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terça-feira, 2 de outubro de 2012

COMENTANDO JONAS.



Se a memória não me falha, comecei a trabalhar nestas páginas do Jonas no início dos anos 1990 em São Paulo (92 ou 93 ? Ah,  não sei, deveria ter anotado), e lá se vão quase 20 anos! O objetivo destas artes foi mesmo testar minhas capacidades em fazer uma hq pintada de forma mais realista e aproveitar para compor um portfólio; por isto a opção de trabalhar cada quadro com uma técnica distinta, lápis, carvão, lápis de cor, aquarela, guache, acrílico, bico de pena, óleo... isto quando não fundi materiais distintos em uma única cena. Penso que apesar do meu amadorismo nesta época, o resultado foi bem satisfatório, tanto assim que a na redação da revista Playboy, certa vez, todo o departamento de arte veio dar uma babada, nesta e em outras pranchas que compunham a minha pasta. São lembranças que felizmente o tempo não apaga e que te dão a certeza de que vale a pena trabalhar com isto, apesar de todos os percausos. 


Fazer uma história blíblica em quadrinhos sempre foi um sonho, e o livro do profeta Jonas é ideal para tanto. Para realizar a tarefa tive que me valer de uns livros de arte que possuo em casa e que são verdadeiras relíquias, pois são ricos em fotos de achados arqueológicos de artes etruscas, babilônicas e etc. Foi através deles que compus indumentárias e cenários, me valendo também de certas lembranças de filmes religiosos, pois nem videocassetes tínhamos neste período.


Sempre muito inseguro em relação às minhas capacidades, nestes tempos eu me servia muito de fotografias. Minha família inteira participou. Jonas é o meu irmão Gil, que na época estava barbudo e cabeludo. O restante de meus irmão, pais, filha, amigos, trabalharam como figurantes ao longo da saga.
Lógico que também usei rostos conhecidos do público para dar verosimilhança à coisa, como o Arnold Schwarzenegger, Mickey Rouke (nos seus bons tempos) e Fidel Castro, que, se naquela época conhecesse sua verdadeira história, nunca teria colocado.


Não fiz com intenção de publicar, tanto que nunca veio a público até hoje, ela tem sim seus méritos, mas há trechos que minhas inabilidades, na época, me deixam constrangido. Ouvi muito comentários que me deixaram puto, tipo, "por que você não leva para as Edições Paulinas, pra ver se se interessam?" Como se uma hq sobre a Bíblia só pudesse ser lida por quem é católico ou evangélico! 


São pranchas grandes, por isto eu as fotografei como pude. Peço que me perdoem, meus recursos ainda hoje são muito rudimentares. Mas dá pra ter uma idéia, né?


Naqueles tempos, Jonas, serviu de termômetro pra experimentar minhas aptidões (eu tinha mais paciência), hoje, apenas para relembrar aqueles dolorosos anos menos corridos.  



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