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quinta-feira, 30 de junho de 2011

AGRADÁVEL EXAUSTÃO.

Hoje meu rítmo de trabalho nada teve de anormal.
Bem, quase.
Como era a data limite para entregar a arte do livro "A Pata Da Gazela" do José de Alencar, caso quisesse ter algo na conta bancária, tive que correr contra o tempo, e não só contra ele, mas contra todas as barreiras que se levantam em dias assim, como que para testar a sua paciência ( alguém aí pensou em "Lei de Murphy? ). Telefonemas, contratos para assinar, pausas para as refeições, para urinar e etc. E a arte, detalhada, não ficava pronta. Nestas horas, chego a me impacientar com quem me interrompe. Uma pressão a que já estou acostumado, minto, não dá pra se acostumar com isto, familiarizado soa mais pertinente. Quinze para às cinco da tarde, próximo da editora encerrar seu expediente, dei a última pincelada. Escaneei e enviei quase tropeçando a poucos passos da reta final.
Missão cumprida.
A tensão deu lugar à fadiga. Mas não aquele cansaço que abate, suprimindo a vontade de tudo mais, mas uma exustão agradável, com sabor de dever cumprido. Bem que o pagamento podia ser automático. Ainda tenho que esperar os trâmites legais. Mas na boa, perfeição, só lá no Céu.

A arte de hoje, me evoca o passado mais uma vez. O longínquo ano de 1986.
Já declinei aqui que tenho grandes e saudosas lembranças deste período. Nosso apartamento na 202 Sul, a quadra à noite, a lanchonete Janjão do outro lado do Eixo, onde eu e meus irmãos íamos de vez em quando, as estreladas noites de Brasília.
Li esta semana que o escritor James Ellroy, odeia o presente, rejeita a tecnologia e coisas tais, tendo a mente voltada pro passado, na Los Angeles de décadas passadas, onde se situam seus violentos romances policiais. Eu não sou assim, do passado, se não puder tirar proveito das experiências adquiridas pra não cometer os mesmos erros e assim evitar novos sofrimentos, ele de nada serve, pois já passou, não se pode resgata-lo. Mas é dificil não recordar com carinho momentos ternos da vida, principalmente quando eles são tão poucos. As melhores lembranças, são os momentos passados ao lado dos meus irmãos.
As namoradas nem tanto, pois boa parte delas só me causaram dor. O que nos trás de novo à ilustração de hoje. Se ela me evoca o passado, traz também à memória a lembrança da decepção sentida tempos depois.
Técnicamente falando, é curioso notar como minha técnica com bico de pena evoluiu. Pelo menos eu acho.

Amanhã é o último dia da semana, então se Deus quiser, nos falamos de novo na próxima.
Fiquem bem.

4 comentários:

  1. Os prazos... lembro que num final de tarde (uma terça-feira de 1999) um primo de uma vizinha me pediu pra ilustrar numa cartolina, a partir de uma foto. O prazo era pra manhã seguinte e eu estudava no ensino médio. Foi meu recorde pessoal, ainda mais desenhando uma "carranca" imensa (foto de homem!) antes de dormir. Achei que fosse ter um pesadelo, mas... hehehe!
    Tudo saiu certo e o cara buscou na corrida, pagando na hora.

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  2. Pagou na hora? Então apesar de ser uma carranca, você saiu no lucro.
    Valeu aí.

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  3. Fala, Eduardo! Seu bico de pena realmente evoluiu. Esse desenho da abertura que o diga. Shoe de bola ao quadrado!
    Ótimo final de semana,
    Abração,

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