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domingo, 10 de julho de 2016

AS MAIORES HQS DE TODOS OS TEMPOS ( MAUS ).



MAUS, a obra prima do cartunista Art Spiegelman, merece muito mais do que minhas pobres palavras descreverão, o que faço agora é meio na pressa e sem aquela velha inspiração de outrora. Motivo? Cansaço físico. Ah, mas de novo essa conversa Schloesser? Muda o disco, cara! Toda vez tu fala isso! Vai descansar então, porra! E só volta quando tiver carregado as baterias e com postagens relevantes!
Sim, amados e amadas, vocês estão certos, mas se eu for relaxar para voltar renovado arrisco deixar este blog pegando poeira um tempo e não quero isso. Sei que existe um público aqui, os dados estatísticos comprovam, as visitações até aumentaram e gosto de escrever, mas pra variar tenho que que me desdobrar para não deixar a peteca cair. Mas voltemos ao Maus.

Não vou falar sobre a obra em si, deixo com vocês o link do site da Cia das Letras que dá detalhes desta fantástica história em quadrinhos, ali tem tudo o que precisam saber sobre ela e seu autor. Prefiro, como sempre, me ater às sensações que ela me provocou (e provoca).


O link é este (não ganho nada da editora, podem acreditar)

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11733


MAUS veio comprovar que os quadrinhos são muito mais que super-heróis, mangás, Mônica e sua turma, Disney, cartuns satíricos e tutti quanti (não os desmerecendo), demonstrou que é possível contar uma história densa, incômoda, num traço quase infantilizado, usando personagens antropomorfos. Spiegelman nos descreve, em desenhos nervosos, o horror de judeus em campos de concentração relatados por seu pai, um sobrevivente do holocausto e vai muito além, narrando em paralelo sua difícil convivência com o genitor. Um livro imperdível!


O primeiro contato que tive com ele foi em Brasília, na Livraria Presença (acho que ela não existe mais). Era uma semana dedicada às HQs, tinha muitos importados e os tomos eróticos europeus da Martins Fontes. Eu não tinha grana pra comprar aquilo.

Maus me chamou a atenção pelos desenhos, me pareceram à primeira vista toscos, mas extremamente expressivos. Só um tempo depois é que fui saber da importância dela no meio cultural, ganhou prêmios (entre eles um Pulitzer de literatura!).


Em São Paulo, nos duros anos, pude comprar o primeiro volume (nem lembro mais como, afinal ele estava esgotado na editora), o segundo continuava inédito no Brasil, tanto que me segurei para lê-lo, não queria ficar com água na boca pela conclusão. Até que não tanto depois a Brasiliense o lançou.
Finalmente pude matar a vontade, e só posso dizer que não pude largar até que chegasse à última página. Já o reli umas trocentas vezes e as emoções são sempre as mesmas.

Qual a diferença entre a Lista de Schindler, a tele-série Holocausto e Maus? Respondo: Maus é melhor! São mídias diferentes, eu sei, um é cinema, outro é televisão e como poderia uma história em quadrinhos competir com veículos que usam toda uma grandiosa produção e atingem as massas toda de uma única vez? Talvez por isto mesmo, quadrinhos e livros são experiências particulares de você com os  autores, você mergulha nos seus mundos, fantasias, pesadelos e esperanças, individualmente. Os quadrinhos ainda tem as imagens, que despertam outras percepções quando utilizadas de forma competente. E competência é o que não falta em Art Spielgman - em Maus, pelo menos.

Foi relançado em edição única há uns anos. Os meus são os antigos em dois volumes. Estão ali na minha estante, ao alcance dos meus olhos como a me indagar quando vou relê-los. Cara, acho que já passou da hora!












6 comentários:

  1. Tenho que ler "Maus", Schloesser, mas confesso que tenho medo de sair deprimida até os ossos. Acho que vou esperar minha vida entrar numa fase mais tranquila. Abraço!

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    1. Deprime mesmo, Carla, é inegável, mas assim que tudo na sua vida estiver mais sereno (na torcida aqui, pode estar certa) não deixe de ler, vale muito a pena.

      Um abraço e obrigado por não me deixar falando sozinho aqui.

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  2. Nunca li, mas já folheei numa livraria.
    Só tomei conhecimento de Maus, creio eu, pela extinta Comix Magazine.

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  3. Sim. Maus é sensacional! Já o li duas vezes. E nem o tenho na prateleira! Emprestado da Biblioteca mesmo. O certo é comprar e tê-lo sempre à mão...
    Abração!

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    1. Obra obrigatória na estante de qualquer colecionador que se preze, Gilberto, assim como Watchmen, Cavaleiro Das trevas e a série Zé Gatão (ha ha ha ha!).

      Valeu e grande abraço!

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