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sexta-feira, 8 de maio de 2015

NOITE NA TAVERNA (CENA 7)


Só me lembrei de postar alguma coisa neste blog agora no final da tarde. Também, foi um daqueles dias corridos, sempre com as presas das horas querendo nos morder as nádegas.
Logo cedo fui acompanhar a Verônica para um exame de rotina. O sol já ardia com fúria às 7 e 30 da matina. Ela estava em jejum desde a noite anterior. Devo dizer que mudamos o nosso plano de saúde porque o anterior estava a beira da falência, muitos médicos e clínicas já tinha pulado fora do barco. Este que agora pagamos com a dificuldade de sempre possui clínicas e laboratórios próprios, parece uma coisa bacana mas não é. Tudo é longe pra caralho e o atendimento é...bem, eu diria insatisfatório. Ontem a tarde perdemos uns 40 minutos falando com uma dessas atendentes eletrônicas e na hora de pedir informações para um funcionário "humano" a única coisa que se ouvia era uma triste melodia ao piano. Quando por fim falei com alguém, os três telefones que me passaram para obter uma informação básica chamavam e não atendiam.

Chegamos ao laboratório no bairro mais próximo de nossa casa e fiquei estupefato com a quantidade de gente no local. Deram-nos uma senha e ficamos esperando. A Vera normalmente não curte muito conversar nesses lugares, não levei meu sketchbook, então tivemos que nos contentar em ver (não ouvir, a tv estava baixa e o ruído no local era muito grande) a apresentadora Ana Maria Braga e aquele papagaio dela confabulando sobre sei lá o quê. Devia ser sobre o Dia das Mães pois exibiam uma foto do Luciano Huck e uma senhora que devia ser a mãe dele, o nariz e a boca eram idênticos.
Eu preferi observar as pessoas. Muitos idosos, crianças de colo e mulheres buchudas. Parecem típicos nesses locais. Dá pena.
Pensei: 200 ou 300 reais que cada uma dessas pessoas pagam mensalmente dá uma boa grana, poderiam aumentar as salas de coleta e contratar mais profissionais para evitar que tantos percam tempo esperando a sua vez.
Conclusão? Os exames da Vera pediam 12 horas de jejum, 14 horas é o máximo tolerado, passando disso os resultados podem dar alteração, e quando fomos falar com a atendente já passavam de 14 horas e meia. Ela aconselhou a voltarmos amanhã (sábado), disse que a encaixaria assim que ela chegasse se não houvessem muitos prioritários na frente, pediu desculpas e culpou o "sistema" que naquele dia estava muito lento.

Como dizem, amanhã é outro dia.

Deixo vocês com mais uma imagem deste clássico e desejo a todos um FELIZ DIA DAS MÃES.



4 comentários:

  1. Dá mesmo pena ver as pessoas em salas de espera assim, Schloesser. Estou escrevendo este comentário às nove horas de sábado. Espero que a Vera tenha finalmente sido bem atendida. Não é à toa que os planos de saúde vivem sendo processados. Eles só nos respeitam se tiverem medo de nós. Abraço!

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    1. Aqui são exatamente 10 e 45 de sábado, Carla, não pude acompanhar a Verônica hoje, ela foi só, mas foi atendida e já está em casa. Deu tudo certo, graças a Deus.

      Obrigado e um forte abraço.

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  2. Acho que acabei postando como perfil de minha esposa, mas agora vai!! Sensacional, meu caro Dudu!! Que arte linda essa. Fico muito feliz que os obstáculos não alteram a qualidade de seu trabalho, continue assim! Abraço!!

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    1. Grato, meu grande amigo! Não importa o que aconteça o show tem que continuar e nós temos que dar o melhor de nós, temos que respeitar o público que nos prestigia.

      Obrigado e grande abraço.

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