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domingo, 10 de janeiro de 2016

UMA QUASE TRAGÉDIA E OS FEIJÕES ESPALHADOS PELA COZINHA.



Mais um texto que sai à minha revelia. Meu intento era ser mais suave e dividir com vocês o que tenho lido (livros e gibis), assistido (filmes e séries) e escutado (música, é claro), recomendar um quadrinho que terminei recentemente e achei muito bom, mas ainda não será dessa vez. Sinto a necessidade de compartilhar um acontecimento que me tirou totalmente da rotina (sim, sou um homem de hábitos).

Quarta, dia 06, quase 10 da manhã - Finalmente prontas as ilustrações do terceiro volume da coleção Anatomia da Editora Criativo, um dos livros mais complicados de concluir, não porque fosse difícil, mas por conta das interferências externas que não me permitem dedicação absoluta, aliás foi assim com os dois primeiros também. Eu conectava o cabo USB do scaner no meu notebook para digitalizar as imagens e enviar sem delongas para a editora e o mesmo mandava um recado: este computador não reconhece o cabo conectado, certifique-se e tal e tal ou tente de novo, se o problema persistir blá blá blá. Já maldizia o processo todo quando um estouro violento se fez ouvir, algo bem alto mesmo! Numa fração de segundos alguma coisa atingiu violentamente a lateral da minha porta - meu estúdio fica uns três metros da cozinha, tem uma área de serviço entre os dois - no preciso instante todo o ambiente ficou tomado por uma espécie de vapor. A única coisa que vi, passado o choque inicial, foi grãos de feijão por todo o lado. Caminhei o mais rápido que pude até a cozinha evitando a sujeira no chão, tudo não levou mais que uns segundos. Ao ver toda a lambança espalhada pelo local, utensílios de cozinha caídos no assoalho e o nosso fogão totalmente destruído, concluí imediatamente que fora a panela de pressão que estourou provocando todo aquele estrago. O teto ficou profundamente marcado no local atingido pela tampa. Ao lado do fogão, na pia, encontro uma Verônica estática, como em choque, com os cabelos presos no seu coque habitual cheio de borra de feijão. Ela estava bem! Milagrosamente, bem ali ao lado do desastre, nada a tinha atingido. Ela poderia ter se queimado gravemente, ao contrário, teve apenas umas queimaduras bem leves, só sentidas depois de um tempo no lado esquerdo do rosto e no braço, locais onde os respingos do caldo fervente alcançara. Poderia ter sido vitimada pela válvula ou pela própria tampa ao cair. Mas fora o susto que a deixaram perplexa, nada de grave aconteceu, graças a Deus!
A porrada foi de tal monta que a grade do fogão voou pela área de serviço e se chocou com a lateral da porta do local onde trabalho. Eu poderia estar saindo dali no preciso instante do choque.
O que também muito me impressionou foi o estado do fogão, tinha virado um "S", botões foram cuspidos pra fora, os pés entortaram, duas das bocas estavam como se tivessem sido marretadas! Nem vou falar da panela! Eu pensei logo em fotografar, hoje tudo se filma e fotografa mas a Vera não quis fazer propaganda de uma desdita, eu também não curto este tipo de coisa mas era pra vocês verem que não exagero no relato. Uma sujeira horrível! Tinha caldo e feijão em locais inimagináveis próximos à nossa cozinha!
O irmão caçula da Verônica ficou sobressaltado, vez por outra ele me questiona coisas a respeito da Bíblia. Eu disse: "Pra mim esta é a prova cabal da existência de Deus, sua irmã não sofreu nada, ela poderia estar agora a caminho de um hospital!"
Ele me encarou incrédulo e falou: "Isto prova a existência de Deus? Isto foi sorte!" E me deu as costas. Sabem, é natural, quem é de Deus e tem alguma experiência com Ele reconhece Suas obras. O homem natural não compreende tais coisas, nem poderia pois as coisas de Deus só são discerníveis espiritualmente.

Eu e Vera não somos de ficar chorando o leite derramado, botamos as mãos na massa e ficamos as horas seguintes no faxinão, limpar a cozinha toda, não deixar um único traço de feijão no ambiente, já pensaram? No calor que faz aqui quando aquilo começasse a azedar ninguém suportaria. A família dela ligou em peso. Como é bom saber que mesmo quem está longe se importa.
Depois de muito tempo esfregando teto, paredes, armários, pia e geladeira, dando fim em todo o lixo e fogão destruído, suando em bicas, respiramos fundo e nos perguntávamos o que teria dado errado com a panela de pressão; não sabíamos, tudo parecia estar em ordem. Evidentemente não estava. Mas ficar ruminando também não resolveria nada. A etapa seguinte seria comprar outro fogão e uma nova panela. Logo agora, com toda esta crise solapando a população brasileira. Dormimos um tanto transtornados e bem cansados naquela noite.

Quinta-feira de manhã bem cedo - Bairro de Prazeres, Jaboatão. Estávamos nós a procura de um novo fogão nas várias lojas de eletrodomésticos. Como as coisas estão caras mesmo com os saldões! Enfim a Verônica escolheu aquele que melhor se adequaria ao nosso gosto e bolso, um belo fogão de seis bocas.
Porém, como nada é fácil, não tinham para pronta entrega, só na terça da semana seguinte. Fomos a uma outra loja. Mesmo fogão, tinham disponível na loja mas não poderiam entregar no mesmo dia, só no seguinte e pagaríamos o frete. Ok, fazer o quê?
Enquanto privados deste utensílio tão importante preparamos nosso rango na casa da sogra, que fica umas quadras de distância de nossa residência.

Não sei se o desenho de hoje é adequado à postagem, mas não me ocorreu nada melhor para ilustrar. Faz parte do novo material de anatomia em que trabalho.

Sexta-feira, por volta de 19 horas - entregaram nosso fogão. Tudo certo, graças a Deus.  






7 comentários:

  1. CARAMBA! Ainda bem que estão todos bem! êta feijão que saiu caro!

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  2. Que susto, Schloesser! Já vi muitos casos de anjos da guarda competentes, mas o da Verônica deve ser um arcanjo. Essas panelas são um perigo. Tivemos uma que ameaçou explodir. Isso foi o suficiente pro Leroy jogá-la fora e nunca mais me deixar comprar outra. Que uma legião de anjos proteja seu novo fogão. Abraço e parabéns pelo desenho impecável!

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    1. Um baita susto e aborrecimentos proporcionais, Carla, mas felizmente os estragos foram apenas materiais - isso se resolve com o tempo - graças ao Todo Poderoso a Vera está cercada de guarda-costas poderosos vindos do céu.
      Todos temos que ter muito cuidado com gás e panelas de pressão.
      Grato pelo elogio e um baita abraço.

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    2. Fica melhor cercada POR guarda-costas ao invés de DE.

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  3. Caramba, nobre Schloesser!!! Viver é uma aventura, é verdade, mas essa foi de arrepiar os pelos do braço! Desde jovem tenho certo medo de mexer com panela de pressão, pois conheci uma menina vitima de explosão de uma cheia de feijão. Graças a Deus tudo ficou somente no prejuízo material, e no grande susto, e tanto você quanto a Vera estão bem, apesar da confusão, ter que gastar uma grana que não estava no planejamento, e etc. Essa é uma das "sortes" que trazem a assinatura indelével de Deus, contudo, crer depende do entender de cada um, pois uma das grandes provas do amor Dele em relação à nós é o livre arbítrio. Porém, mesmo olhando de forma mais cartesiana, as probabilidades matemáticas disso acontecer, com o resultado que teve, são quase nulas! Muita força, saúde, e disposição para continuar na labuta diária, nobre Schloesser, para você, para Vera,sua esposa, e todos os seus, pois, como tanto já conversarmos via email, nunca caminhamos sozinhos, graças à Deus.

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    1. Sábias palavras, querido Allan. A vida real se pararmos pra pensar bem, é muito mais terrível que qualquer ficção idealizada pela mente mais doentia. Eu creio firmemente na intervenção divina na vida dos homens, principalmente daqueles que O buscam. Seguimos nesta batalha que sabemos, só cessará, no último suspiro ou no soar da trombeta. Temos alguma força e saúde para tanto. Ao trabalho, pois.

      Um abraço, muito obrigado pelas palavras e fique com Deus.

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