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quarta-feira, 14 de março de 2012

A TERRA MACULADA.


Ao me sentar diante do monitor eu tinha uma série de coisas para dividir com vocês hoje, mas ao tentar escolher o tema por onde começar, ponderei. Se insistir em certos assuntos eu vou ficar parecendo (se é que já não pareço) um cara que a medida que envelhece vai ficando mais ranheta. Mas talvez seja esta a qualidade de um indivíduo que viveu e sobreviveu aos assaltos da vida e tenta traduzir em palavras as sensações que o mundo lhe trouxe. Será?

Eu pretendia comentar sobre uma reportagem que li, de um linguista americano, missionário, que pretendeu levar a Palavra de Deus aos índios brasileiros lá nos confins da Amazônia (me esqueci de qual tribo) e que foi questionado, confrontado, ameaçado, quase morto por eles e no fim das contas se tornou ateu. Queria argumentar que tal intelectual/linguista/pregador da Palavra, jamais teve um encontro real com Jesus, nunca sentiu a Paz que só é capaz de sentir aquele que pela fé creu de fato que o Cristo prometido por Deus nas escrituras tinha na verdade vindo ao mundo e foi crucificado pelos homens e ressurgiu após três dias e assunto aos céus, há de voltar em breve. Pois se este homem tivesse realmente caminhado com Ele, experimentado a comunhão com Ele, não O abandonaria assim, por mais que as dúvidas assaltem e as complicações da presente era nos façam pensar que estamos sozinhos. Não estamos.

Era minha intenção dizer que triste da terra por estar contaminada com homens que batem nas mulheres, maltratam os animais, cerceiam a liberdade do outro, escarnecem daqueles que julgam inferiores, vitimam as crianças.
Queria filosofar que a maldade começa cedo, na tenra infância, atingindo seu apogeu na adolescência, ali o ser humano toma como alvo para exercício de sua perversidade aquele que usa óculos, que é dentuço, que tem pernas tortas, que é muito branco, que é gordo, muito alto ou muito baixo, tem nariz chato ou língua presa. Alguns sobrevivem a isto, outros tornam-se inadequados aos meios sociais. Como diz o título (o título, não a letra) de uma música do Metallica, Sad but True.

Tencionava falar que hoje mais que nunca os brutais (que na verdade são grandes covardes) quando atingem o poder, guardados atrás dos seus muros sólidos, porém ilusórios, pervertem as leis, tornam o que é branco em negro e o que é certo em errado, pretendem abolir os crucifixos das paredes mas permitem o véu, debocham do cristianismo mas temem as fatwas. A nós, só resta resistir e aguardar.

Para contrabalançar um texto azedo, as ilustrações da comédia do Martins Pena, " As Casadas Solteiras" um texto cheio de clichês, mas divertido e leve.
Salve a arte que torna o planeta mais suportável.

2 comentários:

  1. Eita! Concordo com vc, sobre o "missionário", sei de histórias com muito mais de tristezas e adversidades, onde tudo foi superado e prevaleceu o amor de Deus... a verdade é que as pessoas arrumam desculpas pra fazerem o que dá na telha, o que a carne e o corpo pedem e exigem, é o egocentrimo vencendo o teocentrismo. Eles acham que Deus mandou um monte de regrinhas e que se vc seguir vc vai pro céu, as coisas não são tão bobas e simples assim, na verdade é tudo uma questão de gratidão, nós não temos que seguir regrinhas, só temos que agir com carater assim como muitas vezes fomos educados e depois de um tempo esquecemos, fazer o que é certo nos dá uma sensação boa que não tem preço, pois qdo vc anda junto a Deus não tem como vc não ver coisas boas mesmo tudo vai mal, ontem mesmo passei por uns perrengues, mas mesmo com tudo dando errado logo cedo eu entendi que aquilo devia ter um propósito e depois o resto do dia foi tão melhor...
    é assim que a vida, continue assim!
    bjo

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  2. Como sempre, sábias palavras Bruna, nem há o que acrescentar.
    Grato e um abração.

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