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segunda-feira, 16 de junho de 2014

MAIS UM POUCO DO MEU CRAZY SKETCHBOOK.



Dia destes um admirador do meu trabalho ao ver umas imagens dos meus cadernos de exercícios postados aqui, me sugeriu investir pesado na coisa, que facilmente viraria um livro, teria um público interessado e todas essas gentilezas. Seria mesmo? Já fiz até o planejamento na cabeça, seria um livrinho em capa dura, exatamente nas medidas das ilustrações (19 x 15 cm), talvez um pouquinho maior, quem sabe, para conter alguma nota explicativa e teria o título de AZUL, PRETO E VERMELHO - OS RABISCOS DE EDUARDO SCHLOESSER. O título se justifica por que são as cores das esferográficas que uso nestes caderninhos. Poxa, que bom que sonhar ainda não paga imposto! É só o que posso fazer.
Agradeço muito ao fã que gostaria de ver um pouco mais de meus desenhos malucos, mas não acho que alguém além dele (e talvez mais uns poucos) vá querer pagar por um produto assim. Sei disso por causa da dificuldade que encontro em publicar os meus álbuns de quadrinhos. Sim, tenho dois álbuns completinhos com umas hqs bem amargas, mas muito legais - como a própria vida - e ninguém interessado, os editores tem medo de investir. Me aconselharam tentar o crowdfunding. Não, obrigado, já expliquei o porquê da minha recusa.
De toda a forma estes esboços são um modo de tirar uma ideia instantânea da cabeça direto para o papel sem o uso de borracha, uma forma de passar o tempo em ambientes onde normalmente eu não goste de estar, como filas ou consultórios médicos, mais nada.

Sabem, aqui só entre nós, eu gostaria de ter um pouco mais de dinheiro. Não precisa ser muito não, apenas pra não ter que todo mês ficar pedindo emprestado, poder ter meu próprio lugar, sem ter que ficar me mudando, a proprietária deste apê onde moro já a mais de dez anos pediu que eu o desocupasse (até que demorou). Com uma grana a mais eu poderia ajudar algumas pessoas, como um cunhado com problemas em São Paulo. Poderia também bancar meus projetos. Talvez até um livrinho com estes rabiscos.
Fiquem com algumas imagens e boa semana a todos.


8 comentários:

  1. Oi, Schloesser! Sem dúvida, os "rabiscos" (que pecado chamá-los assim!) dariam um ótimo livro. Vou torcer pra situação cultural do nosso país melhorar e tornar esse tipo de projeto financeiramente viável. Agora, uma pergunta: Como as pessoas das filas de banco ou das salas de espera reagem a esses desenhos sendo feitos bem ali, na frente delas? Eu ficaria com vontade de pedir pra olhar. Abraço!

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    1. Oi, Carla! Obrigado.
      Eu também, minha amiga, queria muito que a situação do nosso país melhorasse de verdade. Como estou com um problema de saúde que requer constantes visitas ao médico, reparo que boa parte da população agora pode usufruir de um plano de saúde. Isto é alardeado, entre outras benesses, pelas pessoas pró governo, mas não citam que os profissionais da saúde continuam com baixos salários, mas não quero mudar o foco do assunto, só acho que se houvesse mais condições, teríamos um modo de colocar na praça um livrinho como o citado na postagem, no mercado.

      Olha, nos consultórios, como normalmente me sento afastado tanto quanto possa, nunca ninguém sequer teve a curiosidade de olhar o que eu estava fazendo, nem mesmo quem senta mais próximo. Agora nas filas dos bancos e mercados, já teve gente que se admirou e elogiou e ficou por isso mesmo, mas já teve os inconvenientes, que ficam palpitando: porque essa mulher tá nua? O que você quer dizer com essa imagem? E por aí vai. Certa vez, no metrô, me deparei com dois caras tão chatos, que diziam que também gostavam de desenhar e que o faziam bem melhor que eu, que desisti de rabiscar nesses lugares, além de que é difícil manter o traço com os movimentos dos veículos. Hoje em dia raramente levo meus caderninhos de desenhos para filas, estou preferindo livros de bolso.
      Um grande abraço.

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    2. Eta, que o nosso povo não tem jeito mesmo, Schloesser! Elogiar, tudo bem, mas dar palpite e ficar amolando já é muita falta de respeito e atrapalha. Vai ver que é por isso que raramente vemos alguém desenhando em público, no Brasil. Abraço!

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    3. Os "sem noção" seriam um bom motivo mesmo para não desenhar em público, Carla, pelo menos para mim. Mas entendo que não posso me fechar na minha concha no meio da rua, tem que ter paciência se quiser ter o que fazer para passar o tempo, pra mim desenhar desta maneira é a melhor coisa principalmente estes rabiscos doidos.
      Abração.

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  2. Me faz lembrar de gente que pede pra desenhar qualquer troço, alguma pessoa ou personagem... ou pra palpitar, mesmo. Isso quando não aparece alguém sugerindo pra gente procurar alguma editora ou estúdio de arte. Se já é difícil, muitas vezes, escrever em ônibus... desenhar, então...

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    1. Na última vez me chegou um pentelho tentando ver algum significado secreto por trás do desenho que estava rabiscando, eu estava na fila de uma lotérica, o cara falou também que desenhava quando era mais novo, só que bem melhor que eu. Tem cada uma!

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  3. Esse do cara de seu último comentário é o top dos sem noção. Desestimula e dá um pouco de pena de pessoas assim, no fundo frustradas por não mais desenharem (se é que um dia desenharam).
    Torço para que as coisas se acertem pra você e que tudo saia na melhor das ordens possíveis.
    Um grande abraço e continue a fazer esses sketch crazy!

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    1. Ah, Gilberto, nem ligo, pra falar a verdade, para comentários desse tipo, como o cara da fila na lotérica, quem desenha e curte o faz não para por qualquer motivo que seja, quanto a desenhar melhor que eu...bem, confio no meu taco. Pretendo continuar esses esboços crazy, sim.
      Obrigado, meu caro e um abraço.

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