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segunda-feira, 4 de maio de 2026

QUADRINHOS QUE RECOMENDO (A SOLIDÃO DE UM QUADRINHO SEM FIM)

 Boa noite a todos!

Vocês estão bem? Rogo a DEUS que sim.

Eu por cá, estou ok, e ok não quer dizer bem, mas que continuo vivo, respirando, caminhando e trabalhando (não tanto quanto deveria e gostaria, mas vá lá).

Sabem, acho que no atual panorama global é difícil uma pessoa estar bem, feliz, realizada e coisas tais, talvez aqueles ricos poderosos inconsequentes que não creem ou não temem o regresso do Salvador. O mundo já sofre as dores de parto e creio que não dá pra ser otimista quanto ao futuro, principalmente neste país ainda comandado por gente sórdida, pessoas cujas almas já estão nas mãos do inimigo. 

Mas vamos lá, não quero falar sobre isso, não adianta, só comecei citando essas coisas a título de desabafo. Hoje meu barco começou singrando em águas tranquilas e tudo apontava para um dia promissor, de bom trabalho, mas vocês sabem, basta uma gota de leite azedo para talhar todo o resto, assim como bastam algumas palavras com certa dose de veneno para tirar o brilho. Ventos contrários começaram a soprar; não obstante, não passou disso, apenas um vento, não foi suficiente para causar uma tormenta, mas já ouviram aquele ditado que diz que "cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça"? Pois é. O dia ficou improdutivo e aquela velha depressão me agarrou num mata-leão e orei a Jesus para não sufocar. Estou melhor agora. Salmo 46, amados e amadas, quando a angústia chegar, leiam o salmo 46 com os olhos da alma.

 Bueno, vamos ao assunto de hoje que é falar abreviadamente sobre um quadrinho que comprei em 2020 (tempos em que eu ainda comprava gibis), A Solidão De Um Quadrinho Sem Fim, do Adrian Tomine, edição da Nemo.


 

 A primeira vez vez que li algo desse autor foi lá pelo ano de 1998 (quando eu comprava muitos comics) e adquiri uma HQ da Conrad intitulada Comic Book, O novo Quadrinho Norte Americano, uma antologia de histórias, digamos, alternativas, índies, undergrounds ou como queiram chamar. O texto do editor afirmava que esse tipo de narrativa ia muito bem das pernas enquanto os super-herois davam sinais de cansaço - sim, já naquela época - e que avançavam como rolo compressor sobre a indústria. Dava pra ver que era exagero, até porque o conteúdo do livro deixava muito a desejar, pra mim só salvavam algumas poucas histórias, até os irmãos Hernandez (que gosto muito) pisaram no tomate, mas Daniel Clowes e Adrian Tomine valeram por todo o tomo. "Dylan e Donovam" era uma hq do Tomine que muito me chamou a atenção, sensível sem viadagem, traço limpo, muito bem executada. Procurei, na ocasião, por outras coisas deste autor sem sucesso, mas ele não me saiu da cabeça. 

Pelo que sei a produção dele é pequena, ele atua mais como ilustrador para publicações como a New Yorker. 

Adquiri uns anos atrás Intrusos (também pela Nemo) e gostei bastante, aliás, nem lembro do que se trata, preciso reler, só não sei onde ela se encontra, como vocês sabem, meu estúdio é uma espécie de pântano.

A Solidão De Um Quadrinho Sem Fim pretende ser uma autobiografia, um hobby de infância se torna uma carreira de autos e baixos. Situações constrangedoras, mostrando que o autor é sensível, sonhador e como todos os artistas, se veem mais do que realmente são e isto produz muitas vezes vergonha alheia. No vídeo que eu fiz acima para mostrar um pouco do conteúdo, notem o meu polegar destacando um quadro em particular, aquele é o Frank Miller, a cena que envolve esse superestimado autor (minha opinião) é algo muito comum a nós, desenhistas de HQs, que sonham com o sucesso.

Adrian Tomine fala de sua relação com o público, comparações inevitáveis com outros artistas independentes, entrevistas que foram fiascos, medos, inseguranças, relações pessoais, casamento, paternidade e as dificuldades para se estabelecer como profissional. Não foi fácil, mas se ele tivesse nascido no Brasil, seguramente (penso eu) não seria publicado lá fora. Aliás, ouso dizer que se ele tivesse passado 20% do que passei na vida, ele não teria sobrevivido, ou teria optado por outra profissão, mas claro, posso estar enganado.

Conclusão, uma ótima HQ provando que coisas do cotidiano, se bem narradas e ilustradas faz você esquecer de outros gêneros já consagrados.

Que vocês todos fiquem bem e breve pretendo voltar com mais uma HQ da minha biblioteca.

Abraços! 

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