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terça-feira, 5 de maio de 2015

NADA NOVO.


Não tem sido fácil as últimas semanas, na verdade não existem dias livres de complicações, apenas alguns breves momentos para tomar fôlego. Não é assim pra todo mundo, eu sei, sua colheita depende muito do que você planta, das escolhas que você faz. O resto é sempre algo ou alguém para encher o saco, mesmo você não procurando por isto. E neste clima de crises anunciadas e por mim sentidas já desde algum tempo, seguimos remando contra a maré. Sempre em frente.

Após terminar Miguel Strogoff, de Júlio Verne (excelente!), finalmente leio Don Quixote, livro adiado por não me achar pronto para ele desde que eu tinha uns vinte e tantos anos! E creio que fiz bem em esperar, hoje, acho que posso desfrutá-lo da maneira correta. Leio devagar como sempre, como quem aprecia uma suave e saborosa bebida.

Nos quadrinhos ando numa fase de ler super-herói, como que para quebrar um jejum de quase duas décadas sem me debruçar sobre o tema, mas isto se deve principalmente à falta de opções. Intento reler alguns clássicos europeus mas os personagens coloridos, de narrativa rápida, tem me caído no colo, então não me faço de rogado.
No momento leio Quarteto fantástico - O Fim, roteiro e arte do inglês Alan Davis e estou achando muito chato, não que seja mal escrito, muito pelo contrário, é que o tema sci-fi nas hqs não me toca. Gostei muito mais de O Velho Logan, sobre um Wolverine já idoso, que devorei de uma sentada só (embora ache que o Mark Millar - o escritor - exagera demais em alguns pontos).

Ainda sobre os heróis, e na verdade bem influenciado por eles, assisti à série do Demolidor, não consegui parar de ver e matei todos os episódios em pouco tempo. Queria ter feito um post com uma arte rabiscada do personagem, mas não arrumei ocasião para desenhá-lo. Pois é, tempo para ver a série eu busquei, mas não para fazer um esboço. Bem, uma coisa é relaxar e se deixar levar por uma aventura bem construída, outra é sentar e criar uma imagem que te satisfaça. É complicado.
Assisto também Agentes da Shield, nada demais, mas dá para distrair no final da noite.

Ainda não vi Vingadores - A Era de Ultron.

Música? Ouço direto, como sempre, coisa antiga, de 80 para trás. No momento ouço The Cars, banda de rock rotulada de new wave. Pra se sincero só gosto do primeiro e penúltimo disco.

Minha produção atual anda devagar, as vezes demoro a achar a nota certa.
Abaixo, uma amostra do que será o meu próximo livro. Sigo tentando.


8 comentários:

  1. Oi, Schloesser! Ainda não li Dom Quixote. Tentei quando era criança e deixei pra mais tarde. No momento estou no segundo volume encadernado de Sandman. São quatro ao todo. Acho os desenhos bem feinhos. O que salva é o roteiro. Sob influência schloesseriana, fui atrás de Noite na Taverna. Seus desenhos eram tão emocionantes que o livro tinha que ser interessante. E foi mesmo. Vi os dois primeiros episódios da série do Demolidor, mas ele apanhava feito um cachorro, então parei. Se você me disser que ele vai apanhar menos nos episódios seguintes, volto a assistir. O desenho de hoje me deixou curiosa sobre seu próximo livro. Continue firme. Abraço!

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    1. Boa noite, Carla! Dom Quixote não é lá um livro muito fácil, digo, a história é simples e bem engraçada em alguns pontos do que li até agora, mas ela contém certos arcaísmos qua não facilitam muito. Acho mesmo que é um livro pra se ler na maturidade, onde depois de passar pela vida pode-se melhor apreender o que Cervantes quis transmitir, definitivamente não é só uma sátira aos livros de cavaleiros, tão comum à época do autor.

      Você captou direito, Sandman é sensacional, mas não pelos desenhos.

      E fiquei bastante contente, é legal saber que meus desenhos te inspiraram a ler o Noite Na Taverna.

      Penso que você deveria dar uma chance ao Demolidor e ver do todos os episódios mesmo ele apanhando bastante, acho que isto faz parte do tom realista que procuram dar à série. Com o tempo noto que ele aprimora suas técnicas de luta, mas o Demolidor das hqs leva mesmo muita porrada, ele e o Spirit são sacos de pancada.

      Obrigado e um grande abraço.

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  2. Você ainda consegue ler livros. Eu não tenho me concentrado muito nem mesmo para ler quadrinhos. O dia começa e sei lá como, já acabou. Mas tenho caído mais para o lado dos super heróis também. Tenho muita hq por aqui que não li. O curioso é que geralmente tenho vontade de ler algumas dessas hqs quando não tenho tempo, quando preciso ir a um compromisso, etc...
    Um grande abraço e como digo sempre (para mim também) força aí!

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    1. A vida é curta, Gilberto, e me impus a muito tempo atrás nunca deixar de ler livros, nem que fosse uma página por dia. É acabando um e começando outro. Também não tenho tempo e é tanto estresse na vida que nem sempre dá vontade, mas faço uma forcinha.

      Os quadrinhos é quase um vício, mas nem sempre consigo como gostaria. Tem um monte de coisa legal da minha coleção que quero reler e cadê a tranquilidade para desfrutá-los? Pensa que consegui ler o Dark Horse Apresenta? Nada. Mas tudo a seu tempo.

      Outro abraço e fique firme aí, meu caro, a vida tá cada dia mais complicada com este partido ladrão a tantos anos no poder, consumindo o país e muita gente se fingindo de cego, não que a chamada oposição seja digna de confiança, pois não é. Nós fazemos a nossa parte.

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  3. Olá Edu!
    Também estou adiando Dom Quixote há décadas. Algum dia, quando o tempo e a paciência permitir, ataco ele. Atualmente estou lendo um romance histórico de Aydano Roriz intitulado Invasão a Pernambuco. Como literatura é uma porcaria mas como curiosidade sobre a época da invasão dos holandeses a Pernambuco é fantástico. É um período fascinante e estou devorando tudo a este respeito ultimamente.
    De quadrinhos de super-heróis tem sido difícil encontrar algo que preste nos ultimos tempos. A última coisa interessante que li nesse sentido foi a Mulher Maravilha de Mark Millar. Bem interessante.
    Estava lendo Caatinga de Herman mas dei uma parada. Como ilustração é espetacular mas como história, achei um pouco forçada, esteriotipada. mas não se pode culpar o cara pois é francês escrevendo sobre o Brasil. E é muito mais do que muitos de nós, Brasileiros, já tenhamos conseguidos com o tema (Embora tenhamos tido coisas muito boas com Bando de Dois, Mulher diaba no rastro de lampião e Lampião, era o cavalo do tempo atrás da besta da vida).
    Gostei muito do demolidor da tv e também assisti tudo de uma só vez.
    Assisti os vingadores 2 e, embora tenha gostado, achei MUITAS coisas fora do tom, do ritmo e da lógica. Dessa forma, gostei mais do primeiro filme. Mas ainda assim vale a pena ver o segundo na telona.
    Música? Também só venho escutando velharia. Queen, Smiths, Raul Seixas, Ella Fitzgerald, Duke Lelington.
    Os mais novinhos são Fiona Apple, Amy Winehouse e, do brasil, Banda do Mar.

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    1. Salve, Leo! Legal saber como anda a sua rotina cultural. Romances históricos são muito interessantes, gosto bastante, esse que você citou ainda não tinha ouvido falar.

      Mulhar Maravilha escrito pelo Mark Millar? deve ser interessante, hein! Se tiver uma pegada tipo Kick Ass deve ser bom!

      Eu tenho esse álbum do Herman, como você disse, é muito bem ilustrado mas a história é fraca e a narrativa é muito falha, mas dá-se o desconto, o cara é belga (se não me engano) e quando executou a obra não tinha muitas referências, somente o filme do Lima Barreto da década de 50 e algumas fotos. É curioso que um tema tão rico seja tão pouco explorado pelos brasileiros, as obras que você citou são mesmo muito boas, principalmente o Bando de Dois.

      Nem sei se conseguirei assistir ao Vingadores 2. Espero que sim.

      Grato, meu caro.

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  4. Gostei bastante deste espaço porque você não se limita a postar sua arte. É um diário. Um desabafo. Muito bacana. Abraços, Kleiton
    kleitongoncalves.blogspot.com.br

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    1. Pô, que bacana, Kleiton! Fico feliz com suas palavras, afinal, este é um espaço que mantenho sempre na esperança de que um possível público tenha a paciência de ler meus desabafos além de ver as artes, e você reconheceu a minha intenção, ou melhor, verbalizou. Agradeço.

      Abração (e vou dar uma olhada no seu blog).

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