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terça-feira, 13 de outubro de 2015

ZÉ GATÃO E A LONGA ESTRADA ( UM ESBOÇO ).

Os últimos tempos tem sido pacíficos, Graças ao bom Deus.

Estou nos estágios finais do segundo livro de anatomia a sair em breve pela Editora Criativo.

Estar com a mente menos anuviada com tanto estresse me dá a possibilidade de sonhar com novos projetos. Bem, nem considero tais coisas como novos projetos pois os mesmos estão a muito tempo ganhando corpo na minha mente e sei lá quando vou poder pôr alguma coisa no papel. Antes de tudo preciso cumprir minha obrigação com o NCT. Uma coisa de cada vez, né? A poucos meses eu estava fortemente inclinado a por uma pá de cal na minha produção de quadrinhos, hoje já considero a possibilidade de continuar remando contra a maré.

Recebi uma mensagem via Facebook do escritor Rubens Lucchetti sobre a nossa obra conjunta, A VIDA E OS AMORES DE EDGAR ALLAN POE e é para desanimar. Ele me comunicou que uma certa editora está interessada em publicar mas faria uma tiragem de apenas 300 exemplares, depois precisariam vender uns 220 livros para pagar os custos de impressão, só depois nos dariam um reparte para vendermos nós mesmos. Aconselhei ele a esperar mais um pouco. Já tivemos ofertas mais auspiciosas. Não tardará aparecer oportunidades melhores.

Mas a questão é essa, publicar quadrinhos no Brasil continua o mesmo trabalho de parto. O mais sensato da minha parte seria deixar tudo isto para trás, mas ainda há algumas histórias a serem contadas. O que nos leva ao esboço de hoje.


ZÉ GATÃO E A LONGA ESTRADA foi a primeira ideia que tive após a conclusão de A CIDADE DO MEDO (o álbum branco), mas abortei o projeto para me focar em narrativas mais curtas que saíram no álbum editado pela Via Lettera. Mas pretendo ressuscitar alguns conceitos numa futura aventura. Por hora só temos este rabisco e estou trabalhando numa pintura que pretendo exibir aqui na próxima postagem, se Deus permitir, onde darei mais detalhes da coisa toda.

Até lá.

8 comentários:

  1. Realmente, existem os editores... e aqueles que oferecem mixarias por trabalhos autorais. E se fosse com eles? Aceitariam a proposta? Complicado...

    Que beleza que não desistiu de suas ideias, agora que as coisas ficaram tranquilas por aí.
    Não consegui outro álbum do felino fortão por questões orçamentárias, mesmo. Já que voltei a mandar currículos e (ainda) não consigo juntar verba pra viajar a outro estado. Eu queria ir ao FIQ deste ano, maaas... Ainda só posso participar (quando possível) de eventos próximos ou nem tanto de Porto Alegre.

    Isso aí!

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    1. É, meu caro, a vida para quem vive (ou pretende viver) de arte é foda! Na verdade não é ruim só no Brasil e nem é privilégio de tempos atuais, a arte, embora muita necessária à vida, é tratada como algo supérfluo. Gênios consagrados como Van Gogh, Mozart, Poe e muitos outros nunca tiveram o devido reconhecimento em vida, daí não é de se admirar que alguns editores trabalhem de maneira porca, muitos deles só conseguem sobreviver assim. No Brasil e outros países da América Latina a coisa é ainda pior, pois estamos sempre sob governos incompetentes e corruptos que andam de mãos dadas com sistemas genocidas que cagaram o mundo apoiados pelos idiotas úteis que nadam no mar da ignorância. Fica difícil viver assim, mas desistir não é uma opção.

      As coisas vão melhorar para você, tenha fé. Façamos assim, vou guardar um Zé Gatão - Memento Mori para você aqui, sem compromisso, para quando você puder adquirir.

      Isso aí!

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    2. Isso. Fica guardadinho aqui. Quando quiser é só falar. ;)

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  2. Oi, Schloesser! Fizeram bem em recusar a oferta da editora. Seria entregar o trabalho de mão beijada. Bom ver que o Zé Gatão continua na luta. Vai ser algo antes de ele ter perdido a cauda ou você vai dar um jeito de ele recuperá-la? Aguardo as cenas da próxima HQ. Abraço!

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    1. Olá, Carla! Tivemos propostas mais interessantes que esta. Penso que o Poe e o Lucchetti merecem algo mais que o oferecido por esta editora, que deve ser bem pequena, para trabalhar com um sistema assim. Para quem está começando a carreira e quer ver seu trabalho na praça, até entendo, mas para um personagem que inaugurou (ou popularizou) a literatura policial e o maior escritor de pulps do Brasil acho até falta de respeito. A gente vai esperar pelo menos que uma editora com tradição no mercado trate o projeto como ele merece. Vamos ver.

      O gato fortão perdeu a cauda e ela não será recuperada. Histórias onde o rabo ainda faz parte dele serão eventos ocorridos antes de DAQUI PARA A ETERNIDADE.
      Mas vai levar um bom tempo até vermos novas aventuras do felino, tenho outros projetos prioritários na fila. Mas ilustrações como esta já irão preparando o terreno. Aguarde.

      Abraço apertado.

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  3. Olá Eduardo, citei você e seu grande personagem, confere lá! abs Luiz

    http://pipocaenanquim.com.br/minha-estante/minha-estante-60-luiz-goncalves/

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    1. Bom dia, Luiz! Em primeiro lugar muito obrigado por citar a mim e o Felino na matéria do PN, estar entre tantas obras de valor me fez ganhar o dia! Notei que na sua coleção de Zé Gatão está faltando o Especial PADA, o que não é de se estranhar uma vez que fizeram uma tiragem de menos de 100 exemplares (não tenho os números!), e é uma pena pois existem muitas pessoas que me perguntam por ele. Eu mesmo só tenho um exemplar.

      Não sei se você me acompanha por este blog, mas eu estava decidido a abandonar as criações de quadrinhos, mas nestes últimos tempos me vejo impelido a continuar dando murro em ponta de faca. Vamos ver o que o futuro reserva.

      Sobre sua coleção, nem tenho palavras para comentar, é SOBERBA! Temos muito em comum e não dá pra não sentir uma pontinha de inveja ao ver alguns itens ali que me faltam, como alguns números do Corben pela Toutain.

      Um grande abraço e obrigado novamente.

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