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domingo, 18 de fevereiro de 2018

RECARREGANDO AS BATERIAS.



Passei os últimos dias totalmente desconectado do trabalho e acessei a internet só para me comunicar com minha esposa e ver se havia algum e-mail urgente. Nem meus pequenos cadernos de desenho (que eu chamo de "crazy sketchbooks") que geralmente eu levo a lugares longe do meu estúdio eu quis contato. Tudo isto para fazer uma visita à minha mãe e meus dois irmãos que moram em Brasília. Descansar a cabeça da rotina diária era tudo que eu precisava ainda que por um breve tempo. Estar com minha mãe foi uma benção que pedi a Deus a muitos meses e as preces foram atendidas. Nem preciso dizer o quanto valeu. Mal liguei a televisão por lá, ouvia falar do Carnaval só por alto.

Foi muito bom rever Brasília, seus prédios deitados, suas árvores, seu verde, seu céu de nuvens baixas, mas tudo me soa como se a cidade fosse uma mulher por quem sempre fui apaixonado e ela tivesse me esquecido para sempre.

Recebi visita do meu old pal Luca Fiuza e do Nestablo Ramos Neto, grande artista e companheiro de mais de 20 anos. Foi bom revê-los e falar sobre os velhos tempos já que os atuais tem se mostrado difícil para todos - seria a crise do país ou a idade que já pesa sobre nossos ombros? - assuntos sobre filmes, quadrinhos, literatura, séries e nossos trabalhos pontuaram estas conversas.

André Araújo, um médico pediatra, amigo e admirador do meu trabalho me convidou à casa dele e fui com gosto pois a coleção de quadrinhos dele prometia ser grande e eu não me decepcionei. Fui carinhosamente recebido por ele e sua família. Passamos algumas horas falando sobre o assunto que nos unia: HQs e coisas afins. Conferis os gibis raros dele, estatuetas e muitos book arts. Para checar todo o acervo eu precisaria de muito mais tempo e eu tinha que voltar para casa para fazer as malas e retornar a Pernambuco.

Ele quis tirar umas fotos para registrar o encontro e aqui estão.


Voltei e ainda me sinto preguiçoso, retorno às artes aos poucos e tenho muita coisa a fazer, felizmente.

Mas me sinto estranho, cada vez mais como se eu não tivesse pátria, como se não pertencesse a nada nem a lugar algum.

4 comentários:

  1. É sempre bom viajar.
    Infelizmente, pra mim, este verão tem sido uma tremenda porcaria. Muito pouca verba no bolso e com isso, não realizei os planos que queria... tipo, visitar amigos e primos ou ir a praia. Só tive uma encomenda desde que o ano começou e vendi poucos fanzines.

    Sua última frase desta postagem me lembrou daquela música do Engenheiros do Hawaii, que diz: "Eu me sinto um estrangeiro/Passageiro de algum trem..."

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    1. Ô, Anderson, sinto muito cara! A vida tá mesmo muito complicada, eu só viajei porque meu irmão me comprou a passagem, como um presente. Aliás, meus irmãos me ajudam muito nesta vida.

      Sobre os Engenheiros....não gosto da banda nem das músicas, mas a frase é boa, reconheço.

      Abração!

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  2. Saudações, Eduardo.Estou com exemplar do Zé Gatão e, por curiosidade, fui pesquisar sobre o autor e fiz isso diretamente no Instagram, acabei chegando aqui. Parabéns pelo trabalho. Forte Abraço.

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    1. Salve, Vamber! Agradeço demais o seu prestígio! Espero que goste do Zé Gatão e suas desventuras.

      Abraço grande!

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