problema persistir uma junta analisará o problema e se for o caso me devolverão o dinheiro pago. Mas e a história de me darem um novo? Foi o que a vendedora nos garantiu. Não é bem assim, senhor. Ah, não? E como é então? Eu já expliquei senhor. Ciente de que a pessoa ao telefone não tem culpa da minha desdita e não resolve porra nenhuma, resolvo não me estressar.
Como não tenho carro, levo a maldito ventilador de ônibus na assistência autorizada. Deixo lá. O técnico me informa que o aparelho não tem concerto, a peça necessária não é mais fabricada. O que faço então? Devo agora insistir ou até brigar com quem de direito por um novo aparelho ou reembolso do dinheiro (detalhe, o valor hoje é diferente do que paguei a uns sete meses atrás). Toda uma coisa extremamente aborrecida, para a qual não tenho aptidão. Se tivesse grana mandava tudo isto à merda e comprava um novo, afinal, hoje em dia não fabricam mais as coisas para durarem mesmo.
Daqui a pouco vou lá na loja perder um tempo que não tenho, conversar com o gerente e exigir uma providencia. Se não derem um jeito vou ao Procon. Mas isso tudo é muito chato, sabem.


Well, agora que o alerta foi dado, vamos ao desenho de hoje: é comum um artista ter seu caderno de esboços, no meu caso são pequenos bloquinhos de desenhos em que faço rabiscos diretamente na caneta, totalmente sem planejamento, ou seja, não penso no que vou desenhar, dou o primeiro traço e o resto vou completando sem pensar. Tenho vários destes caderninhos desenhados, coisas que ninguém normalmente vê ou sabe que existe. Levo aonde vou, geralmente a lugares onde sei que vou estar esperando alguma coisa por um bom tempo. Antes eu desenhava alguém ou alguma coisa pitoresca que estivesse à minha vista, mas depois parei, seria comum demais, resolvi relaxar a mente sem a preocupação com proporção ou estética e botar literalmente os monstros pra fora.

Bom final de semana a todos.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FAMOUS MONSTERS 05



Drácula, o vampiro-mor.
Não sei, parece-me que os filmes de vampiros saíram de moda. Alguém aí concorda? O último bom mesmo que assisti foi 30 dias De Noite, uma adaptação dos quadrinhos, de resto, se teve mais algum não consigo lembrar. Acho que o gênero se desgastou através do tempo e a série Crepúsculo cravou de vez uma estaca no peito dos chupadores de sangue. É a impressão que fica depois de ter assistido aos grandes clássicos com Bella Lugosi e Christopher Lee (o período que abrange estas pérolas vão dos anos 30 ao início da década de 70, se não estou errado).
No início dos anos 80 a Hora do Espanto gerou uma grande expectativa, mas achei apenas mediano. Gostei da adaptação de Entrevista Com o Vampiro para as telonas e o Drácula de Bran Stoker, mas acho-os um tanto superestimados, este último ainda teve a mão do Coppola, o que deu um charme extra ao filme.
Não acompanho as séries de tv com o tema, os quadrinhos sempre vem com alguma novidade como o Vampiro Americano, na literatura o mestre Stephen King trouxe coisas legais como o pop Salem´s Lot, mas nada supera, na minha opinião, ao clássico que deu início a tudo, Drácula, magistralmente escrito por Bran Stoker. A descrição da tempestade ainda é um dos grandes momentos da literatura mundial.

Na minha modesta versão, tentei abranger um Drácula que fosse uma fusão dos clássicos da Hammer.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ARTE NÃO REEDITADA.


"Há tempo para tudo debaixo do sol". Palavras do Livro Sagrado. Com a confiança posta nas promessas do Criador, aguardo meu próximo trabalho (que seria mais um clássico da literatura brasileira). A editora para qual venho trabalhando a uns três anos atrasou a entrega do material; como consequência disto, não há de onde tirar dinheiro para pagar as contas que já vão vencendo.
Para não me atrapalhar todo tive que dedicar meu tempo integral a esta empresa deixando as breves lacunas para minhas artes pessoais. Aí vocês podem imaginar o sufoco em que me encontro quando um projeto é postergado.
Nestes dias de entressafra procurei outros canais, mas como sempre é algo torturante até falar por e-mail com a pessoa responsável pelo setor de artes de uma editora. No meu caso desta vez deu em nada. Recorri ainda a uns conhecidos para ver se me indicavam algo, mas ninguém sabe de coisa alguma. O que noto é que há uma crise no setor, pelo menos por aqui, pois os artistas locais reclamam que não há trabalho.  Continuo tentando, afinal não há como ficar refém de um único cliente. Só me resta esperar pelo que foi prometido.

A arte de hoje foi publicada no livro "Desenhando Anatomia-Figura Feminina", que está esgotado e não foi acrescentada na nova edição da Editora Criativo.