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segunda-feira, 28 de julho de 2014

MUNDO CÃO - Um conto do UNIVERSO ZÉ GATÃO escrito e ilustrado por Eduardo Schloesser



O conceito que o cão Rex tinha de de si mesmo era que ele era muito foda. Mestiço de cocker spaniel com vira latas. Na verdade ele não passava de um bosta. Tinha um cu preto e sujo, bem como um pau grande e roxo, desproporcional à sua estatura. A maioria dos animais que tinham contato com ele o achavam um grande filho da puta. Talvez fosse assim porque nunca conheceu pai ou mãe. A genitora, uma cadela de raça, falecera no parto e o pai, um vagabundo, sumira no mundo, alguns diziam que morrera de tanto beber, outros que fora atropelado.
O pequeno cão fora criado pela avó paterna, uma cachorra inchada, cachaceira e perversa. Toda vez que o neto saía da linha ela dizia: "Seu merda, cê parece muito com teu pai, um perdedor. Vá até aquela árvore e escolha a vara com a qual cê vai apanhar." Rex tomava uma sova quase todos os dias e geralmente era ele quem preparava o instrumento de sua tortura. Pouco foi pra escola, vivia com outros cães vagabundos aprontando travessuras, esmurrando e achacando gatos velhos. Gostava de foder as fêmeas e de espancar outros animais, geralmente os mais fracos que ele, como coelhos, gatos e esquilos.

Uma das lembranças mais vívidas da sua adolescência era a de um grande gato cinza com longas suíças e tufos de pelos nas pontas das orelhas que alugou uma casinha numa parte isolada da cidade e lá vivia quieto. Certa vez, o valentão da cidade, um gigantesco mastim negro que impunha terror a todos com quem não ia com a cara, resolveu desafiar o felino mestiço pra uma luta, que, a contragosto, aceitou.
Como se tivesse dinamite no lugar dos punhos, o gato nocauteou o imenso cão com apenas três porradas. Dias depois o gatão calado mudou-se e nunca mais foi visto. Por muitos anos Rex quis ser como aquele felino, mas nunca teve colhões para brigar com bichos mais fortes que ele, embora não admitisse.

Tentou entrar para o exército mas não logrou sucesso por dois motivos: não tinha pedigree para fazer curso de oficial e acima de tudo, odiava obedecer ordens e seguir as leis. Curtia carros e motos e acabou ganhando a vida como mecânico quebra-galho.

Uma das obsessões de Rex era fazer sexo com fêmeas de outras espécies. O conceito de pecado não existia pra ele, mas tal ato era proibido por lei, então, quanto mais elas resistiam mais aumentava o seu prazer. O estupro tornou assim a mais perfeita forma de extravasar seu ódio a tudo e a todos.
Teria sua avó contribuído para esta distorção de sua mente? Era do conhecimento de todos que a velha morrera na cadeia por ter sido flagrada tendo relações sexuais com um texugo.

A primeira fêmea de outra espécie que Rex fodeu foi uma porca velha. Ele já a havia visto trabalhando como caixa num supermercado não muito longe de sua casa. A suína era farta nos peitos, ancas e pernas e isso chamou a sua atenção.
Viu-a numa tarde de um sábado quente num ponto de ônibus esperando a condução. Não teve coragem de fazer uma abordagem direta, ela era muito maior que ele e porcos são ferozes e violentos quando irritados. Não parecia casada - velha e gorda - essa puta deve ser carente, ele pensou. Como estavam apenas os dois no ponto, deixou que ela notasse sua ereção sob a calça de brim apertada. A fêmea reparou, com certa surpresa. Ficou envergonhada a princípio, mas depois passou a observar com certa discrição sentindo o tesão envolve-la. O cão fingindo que não estava nem aí. Vinha o ônibus. Ela deixou passar. Ele reparou. Veio outro e ela de novo não pegou. Rex podia interpela-la, mas estava gostando do joguinho.
De repente surgiu um camburão da polícia e parou próximo. Dois enormes pastores vestidos de negro desceram e foram em sua direção. Rex e a porca tremeram nas bases. Nada tinham feito, mas só a intenção já era uma declaração de culpa. O pau do cachorro murchou na hora e a suína também parecia ter diminuído de tamanho. Os PMs passaram por eles encarando-os com severidade e foram tomar um café numa birosca ali perto.
Se sentindo mais confiante, Rex perguntou à porca:
"Ei, o dia hoje foi complicado, vamos bater um papo e relaxar num local mais tranquilo?"
"Ham, b-bem...eu n-não te conheço!"
"Meu nome é Rex, sou mecânico e moro aqui perto."
Ela sorriu mostrando dentes amarelados.
"É...e-eu me chamo Sophia."
"Prazer, Sophia. Agora já nos conhecemos, então vamos sair daqui antes que aqueles 'pés de bota' voltem e resolvam cismar com nossa cara?"
"Ma-mas...ir pra onde?"
"Sei lá, beber alguma coisa lá na minha casa, que tal?"
A fêmea negaceou um pouco mas não muito tempo depois estava no quarto do cão, aspirando aroma de cigarro que vinha de cada canto da residência, deitada sobre lençóis encardidos e sentindo a língua e focinho úmidos sobre sua pela rosada cheia de estrias e celulites.  
O cachorro enfiou seu avantajado membro no orifício quente e úmido da imensa suína e cavalgou aquela montanha de banha flácida como se a vida dele dependesse disso. Não muito tempo depois gozava com demência, pouco se importando se ela o acompanhava. Saiu de cima dela com a língua suarenta pendente da boca. Acendeu um cigarro.
"Me arruma um também?" Pediu ela. Rex ofereceu o maço olhando-a de lado. Aquela porca suada de cabelos tingidos de um loiro afogueado. Seu faro captou o cheiro dela, era azedo como iogurte vencido. Sentiu náuseas. Desprezou-a em seu íntimo. Só não a expulsou a pontapés por temer uma denuncia às autoridades por assédio interespécie. Fingiu ser atencioso. Sophia começou uma lenga-lenga sobre os fracassos de sua vida sentimental, até que ele pegou no celular e simulou surpresa:
"Puta merda! Uma mensagem do meu irmão dizendo que nossa mãe baixou hospital! Tenho que ir lá imediatamente!"
"Oh, sinto muito! É grave?
"Sei lá, porra!"
"Vou te ver de novo?"
"Claro, eu te ligo. E olha, isto que nós fizemos..."
"Fica tranquilo, será nosso segredo, não quero ir pra cadeia."
"Ótimo!"

Depois deste episódio houve vários casos, alguns consensuais, na sua maioria ele teve que ameaçar e mesmo espancar as coitadas sob sua mira doentia.

Rex precisava comer e ter um teto sob sua cabeça, só por isto trabalhava, ainda assim de muita má vontade. Era constantemente pressionado e oprimido pelo dono da lanternaria, um velho são bernardo. Aquilo não fazia sentido para ele, os cães deveriam ser unidos, se fosse pra sacanear com alguém que fosse com os gatos, esses folgados filhos da puta, não com os da mesma espécie.
Nas horas de folga fumava seu cigarro olhando para os céus, invejando aqueles que tinham grana pra viajar de carro expresso, esses belos veículos que trafegavam nos ares lado a lado com os pássaros. Ele nunca teve dinheiro pra esses luxos.

Certa tarde de bastante calor, chegou em casa sentindo uma revolta crescente. Morava no segundo andar de um decadente prediozinho. O tempo passava e nada na vida dele mudava. Não era justo, a grana estava lá fora, a parte que cabia a ele, nas mãos de bichos que nem trabalhavam tanto. Filhos da puta, rosnou. Tirou os tênis rotos de tanto uso junto com as meias duras e fedidas. Foi até a geladeira e aborreceu-se porque ela estava desligada. Porra, pensou. Deu um tapa na lateral e ouviu-se um click e ela começou a funcionar. Pegou uma cerveja quente e bebeu de um só gole. Arrotou sonoramente. Amaldiçoou a geladeira, a cerveja quente e serviu-se de outra lata. Foi até a janela observar os passantes.
Caralho! Que cidade de merda! pensou consigo, o que aconteceu com os animais? Todos apáticos, gordos, caminhando para a morte, seguindo regras e obedecendo leis, vivendo mentiras.

O sol começava se por, acendeu um cigarro e observou uma franga jovem de tons amarelos e avermelhados saindo de um táxi e entrando num sobrado que ficava em frente ao seu prédio. Tinha um corpo escultural que fizeram brotar ideias pervertidas em sua mente. O que uma galinha estaria fazendo nesta parte da cidade? Raramente elas saíam das Granjas, esses condomínios abastados e bem guarnecidos por milícias de galos e gansos.
Ele nunca tinha fodido com uma ave. Esses bichos são ariscos e barulhentos, seria encrenca na certa. Ele já tinha ouvido histórias de animais que tentaram invadir as Granjas para roubar ovos e como foram presos e espancados pelos galos. Esses malditos tinham fama de ser violentos e cruéis.
Havia um Gambá, sujeito desprezível e nada confiável que sempre aparecia na oficina e que certa vez invadiu na surdina uma destas Granjas. Foi surpreendido molestando uns pintinhos num playground, os galos foram pra cima, sendo um animal muito violento, o didelfídio reagiu com fúria não dando tempo das aves sacarem suas armas, matando, inclusive, algumas delas, mas a superioridade numérica prevaleceu; os galos, nem usaram suas pistolas, munidos de cassetetes elétricos, punhos devastadores e dolorosas bicadas, prenderam o bicho fedorento e o entregaram às autoridades. Os cães da PM completaram o serviço transformando o gambá num farrapo inútil para o resto da vida. Foi noticiado nos jornais. Nunca mais se ouviu falar dele. Possivelmente morreu na solitária de alguma penitenciária.
Os pensamentos de Rex foram interrompidos por uma cólica intestinal. Foi ao banheiro e deu uma cagada das boas, a merda negra e dura bateu ruidosamente na água amarelada de mijo molhando-lhe a bunda, ele nem fez caso, limpou-se superficialmente e puxou a descarga, mas sem a pressão necessária da água o toletão dançou em círculos e permaneceu na superfície. "Ah, foda-se!"

Foi ao refrigerador e serviu-se de mais cerveja. Acendeu um cigarro e voltou à janela bem no momento de ver a franga gostosa saindo da casa e dirigindo-se para a avenida principal. Tomado de uma ideia insana, ignorou todo o bom senso e mais uma vez, como em toda a sua vida, cedeu aos instintos. Pôs uma camisa, calçou uns chinelos e desceu as escadas com impressionante velocidade alcançando a rua bem a tempo de ver a sensual ave dobrar a esquina. Não havia ninguém na rua. Sem demora se aproximou dela e disse:
"Ei amiga, muito cuidado, estas ruas são desertas a essa hora, tem muito animal mal intencionado por aqui."
"Mesmo? Bem, obrigada por avisar, mas é só o tempo de chegar até a avenida, pego um táxi e está tudo bem."
"Eu te acompanho, nunca se sabe..."
"Não precisa, obrigada, estou bem."
"Ora, acho que você não entendeu...."
"Me deixe em paz, cachorro, não se aproxime ou vai se arrepender!"
A galinha abraçou-se à sua bolsa, virou-se e caminhou rápido afastando-se dele. Enlouquecido de raiva pelo desprezo e o tom ríspido da ave, Rex correu atrás e deu-lhe um violento soco nas costas. Ela deu um cacarejo sufocado e dobrou-se para trás procurando respirar. O vagabundo agarrou violentamente o tufo de penas coloridas do pescoço da galinha e arrastou-a em direção a uma construção abandonada ali perto. Uns ratos observando de longe, pegaram seus andrajos e sumiram na escuridão dos bueiros.
Gemendo de dor a ave tentou se desvencilhar.
"Acho melhor cê relaxar e aproveitar a viagem, filhinha, será menos doloroso!"
"Nunca!" Gritou ela com voz típica fasianídea e num movimento brusco desvencilhou-se dele soltando dolorosamente as penas de seu pescoço. Tentou bica-lo nos olhos num ato desesperado mas o cachorro foi mais rápido, esquivou-se e aplicou-lhe um formidável murro no bico. A franga quase teve seu pescoço quebrado, caiu semi inconsciente com um filete de sangue escorrendo no chão de arenito.
Rex levantou-a pelos quadris deixando-a numa posição quase de quatro. Num gesto intenso rasgou a saia justa levando junto a calcinha revelando um belo traseiro ornado de penas vividamente coloridas acima do cóccix. Abaixou as calças revelando o membro teso, agora parecendo ter o dobro do tamanho. Lambuzou a palma da mão de saliva e besuntou a cloaca da ave que procurava forças para sair dali. Forçou a cabeça do pau no orifício da galinácea mas era apertado demais, ela tentava se mover mas ele a agarrava potentemente pelas ancas impedindo-a de sair. Como as grandes penas do cóccix atrapalhavam a ação, tentou arrancá-las. A franga cacarejou desesperada de dor. Eram muito duras para sair, ele desistiu. "Não adianta gritar, filhinha, aqui ninguém se mete em problemas alheios!" Dizendo isso o canídeo forçou impetuosamente o quadril para frente sentindo o caralho finalmente entrar no buraco quente; a pobre vítima urrou já quase sem forças. Num ato desesperado e improvável a galinha moveu a perna num movimento circular atingindo e vazando o olho direito do agressor com o esporão de seu calcanhar. O cachorro levantou  a cabeça aos céus e ganiu em aflição. Afastou-se da ave e tentou correr desesperado com o choque e a dor, mas esqueceu-se que estava com as calças pelas canelas e tombou pesadamente ao solo segurando o olho furado que esguichava sangue.
Apesar disso tentou entender o que acontecia. Sua vítima fugira? A resposta veio na forma de uma violenta pancada nos testículos com um vergalhão. O berro que soltou foi surreal. Uma segunda porrada estraçalhou-lhe o pênis e os ovos. Um ronco cavo foi só o que se ouviu. Uma terceira cacetada rompeu-lhe o joelho esquerdo. Quis gritar por socorro mas não teve forças, debilmente lembrou-se que ali ninguém se metia em problemas alheios. Ouviu um som como a quilômetros de distância, com o olho bom viu a franga nua colher do chão um pesado bloco de cimento desgastado pelo tempo e caminhar com dificuldade na sua direção.
"N-não, sua... puta, n-n-não faça...isso... eu te mato...juro..."
Sem acreditar no que ocorria, viu-a  posicionar-se diante dele e erguer sofregamente o pesado objeto acima da cabeça.
Desesperado, ele colocou as mãos na frente do rosto como se o gesto pudesse impedir o avanço da pesada peça. O bloco desceu quebrando-lhe os dedos para trás, atingindo-o em cheio na testa. Seu corpo sacolejou violentamente, mas ele ainda não morreu. Sentiu-a erguer a pedra de cima da sua ensanguentada cabeça para repetir o golpe. Era o fim. A última coisa que pensou foi que viveu como um bosta e ia morrer na merda.

14 comentários:

  1. Oi, Schloesser! Conto bem escrito, porém violento demais pro meu gosto. Esse Rex é detestável. Pelo menos teve o que mereceu. Abraço!

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    1. Valeu s sinceridade, Carla!
      Sim, violento e deixa um gosto azedo na boca, né? Como quase tudo que escrevo e desenho. Bem, ninguém pode dizer que não avisei antes, hehe (se bem qua tais avisos só reforçam a curiosidade, devo admitir).
      Sabe, conheci dois cães que serviram de inspiração para o Rex, nem seus donos os suportavam a contento, foi só fundi-los com algumas pessoas que tive o desprazer de conhecer e deu no que deu.
      Grande abraço.

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  2. Edu, aqui é o Francisco APS, cara gostei de mais do conto, só queria que o Rex vivesse mais, gostei do personagem, me lembra muito aqueles serial killers. Faça o quadrinho num universo alternativo vai ficar melhor coloca tudo com um visual steampunk.

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    1. Valeu APS, legal demais a sua visita aqui, muito me honra.
      Quanto a sua sugestão, agradeço demais, mas acho que o Rex deu o que tinha de dar. A saga dele foi apenas nesse conto. Dois motivos para isso: o universo antropomorfo onde vive o Zé Gatão é rico em personagens, tem bicho de todo tipo para se explorar, então pra que ficar preso a um cão recalcado, imundo e covarde, concorda? O segundo motivo é que quadrinhos para mim estão cada dia mais complicados de fazer, não tenho o mesmo gás nem o mesmo estímulo, devo fazer mais umas hqs ali, outras acolá, para desabafar de vez em quando, mas acho que para o público em geral, o próximo álbum do Zé Gatão que sairá pela Devir deve mesmo ser o último.
      Grato, grande abraço e apareça sempre.

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  3. Forte, hein? Também achei que seria um serial killer em potencial. O instinto primitivo e desenfreado acabou sendo a ruína Rex.

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    1. Valeu, Anderson! Tanks.
      Sim, o conto é para incomodar mesmo. Comigo não tem papinha pra nenê, não. É rango com tempero bastante apimentado e raízes amargas.
      Yeah! Abração.

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  4. Demorou um pouco, mas consegui ler... Sem palavras. Um conto que "incomoda" no melhor sentido da palavra. Exatamente como deve ser, se não causar uma reação não é arte! Parabéns. Abração,

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    1. Muito obrigado pelas palavras, Cláudio. Este conto, assim como todas as histórias em quadrinhos de Zé Gatão por mim criadas, são frutos dos meus desabafos. Fico feliz que não tenha passado despercebido.

      Um grande abraço e sucesso.

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  5. Muito bom. Gostei de tudo, apesar de alguns acharem que ele daria um assassino serial, eu o vejo exatamente como você descreveu: um merda metido a valente. Foi só pegar uma mulher mais durona e dançou.
    Prefiro assim, sai um pouco do clichê.
    Parabéns!

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    1. Isso aí ,eu irmão, concordo. Tá tudo ali. sem tirar nem por. Direto, surpreendente e eficaz como um rápido soco na boca. Fico feliz que tenha aprovado.
      Valeu ler suas palavras por aqui de novo.
      Abração e... não suma.

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  6. Grande Eduardo Schloesser, adorei o conto. A violência presente faz lembrar filmes como Pulp Fiction. O cachorrao teve o fim que merecia. Quanto aos desenhos, um primor de talento e qualidade. Parabéns. Sou seu fã! Abraços!

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    1. Muito obrigado, Paulo, fico feliz que tenha gostado! Este conto transmite um tom bukowskiano, a violência onipresente em minhas obras, principalmente nos quadrinhos, já gerou repúdio nos mais sensíveis, ainda bem que você não pertence a este grupo.

      Um grande abraço.

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  7. NOSSA! Esse foi mesmo sinistro! Achei interessante essa ideia de que as raças diferentes não podiam se relacionar. O que será que sairia de uma relação entre a porca e o Rex? Um mutante, talvez? Conto bem obscuro, mas legal!

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    1. Legal que gostou, Fábio!
      Eu quis dar um deferencial em meu universo antropomorfo proibindo a relação entre animais da mesma espécie, algo que não via nas histórias do Fritz (Crumb) e mesmo no universo Disney. Acho estranho, como criar famílias, uma sociedade se assim não fosse?
      Biologicamente, da união entre uma porca e um cão não sairia nada, mas para ter mais coesão eu preferi que a proibição ficasse no campo ético e religioso mesmo. Abração.

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