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segunda-feira, 19 de março de 2018

O LEITOR.


Eu fui um leitor voraz em minha juventude. Desde cedo gostei de ler. Claro, não lia de tudo, existem narrativas muito pesadas para um infante, os clássicos da literatura brasileira mesmo eu só fui gostar depois de adulto - ainda tenho péssimas lembranças de O Guarani, de José de Alencar, que tive que ler em um fim de semana para fazer uma prova de literatura na sétima série - mas alguns livros de Júlio Verne, H G Wells e H P Lovecraft ainda ecoam em minha memória, eu os li a muitos anos mas Miguel Strogoff, O Homem Invisível e Ar Frio ainda me lembro de cada palavra.

Existem livros que me marcaram muito na infância: "Doidinho", de José Lins do Rego, "Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcelos e "OLhai Os Lírios Do Campo" de Érico Veríssimo. 

Na fim da década de 70, no Rio de Janeiro, os livros velhos dos sebos foram como botes que me ajudaram a atravessar as águas tortuosas daqueles dias: os contos do Poe, Madame Bovary, de Flaubert, Tragédias, Sonetos e Comédia, de Shakespeare, alguns da Agatha Christie e vários livros contemporâneos que a editora Abril lançava naqueles tempos, coisas como O Poderoso Chefão, de Mário Puzo, Papillon, de Henri Charrière, Love Story, O Dia do Chacal e muitos outros.
Foi por este tempo que li os clássicos do gótico, Drácula e Frankenstein. O Médico e o Monstro só li recentemente.


Na década de 80 me apaixonei por Dostoievski, Tchekov e Charles Bukowski. Mas a medida que fui envelhecendo, as responsabilidades foram aumentando e meu tempo diminuindo, meu ritmo desacelerou.
Continuei a comprar livros e muitos ainda estão aguardando ser abertos. Hoje, quando muito, leio uma ou duas páginas de um romance por dia; um capítulo inteiro é muito raro. Resolvi reler As 1001 Noites o ano passado e só hoje acabei o primeiro volume. Mas eu prossigo devagar, lendo meus livros, esses bons amigos de todas as horas.


Queria muito ter lido os pulps das décadas de 30, 40 e 50, mas naquele período específico. Deve ter sido emocionante para as pessoas daqueles tempos. Ainda cheguei a pegar algumas novelas de rádio, na infância e digo: havia muita emoção naquilo!

Este texto é o pano de fundo para esses estudos que foi uma encomenda de Doc Savage, O Homem de Bronze, que teve seu momento áureo durante os anos 30 nos pulps americanos.



     

8 comentários:

  1. Me lembrou que ainda tenho uma porção de livros na fila. Não sei se vou quebrar meu recorde este ano por andar sem o mesmo ritmo do anterior. Sem falar em algumas edições da extinta SET, que busquei na RockBooks de Novo Hamburgo, dias antes de fechar.

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    1. Eu tenho o mesmo problema com revistas, um conhecido meu me deu algumas edições bem recentes da Veja com matérias que me interessam e elas já estão ficando velhas. Tem gibis ainda que não li.
      Velho, tempo hoje é um negócio que vale ouro!

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  2. Doc Savage!! Rapaz, agora vc me levou longe. Não cheguei a pegar os Pulp Fiction, mas na minha infância ainda se conseguia HQs da década de 50 e 60 de forma mais ou menos fácil com vendedores de gibis nas feiras livres do subúrbio em q cresci. E entre essas pérolas uma vez consegui uma revista PB do Doc Savage. Um personagem impressionante para a mente de uma criança começando a entrar nesse mundo fantástico das HQs. Arte fantástica e lembranças maravilhosas. Obrigado, Mestre.

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    1. Eu fico feliz que tenha gostado e que esta arte tenha te despertado boas lembranças, meu talentoso Allan Alex! Muito obrigado! Da minha parte eu nunca cheguei a ler livros ou gibis com Doc Savage, se a memória não me trai eu tive meu primeiro contato com este personagem através de um filme com o Ron Ely (que fez a série Tarzan dos anos 60). Depois, claro, me maravilhei com as versões pictóricas de feras como Boris Vallejo e James Bama.

      Valeu muito seu comentário e presença aqui, meu querido amigo! Abração!

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    2. Bem lembrado! Eu também ia citar o filme do Doc Savage, que passava na Rede Manchete mas nunca vi por inteiro. E o seriado do Tarzan, com o mesmo ator, passava no SBT.

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    3. O seriado do Tarzan com o Ron Ely eu não perdia um episódio!

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  3. Você ouviu radionovelas, Schloesser! Ai, que inveja! E inveja dupla, porque também não conheço o Doc Savage. :( Parabéns pelo desenho!

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    1. Houve um tempo na minha infância, Carla, em Guarulhos, que os mais velhos sintonizavam o rádio no horário de 19, 20 hs, por aí, numa série chamada Juvêncio, era uma espécie de "Jerônimo, o Herói do Sertão". Nossa, eu ficava eletrizado!
      O Doc Savage eu também conheço pouco, mais pelas artes magníficas de pintores como James Bama. Mas foi muito legal e desafiador pintar o personagem.
      Obrigado!

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