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domingo, 21 de fevereiro de 2016

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS ( 10 ).


Edgar Allan Poe assinalou mais de uma vez em sua vida, que a arte, a criação, um prazer para os poetas mais sensíveis, era para ele mais angustiante que redentora; durante anos eu matutei em cima desta ideia procurando uma justificativa para tão fortes palavras; sempre vi a arte como algo que permite, a quem faz uso dela, suportar as mais pesadas provações, eu poderia citar inúmeros exemplos que vão de Van Gogh a artistas judeus em campos de concentração exprimindo, quando possível, os terrores pelos quais passavam (alguém assistiu a série televisiva Holocausto?) para justificar meu pensamento, mas quando se chega em determinado ponto da vida e o sucesso (quando vem) é apenas vaidade e notamos de forma mais abrangente a maldade, o egoísmo, a ingratidão da maioria dos seres humanos, posso entender, pelo menos em parte e talvez, não pelos mesmos motivos, tudo aquilo que o Poe sentia.



Acima mais uma imagem do clássico de Machado de Assis.

4 comentários:

  1. Pra mim, é angústia, Schloesser. Morro de inveja de quem encontra alívio na criação. Abraço e parabéns pelo desenho!

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    1. Não resta dúvida, Carla. Eu gostaria muito de postar algo alegre, pra variar, mas infelizmente não tenho conseguido.

      Agradeço demais a visita e comentário.

      Um grande abraço!

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  2. Eu já desenhei Carlos Drummond de Andrade pra capa de um trabalho de Literatura. E Érico Veríssimo pra uma mostra do colégio homônimo, onde fiz o Ensino Médio.

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    1. É, Anderson, desenhar rostos conhecidos parece ser a sina de todo desenhista em início de carreira, principalmente em trabalhos de colégio. Eu devia ter uns 11 anos quando tive que fazer a cara do Emerson Fittipaldi (campeão de Fórmula 1 na época) pra estampar nas camisetas do nosso grupo de educação física cujo nome era Os Velozes. Não tenho saudades, foi um tempo de merda.

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