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domingo, 25 de setembro de 2016

SKETCHES DE ZÉ GATÃO ( 02 )


Mais uma semana passou e eu quase não notei. O calor tão comum aqui começa aparecer devagar. Ele vem como uma puta sensual lhe massageando os ombros, é agradável a princípio, depois os dedos começam a lhe apertar as carnes com violência cada vez maior até finalizar lhe esmurando com fúria. Não há nada que se possa fazer, a única coisa provável seria ligar o ar condicionado (se eu tivesse um) e depois pagar uma bela quantia pela energia gasta.

Não há notícias da biografia do Edgar Allan Poe, nem do NCT, muito menos de novas aventuras do Zé Gatão que intentava fazer. Não consigo mais tempo de pegar nisto de vez em quando. Tudo parece ficar no silêncio.

Dei um tempo do Facebook, me fazia perder tempo, as pessoas lá ficam discutindo que Conan é o melhor, Arnold ou Momoa? Qual Surfista Prateado é mais legal? Aquele desenhado pelo Jack Kirby ou pelo Moebius?
(Nunca entrei nessas discussões, mas cá pra nós, Arnold é muito melhor e Kirby é isuperável!)
Entro lá diariamente para ver se há mensagens in box e contatos de trabalho, também adiciono os novos amigos que diariamente fazem solicitações. Eu não tenho por hábito solicitar amizades, só o fiz umas poucas vezes, três, eu acho, uma para o Tanino Liberatore, outra para o Marcatti e recentemente para o Juarez Machado.
O número de pessoas que me pedem adição é a prova de que meu nome está ficando mais conhecido? Deve ser. Estaria meu trabalho mais consumido? Não tenho certeza.

Na prática minha vida não tem mudado nada.

Estes últimos dias foram muito estranhos, me vi abraçado por uma tristeza muito grande, a velha sensação de impotência frente às coisas que estão além das minhas forças. Nestas horas de profunda depressão eu gosto de me recolher e buscar forças em Jesus.
Na sexta-feira última fui a noitinha visitar uma amigo, dono de uma academia aqui perto de casa. Ele também enfrenta sérios problemas financeiros. Saí de lá e quis ficar um pouco a sós com Deus, segui até a praia para conseguir meu intento. Eram umas sete horas da noite, me sentei na mureta baixa de um prédio à beira mar. A luz de um poste me iluminava, à minha frente, em total escuridão, estava o mar bravio, eu só ouvia seus ruídos raivosos. Fechei meus olhos sentindo o vento e iniciei minha oração. Notei uma presença próxima, era um cão vira latas enorme, preto; ele se aproximou, me farejou e ficou em pé ali parado. Tornei a cerrar meus olhos e reiniciei o meu colóquio com o Todo Poderoso, então passos atrás de mim me fizeram voltar a cabeça. Um travesti negro, cheio daquelas trancinhas na cabeça, feio de doer, magro de dar dó, jogou um saco de lixo num conteiner que havia perto. Me olhou e disse com voz efeminada:
- Fica esperto, amigo, tem muito assalto por aqui a esta hora!
Eu sabia disso, mas mesmo assim fiz cara de surpresa pra não parecer que eu brincava com a minha vida:
- Puxa, é mesmo?
- É, tem três caras andando por aí; esta semana um casal foi assaltado!
- Bem, muito obrigado pelo aviso! Dizendo isso eu me levantei e tomei a direção de casa, eu não iria poder falar com Deus sentindo na pele a alegria da sua criação. Teria que fazê-lo mesmo no escuro do meu quarto.
Foi legal da parte do rapaz ter me alertado. A gente nunca sabe, mas pode ter sido um recado de Deus pra mim.


Gosto destes sketches direto na caneta que faço para os fãs do Felino Cinzento, na verdade queria até fazer mais, mas minhas vendas sempre foram baixas.


No momento trabalho em mais um livro infantil, já era pra estar terminando mas estou cada dia mais lento, está saindo bem caprichado, no entanto a demora atrasa o pagamento e....bem, vocês já estão cansados de saber o resto.

 Esta semana assisti uns filmes baixados da internet no final da noite. Alice Através do Espelho. Achei tão chato que parei na metade.
O outro foi a Lenda de Tarzan. Sempre fui fã do personagem desde que era moleque. Um filme muito ruim!
E por fim o Blood Father, filme novo com o Mel Gibson, este sim, bem legal!

Peguei umas Marvel Max para reler um arco de histórias do Justiceiro.  Pô, muito bacana!

Assim vamos vivendo nossos dias.
 

    




    







6 comentários:

  1. Tive sorte de nunca ter sido assaltado. Mas nem por isso, fico me vangloriando por aí. Já fui agredido por um vagabundo numa época de carnaval e o fato virou postagem... lembra?
    A vida é cheia de riscos e às vezes, podemos confiar mais em estranhos do que na conversa chata de gente próxima.

    Dos filmes que falou, não vi nenhum, ainda. Esse de ação do Mel Gibson, com o pôster (que vi num cinema, há dias) parecido com o Bala na Cabeça (do Stallone), ganhou o nome nacional "Herança de Sangue".

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    1. Também nunca fui assaltado, Anderson, graças a Deus, e eu me lembro sim da sua postagem.

      Sim, o título nacional do filme com o Gibson é este mesmo. Ele também dirigiu um de guerra que breve deve chegar nas telas brasileiras. Acho que ele está se reabilitando.

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  2. Oi, Schloesser! Deus te mandou dois avisos, por falta de um. Primeiro um cachorro amistoso pra te dizer que a situação exigia companhia vigilante. Depois, como você não se tocou, mandou um aviso verbal. E o resumo é: "Estou te vendo, Eduardo. Entendeu ou quer que eu desenhe, meu filho?" :) Parabéns pelos desenhos! Se cuida!

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    1. Concordo contigo, Carla, muita gente falaria nas tais coincidências, mas eu vejo o toque de Deus nas coisas improváveis, quanto mais em algo tão direto. Glórias a Ele!

      Obrigado pelas palavras e por vir sempre aqui.

      Abração.

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  3. Olá Eduardo! Que bom ver que seu blog continua vivo e bem, mesmo com todos os percalços que passa todo artista. Relamente o Facebook nos toma muito tempo. Já pensei em dar uma paradinha, mas acabo ficando...Me adicionam a tantos grupos, que nem sei. O pior é que o cara pede pra ser seu amigo, não comenta nada do que vc publica, e já te manda uma página de desenhos pra vc curtir e, após isso, some... É dureza. Eu publico bastante coisa na página, mas tento interagir, dentro do possível, mas sem entrar nessas de fanboy...
    Vou pprocurá-lo sempre por aqui.
    Boa sorte aí,

    Abração!

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    1. Pois é, meu caro Gilberto, as vezes temos que pisar no freio. Minha sumida do Facebook se deu por pura desmotivação, é bem o que você falou, adiciono todos os que pedem amizade ali, conto com uns 1.600 amigos e a maioria nunca se manifesta para curtir ou comentar uma postagem, me soa sem sentido. Mas sempre entro lá para conferir mensagens in box ou novas solicitações de amizade, mas não tenho comentado nem visitado páginas.

      Por aqui, no blog e na vida, vou resistindo como posso.

      Obrigado pela visita e palavras.

      Abraços!

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